Paraná entra na fase decisiva de registro de candidatura após convenções

A corrida sucessória para o Palácio Iguaçu e as duas cadeiras do Senado no Paraná migrou dos palanques partidários para as mesas frias da Justiça Eleitoral.

Os partidos e coligações paranaenses têm até as 19 horas de sábado, 15 de agosto de 2026, para solicitar formalmente os registros de todas as candidaturas homologadas.

A propaganda eleitoral começará oficialmente no domingo, 16 de agosto de 2026, abrindo de vez a disputa de rua e o horário gratuito na internet.

O monitoramento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio do sistema DivulgaCand, revela que apenas 381 candidatos paranaenses iniciaram o trâmite formal.

A grande maioria dos registros apresentados até o momento concentra-se na disputa proporcional pelas vagas na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

Na disputa majoritária ao governo estadual, apenas o senador Sergio Moro (PL) e seu vice, o empresário Edson Vasconcelos (PL), formalizaram o pedido de registro.

Sergio Moro realizou o protocolo na sexta-feira, 7 de agosto de 2026, declarando um patrimônio líquido oficial de R$ 1.036.642,25.

O valor declarado pelo ex-juiz da Lava Jato representa um recuo real de aproximadamente 35% em relação ao R$ 1,58 milhão apresentado no pleito de 2022.

A chapa governista de Sandro Alex (PSD) e Rafael Greca (MDB), amparada pela megacoligação de Ratinho Junior, ainda ajusta os calhamaços de certidões criminais e fiscais.

A candidatura de centro-esquerda liderada por Requião Filho (PDT) e seu vice, Michele Caputo (Solidariedade), também adia o protocolo para os últimos dias de prazo.

O cenário mais travado localiza-se na disputa pelo Senado Federal, onde nenhum dos nove postulantes do estado aparece registrado no DivulgaCand.

A cúpula progressista do PT retém a formalização de Gleisi Hoffmann para coordenar as ações de impugnação contra o rival Deltan Dallagnol (Novo).

Dallagnol trava uma batalha jurídica paralela no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) para reverter seu status de inelegibilidade.

A burocracia também retarda o registro de nomes robustos como o do presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (Republicanos), e o da jornalista Cristina Graeml (PSD).

O gargalo documental eleva a tensão nos departamentos jurídicos das campanhas, que temem eventuais falhas em certidões de última hora.

Qualquer pendência não saneada no prazo de sábado pode inviabilizar a distribuição de verbas do fundo eleitoral e travar o início da propaganda de rádio e TV.

Acompanhe no Blog do Esmael a cobertura política do Paraná, de Brasília e das eleições de 2026.

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.  

Publicação de: Blog do Esmael

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