O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece com 38% a 40% das intenções de voto e venceria o ex-ministro Fernando Haddad (PT), que marca 26% a 28%, mas a Genial/Quaest divulgada na quarta-feira (29) mostra a pior aprovação do governador desde o início da série paulista.
A vantagem de Tarcísio existe.
O desgaste também.
O dado central da pesquisa é esse: o governador lidera a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes, mas já não entra na disputa com a mesma blindagem política que carregava no começo do mandato.
No primeiro cenário de primeiro turno, Tarcísio tem 38%, contra 26% de Haddad. Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB) aparecem com 5% cada. Indecisos são 13%, mesmo índice dos que declaram voto branco, nulo ou não pretendem votar.
Sem Paulo Serra na lista, Tarcísio sobe para 40%, Haddad vai a 28% e Kim fica com 5%. A margem de Tarcísio sobre o petista permanece em 12 pontos nos dois cenários testados.
Num eventual segundo turno, o governador teria 49%, contra 32% de Haddad. Indecisos somam 8%; brancos, nulos e eleitores que dizem não votar são 11%.
O ponto novo está menos na dianteira de Tarcísio e mais na qualidade dessa dianteira.
Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, 61% dos eleitores que declaram voto em Tarcísio dizem já estar decididos. Entre os que declaram voto em Haddad, a taxa é de 57%.
Isso consolida uma eleição paulista com dois polos duros.
A vinculação nacional também aparece no levantamento. Segundo Nunes, 54% dos eleitores já sabem que Haddad será o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em São Paulo. Outros 45% já sabem que Tarcísio será o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no estado.
É o maior nível de ligação nacional medido até aqui pela Quaest.
Ou seja: São Paulo não caminha para uma eleição local fria. O maior colégio eleitoral do país deve virar uma prévia da guerra nacional entre lulismo e bolsonarismo.
A vantagem de Tarcísio é sustentada por um potencial de voto de 48% e rejeição de 38%, segundo a análise divulgada por Nunes. Haddad tem desafio mais duro: 33% de potencial de voto e 58% de rejeição.
Esse é o nó petista em São Paulo.
Haddad tem voto consolidado, nome conhecido, ligação direta com Lula e estrutura nacional. Mas precisa furar uma rejeição que, por enquanto, trava seu crescimento fora da base já convencida.
Tarcísio, por outro lado, chega à reeleição com 54% de aprovação. É o menor patamar desde o começo da série histórica da Quaest em São Paulo, mas a desaprovação ficou em 29%, número ainda baixo para um governador em ano eleitoral.
A pesquisa também mostra que 54% dos eleitores acham que Tarcísio merece um novo mandato.
Esse é o principal ativo do governador.
Ele perdeu gordura, mas não perdeu o eixo da disputa.
O problema para Tarcísio aparece no Senado. São Paulo elegerá duas cadeiras em 2026, e a Genial/Quaest mostra o campo lulista largando com nomes mais competitivos.
Simone Tebet (PSB) aparece com 14% ou 15%, conforme o cenário. Márcio França (PSB) marca 12%. Marina Silva (Rede) também chega a 12% quando aparece na lista.
Pelo campo da direita, Pablo Marçal (União Brasil) chega a 11% em um dos cenários, mas carrega pendências na Justiça Eleitoral. Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança de Tarcísio, aparece com 8%. Ricardo Salles (Novo) marca 6%.
A leitura política é simples: Tarcísio lidera para governador, mas não transfere automaticamente força para a chapa ao Senado.
Isso importa porque a disputa paulista será usada como vitrine nacional. Se Tarcísio vencer o governo e o campo lulista conquistar as duas vagas ao Senado, a direita sairá do maior estado do país com uma vitória incompleta.
A Quaest ouviu 1.650 eleitores de São Paulo entre 23 e 27 de abril de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com 95% de confiança. O levantamento foi pago pelo Banco Genial, custou R$ 278.386,89 e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-03583/2026.
A fotografia de abril mostra Tarcísio favorito contra Haddad, mas também mostra uma eleição menos confortável do que o Palácio dos Bandeirantes gostaria. O governador tem dianteira, aprovação majoritária e menor rejeição; Haddad tem o peso de Lula, eleitor decidido e um Senado onde a esquerda começa melhor.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.
Publicação de: Blog do Esmael
