
Jeferson Miola: ”Nenhuma linha foi escrita nos jornais dominantes do país sobre os 72 anos do suicídio de Getúlio, em 24 de agosto de 1954; e sobre os 65 anos da Campanha da Legalidade, o movimento épico e de bravura democrática iniciado em 25 de agosto de 1961 pelo lendário Leonel de Moura Brizola, então governador do Rio Grande do Sul. Fotos: Reprodução de internet
Por Jeferson Miola, em seu blog Nenhuma linha foi escrita nos jornais dominantes do país sobre os 72 anos do suicídio de Getúlio, em 24 de agosto de 1954; e sobre os 65 anos da Campanha da Legalidade, o movimento épico e de bravura democrática iniciado em 25 de agosto de 1961 pelo lendário Leonel de Moura Brizola, então governador do Rio Grande do Sul. Nenhuma reportagem; nenhuma imagem; nenhum vídeo; nenhum texto a respeito desses dois acontecimentos mais marcantes da história republicana do Brasil foi veiculado pelos oligopólios de televisão do país – que, como concessões públicas, têm o dever de reforçar a memória e a identidade histórica nacional. Getúlio e Brizola são artífices das duas circunstâncias mais dramáticas da luta pela soberania e pela democracia no Brasil. Eles conduziram, cada um a seu modo –um com a arma contra o coração; o outro com a metralhadora no ombro–, dois levantes populares de recorte trabalhista, anti-imperialista, nacionalista e desenvolvimentista. Por esses “atrevimentos”, Getúlio e Brizola encarnaram o ódio da potência imperial e das oligarquias colonizadas e entreguistas. Por isso eles precisam ser apagados da memória, da história do Brasil As oligarquias e sua mídia apagam a história para esconder estes fatos históricos que mostram sua índole golpista e autoritária. Os militares eram o pano de fundo do ato trágico do Getúlio e da revolta democrática do Brizola [textos aqui e aqui]. Não deixa de ser irônico, por isso, que em 25 de agosto se celebre no Brasil o Dia do Soldado, o dia do nascimento de Duque de Caxias, considerado o patrono do Exército – título talvez concedido por esmagar militarmente o próprio povo no combate às revoltas populares. Em ano eleitoral, vale pedir aos candidatos ao Congresso que proponham uma Lei para reconhecer 24 e 25 de agosto como Dias da soberania e da legalidade.
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Publicação de: Viomundo
