A Sony vai deixar de fabricar discos para novos jogos do PlayStation a partir de janeiro de 2028. A decisão preocupa varejistas independentes, preservacionistas e editoras que defendem a mídia física.
Cody Spencer, coproprietário da Pink Gorilla Games, disse que a mudança é negativa para os jogadores porque reduz a capacidade de vender, compartilhar e possuir jogos. Frank Cifaldi, da Video Game History Foundation, afirmou que o anúncio é um golpe para os direitos do consumidor, o mercado de revenda e os criadores que dependem do físico.
As editoras iam8bit e Lost in Cult também criticaram a decisão. Em comunicado, a iam8bit disse que os jogos físicos são vitais para preservação, propriedade e escolha do consumidor.
O movimento, porém, não surpreende quem acompanha o setor. A Capcom informou que 93% de suas vendas de jogos no último ano fiscal foram digitais, e a própria Sony já vinha avançando nessa direção com versões do PS5 sem unidade de disco e com o PS5 Pro, que exige a compra separada do acessório.
Para Spencer, a mudança não deve alterar muito o mercado no curto prazo, porque as vendas físicas de novos jogos para PlayStation 5 já vinham caindo. No médio prazo, ele espera alta nos preços de títulos impressos antes de 2028 e uma demanda de nicho, mas firme, por esse tipo de produto.
Andrew Borman, diretor de preservação digital do Strong National Museum of Play, lembrou que os desafios da preservação digital não são novos. Ele disse que a escolha do consumidor continua importante, especialmente para quem não tem internet confiável ou rápida.
O debate também toca em um problema prático: mesmo quando há disco, muitos jogos dependem de patches digitais no dia do lançamento. Cifaldi defendeu que a indústria ofereça soluções legais para arquivos e museus preservarem conteúdos apenas digitais e mantê-los acessíveis para pesquisa.
O futuro mais provável, segundo o texto-base, é um mercado cada vez mais digital, com a mídia física ficando restrita a colecionadores e fãs mais dedicados. A discussão sobre preservação e revenda, no entanto, deve continuar enquanto o setor empurra os consoles para o download.
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Publicação de: Blog do Esmael
