A falta de internet de qualidade, a dificuldade de identificar quem produz a informação e o pouco tempo para checar conteúdos ajudam a espalhar desinformação no Brasil, segundo a pesquisa Dos territórios indígenas às periferias: retratos da desinformação e do consumo de notícias no Brasil, divulgada nesta quarta-feira (13).
O levantamento ouviu cerca de 1,5 mil pessoas em Santarém (PA), Recife (PE) e São Paulo (SP) e reuniu 16 recomendações para fortalecer o jornalismo e ampliar o acesso à informação. A pesquisa foi feita pela Coalizão de Mídias Periféricas, Faveladas, Quilombolas e Indígenas.
Os dados mostram que 17% dos entrevistados têm dificuldade para diferenciar uma informação falsa, enquanto 16% apontam a falta de tempo como obstáculo para escolher conteúdos confiáveis. Um em cada quatro entrevistados disse que a conexão ruim ainda atrapalha o acesso às notícias.
O estudo também mostra que o público busca notícias ?????? de tudo para entender o que aconteceu no próprio bairro, com 17% das respostas, seguido por tomar decisões, compartilhar informações e ter assunto para conversar. Os canais mais usados são WhatsApp e Instagram, com diferenças claras entre as cidades pesquisadas.
Em Recife e São Paulo, há mais variedade de plataformas, sites e redes sociais. Em Santarém, o WhatsApp, a TV aberta e o rádio seguem mais fortes, o que reforça o peso dos meios tradicionais onde o acesso digital ainda é limitado.
O celular aparece como o principal aparelho de acesso à informação. Na lista de fontes mais confiáveis, o estudo coloca meios tradicionais, sites, pessoas conhecidas, professores e lideranças comunitárias à frente dos influenciadores digitais, que ficaram no fim da fila, atrás até dos grupos de WhatsApp.
Para Thais Siqueira, coordenadora do estudo e diretora da Coalizão, o jornalismo local leva vantagem porque conhece o território e já conta com a confiança da população. Ela defende que combater a desinformação não se resume à checagem de fatos, mas exige reconhecer e financiar sistemas próprios de comunicação.
Entre as recomendações, o estudo propõe conteúdos em áudio, vídeos curtos e formatos fáceis de compartilhar, especialmente para quem depende do celular e não tem pacote de dados suficiente. A pesquisa também sugere valorizar produções locais, saberes comunitários e formas coletivas de validar informação.
O levantamento foi construído com pesquisadores, jornalistas e comunicadores locais, com apoio do Observatório Ibira30 e da Fundação Tide Setubal. A Coalizão de Mídias reúne iniciativas de cinco estados, entre elas Periferia em Movimento, Desenrola e Não Me Enrola, Frente de Mobilização da Maré, Fala Roça, Rede Tumulto, Mojubá Mídias e Conexões e Coletivo Jovem Tapajônico.
O retrato é claro: sem conexão estável, sem identificação de quem fala e sem jornalismo enraizado no território, a desinformação ganha espaço onde a informação mais faz falta. Continue acompanhando os bastidores da política e do poder pelo Blog do Esmael.
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Informações diretas da redação do Blog do Esmael.
Publicação de: Blog do Esmael
