A Prefeitura de Curitiba inicia na segunda-feira (25) as reuniões presenciais de priorização do Fala Curitiba 2026, etapa que transforma pedidos de bairro em lista para a votação final de agosto e para a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027. O filtro atinge a gestão do prefeito Eduardo Pimentel (PSD) porque separa demanda concreta de promessa sem data.
A agenda publicada pelo portal do programa lista encontros às 19h, em regionais como Boa Vista, Cajuru, Portão, Pinheirinho, Santa Felicidade, Tatuquara, Boqueirão, Matriz, Bairro Novo e Cidade Industrial de Curitiba (CIC). A primeira rodada será na segunda-feira (25), com reuniões no Atuba, Cajuru e Fazendinha.
O Fala Curitiba não é só formulário de participação popular. Ele vira uma espécie de peneira pública sobre as cobranças que chegam de moradores, associações comunitárias, usuários do transporte, famílias que esperam creche, pacientes que cobram unidade de saúde e comerciantes que dependem de rua asfaltada, iluminação e circulação segura.
Segundo a Prefeitura, as sugestões apresentadas pela internet e pelo Fala Curitiba Móvel serão discutidas nos encontros presenciais antes de seguirem para a votação final. Na prática administrativa, a reunião de bairro define quais demandas sobrevivem ao funil e quais ficam pelo caminho antes da disputa por espaço no orçamento.
A Prefeitura informa que a etapa de priorização terá 29 encontros nas dez administrações regionais. Os participantes poderão escolher o assunto sobre o qual querem sugerir melhorias, entrar em grupos temáticos e, com mediação de técnicos do município, definir três prioridades coletivas por tema.
A lista de temas mostra onde a cobrança pode apertar Pimentel bairro por bairro. Entram saúde, educação, transporte público, pavimentação, iluminação, drenagem, pontes, calçadas, ciclovias, habitação, Guarda Municipal, assistência social, segurança alimentar, trânsito, meio ambiente, limpeza pública, esporte, lazer, juventude, emprego, empreendedorismo e turismo.
A Lei Orçamentária Anual é o documento que diz onde a Prefeitura pretende gastar o dinheiro público no ano seguinte. Para o morador, a diferença é simples: pedido anotado em reunião ainda não é obra; prioridade eleita e incluída na LOA passa a ser compromisso oficial, sujeito a prazo, cobrança e fiscalização.
A própria Prefeitura afirma que a coleta de sugestões para a LOA começou em abril e segue até 3 de junho pela internet e pelo Fala Curitiba Móvel. A votação final terá participação eletrônica e pelo Fala Móvel de 19 a 31 de julho, além das reuniões presenciais finais entre 3 e 7 de agosto.
O dado mais concreto está no fim do processo: a administração municipal diz que serão definidos 100 pedidos eleitos pelos moradores e que serviços e obras escolhidos pela população serão incluídos na LOA de 2027. Essa é a régua que interessa ao bairro, porque permite comparar promessa, orçamento e entrega.
A leitura eleitoral tem limite. O Fala Curitiba não é pesquisa de intenção de voto, nem autoriza dizer que uma regional está contra ou a favor de Pimentel. Mas o programa produz um mapa verificável das carências da cidade, com endereço, tema, demanda e votação.
Esse mapa pode pesar antes de 2026 porque Curitiba é vitrine política no Paraná. Se o morador pede posto de saúde, asfalto, drenagem, iluminação ou transporte e a demanda entra na LOA, a cobrança muda de patamar. A pergunta deixa de ser genérica e passa a ter objeto: entrou no orçamento, saiu do papel ou ficou na gaveta?
O teste para Pimentel começa menos no discurso e mais na planilha. Bairro não mede gestão por slogan; mede por ônibus que passa, rua que não alaga, creche que abre vaga, unidade de saúde que atende e lâmpada que funciona.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.
Publicação de: Blog do Esmael
