O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) entra na contagem regressiva de seis dias para o encerramento do prazo de registro das candidaturas para o Senado, fixado em 15 de agosto de 2026.
O mundo político acompanha com apreensão o julgamento do Requerimento de Declaração de Elegibilidade (RDE) número 0600495-34.2026.6.16.0000 do ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo).
A juíza relatora Vanessa Marque estendeu os prazos processuais para a defesa de Deltan contestar as impugnações oferecidas pelo diretório estadual do PT e pela Federação Brasil da Esperança.
O adiamento da decisão final para depois do prazo de registro de candidaturas joga a disputa eleitoral do estado em um perigoso limbo jurídico.
Caso o ex-deputado cassado concorra com a elegibilidade sub judice e seja eleito, o Paraná correrá o risco de enfrentar uma nova eleição extraordinária para o Senado.
O custo estimado para a realização de um novo pleito suplementar aos cofres públicos do estado é de cerca de R$ 50 milhões.
O PT estadual sustenta que a inelegibilidade de oito anos imposta de forma unânime pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2023 permanece em pleno vigor.
A defesa do ex-procurador da Lava Jato argumenta que aquela decisão se limitou ao pleito de 2022, não produzindo efeitos para disputas futuras.
A Boca Maldita, tradicional centro nervoso da política paranaense em Curitiba, acompanha o tic-tac da contagem regressiva com enorme expectativa.
O julgamento testará a independência do TRE-PR perante a opinião pública e definirá o cenário de forças do estado nas eleições de 2026.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.
Publicação de: Blog do Esmael
