Paraná Pesquisas: Deltan lidera Senado, mas Curi, Gleisi e Filipe entram na zona da morte

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Deltan Dallagnol lidera a disputa pelo Senado no Paraná com 34%, mas Curi, Gleisi e Filipe Barros aparecem separados por apenas 3,6 pontos, configurando uma disputa aberta pelas duas cadeiras.

A pesquisa do Paraná Pesquisas divulgada nesta segunda-feira (17) mostra Deltan Dallagnol (Novo) na liderança da corrida pelo Senado no Paraná, com 34%, mas revela uma briga embolada pelas duas vagas em disputa em 2026.

Alexandre Curi (Republicanos) aparece com 29,6%, Gleisi Hoffmann (PT) tem 28,1% e Filipe Barros (PL) registra 26%.

A diferença entre o segundo e o quarto colocado é de apenas 3,6 pontos percentuais. Considerando a margem de erro estimada de 2,6 pontos, os três estão dentro de uma faixa de disputa que torna o resultado eleitoral aberto e imprevisível.

É a chamada zona da morte da eleição para o Senado: Curi, Gleisi e Filipe estão numericamente próximos e qualquer deslocamento durante a campanha pode alterar a composição dos dois eleitos.

Quatro candidatos para duas vagas

O Paraná elegerá dois senadores em 2026. A pesquisa mostra quatro nomes competitivos para essas duas cadeiras.

Deltan aparece em primeiro, com 34%, seguido por Curi, com 29,6%. Gleisi está logo atrás, com 28,1%, e Filipe Barros chega a 26%.

A diferença de Curi para Gleisi é de apenas 1,5 ponto percentual. Entre Gleisi e Filipe, são 2,1 pontos.

Mesmo a vantagem de Deltan sobre Curi, de 4,4 pontos, deve ser observada levando em conta a margem de erro de aproximadamente 2,6 pontos percentuais para os resultados gerais.

Na prática, a pesquisa registra uma disputa em que quatro candidatos podem chegar ao fim da campanha brigando pelas duas vagas.

Deltan lidera, mas não está sozinho

O resultado dá a Deltan uma vantagem importante na largada. O ex-procurador da Operação Lava Jato aparece 4,4 pontos à frente de Curi e 5,9 pontos acima de Gleisi.

Mas a liderança não elimina a disputa. Como cada eleitor poderia citar até dois candidatos, os percentuais da pesquisa estimulada não devem ser somados como se representassem uma eleição de voto único.

O levantamento mostra, portanto, a força individual de cada candidatura dentro de uma eleição em que dois nomes serão escolhidos.

Além dos quatro primeiros, Cristina Graeml aparece com 17,2%, seguida por Dr. Rosinha, com 12,3%. Joaquim do MLB tem 1,5%, Karen Guerreiro, 1,2%, e Marcelo Marcelino, 0,8%.

7,8% disseram que não votariam em nenhum, branco ou nulo, enquanto 5,9% não souberam ou não quiseram opinar.

Gleisi enfrenta o maior índice de rejeição

Outro dado da Paraná Pesquisas ajuda a dimensionar o cenário para o Senado: Gleisi Hoffmann lidera a rejeição, com 42,2%.

Deltan Dallagnol aparece com 13%, Dr. Rosinha com 12,1%, Alexandre Curi com 8,5% e Filipe Barros com 7,4%.

A pesquisa permitia que cada entrevistado apontasse mais de um candidato que não receberia seu voto. Por isso, os índices de rejeição também não devem ser tratados como uma soma de 100%.

O dado cria um contraste eleitoral relevante: Gleisi está entre os quatro candidatos mais competitivos na intenção de voto, mas também possui a maior rejeição entre todos os nomes testados.

Curi, Gleisi e Filipe: a zona da morte

A fotografia mais importante do levantamento está justamente no bloco formado por Curi, Gleisi e Filipe Barros.

Os três aparecem em sequência:

Curi — 29,6%
Gleisi — 28,1%
Filipe Barros — 26,0%

A distância de apenas 3,6 pontos entre Curi e Filipe é menor que uma vez e meia a margem de erro estimada.

Isso significa que, dentro dos limites estatísticos do levantamento, não há uma fotografia suficientemente distante para tratar a ordem entre os três como consolidada.

É por isso que a campanha para o Senado promete ser uma das disputas mais acirradas do Paraná. São quatro candidaturas competitivas para apenas duas cadeiras, com diferenças pequenas entre os nomes que ocupam da segunda à quarta posição.

Pesquisa ouviu 1.520 eleitores

O Paraná Pesquisas ouviu 1.520 eleitores em 65 municípios do Paraná, por meio de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais realizadas entre 13 e 16 de agosto de 2026.

Segundo o instituto, a amostra possui grau de confiança de 95% e margem estimada de erro de aproximadamente 2,6 pontos percentuais para os resultados gerais.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº PR-09048/2026, para os cargos de governador e senador.

A eleição que pode ser decidida nos detalhes

A pesquisa mostra Deltan na frente, mas também revela que a disputa pelas duas cadeiras do Senado está longe de estar definida.

Curi, Gleisi e Filipe estão separados por poucos pontos. Cristina Graeml aparece mais distante, mas ainda com 17,2%, enquanto Dr. Rosinha registra 12,3%.

Com a campanha eleitoral em movimento, pequenas transferências de votos podem mudar a ordem do segundo pelotão e, consequentemente, definir quem ficará com as duas cadeiras do Paraná no Senado.

A fotografia da largada é de Deltan na frente e três candidatos na zona da morte. A eleição, porém, será decidida pelos dois nomes que terminarem na frente.

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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.  

Publicação de: Blog do Esmael

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