O presidente Lula (PT) lidera todos os cenários de 1º turno da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (28), mas o confronto direto com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) segue travado no 2º turno, dentro da margem de erro de 1 ponto percentual.
O levantamento ouviu 5.008 pessoas entre 22 e 27 de abril, por recrutamento digital aleatório, com nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) BR-07992/2026.
No principal cenário de 1º turno, Lula aparece com 46,6%, contra 39,7% de Flávio Bolsonaro. Renan Santos marca 5,3%, Ronaldo Caiado tem 3,3%, Romeu Zema soma 3,1%, Augusto Cury fica com 1,1% e Aldo Rebelo aparece com 0,3%.
A vantagem de 6,9 pontos dá fôlego ao presidente na largada, mas não resolve a eleição, embora deixe Lula próximo de vencer no primeiro turno. O dado central está na distância entre liderança de 1º turno e bloqueio no 2º turno.
Em outro cenário, com lista mais ampla, Lula marca 44,2%, contra 39,3% de Flávio Bolsonaro. Renan Santos tem 5,1%, Zema aparece com 3,5%, Caiado com 3,0%, Samara Martins com 2,0% e Ciro Gomes com 1,3%.
Sem Lula na disputa, o ministro Fernando Haddad (PT) aparece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro: 40,5% a 39,2%. A diferença é estreita e mostra que a transferência lulista existe, mas não reproduz automaticamente a força pessoal do presidente.
A pesquisa destaca a seguinte fotografia: Lula lidera no 1º turno, enquanto o 2º turno contra Flávio Bolsonaro fica tecnicamente empatado.
No confronto direto de 2º turno, Flávio Bolsonaro aparece com 47,8%, contra 47,5% de Lula. Brancos, nulos e indecisos somam 4,7%.
A diferença de 0,3 ponto não permite cravar vantagem real para nenhum dos dois. É empate técnico.
Contra Jair Bolsonaro (PL), Lula marca 48,0%, ante 46,8% do ex-presidente. Contra Zema, o petista aparece com 47,4%, contra 46,5%.
Lula abre vantagem mais clara contra Caiado, por 46,8% a 42,2%, e contra Renan Santos, por 47,1% a 29,5%. O problema do Planalto não é a direita inteira. É o sobrenome Bolsonaro.
A rejeição confirma o tamanho do nó. Lula tem 51,0% de eleitores que dizem não votar nele de jeito nenhum. Flávio Bolsonaro vem logo atrás, com 49,8%.
Jair Bolsonaro tem 44,9% de rejeição, Renan Santos aparece com 42,2%, Haddad com 41,9%, Zema com 40,9% e Caiado com 38,7%.
A sondagem com o nome de Jair Bolsonaro é importante porque revela o potencial de transferência de votos entre o ex-presidente e seu filho zero um, Flávio Bolsonaro.
O dado mostra uma disputa com dois polos fortes e dois tetos altos. Lula preserva liderança, mas enfrenta desgaste de governo. Flávio Bolsonaro herda voto bolsonarista, mas também carrega rejeição quase do tamanho da do presidente.
A aprovação de Lula ajuda a explicar essa contradição. Segundo a Atlas/Bloomberg, 46,8% aprovam o desempenho do presidente, enquanto 52,5% desaprovam. Na avaliação do governo, 42,0% consideram a gestão ótima ou boa, 51,3% avaliam como ruim ou péssima e 6,8% dizem regular.
A pesquisa também testou o medo dos eleitores. Para 47,3%, a reeleição de Lula causa mais medo ou preocupação. Para 45,4%, a eleição de Flávio Bolsonaro causa mais medo ou preocupação. Outros 7,2% dizem temer igualmente os dois resultados.
Esse é o retrato mais duro da pesquisa para 2026: Lula começa na frente, mas não transforma liderança em conforto. Flávio Bolsonaro não passa o presidente no 1º turno, mas mantém a eleição viva no confronto final.
A campanha de Lula tende a explorar a vantagem inicial e a comparação administrativa. A de Flávio Bolsonaro tende a apostar na rejeição ao governo e na consolidação do voto antibolsonarista ao contrário, isto é, o voto anti-Lula.
O centro segue sem dono claro. Zema, Caiado, Ciro, Renan Santos e outros nomes aparecem pequenos no 1º turno, mas podem pesar na linguagem, nas alianças e no destino do eleitor que rejeita Lula e também desconfia do bolsonarismo.
A Atlas/Bloomberg não encerra a disputa. Ela confirma que 2026 nasce com Lula na frente, Flávio Bolsonaro colado no retrovisor e uma eleição que deve ser decidida no território estreito entre rejeição, renda, medo e voto útil.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.
Publicação de: Blog do Esmael
