O presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação (Fenascon), Paulo Rossi, afirmou que foi impedido de participar da convenção estadual virtual do Partido Socialista Brasileiro (PSB) realizada nesta segunda-feira, 20 de julho. Integrante da Executiva Municipal da legenda em Curitiba e pré-candidato a deputado estadual, ele atribui o impedimento ao bloqueio de seu acesso à plataforma usada pelo partido.
Rossi também ocupa o cargo de diretor-secretário de Economia Popular e Solidária da União Geral dos Trabalhadores do Paraná (UGT-PR), entidade que já presidiu. A trajetória sindical e a participação na direção municipal do PSB ampliam o peso político da contestação apresentada por ele contra a condução da convenção.
Em nota pública, Rossi relata que havia sido convocado para a reunião virtual, marcada para ocorrer entre 19h e 21h pela plataforma Zoom. Segundo o dirigente, porém, seu ingresso foi bloqueado, apesar de sua condição de membro da direção municipal e de interessado em disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).
O sindicalista afirma que, conforme as informações recebidas por ele, a restrição teria sido determinada por Jean Rosa, responsável pela condução do acesso à convenção. A afirmação é de Rossi e ainda depende de manifestação do PSB do Paraná e do dirigente citado.
A nota também questiona a duração e o conteúdo da reunião. De acordo com Rossi, a convenção terminou em menos de dez minutos e teria se limitado à escolha das candidaturas a deputado federal.
O dirigente sustenta que não houve deliberação sobre candidaturas ao Governo do Paraná, à Vice-Governadoria, ao Senado, às suplências, às vagas de deputado estadual nem sobre eventuais coligações partidárias. Esses pontos integram a versão apresentada por Rossi e precisam ser confrontados com a ata e os documentos oficiais da convenção.
Para o dirigente sindical, o episódio levanta dúvidas sobre democracia interna, transparência, participação dos filiados e cumprimento das normas estatutárias do PSB. Na nota, ele pede esclarecimento integral dos fatos e providências para assegurar a legitimidade do processo partidário.
O Blog do Esmael apurou que o advogado Frederico Reis, responsável pela defesa de Paulo Rossi, estuda duas alternativas para tentar anular a convenção: a impetração de Mandado de Segurança ou a apresentação de Reclamação ao TRE-PR.
Até a formalização de uma medida judicial, a contestação permanece no campo político e partidário. Uma eventual anulação dependerá dos fundamentos jurídicos apresentados, dos documentos da convenção e da decisão da autoridade competente.
O caso abre uma crise interna no PSB do Paraná em plena temporada de convenções, período no qual os partidos definem candidaturas, coligações e estratégias para as eleições de 2026. A controvérsia atinge tanto a composição da chapa proporcional quanto a legitimidade das decisões tomadas pela direção estadual.
O PSB do Paraná e Jean Rosa têm espaço aberto para apresentar suas versões, explicar o bloqueio alegado por Rossi e divulgar a ata completa da convenção.
Acompanhe no Blog do Esmael a cobertura das eleições de 2026 e das disputas internas dos partidos no Paraná.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.
Publicação de: Blog do Esmael
