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A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 15 de julho, registra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 28% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A vantagem de 12 pontos cresceu em relação à rodada anterior do próprio instituto e interrompeu o movimento de aproximação do pré-candidato bolsonarista.
O levantamento ouviu presencialmente 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, em 120 municípios, entre 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Contratada pelo Banco Genial, a pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.
No primeiro turno, Lula avançou de 39% para 40%, enquanto Flávio Bolsonaro recuou de 29% para 28%. A diferença entre os dois passou de dez para 12 pontos percentuais.
Os movimentos individuais estão dentro da margem de erro, mas a combinação do crescimento de Lula com a queda de Flávio Bolsonaro ampliou numericamente a distância entre os dois principais nomes testados pela Quaest.
No confronto direto de segundo turno, Lula aparece com 45%, contra 37% de Flávio Bolsonaro. A vantagem do presidente subiu de seis para oito pontos na comparação com a rodada anterior, quando o instituto havia registrado 44% a 38%.
Os eleitores que declararam voto branco, nulo ou intenção de não votar somam 14% no segundo turno. Outros 4% não souberam ou não responderam.
A leitura correta do levantamento deve permanecer dentro da série histórica da Quaest. Pesquisas eleitorais representam uma fotografia do período de campo, sujeita à margem de erro, ao método de entrevista, ao desenho da amostra e aos critérios de ponderação definidos pelo instituto.
A rodada de julho indica que Lula recuperou terreno dentro dessa série, enquanto Flávio Bolsonaro perdeu um ponto nos dois cenários principais. O resultado dificulta a narrativa de crescimento linear do senador, mas não encerra a disputa marcada para 4 de outubro de 2026.
Lula mantém vantagem entre independentes e mulheres
O segmento dos eleitores independentes representa um dos principais obstáculos para Flávio Bolsonaro. No segundo turno, Lula registra 40% nesse grupo, contra 27% do senador.
Outros 26% dos independentes afirmam que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam. O percentual mostra que uma parcela relevante desse eleitorado ainda não aderiu a nenhum dos dois polos.
Entre as mulheres, no cenário de primeiro turno, Lula aparece com 38%, enquanto Flávio Bolsonaro marca 25%. A diferença de 13 pontos nesse segmento supera a vantagem registrada no total da amostra.
A disputa fica mais apertada entre os eleitores de 16 a 34 anos. Lula registra 34%, contra 30% de Flávio Bolsonaro, uma distância de quatro pontos percentuais.
O senador obtém seu melhor desempenho entre os evangélicos. Nesse grupo, Flávio Bolsonaro alcança 39%, diante de 26% de Lula.
Os recortes mostram uma eleição dividida por gênero, religião, idade e posicionamento político. Lula sustenta vantagem entre mulheres e independentes, enquanto Flávio Bolsonaro conserva força entre evangélicos e reduz a diferença entre os mais jovens.
Aprovação supera desaprovação por um ponto
A avaliação do governo também apresentou uma inversão numérica. A aprovação de Lula chegou a 48%, enquanto a desaprovação ficou em 47%. Outros 5% não souberam ou não responderam.
Na rodada anterior, 47% aprovavam o governo e 48% desaprovavam. A mudança de um ponto em cada indicador está dentro da margem de erro e configura empate técnico, mas altera o sinal político da pesquisa.
O governo volta a registrar aprovação numericamente superior à desaprovação no momento em que Lula amplia sua vantagem eleitoral. Os dois resultados não são equivalentes, porque avaliação administrativa e intenção de voto medem comportamentos diferentes, mas ajudam a identificar o ambiente político captado pela Quaest.
A rejeição permanece como limite para os dois pré-candidatos. Segundo a pesquisa, 57% afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro de jeito nenhum. No caso de Lula, a rejeição chega a 50%.
A diferença indica que Flávio Bolsonaro enfrenta maior dificuldade para ampliar sua candidatura além do eleitorado identificado com o bolsonarismo. Lula também tem rejeição elevada, mas apresenta vantagem no primeiro turno e no confronto direto medido pelo instituto.
A pesquisa é nacional e não permite projetar os resultados para o Paraná. O comportamento dos eleitores paranaenses, os efeitos sobre a sucessão de Ratinho Junior (PSD) e a disputa pelas duas vagas ao Senado dependem de levantamentos estaduais registrados no TSE.
O resultado da Quaest fortalece Lula na largada da fase decisiva da eleição e obriga Flávio Bolsonaro a buscar votos fora de sua base mais fiel. A próxima rodada mostrará se a abertura de 12 pontos representa uma mudança de tendência ou uma oscilação dentro da série.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.
Publicação de: Blog do Esmael
