O Partido Progressistas (PP) confirmou que manterá posição de neutralidade na eleição presidencial de 2026, inviabilizando a indicação da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para a vice-presidência na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A decisão foi comunicada pela direção nacional da legenda nesta sexta-feira, 31 de julho, após consulta aos diretórios estaduais. O veto do partido trava a principal articulação do PL para atrair o Centrão e amplia o isolamento da pré-candidatura bolsonarista às vésperas do encerramento do prazo de convenções.
A deliberação ocorreu no mesmo dia em que Flávio Bolsonaro declarou publicamente que a ex-ministra da Agricultura teria aceito o convite para compor a chapa. Poucos minutos após a fala do pré-candidato, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), tesoureiro nacional do partido, e o presidente da sigla, senador Ciro Nogueira (PP-PI), reforçaram que a legenda optou por não formar coligação nacional. A nota oficial do PP libera os diretórios regionais para firmarem alianças locais conforme a conveniência de cada estado.
O recuo do PP impõe perda substancial de tempo de televisão e fundo eleitoral para a campanha do PL, além de limitar a capilaridade da chapa no agronegócio. Em São Paulo, Flávio Bolsonaro afirmou respeitar a decisão da sigla, mas declarou que tentará manter conversas com outras legendas até 5 de agosto de 2026, data limite fixada pela Justiça Eleitoral para o registro formal das alianças partidárias.
No Paraná, a neutralidade do PP consolida a autonomia da federação União Progressista nos palanques estaduais. A medida favorece o rearranjo da base do governador Ratinho Junior (PSD) e diminui a pressão sobre palanques locais que resistiam a uma vinculação direta com a candidatura presidencial do PL.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.
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