O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu nesta segunda-feira (20) o pavilhão brasileiro da Feira Industrial de Hanôver, na Alemanha, e disse que o Brasil quer deixar de ser tratado como país pequeno para disputar espaço na indústria limpa e na transição energética.
O discurso foi feito na Hannover Messe 2026, considerada a maior feira industrial do mundo. Lula usou a vitrine internacional para defender cooperação tecnológica com a Alemanha e ampliar a presença brasileira em inovação, energia renovável e desenvolvimento sustentável.
“O Brasil é um país que quer se transformar numa economia rica. Nós cansamos de ser tratados como um país pobre e um país pequeno”, afirmou o presidente.
Ele citou empresas como Petrobras e Embraer para sustentar a tese de que o país já tem base tecnológica e capacidade industrial para disputar mercados mais sofisticados. Lula também disse que o Brasil pode compartilhar soluções com a Alemanha e com outros países da América do Sul e da África.
Segundo o presidente, cerca de 90% da matriz elétrica brasileira é renovável. Ele também destacou a mistura de 30% de etanol na gasolina e de 15% de biodiesel no diesel como sinais de vantagem competitiva do país na produção de combustíveis menos poluentes.
Lula defendeu ainda uma comparação entre os combustíveis brasileiros e os de outros países para medir qual emite menos dióxido de carbono. A fala reforça a estratégia do governo de vender o Brasil como fornecedor de energia limpa e parceiro industrial da Europa.
Depois da abertura do pavilhão, o presidente visitou estandes de empresas brasileiras como WEG, BE8, Vale, Volkswagen Brasil, Embraer e Bayer Brasil. Dois caminhões movidos a biocombustível foram apresentados no evento, entre eles um modelo da Mercedes-Benz abastecido com biodiesel verde.
O Brasil voltou a ser parceiro oficial da Feira Industrial de Hanôver depois de 46 anos. A participação brasileira, coordenada pela ApexBrasil, reúne mais de 300 empresas, entre elas 60 startups e 140 expositores em seis pavilhões.
A Alemanha é a maior economia da Europa e o quarto maior parceiro comercial do Brasil. Em 2025, o fluxo comercial bilateral somou US$ 20,9 bilhões, e o país europeu tinha estoque acumulado de US$ 44 bilhões em investimentos diretos no Brasil.
O recado de Lula em Hanôver foi claro: o governo quer usar indústria, tecnologia e energia limpa para reposicionar o Brasil no comércio internacional. Continue acompanhando os bastidores da política e do poder pelo Blog do Esmael.

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