Tudo sobre a operação que sequestrou Nicolás Maduro

O sequestro de Maduro ocorreu após meses de planejamento secreto dos Estados Unidos, culminando na chamada Operação Resolução Absoluta, uma ofensiva militar e de inteligência que retirou à força o presidente venezuelano do país. A ação, revelada pelo New York Times, marca a intervenção mais grave dos EUA na América do Sul no século XXI e abre uma crise jurídica e política de alcance global.

O que foi a Operação Resolução Absoluta

A operação foi autorizada diretamente pelo presidente e executada na madrugada de sábado, após meses de vigilância clandestina. O alvo foi , capturado dentro de um complexo militar fortemente protegido, em Caracas.

Segundo autoridades americanas, o plano combinou espionagem humana, drones furtivos, guerra cibernética e forças especiais. O objetivo oficial alegado foi combater o narcotráfico, embora o resultado tenha sido a retirada forçada do chefe de Estado venezuelano.

Espionagem silenciosa dentro de Caracas

Desde agosto, uma equipe operava clandestinamente na Venezuela, sem cobertura diplomática. Os agentes mapearam rotinas diárias de Maduro, seus deslocamentos, hábitos alimentares e até detalhes pessoais, com apoio de uma fonte próxima ao presidente.

Essas informações permitiram aos EUA construir um modelo em escala real do local onde ocorreria a captura, usado para treinar a força de ataque em território americano.

Treino militar e janela política

A execução ficou a cargo da unidade de elite do Exército dos EUA. Os comandos treinaram por semanas para a invasão, aguardando condições climáticas favoráveis e o menor risco possível de baixas civis.

A escolha do período de festas não foi casual. Segundo fontes do Pentágono, o cálculo incluía férias de autoridades venezuelanas e redução do efetivo militar em serviço.

Apagão, bombardeio e captura

A ofensiva começou com um ataque cibernético que deixou grandes áreas de Caracas sem energia elétrica. Em seguida, caças, drones e bombardeiros destruíram radares e sistemas de defesa aérea.

Explosões foram registradas em vários pontos da capital. Autoridades venezuelanas estimam ao menos 40 mortos, entre civis e militares.

Às 2h da manhã, helicópteros das forças especiais pousaram no complexo onde Maduro se encontrava. Houve troca de tiros, um helicóptero foi atingido e soldados americanos ficaram feridos.

Em menos de dez minutos, Maduro e a primeira-dama foram dominados e retirados do local.

Rota do sequestro

O casal foi levado de helicóptero até o porta-aviões USS Iwo Jima, no Caribe, depois transferido para a base de Guantánamo e, por fim, enviado em avião do FBI para um aeroporto militar próximo a Nova York.

Trump acompanhou a operação em tempo real a partir de Mar-a-Lago e declarou que “assistiu como se fosse um programa de TV”.

Contradições e riscos jurídicos

Embora Trump sustente que a ação combateu o narcotráfico, autoridades americanas haviam assegurado ao Congresso que não buscavam mudança de regime. Após a captura, o presidente afirmou que os EUA “assumem o controle” da Venezuela e prometeu reconstruir a infraestrutura petrolífera do país.

Especialistas em direito internacional apontam violação direta da soberania venezuelana, da Carta da ONU e do direito humanitário, além do precedente perigoso para intervenções futuras.

Bastidores finais

Antes do ataque, Maduro teria oferecido acesso ao petróleo venezuelano em troca de saída negociada do país. A proposta incluía exílio na Turquia. Washington considerou a oferta “não séria” e seguiu com a operação.

Trump ainda ameaçou outros líderes venezuelanos, afirmando que novas ações militares estão sobre a mesa.

Risco futuro

A captura de um presidente em exercício por uma potência estrangeira rompe limites históricos e empurra a América do Sul para um terreno de instabilidade permanente. O discurso do combate às drogas não sustenta o peso de uma intervenção que atropela o direito internacional e normaliza o sequestro de chefes de Estado.

O precedente é grave. E o silêncio cúmplice de parte da comunidade internacional só aprofunda o risco.

Continue acompanhando os bastidores da política e do poder pelo Blog do Esmael.

Publicação de: Blog do Esmael

Lunes Senes

Colaborador Convidado

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