Trump prova que está vivinho da Silva com uma tacada de golfe
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), precisou deixar o conforto da Casa Branca neste sábado (30) para provar ao mundo que continua respirando. A resposta à avalanche de rumores sobre sua morte veio em forma de “golpe”, não o político, mas o de golfe, em seu clube na Virgínia.
A fake news sobre a morte de Trump varreu as redes sociais, do TikTok ao X (ex-Twitter), com hashtags como #TrumpIsDead [TrumpEstáMorto] e #WhereIsTrump [#OndeEstáTrump] batendo recordes de menções. No Google, milhões perguntavam: “Trump está morto?”. Sites de notícias da Índia à Irlanda tiveram de dedicar espaço para desmentir o óbito precoce do presidente de 79 anos.
Vestindo seu inseparável boné vermelho “Make America Great Again” [“Faça a América Grande Novamente”, em português], Trump foi fotografado ao lado da neta Kai entrando no carro oficial a caminho do campo de golfe. Era o suficiente para dissipar o velório antecipado. Mas, claro, para os conspiracionistas, aquele não era Trump, e sim um clone enviado pela Casa Branca para manter o mito intacto.
Seria até o caso de Lula (PT) mandar um abraço solidário a Trump, já que o presidente brasileiro também “morre” com frequência nas redes. Vídeos circulam no X garantindo que Lula foi substituído por sósias, enquanto publicações conspiratórias chegam ao ponto de comemorar “aniversário de óbito” do petista. Assim como nos EUA, as falsas mortes de Lula rendem engajamento e mostram como a desinformação virou combustível político.
Nos bastidores, as imagens de hematomas nas mãos e tornozelos inchados de Trump alimentaram as especulações sobre sua saúde. O vice-presidente JD Vance (Partido Republicano, Ohio) chegou a declarar, em entrevista, que está “preparado para assumir em caso de tragédia”, o que funcionou como gasolina no incêndio da boataria.
De Dublin a Nova Délhi, passando por Washington, a suposta morte de Trump virou manchete. Não porque houvesse luto, mas porque uma ausência dele seria um vazio no noticiário global. Afinal, a política internacional já incorporou Trump como fornecedor diário de frases polêmicas, teorias de conspiração e, agora, até provas de vida em campos de golfe.
Trump pode até se esconder no fim de semana, mas seu sumiço é sempre interpretado como prenúncio de catástrofe. Talvez o único consenso internacional seja este: ninguém quer que Trump pare de gerar assunto.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.
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Publicação de: Blog do Esmael