O governador Ratinho Junior (PSD) viu a pesquisa Quaest/Genial incendiar a bancada governista na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), sobretudo o PSD, que saiu da janela partidária com 19 deputados e agora teme entrar em 2026 com Sandro Alex (PSD) como cabeça de chapa.
A conta corre solta nos gabinetes.
Em cálculo de padaria, daquele que se faz no cafezinho, deputados governistas estimam que uma chapa fraca para o Palácio Iguaçu pode provocar a degola de ao menos metade da base na disputa proporcional.
O medo é simples: sem um candidato majoritário competitivo puxando votos, prefeito, cabo eleitoral e deputado estadual passam a procurar abrigo em outra candidatura.
A Quaest divulgada na segunda-feira (27) deu munição a esse pânico. Sergio Moro (PL) apareceu na liderança, com 35% a 42% das intenções de voto, enquanto Sandro Alex marcou 5% ou 6%, conforme o cenário testado.
O resultado virou senha para choro, drama e ameaça de debandada.
A bancada do PSD é a maior da Alep. Depois da janela partidária, a sigla passou a ter 19 deputados estaduais, segundo levantamento já registrado pelo Blog do Esmael.
Esse tamanho virou problema.
Quanto maior a bancada, maior o risco de atropelo interno se a chapa majoritária não der tração eleitoral. Deputado estadual depende de palanque forte, prefeito mobilizado, agenda regional e voto casado.
Sandro Alex, por enquanto, não entregou isso.
A avaliação de parte do PSD é que Ratinho montou uma bancada grande demais para uma candidatura pequena demais.
Esse é o ponto que empurra de volta a articulação pela chapa com o presidente da Alep, Alexandre Curi (Republicanos), ao governo, e o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB), na vice.
O movimento começou na ExpoLondrina, como registrou o Blog do Esmael, quando Republicanos, MDB, Podemos, União Brasil e Progressistas (PP) passaram a discutir uma frente de centro-direita contra Moro.
Agora, a conversa deve ganhar corpo em Brasília.
Líderes nacionais desses cinco partidos devem sentar à mesa para tentar bater o martelo em torno da fórmula Curi-Greca.
O objetivo é reorganizar a direita sem entregar o Paraná a Moro.
A engenharia inclui ainda um palanque duplo no estado, com o compromisso de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não pise no Paraná no 1º turno.
O cálculo mira o coração da candidatura de Moro.
Sem Flávio Bolsonaro circulando pelo estado, a bandeira bolsonarista ficaria menos disponível para o ex-juiz da Lava Jato, que hoje lidera as sondagens para o Palácio Iguaçu.
Moro ficaria com o PL, mas sem a foto mais desejada pelo bolsonarismo raiz na campanha estadual.
Nessa fórmula, caberia ao governador cessante o papel de indicar os dois nomes para concorrer ao Senado.
O churrascão de Ratinho, no sábado (25), em Apucarana, já tinha mostrado a temperatura real da base.
A festa reuniu mais de 200 prefeitos e foi vendida como demonstração de força em torno de Sandro Alex e Curi.
Mas, segundo relatos de aliados do governo, parte dos prefeitos puxou coro de “governador” para Curi no evento em que Ratinho tentava apresentar Sandro Alex como sucessor.
O constrangimento não foi pequeno.
Ratinho levou Sandro Alex a tiracolo, mas ouviu a base gritar outro nome diante do dono da festa.
Depois da Quaest, o episódio passou a ser relido como aviso.
A candidatura de Sandro Alex pode nem chegar inteira à Expomaringá, prevista para 7 de maio, se o conclave dos cinco partidos avançar em Brasília.
O problema de Ratinho já não é apenas eleitoral.
É parlamentar.
Uma bancada de 19 deputados no PSD não aceita marchar para uma eleição proporcional com cheiro de naufrágio. Na Alep, a ameaça de debandada fala mais alto que discurso de unidade.
Sandro Alex virou o candidato oficial antes de virar candidato viável.
Se Curi e Greca forem avalizados pelas cúpulas nacionais, Ratinho terá de escolher entre insistir no nome que flopou na Quaest ou salvar a própria base antes que ela procure outro barco.
Continue acompanhando os bastidores da política e do poder pelo Blog do Esmael.

.btn-whatsapp-esmael { display: inline-flex; align-items: center; justify-content: center; gap: 10px; background-color: #25D366; color: white; padding: 12px 20px; border-radius: 8px; text-decoration: none; font-weight: bold; font-size: 16px; font-family: Arial, sans-serif; transition: background 0.3s; max-width: 100%; text-align: center; } .btn-whatsapp-esmael:hover { background-color: #1ebe5b; } .aviso-whatsapp-esmael { font-size: 12px; color: #666; margin: 8px 0 0 0; line-height: 1.4; font-family: Arial, sans-serif; max-width: 400px; } @media (max-width: 480px) { .btn-whatsapp-esmael { width: 100%; padding: 14px 20px; font-size: 17px; } }

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.
Publicação de: Blog do Esmael
