Tic-tac: faltam 3 dias para TRE-PR decidir Deltan

O ex-deputado cassado Deltan Dallagnol (Novo) protocolou nesta terça-feira, 11 de agosto, às 12h53, o Requerimento de Registro de Candidatura (RRC) ao Senado no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), segundo o sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O registro chega a três dias do prazo final, marcado para as 19h de sábado, 15 de agosto, e muda o estágio da disputa: agora é o TRE-PR quem precisa decidir se o ex-deputado cassado pode de fato disputar uma das duas vagas paranaenses no Senado.

Até então, o tribunal tinha em mãos apenas o Requerimento de Declaração de Elegibilidade (RDE) protocolado por Dallagnol em 21 de julho, um pedido de manifestação prévia sobre sua situação jurídica.

Com o RRC formalizado, os dois processos passam a tramitar na mesma instância. Pela Resolução TSE nº 23.754/2026, RDE e RRC devem ser reunidos para julgamento conjunto quando isso acontece, o que significa que o TRE-PR agora tem diante de si o quadro completo do caso, e não mais um requerimento isolado.

O sistema do TSE mostrou, nesta quarta-feira, 12 de agosto, outros quatro nomes já registrados para a disputa ao Senado pelo Paraná: Alexandre Curi (Republicanos), Dr. Rosinha (PT), Filipe Barros (PL) e Gleisi Hoffmann (PT).

Dallagnol entra nessa lista em meio à controvérsia sobre se a cassação de seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2023, também produziu inelegibilidade por oito anos, ponto que o PT-PR e a Federação Brasil da Esperança sustentam e que a defesa do ex-procurador contesta.

A partir de 15 de agosto passa a valer a Portaria 220/2026 do TRE-PR, que determina que processos de registro de candidatura, representações eleitorais e recursos entrem em mesa de julgamento independentemente de publicação prévia de pauta.

A norma organiza a fila de processos sob regime especial de período eleitoral, mas não fixa um prazo obrigatório para que a elegibilidade de Dallagnol seja julgada dentro dos três dias que restam.

A incerteza em torno do caso tem, segundo analistas políticos, um custo concreto: se a inelegibilidade de Dallagnol for confirmada mais adiante, depois de ele já ter disputado a eleição, o Paraná pode precisar realizar uma eleição suplementar para a vaga do Senado, ao custo estimado de R$ 50 milhões para os cofres públicos.

O tema veio à tona durante a Superlive do Blog do Esmael realizada na segunda-feira (10), que analisou o primeiro debate entre candidatos na Band Paraná. Na ocasião, o jornalista Valdomiro Cantini, da Rede Massa FM, de Cascavel, no Oeste do Paraná, alertou o presidente do TRE-PR, desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, sobre o que chamou de “Custo Deltan”, a possibilidade de esse gasto recair sobre o contribuinte paranaense caso o tribunal protele a decisão.

Com o registro protocolado, a bola passa a estar oficialmente com o TRE-PR. O tribunal tem três dias até o fim do prazo formal de candidaturas para avançar no julgamento conjunto do RDE e do RRC, sem que isso, porém, obrigue uma decisão definitiva antes do início da propaganda eleitoral, em 16 de agosto.

Acompanhe no Blog do Esmael a cobertura política do Paraná, de Brasília e das eleições de 2026.

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.  

Publicação de: Blog do Esmael

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