Datafolha vai mostrar se Master feriu de morte Flávio Bolsonaro

O Datafolha promete divulgar nesta sexta-feira (22) uma nova pesquisa presidencial com intenção de voto, rejeição e avaliação do governo do presidente Lula (PT), no primeiro levantamento do instituto feito integralmente depois da escalada do caso Dark Horse/Master. O dado pode indicar se o desgaste atingiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e se a direita terá de reabrir a conversa sobre plano B para 2026.

O Blog do Esmael anotou que a rodada anterior, divulgada no sábado (16), mostrava Lula na frente no 1º turno antes do BolsoMaster. O petista aparecia com 38% no primeiro turno da eleição presidencial de 2026, contra 35% do filho zero um do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Aquele levantamento, porém, foi feito nos dias 12 e 13 de maio, antes de a crise ganhar sua temperatura plena.

A nova pesquisa entra em outro ambiente político. A Folha registrou que este será o primeiro Datafolha colhido integralmente depois das revelações sobre o caso Dark Horse, em que Flávio Bolsonaro pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. O desgaste cresceu depois da informação de que o senador se encontrou pessoalmente com Vorcaro quando o ex-banqueiro já usava tornozeleira eletrônica.

O Blog do Esmael também noticiou que Flávio Bolsonaro reconheceu ter se reunido com Vorcaro após a prisão e soltura do ex-banqueiro com tornozeleira. O senador afirmou que a relação se limitou a um acordo privado de investimento para o filme sobre o pai e negou contrapartida ou irregularidade.

O ponto político da pesquisa não está apenas no duelo Lula contra Flávio Bolsonaro. Está no efeito dominó que uma eventual perda de fôlego do candidato do PL pode provocar nos palanques estaduais, inclusive no Paraná, onde a direita bolsonarista é peça central para 2026.

No Paraná, o número nacional interessa a Sergio Moro (PL), Deltan Dallagnol (Novo), Ratinho Junior (PSD), Filipe Barros (PL) e aos grupos que tentam se equilibrar entre o voto bolsonarista, o eleitorado conservador não orgânico e a máquina estadual. Se Flávio Bolsonaro resistir, a direita local tende a manter a aposta na nacionalização da disputa. Se cair, cresce a briga por quem se apresenta como alternativa sem carregar o peso do BolsoMaster.

Esse é o dado que interessa ao leitor do Blog do Esmael. A pesquisa pode mostrar se o caso Master ficou restrito à espuma de Brasília ou se entrou no bolso eleitoral de Flávio Bolsonaro. Pesquisa não decide eleição, mas muda conversa de gabinete, agenda de aliados, discurso de pré-campanha e cálculo de palanque.

O primeiro sinal externo veio da AtlasIntel/Bloomberg, divulgada pelo Blog do Esmael na terça-feira (19). Lula apareceu com 48,9% contra 41,8% de Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno. A mesma pesquisa apontou rejeição de 52% ao senador, numericamente acima da de Lula, que ficou em 50,6%.

O Datafolha desta sexta-feira tem outro peso porque será comparado diretamente com a fotografia anterior do próprio instituto. Se repetir o empate, Flávio Bolsonaro ganha argumento para dizer que atravessou a crise. Se Lula abrir distância fora da margem, o caso Master vira custo eleitoral mensurável.

A crise já produziu reação dentro da pré-campanha. A Folha informou que Flávio Bolsonaro trocou o marqueteiro Marcello Lopes após o caso Dark Horse e registrou críticas de pré-candidatos do mesmo campo político, como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).

O Blog do Esmael noticiou ainda que Flávio Bolsonaro tenta uma reunião com Donald Trump nos Estados Unidos, em movimento atribuído por fontes à tentativa de virar a página da crise. A pré-campanha também buscou apoio entre empresários em São Paulo e mexeu na comunicação.

Para Lula, a pesquisa mede se o Planalto conseguiu transformar o caso Master em contraste eleitoral. Para Flávio Bolsonaro, mede se a marca do Banco Master encostou na candidatura. Para a direita paranaense, mede algo ainda mais sensível: se o palanque de 2026 terá um candidato nacional com tração ou um problema importado para dentro das chapas locais.

O Paraná tende a ler o Datafolha com lupa porque a eleição estadual depende do alinhamento entre máquina, Senado e Presidência. Ratinho Junior precisa preservar o campo conservador sem ser arrastado por uma crise nacional. Moro e Deltan disputam espaço no mesmo eleitorado. Filipe Barros depende da força orgânica do bolsonarismo. Cada ponto de Flávio Bolsonaro muda o peso dessa conversa.

Nenhum desses movimentos autoriza cravar desfecho antes dos números completos. O dado correto, por ora, é que a Folha anunciou a pesquisa, informou o escopo do levantamento e situou a rodada como o primeiro Datafolha integralmente posterior ao caso Dark Horse. O resto será leitura política sobre número publicado, não torcida.

Portanto, a pesquisa desta sexta-feira vai dizer se o Master virou ruído ou ferida eleitoral. Se houver queda consistente, a direita terá de explicar o Banco Master antes de vender futuro. Se não houver, Lula terá de provar que a crise atravessa a bolha política.

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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.  

Publicação de: Blog do Esmael

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