O deputado estadual Requião Filho (PDT) e a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) marcaram para sábado (30), às 10h, em Curitiba, o lançamento de suas pré-candidaturas ao Governo do Paraná e ao Senado, num ato que virou o primeiro teste de rua da oposição depois da DataRatinho. O evento está previsto para o Igloo Super Hall, no Tarumã.
A data não mede apenas a presença de militância. Mede o tamanho da foto progressista no Paraná, a capacidade de juntar partidos, a força real de caravanas do interior e o quanto Requião Filho e Gleisi conseguem transformar voto lulista em palanque estadual.
O ato deve reunir, até aqui, PDT, PT, PCdoB, PV, Rede e PSOL. Também serão apresentadas pré-candidaturas a deputado estadual e federal da aliança, segundo informações publicadas pelo Blog do Esmael.
O lançamento estava dado desde o começo do mês. O fato político novo é saber quem estará na plateia, quem evitará a foto, quem ocupará espaço na chapa e quem tentará disputar o segundo voto progressista ao Senado.
A DataRatinho mexeu no ambiente porque mostrou uma disputa estadual ainda aberta. Na pesquisa do Instituto IRG, Sergio Moro (PL) apareceu com 39,4% no primeiro cenário estimulado, seguido por Requião Filho, com 18,1%, Rafael Greca (MDB), com 14,7%, e Sandro Alex (PSD), com 12,3%.
O mesmo levantamento mostrou Sandro Alex subindo para 26,2% quando aparece associado ao governador Ratinho Junior (PSD). Nesse cenário, Requião Filho marca 20,5% com apoio do presidente Lula (PT), enquanto Moro vai a 40,6% quando aparece ligado a Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A leitura política é direta. Sandro depende da vitrine de Ratinho Junior para crescer. Requião Filho precisa provar que tem estrutura fora da bolha progressista, além de vincar sua imagem ao presidente Lula. Gleisi precisa organizar uma campanha ao Senado num estado em que a direita trabalha com dobradas, máquina partidária e comunicação permanente.
A eleição para o Senado torna o ato mais importante. Em 2026, o eleitorado do Paraná escolherá dois senadores diferentes, porque estarão em disputa duas vagas por estado e pelo Distrito Federal. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) informa que o segundo voto será anulado se o eleitor repetir o mesmo número.
Isso transforma Gleisi em nome central, mas não resolve a equação inteira. A oposição ainda precisa dizer como tratará o segundo voto, se buscará composição com outro partido, se deixará o eleitor livre ou se tentará construir uma dobrada capaz de impedir que parte do voto lulista escorra para candidaturas adversárias.
O ato também pressiona o Palácio Iguaçu. Ratinho Junior tem governo, prefeitos, base na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e agenda de obras. A oposição tem o desafio inverso: mostrar rua, interior, sindicatos, movimentos sociais, juventude, universidades e figuras com voto próprio.
A presença ou ausência de prefeitos será uma régua concreta. Deputados, vereadores, dirigentes partidários, lideranças sindicais e movimentos populares podem dar volume ao ato, mas prefeito em pré-campanha costuma medir risco, verba, convênio e relação com o governo estadual antes de subir no palco.
A indefinição sobre vice também pesa. A aliança progressista já tem cabeça de chapa ao governo e nome ao Senado, mas a composição completa segue sem confirmação pública. A escolha do vice dirá se o grupo quer falar apenas com a esquerda organizada ou se tentará furar o bloqueio no centro do eleitorado paranaense.
O mesmo vale para o PSB. O partido do vice-presidente Geraldo Alckmin ainda pode se somar ao arco de esquerda no estado. Se isso ocorrer, o ato de sábado (30) deixará de ser apenas uma foto de lançamento e passará a funcionar como ensaio de coalizão mais larga.
A oposição chega ao evento com uma vantagem e uma cobrança. A vantagem é ter nomes definidos antes de parte do campo governista resolver suas tensões. A cobrança é demonstrar que a chapa Requião Filho-Gleisi não será apenas palanque de Lula, mas estrutura territorial para disputar voto no Paraná.
O sábado próximo será uma fotografia, mas a política cobrará filme. Se o ato reunir partidos, interior, sindicatos, prefeitos e recado claro sobre o segundo voto ao Senado, Requião Filho e Gleisi passam a disputar o roteiro da sucessão estadual; se a foto vier estreita, Ratinho Junior e Sergio Moro ganham munição para tratar a oposição como campo menor em 2026.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.
Publicação de: Blog do Esmael
