A Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai virou o novo polo de contrabando digital e disseminação de mentiras de campanha.
Uma investigação da Agência Pública revelou que Leonardo Rodrigues de Jesus, o “Léo Índio”, opera um bunker de desinformação na região.
Léo Índio, que é primo de Flávio Bolsonaro e alvo de mandado de prisão preventiva pelo STF, está refugiado em Puerto Iguazú.
Do lado argentino da fronteira de Foz do Iguaçu, o influenciador bolsonarista gerencia perfis de grande alcance nas redes sociais brasileiras.
A estrutura criminosa utiliza ferramentas de Inteligência Artificial para produzir e espalhar conteúdos sintéticos e deepfakes altamente desinformativos sobre as eleições.
Uma das publicações de maior repercussão trazia montagens fraudulentas sugerindo pagamentos irregulares ao presidente Lula e seus familiares na campanha de 2026.
O refúgio internacional em Puerto Iguazú garante que o bolsonarista escape da ordem de prisão expedida pela Suprema Corte do Brasil.
Enquanto isso, a proximidade territorial e a internet de alta velocidade permitem a interferência diária do foragido no debate político brasileiro.
O caso escancara a fragilidade dos bloqueios judiciais das plataformas digitais diante de redes que operam livremente a partir de territórios estrangeiros.
As autoridades paranaenses e federais agora estudam mecanismos de cooperação policial internacional para estancar a lavagem digital de desinformação na fronteira paranaense.
Fique por dentro das discussões sobre integridade cibernética na editoria Eleições 2026.

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.
Publicação de: Blog do Esmael
