Lula chama trabalhador após derrota de Messias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) marcou para as 20h30 desta quinta-feira (30) uma conversa direta com trabalhadores, em rede social, no dia seguinte à derrota histórica de Jorge Messias no Senado e na mesma data em que o Congresso analisa derrubar o veto ao projeto que reduz penas de condenados por tentativa de golpe e pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Lula escreveu que quer falar com “quem move este país todos os dias”. O recado foi publicado na véspera do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, celebrado nesta sexta-feira, 1º de Maio. O encontro será em rede nacional de rádio, TV e internet.

A frase mira o público que o Planalto precisa recuperar com urgência: trabalhador com carteira assinada, Microempreendedor Individual (MEI), bico, pequeno negócio, cuidado, escola e serviço pesado.

O chamado ocorre depois de o Senado impor a Lula a primeira rejeição de uma indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 132 anos. Jorge Messias, advogado-geral da União, recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários. Eram necessários 41 votos para a aprovação.

A derrota tirou o conflito dos bastidores e jogou o governo contra a parede. O Congresso, comandado por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) no Senado e Hugo Motta (Republicanos-PB) na Câmara, mostrou força justamente quando o Planalto tenta aprovar pautas populares.

A mais sensível delas é o fim da escala 6×1. O governo enviou em 14 de abril de 2026 um projeto para reduzir a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, garantir dois dias de descanso remunerado e impedir corte de salário.

Esse projeto agora fica em cima do telhado. Sem maioria firme no Congresso, Lula pode falar ao trabalhador, mas precisará transformar audiência em pressão política real.

O outro teste ocorre no Veto 3/2026. A Câmara informou que a sessão do Congresso desta quinta-feira (30) tem pauta única: analisar o veto integral de Lula ao Projeto de Lei 2162/2023, chamado de PL da Dosimetria.

A proposta reduz penas de condenados por tentativa de golpe de Estado ou por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023. A derrubada do veto exige 257 votos de deputados e 41 votos de senadores, contados separadamente.

O projeto também pode alcançar Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. A defesa do ex-presidente contesta a condenação.

É por isso que a fala das 20h30 não é apenas uma agenda de véspera de feriado. É a tentativa de recolocar o trabalhador no centro da disputa depois de uma semana em que o Congresso impôs derrota ao governo e abriu caminho para aliviar a conta penal do bolsonarismo.

Lula tem uma vitrine forte: emprego, renda, jornada menor e descanso semanal. O problema é que vitrine não vota no Congresso.

Quem vota são deputados e senadores que acabaram de mostrar que não temem o Planalto. A resposta, se vier, terá de sair da tela do celular e voltar ao asfalto.

O 1º de Maio pode virar ponto de reorganização do lulismo se o governo entender que a pauta trabalhista fala mais alto do que a negociação de gabinete.

Sem trabalhador mobilizado, a escala 6×1 vira promessa parada. Com pressão social, a derrota de Messias pode virar alerta útil para Lula reconstruir força fora dos salões de Brasília.

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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.  

Publicação de: Blog do Esmael

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