Saiu a Paraná Pesquisas: Moro, 45%; Requião, 24%; Sandro 17,5%

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Levantamento mantém senador do PL na liderança e mostra disputa aberta ao Senado

A nova pesquisa Paraná Pesquisas, divulgada nesta quinta-feira, 3 de setembro, mantém Sergio Moro na liderança da corrida pelo governo do Paraná, com 45% das intenções de voto, enquanto Requião Filho aparece com 24% e Sandro Alex soma 17,5%. Para o Senado, Deltan Dallagnol lidera com 30,8%, mas Alexandre Curi e Gleisi Hoffmann permanecem próximos na disputa pelas duas cadeiras em jogo.

O levantamento foi realizado entre 31 de agosto e 2 de setembro pelo Instituto Paraná Pesquisas e ouviu 1.280 eleitores em 56 municípios do estado. A margem de erro é de aproximadamente 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-03399/2026.

Na disputa pelo Palácio Iguaçu, Moro aparece com 45% no cenário estimulado. Requião Filho registra 24%, enquanto Sandro Alex chega a 17,5%.

Na sequência aparecem Adriano Funileiro, com 0,9%; Tayná Miessa, com 0,9%; Doutor Alexandre Salomão, com 0,5%; Luiz França, com 0,5%; e Samuel de Mattos, com 0,4%.

Outros 4,9% não souberam ou não quiseram opinar e 5,4% declararam voto em ninguém, branco ou nulo.

O resultado mostra pouca alteração em relação ao levantamento anterior do próprio instituto, realizado em agosto.

Moro tinha 46,1% e passou para 45%, uma oscilação de 1,1 ponto percentual. Requião Filho subiu de 23,4% para 24%, enquanto Sandro Alex avançou de 16,5% para 17,5%.

A variação dos três principais candidatos está dentro da margem de erro de 2,8 pontos percentuais. Portanto, a pesquisa não permite afirmar estatisticamente que tenha ocorrido mudança efetiva na posição de nenhum dos três.

O dado mais expressivo fora da intenção de voto é a rejeição. Requião Filho continua sendo o candidato mais rejeitado, citado por 36,6% dos entrevistados entre aqueles que poderiam votar em mais de um nome.

Moro aparece em seguida, com 24,8%, e Sandro Alex registra 10,9%.

Na comparação com agosto, a rejeição de Requião Filho praticamente ficou estável, passando de 36,3% para 36,6%. A de Moro subiu de 23,8% para 24,8%, enquanto a de Sandro Alex caiu de 11,1% para 10,9%.

A percepção sobre quem vencerá a eleição também favorece Moro. Para 49,4% dos entrevistados, o ex-senador será o próximo governador do Paraná.

Requião Filho aparece com 15,9% nessa pergunta, seguido por Sandro Alex, com 14,9%. Outros 18,5% não souberam ou não opinaram.

O resultado cria uma diferença importante entre intenção de voto e expectativa eleitoral: Moro tem 45% na pesquisa estimulada, mas é apontado por 49,4% como provável vencedor.

Senado tem Deltan na frente, mas segunda vaga está aberta

Neokemp embolou cinco candidatos por duas vagas no Senado

A corrida pelo Senado apresenta um quadro mais apertado.

Como cada eleitor poderia indicar até dois candidatos, os percentuais não devem ser somados para chegar a 100%.

Deltan Dallagnol lidera com 30,8%. Alexandre Curi aparece em segundo, com 28,4%, seguido por Gleisi Hoffmann, com 25,7%, e Filipe Barros, com 22,9%.

Cristina Graeml registra 14,4%, enquanto Dr. Rosinha tem 13%. Marcelo Marcelino aparece com 1,7%, Joaquim do MLB com 1,3% e Karen Guerreiro com 0,9%.

A comparação com a pesquisa de agosto mostra queda dos quatro principais nomes.

Deltan passou de 34% para 30,8%. Curi caiu de 29,6% para 28,4%. Gleisi recuou de 28,1% para 25,7%, enquanto Filipe Barros passou de 26% para 22,9%.

Em termos absolutos, Deltan perdeu 3,2 pontos, Curi 1,2, Gleisi 2,4 e Filipe 3,1 pontos percentuais.

A liderança de Deltan, portanto, permanece, mas a vantagem sobre Curi diminuiu de 4,4 para 2,4 pontos percentuais.

A diferença entre Curi e Gleisi também ficou menor: 2,7 pontos. Entre Gleisi e Filipe Barros, a distância é de 2,8 pontos.

Com duas vagas disponíveis, o levantamento desenha uma disputa mais comprimida pelas cadeiras do Senado do que a corrida pelo governo.

Gleisi lidera rejeição para o Senado

A maior taxa de rejeição entre os candidatos ao Senado é de Gleisi Hoffmann.

A petista é citada por 42,3% dos entrevistados como uma candidata em quem não votariam. Deltan Dallagnol aparece com 12%, Dr. Rosinha com 9,3%, Alexandre Curi com 6,3%, Cristina Graeml com 6,2% e Filipe Barros com 5,9%.

Na pesquisa anterior, Gleisi tinha 42,2% de rejeição. Deltan registrava 13%, Curi 8,5% e Filipe Barros 7,4%.

O dado coloca uma variável adicional na corrida pelas duas cadeiras. Gleisi aparece entre os três primeiros na intenção de voto, mas também concentra, com ampla vantagem, a maior rejeição entre os concorrentes.

Voto espontâneo ainda mostra eleitor pouco definido

Quando os nomes não são apresentados aos entrevistados, a fotografia eleitoral muda bastante.

Na disputa pelo governo, 51,2% não souberam ou não quiseram responder. Moro aparece com 24,2%, Requião Filho com 10,2% e Sandro Alex com 6,3%.

Ratinho Junior, que não aparece entre os candidatos do cenário estimulado, foi citado espontaneamente por 1,7% dos entrevistados. Luiz França teve 0,2% e outros nomes somaram 0,5%.

No Senado, o nível de indefinição é ainda maior: 71,6% não souberam ou não opinaram na pergunta espontânea.

Deltan aparece com 9,8%, Gleisi com 6,8%, Alexandre Curi com 3,5% e Filipe Barros com 2,7%. Cristina Graeml soma 1,6% e Dr. Rosinha, 0,7%.

O contraste entre os cenários espontâneo e estimulado indica que a apresentação dos nomes altera significativamente a resposta do eleitor, especialmente na eleição para o Senado.

A fotografia eleitoral do Paraná

A pesquisa Paraná Pesquisas apresenta, portanto, três movimentos principais.

No governo, Moro continua isolado na liderança, com 45%, enquanto Requião Filho e Sandro Alex aparecem em segundo e terceiro lugares. As oscilações em relação a agosto ficaram dentro da margem de erro.

No Senado, Deltan Dallagnol mantém a primeira colocação, mas a distância para Alexandre Curi caiu para 2,4 pontos. Gleisi Hoffmann permanece no bloco competitivo, a 2,7 pontos de Curi.

E o elevado percentual de eleitores que ainda não declarou espontaneamente uma preferência mostra que há espaço para mudanças na disputa, principalmente para o Senado.

A eleição paranaense entra, assim, em setembro com Moro na dianteira pelo governo e uma corrida mais apertada pelas duas vagas de senador. A pesquisa não aponta uma virada entre os principais candidatos, mas registra um cenário no qual pequenas oscilações podem alterar a ordem dos concorrentes ao Senado dentro da margem de erro.

Pesquisa Paraná Pesquisas — PR-03399/2026: 1.280 eleitores, 56 municípios, entrevistas presenciais e domiciliares realizadas de 31 de agosto a 2 de setembro de 2026; margem de erro de aproximadamente 2,8 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.  

Publicação de: Blog do Esmael

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