
Protesto de estudantes da USP na segunda-feira, 11 de maio de 2026. Foto: Reprodução da Band
Por Gilberto Maringoni, em perfil de rede social
A pré-campanha de Fernando Haddad ao governo de São Paulo na internet tem priorizado temas de sua história pessoal e política e críticas a aspectos do desastroso e criminoso governo de Tarcísio de Freitas.
São opções corretas. Mas há uma lacuna decisiva. Falta uma declaração sobre a maior mobilização social na área de Educação da última década.
Ela une estudantes, professores e funcionários das três Universidades paulistas, com firme apoio dos alunos das federais no estado. Há expressivas manifestações de rua que colidem com a intransigência obtusa do reitor da Universidade de São Paulo.
A isso se soma a greve dos professores municipais da capital, que se prolonga há mais de duas semanas.
Há uma convergência nas pautas: elas se voltam contra o desmonte do ensino público.
Haddad foi ministro da Educação e tem uma chance de ouro de reforçar e ser reforçado por esse verdadeiro levante na defesa dos serviços públicos.
Petistas vivem dizendo não haver mobilização na sociedade para impulsionar políticas de transformação. Agora há. Espero que o ex-ministro da Fazenda tome posição o quanto antes.
*Gilberto Maringoni é jornalista e professor de Relações Internacionais na Universidade Federal do ABC (UFABC).
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Publicação de: Viomundo
