Tânia Mandarino: A todos os irmãos e irmãs bolivarianos

Pessoas se reuniram no centro de Caracas horas depois de os EUA realizarem ataques aéreos unilaterais e sequestrarem o presidente Nicolás Maduro. Foto: Rome Arrieche
Por Tânia Mandarino*
Hoje foi um dia muito difícil, mas a gente engoliu o ódio e as lágrimas foram derramadas em silêncio ouvindo as amigas e os amigos venezuelanos.
Nenhum reclama, mas dói no fundo da alma sentir que no tom de suas vozes existe uma nota de incredulidade permeada pelo cansaço físico e emocional agravado pelas horas de sono interrompido, sem energia elétrica e nem internet em alguns lugares.
Compartilho a mensagem de acolhimento que brotou do meu coração para uma amiga e estendo a todas as irmãs e a todos os irmãos bolivarianos:
Hoje é um dia em que as coisas estão muito sensíveis e difíceis até para vocês fazerem qualquer análise.
Hoje virá o choro, a tristeza profunda, o gosto amargo como fel na boca.
Hoje virá a sensação de desamparo, a angústia de olhar para o amanhã sem saber quanto tempo ele poderá durar, a impermanência, a flutuação, a posição fetal, a imperiosa necessidade de voltar para o útero e até o desejo de ali permanecer.
Mas passada essa noite escura, não importa quanto tempo dure, o mundo sentirá a força da indignação que há tempos move as massas venezuelanas a romperem a manhã dando luz a si mesmas no alvorecer do mais lindo dia que chegará guiado pela força infinita do Libertador.
Você é filha de Chávez e seu Povo, que aprendi a chamar de meu povo, saberá trilhar os caminhos de Bolívar!
A América Latina, guiada por essa espada, vencerá! Aleeeeeeerta! Alerta que caminha!
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Até à vitória sempre. Com amor, Tânia Mandarino. Brasil (yo me alisto con Venezuela)
*Tânia Mandarino é advogada. Integra o Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia (CAAD)
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Publicação de: Viomundo
