O senador Sérgio Moro (PL) lidera a Quaest/Genial no Paraná com 35% a 42% no 1º turno, vence todos os cenários de 2º turno e deixa o deputado federal Sandro Alex (PSD), candidato escolhido pelo governador Ratinho Junior (PSD-PR), estacionado em 5% ou 6%.
A pesquisa foi divulgada nesta segunda-feira (27), ouviu 1.104 eleitores entre 21 e 25 de abril, tem margem de erro de 3 pontos percentuais e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-02588/2026.
O número que fere o Palácio Iguaçu não é apenas a liderança de Moro.
É a largada de Sandro Alex.
No cenário com Rafael Greca (MDB), Moro marca 35%, Requião Filho (PDT-PR) aparece com 18%, Greca tem 15% e Sandro Alex fica com 5%. Luiz França (Missão) e Tony Garcia (DC-PR) somam 1% cada. Indecisos são 18%, e brancos, nulos ou eleitores que não votarão chegam a 7%.
Dentro da margem de erro, Alex, França e Tony Garcia estão tecnicamente empatados.

Sem Greca e Tony Garcia na cartela, Moro sobe para 42%, Requião Filho vai a 24%, Sandro Alex chega a 6% e Luiz França marca 2%. Nesse cenário, 17% estão indecisos, e 9% declaram voto branco, nulo ou dizem que não vão votar.
A Quaest mostra Moro também à frente nas simulações de 2º turno.
O senador faz 49% contra 30% de Requião Filho, 44% contra 29% de Greca e 51% contra 15% de Sandro Alex.
O dado desmonta a tese de que a máquina estadual, sozinha, resolve a sucessão.
Ratinho tem 80% de aprovação, segundo a Quaest/Genial, mas seu candidato ainda não virou voto. A pesquisa mostra 78% dos entrevistados dizendo não conhecer Sandro Alex, enquanto apenas 9% afirmam conhecê-lo e que poderiam votar nele.
A margem de crescimento existe.
Pelas lâminas divulgadas pelo instituto, 67% dos eleitores dizem que ainda podem mudar o voto para governador, e 64% avaliam que Ratinho merece eleger um sucessor.
O problema é que 82% não sabem apontar quem é o candidato apoiado por Ratinho no Paraná.
Nesse ponto, Moro larga com vantagem simbólica. A Quaest mostra que 23% já o identificam como o nome ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro no estado. Requião Filho aparece com 11% quando o eleitor é perguntado sobre o candidato de Lula no Paraná.
A disputa, portanto, não está travada apenas no desempenho individual.
Ela mede quem conseguirá nacionalizar a eleição, quem tentará estadualizar a campanha e quem ficará preso entre a força do padrinho e o desconhecimento do eleitor.
No Senado, a Quaest aponta um quadro embolado.

Alvaro Dias (MDB) aparece entre 16% e 21%. Deltan Dallagnol (Novo) vai de 13% a 18%. Filipe Barros (PL-) marca entre 10% e 12%. Alexandre Curi (Republicanos) fica entre 10% e 12%. Gleisi Hoffmann (PT) aparece entre 10% e 11%. Cristina Graeml (PSD) oscila de 4% a 10%.
A leitura política é simples: as duas vagas ao Senado seguem abertas.
A própria Quaest registra que 47% dos paranaenses preferem senadores independentes da polarização nacional. Outros 32% querem aliados de Bolsonaro, e 18% defendem nomes ligados a Lula.
Esse dado ajuda a explicar a briga.
O campo da centro-direita é maior, mas está espremido por muitos nomes. O campo lulista é menor, mas pode se beneficiar se a divisão adversária avançar até a convenção.
Há ainda a errata sobre Alexandre Curi.
O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Alexandre Curi, foi apresentado no questionário como filiado ao PSD. O instituto reconheceu o erro e informou a correção na divulgação da pesquisa. O Blog do Esmael já havia mostrado que o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) manteve a divulgação da sondagem, mas exigiu a errata e retirou perguntas presidenciais do levantamento.
A Quaest entregou o primeiro retrato duro da sucessão depois da escolha de Sandro Alex.
Moro sobreviveu à tentativa de tirar a pesquisa de circulação, Requião Filho se consolidou como segundo nome competitivo, Greca manteve peso próprio e Ratinho descobriu que aprovação alta não transfere voto por decreto.
Sandro Alex ainda pode crescer, porque o eleitor está longe de fechar a escolha.
Mas, no primeiro teste real, ele nasceu pequeno demais para o tamanho da máquina que o escolheu.
O Paraná entra na eleição de 2026 com Moro na frente, Ratinho pressionado a apresentar seu herdeiro ao eleitor e uma disputa ao Senado sem dono.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.
Publicação de: Blog do Esmael
