Por Ruben Bauer Naveira*
O que tem a ver a classificação de PCC e CV pelos EUA como organizações terroristas e a guerra contra o Irã?
Tudo.
O que está em jogo é o domínio sobre o mundo.
Pode até não parecer, mas, para os Estados Unidos, não se trata de mera ambição, ou cobiça
Agora é também existencial.
Porque, ou os EUA estabelecem sua dominação sobre o restante do mundo, ou então mantém-se a “regra do jogo” atual. E sob essa regra do jogo os EUA acabarão falindo, empobrecendo, e não mais podendo gastar fortunas com suas forças armadas, as quais atrofiarão (muitíssimo).
Ou seja, os EUA se tornarão um país “normal” — igual a todos os outros.
Mas quem estabelece domínio sobre o mundo reescreve a regra do jogo, ao seu bel prazer.
Como se estabelece domínio sobre o resto do mundo?
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Controlando as fontes de energia — o petróleo.
Se os americanos quisessem mesmo um acordo com o Irã, eles já teriam feito.
Os americanos sabem que, se voltarem a atacar o Irã, o Irã destruirá a indústria petrolífera do Golfo.
Então talvez seja esse mesmo o plano (mesmo que isso vá atirar o mundo na maior crise econômica e social de todos os tempos).
Se o mundo não puder mais contar com o petróleo do Golfo, restarão somente três outras grandes províncias exportadoras de grandes volumes de excedentes de petróleo.
1. Venezuela (já tá dominada);
2. Rússia (possui armas nucleares, e mesmo assim está sob cerco militar, atacada por drones destruindo suas refinarias e matando civis todos os dias);
3. O Atlântico Sul (Nigéria, Angola e… Brasil);
Muito mais do que a “doutrina Donroe”, é isso o que explica a classificação das nossas facções criminosas como terroristas.
Se o petróleo do Golfo for para o espaço, o mundo se voltará para cá — e os marines também.
A Nigéria vai primeiro. Nós seremos os próximos na fila.
Trump gosta de atacar aos sábados. Para poder fazer os seus trambiques com cotações aproveitando o fechamento dos mercados.
Desta vez (dias 30 e 31) não vai dar. Porque há três milhões de peregrinos a Meca na Arábia Saudita.
A peregrinação acaba sábado. E toda essa gente ainda vai precisar de uns dois dias para deixar o país.
Para complicar: a Rússia já deu claros sinais de que não suporta mais ser atacada a partir da Europa (a Ucrânia é hoje nada mais do que a base avançada).
E a Europa deseja exatamente isso — provocar a Rússia até obrigá-la a retaliar, levando a uma guerra em que os europeus contam com o envolvimento direto (artigo 5 da OTAN) dos Estados Unidos.
“É a dominação mundial, estúpido.”
Os russos naturalmente sabem disso. E esperarão a retomada da guerra entre os EUA e o Irã — com os EUA presos no atoleiro iraniano — para atacarem a Europa.
Dias difíceis virão…
*Ruben Bauer Naveira é ativista político. Autor do livro Uma Nova Utopia para o Brasil: Três guias para sairmos do caos (disponível em http://www.brasilutopia.com.br/).
Este artigo não representa obrigatoriamente a opinião do Viomundo.
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Publicação de: Viomundo
