O golpe continuado: da Lava Jato ao controle dos bilhões | Coluna do André Vargas

Com a cabeça fresca, a gente evita fazer desaforos. O que aconteceu ontem foi grave e merece uma reação forte e calculada. Nosso Governo precisa ter cabeça fria e entender os sinais. Essa crise vem desde 2013, quando perdemos o controle do Congresso Nacional. O Governo Dilma recebeu uma base parlamentar sólida de mais de 400 deputados, mas essa base foi diminuindo até que, em 2013, se consolidou o Novo Centrão, liderado por Eduardo Cunha. Tivemos as manifestações patrocinadas pela extrema direita internacional através da guerra híbrida que, até hoje, não entendemos.

Em 2014, a Lava Jato eclode, inicialmente prendendo doleiros, mas na realidade visando investigar a Petrobras e desestabilizar o Governo do PT. Mesmo assim, reelegemos a Dilma, mas não levamos. Aécio questiona o resultado eleitoral e a Lava Jato segue seu curso, sempre visando derrubar nosso governo, destruir o PT e tirar o Lula da vida pública. Queriam o poder, o petróleo, a Amazônia, as terras raras. Mas não conseguiam de forma democrática. Foram para o vale-tudo.

A esquerda só acordou quando prenderam o Lula. Até então, alguns setores até colaboraram, inconscientemente, com a trama. Veio o golpe e o Temer, um governo do Centrão. A PGR apresentou duas denúncias contra o Temer, o Congresso segurou a barra, mas cobrou um preço: duas Emendas Constitucionais tornando as emendas parlamentares obrigatórias.

Na prática, usurparam o orçamento público e criaram um monstrengo, em que o Legislativo ordena que o Executivo destine recursos (bilhões) para o próprio Legislativo ordenar a despesa. Um parlamentarismo às avessas. Com a eleição de Bolsonaro e seu desgoverno, o Congresso avançou sobre o orçamento criando o orçamento secreto, sob o controle dos líderes e presidentes das Casas.

Atualmente, o Congresso controla R$ 60 bilhões e cada parlamentar tem a garantia de liberar R$ 52 milhões por ano. Multiplicando 52 por 594, chegamos a R$ 30,88 bilhões (afinal, são 513 deputados e 81 senadores). E os cerca de R$ 29 bilhões restantes, quem controla? Isso já é um escândalo por si só.

Atualmente, há sob a relatoria do Flávio Dino cerca de 100 parlamentares investigados com provas robustas. É neste clima de desespero que Jorge Messias foi rejeitado — muito mais pelas suas qualidades e, muito especialmente, pelo desespero de uma corporação: o Congresso Nacional, que perdeu seu rumo.


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Este é André Vargas, secretário-geral do PT-PR.

Ex-deputado federal, secretário-geral do PT-PR.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Blog do Esmael.

Publicação de: Blog do Esmael

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