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A primeira pesquisa Quaest contratada pela RPC para a eleição de 2026 mostra Alexandre Curi (Republicanos) numericamente na liderança da corrida ao Senado no Paraná, com 15%, seguido por Gleisi Hoffmann (PT), com 11%, e por Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo), ambos com 9%. Como o Estado elegerá dois senadores em 4 de outubro, os números indicam uma disputa aberta e com larga margem para mudança.
O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira, 24 de agosto, pela RPC, afiliada da TV Globo no Paraná. A Quaest ouviu 804 eleitores com 16 anos ou mais entre 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-05388/2026.
O dado mais importante para entender a fotografia eleitoral está na pesquisa espontânea. Sem receber uma lista de nomes, 90% dos entrevistados não souberam apontar um candidato ao Senado. Deltan aparece com 3%, enquanto Curi e Gleisi têm 2% cada. Dr. Rosinha (PT) e Filipe Barros (PL) registram 1% cada.
A pesquisa estimulada, na qual os nomes são apresentados, reduz a indecisão, mas ainda deixa 28% sem candidato e 13% entre os que pretendem votar em branco, nulo ou não votar.
Curi lidera no consolidado
Considerando a combinação do primeiro e do segundo votos, o quadro é o seguinte:
- Alexandre Curi (Republicanos): 15%
- Gleisi Hoffmann (PT): 11%
- Filipe Barros (PL): 9%
- Deltan Dallagnol (Novo): 9%
- Cristina Graeml (PSD): 8%
- Dr. Rosinha (PT): 6%
- Karen Guerreiro (Missão): 1%
- Marcelo Marcelino (PCO): 0%
- Joaquim do MLB (Unidade Popular): 0%
- Indecisos: 28%
- Branco/nulo/não vai votar: 13%
Curi aparece quatro pontos à frente de Gleisi e seis pontos acima de Filipe Barros e Deltan. Pela margem de erro, porém, a vantagem numérica não significa que a eleição esteja definida.
A própria configuração da pesquisa mostra por quê. No primeiro voto, Curi e Gleisi estão empatados com 18% cada. Deltan aparece com 14%, Filipe Barros com 11% e Cristina Graeml com 9%.
Já no segundo voto, Curi lidera sozinho, com 12%. Filipe Barros tem 8%, Dr. Rosinha, 7%, Cristina Graeml, 6%, Gleisi, 5%, e Deltan, 3%.
O segundo voto também concentra uma parcela maior de eleitores sem decisão: 39% estão indecisos e 18% dizem que votarão em branco, nulo ou não votarão.
Gleisi e Curi empatam no primeiro voto
O recorte do primeiro voto é especialmente relevante porque revela uma disputa diferente daquela apresentada pelo número consolidado.
Curi e Gleisi aparecem com 18%. Deltan Dallagnol vem logo atrás, com 14%. Filipe Barros marca 11% e Cristina Graeml, 9%.
Nesse cenário, a eleição para o Senado se apresenta como uma disputa de quatro nomes pela parte de cima da tabela. Curi e Gleisi dividem a liderança, enquanto Deltan e Filipe permanecem próximos.
No segundo voto, contudo, o desenho muda. Curi mantém 12%, mas Gleisi cai para 5% e Deltan para 3%. Filipe Barros chega a 8%.
A diferença entre primeiro e segundo voto ajuda a explicar por que a corrida ainda não pode ser tratada como uma fotografia consolidada.
53% admitem mudar o voto
Outro dado reforça a abertura da disputa. Segundo a Quaest, 47% dos eleitores dizem que a escolha do candidato ao Senado é definitiva. Outros 53% afirmam que ainda podem mudar de voto até 4 de outubro.
Ou seja, mais da metade do eleitorado que declarou uma preferência não considera sua decisão necessariamente fechada.
Esse quadro combina com os 90% de indecisos na pesquisa espontânea e mostra que o conhecimento dos candidatos ainda será um componente central da eleição.
Conhecimento é problema para quase todos
A pesquisa de rejeição também revela uma corrida marcada por diferentes níveis de conhecimento dos candidatos.
Alexandre Curi aparece com 27% dizendo que o conhecem e votariam nele, enquanto 51% afirmam não conhecê-lo. Outros 22% dizem conhecê-lo, mas não votariam.
Deltan Dallagnol tem 22% de potencial de voto, 60% de desconhecimento e 18% de rejeição. Filipe Barros registra 22% de eleitores que conhecem e votariam nele, 62% que não o conhecem e 16% que não votariam.
Cristina Graeml apresenta 13% de potencial de voto, mas 69% dos entrevistados dizem não conhecê-la.
A situação de Gleisi é diferente. A petista é a candidata mais conhecida entre os principais nomes testados: apenas 18% dizem não conhecê-la. Ao mesmo tempo, 56% afirmam conhecê-la e não votar nela. Outros 26% dizem conhecê-la e votar nela.
Dr. Rosinha tem 14% de potencial de voto, 56% de desconhecimento e 30% de rejeição.
Os números mostram dois caminhos eleitorais distintos. Candidatos como Curi, Deltan, Filipe e Cristina ainda têm espaço para ampliar conhecimento. Gleisi, por sua vez, já é conhecida por quase todo o eleitorado, mas carrega uma rejeição mais alta.
Quatro nomes no mesmo pelotão
A diferença entre os quatro primeiros colocados é pequena diante da margem de erro de três pontos percentuais.
Curi tem 15%, Gleisi, 11%, Filipe Barros, 9%, e Deltan Dallagnol, 9%. A leitura estatística impede transformar essa ordem numérica em uma classificação definitiva.
A própria bancada da Superlive do Blog do Esmael, nesta segunda-feira, avaliou os dados caracterizando o quadro como empate técnico entre os quatro principais nomes.
Cristina Graeml aparece logo atrás, com 8%, apenas um ponto abaixo de Filipe e Deltan. Dr. Rosinha tem 6%.
O resultado, portanto, não aponta dois candidatos isolados para as duas cadeiras. Aponta um bloco competitivo, com diferenças que podem ser alteradas por conhecimento, rejeição, campanha e transferência de votos.
O que mudou em relação às pesquisas anteriores
A Quaest já havia mostrado, em levantamento anterior divulgado em julho, uma corrida bastante competitiva pelo Senado no Paraná. Naquele levantamento, quando o nome de Álvaro Dias não era incluído, Alexandre Curi aparecia com 14%, Deltan Dallagnol e Filipe Barros tinham 12% cada, e Gleisi Hoffmann registrava 11%.
Na nova rodada, Curi sobe para 15% no consolidado, enquanto Deltan e Filipe aparecem com 9%. Gleisi permanece em 11%.
A comparação exige cautela porque o cenário, a lista de candidatos e o momento eleitoral podem alterar o comportamento do eleitor. Ainda assim, a nova pesquisa reforça uma característica já observada na eleição para o Senado: a disputa está longe de estar consolidada.
Em outro levantamento da Quaest realizado em abril, Deltan aparecia com 13%, enquanto Filipe Barros, Alexandre Curi e Gleisi tinham 10% cada em um dos cenários testados.
A nova fotografia, portanto, mostra Curi na frente, mas não estabelece uma vantagem segura sobre os adversários.
A eleição de dois senadores transforma a disputa paranaense em uma corrida diferente da eleição majoritária para governador. O eleitor precisa escolher dois nomes, e a pesquisa mostra que os dois votos não estão necessariamente vinculados.
Curi lidera o segundo voto com 12%, enquanto Deltan, que alcança 14% no primeiro voto, cai para 3% no segundo. Gleisi passa de 18% no primeiro para 5% no segundo. Filipe Barros vai de 11% para 8%.
Esse comportamento indica que os candidatos disputam não apenas posições na preferência individual, mas também o papel de segunda opção dentro de diferentes campos eleitorais.
Com 53% dos eleitores admitindo que podem mudar de escolha e 90% sem citar espontaneamente qualquer candidato, a campanha para o Senado ainda tem um longo caminho até a consolidação.
A fotografia da Quaest, neste momento, coloca Alexandre Curi no topo, Gleisi logo atrás e Filipe Barros e Deltan Dallagnol empatados. Mas a matemática da eleição de duas vagas mantém o jogo aberto.
Superlive analisou os números para o Senado
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.
Publicação de: Blog do Esmael

