PL aciona PGR para empurrar PT à guerra suja da IA

O PL, por meio do deputado federal Ubiratan Sanderson (RS), pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR), na segunda-feira (27), investigação contra o Diretório Nacional do PT por um vídeo exibido no 8º Congresso petista que associa o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao caso Banco Master. A ofensiva leva a pré-campanha de 2026 para a trincheira da Inteligência Artificial (IA).

O ofício, enviado ao procurador-geral Paulo Gonet, acusa o PT de divulgar “material audiovisual de conteúdo potencialmente desinformativo”. Sanderson pede a identificação dos responsáveis pela produção, edição e circulação do vídeo.

O PL afirma que o material teria sido produzido com auxílio de IA e que isso aumentaria seu poder de convencimento nas redes. O documento, porém, não apresenta laudo técnico público que comprove o uso da tecnologia.

A acusação mira o ponto mais sensível do vídeo: a ligação direta entre Flávio Bolsonaro e o Banco Master. Segundo apoiadores, o senador fluminense não é investigado no caso e negam que a mansão comprada por Flávio Bolsonaro em Brasília tenha relação com o esquema do banco.

O vídeo do PT usa a expressão “bolsomaster” e afirma que o Banco Master foi autorizado a operar em 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro. Também cita doações eleitorais de Fabiano Zettel, ligado ao banco, para campanhas de Bolsonaro e de Tarcísio de Freitas.

A peça junta fatos públicos, ataque político e uma conclusão ainda sem investigação formal conhecida contra Flávio Bolsonaro. Esse é o vão usado pelo PL para tentar colocar o PT no mesmo banco dos réus digitais em que a direita vinha sendo pressionada.

A direita tenta devolver a acusação depois do caso “Dona Maria”, personagem criada por IA com aparência realista de mulher idosa e negra. O PT, o PV e o PCdoB acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para derrubar perfis da personagem, que acumulava mais de 740 mil seguidores no Instagram e atacava Lula e a esquerda.

A operação política do PL é simples: deslocar o debate do Banco Master para o método usado pelo adversário. Se a PGR aceitar a provocação, o tema deixa de ser apenas o conteúdo do vídeo e passa a incluir produção, autoria, tecnologia e circulação.

O PT entra nessa disputa com um risco real. Ao combater a militância sintética da direita, precisa provar que não usa atalhos parecidos para atacar Flávio Bolsonaro. A cobrança vale para os dois lados: vídeo político pode ser duro, mas não pode vender como fato o que ainda depende de prova.

A eleição de 2026 já saiu do palanque tradicional e entrou no território das imagens, dos cortes, dos perfis falsos e da suspeita permanente. Quem brincar com IA sem transparência vai entregar munição ao adversário antes mesmo da campanha oficial.

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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.  

Publicação de: Blog do Esmael

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