Minha Casa, Minha Vida muda vidas de Norte a Sul do Brasil
Maior programa habitacional do País ampliou alcance com a criação histórica de nova faixa e linha de crédito voltadas à classe média, avanços que promovem dignidade, segurança e perspectivas de futuro. Dois milhões de moradias foram financiadas no período
Há três anos, o Governo do Brasil reafirmou um compromisso histórico com o povo brasileiro: recolocar a moradia digna no centro das prioridades nacionais e tratá-la como um direito fundamental. A missão era clara e desafiadora: recriar e expandir o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), reajustar seus benefícios à realidade econômica do país e, principalmente, responder ao clamor por justiça habitacional que ecoava das periferias, dos municípios interioranos, das famílias que dividiam cômodos únicos e viviam sob a insegurança permanente do aluguel.
As coisas acontecem nesse País quando você tem um governo que tem vontade de ouvir e, ao ouvir, tem vontade de fazer as coisas andarem para frente”
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Presidente da República
Hoje, ao olhar para os números, mas sobretudo para os rostos e as histórias por trás deles, é possível afirmar: o sonho de milhões de brasileiras e brasileiros já está se tornando realidade. A casa própria, símbolo máximo de estabilidade para o trabalhador e para a trabalhadora, voltou a ser uma meta possível de ser alcançada. E o programa, que tinha o objetivo de chegar a 2 milhões de contratações, foi ampliado, e chegará a 3 milhões de contratações até o fim de 2026.
O programa habitacional criado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva alcançou resultados históricos em 2025. No ano, o programa contou com orçamento recorde de cerca de R$ 180 bilhões. Os recursos ajudaram o Minha Casa, Minha Vida a superar e muito o ritmo de contratações esperado no início do governo e se tornar a política pública preferida pelos brasileiros, com aprovação de 90%, segundo pesquisa Genial-Quaest.
CLASSE MÉDIA VALORIZADA — Os anos de 2023 a 2025 três anos foram marcados por uma ação dupla e complementar. De um lado, foi ampliado o apoio às famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica, que formam o coração do programa. Para elas, o Minha Casa, Minha Vida manteve e fortaleceu as faixas de subsídio, garantindo que a casa chegasse de fato a quem precisa, com parcelas que cabem no bolso e libertam da dívida opressora do aluguel. A prioridade absoluta foi dada a famílias com renda de até R$ R$ 2.850 (Faixa 1), às quais o subsídio de até 95% do valor da unidade . A Faixa 2 vai de R$ 2.850,01 a R$$ 4.700 e a Faixa 3 de R$ 4.700,01 a R$ 8.600.
Ao mesmo tempo, percebeu-se que a classe média – pressionada pelas altas taxas e exigências do mercado imobiliário convencional – também clamava por uma solução. Assim, nasceu uma das inovações mais celebradas desde o início da atual gestão: a Faixa Classe Média (de R$ 8.600,01 a R$ 12.000) do Minha Casa, Minha Vida.
A criação desta faixa não deixou de ter em vista o compromisso social; pelo contrário, ampliou o escopo da política habitacional, movimentou a cadeia produtiva da construção civil – gerando milhares de empregos – e atendeu a um anseio legítimo de um enorme contingente de brasileiros, como professores, enfermeiros, técnicos e pequenos empresários, que também ansiavam por segurança e planejamento familiar.
Além disso, o Governo do Brasil anunciou novas regras para o sistema financeiro de habitação que devem promover um novo salto no crédito imobiliário, alcançando famílias com renda mensal de até R$ 20 mil. A medida reformula a lógica atual das operações e moderniza as regras de direcionamento do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) amplia a oferta de crédito habitacional e garante maior acesso da classe média ao financiamento da casa própria, fortalecendo o setor da construção civil e a geração de empregos.
A mudança beneficia principalmente as operações realizadas dentro das regras do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), voltadas à classe média, o que deve expandir o investimento no setor de construção civil e gerar mais empregos.
“As coisas acontecem nesse país quando você tem um governo que tem vontade de ouvir e, ao ouvir, tem vontade de fazer as coisas andarem para frente. A necessidade é continuar fazendo política de inclusão social, para que as pessoas subam um degrau a mais na escala social, e a gente crie uma sociedade de classe média”, afirmou o presidente Lula, durante o anúncio do novo modelo de crédito habitacional, em 10 de outubro de 2025. Ainda de acordo com o presidente, a iniciativa adequa as dificuldades econômicas das pessoas, levando em conta o respeito à dignidade humana. “É para isso que foi criado esse programa”, completou.

- O Minha Casa, Minha Vida tinha o objetivo de chegar a 2 milhões de contratações, mas foi ampliado e chegará a 3 milhões de contratações até o fim de 2026. Foto: Zack Stencil/MCID
CONTRATAÇÕES E ENTREGAS — A força dessa política integrada se reflete nos resultados contabilizados a cada ano. Os investimentos robustos e a gestão eficiente permitiram uma retomada vigorosa do ritmo de contratações e entregas, superando metas e reescrevendo trajetórias. Abaixo, um panorama do esforço realizado:
Do início de 2023 até meados de dezembro de 2025, considerando apenas os financiamentos por meio do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), 1,63 milhão de moradias foram financiadas, com valor total de R$ 259,58 bilhões. Os financiamentos chegaram a 4.178 municípios do país.

- Em menos de três anos, o MCMV já alcançou a meta de 2 milhões de moradias
OGU PARA VULNERÁVEIS — Já levando em conta apenas os empreendimentos com recursos do Orçamento Geral da União (OGU) para as linhas subsidiadas, foram contratadas 238,79 mil moradias em 3.848 novos empreendimentos a partir de 2023, com valor de R$ 31,73 bilhões. As contratações ocorreram em 2.301 municípios do país. Foram 119,3 mil moradias em 2024, com valor de R$ 18,48 bilhões, e 119,4 mil em 2025, com valor de R$ 13,25 bilhões.
RETOMADAS – Até o início do Novo PAC , muitas obras estavam paralisadas ou em ritmo lento. Desde então, 136,16 mil moradias em 2.442 empreendimentos, que foram contratadas antes de 2023 e não foram concluídas, tiveram obras retomadas. Os empreendimentos retomados estão localizados em 1.695 municípios do país e o valor das obras acrescido de suplementações alcança R$ 9,68 bilhões. Do total, 47,99 mil moradias retomadas já foram concluídas.
“Com o Minha Casa, Minha Vida, estamos enfrentando o desafio do déficit habitacional e trabalhando para que cada vez mais famílias brasileiras possam morar em condições dignas”, disse o ministro das Cidades, Jader Filho. “Em 2025, aceleramos o ritmo de entregas, ampliamos o programa e, entre outros avanços, criamos a faixa 4 para as famílias que ganham mais de R$ 8.600 e até R$ 12 mil. Já fora do MCMV, criamos também um novo modelo de crédito imobiliário para a classe média porque não deixamos ninguém para trás”, completou o ministro.
#BOTAPRAANDAR — Para que o resultado fosse alcançado o mais rápido possível, o Governo do Brasil lançou, em março de 2023, o #BotaPraAndar , iniciativa do Ministério das Cidades com o objetivo de diagnosticar soluções que destravem obras do Minha Casa, Minha Vida com pendências técnicas ou paralisadas em todo Brasil. O #BotaPraAndar é realizado em parceria entre a pasta das Cidades, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e prefeituras.

- Residencial Jardim das Paineiras, empreendimento do Minha Casa, Minha Vida entregue em Niterói (RJ): retomada do MCMV beneficiou 540 famílias da região. Foto: Gabriel Oliveira/MCID
ANO A ANO — No governo do presidente Lula, o MCMV foi reestruturado e ganhou novo fôlego em todo o território nacional, com destaque para regiões com déficit habitacional. As famílias começaram a colher os frutos da nova dinâmica, com a contratação de 491 mil moradias já em 2023.
Em 2024, a expansão ganhou velocidade. O número de contratos firmados saltou para 725 mil unidades, um crescimento expressivo que demonstrou a capilaridade do programa. Paralelamente, os canteiros de obras trabalharam a todo vapor, possibilitando que 472 mil famílias beneficiadas pelas entregas das linhas financiadas e subsidiadas realizassem a tão sonhada mudança, transformando lotes e prédios em ruas cheias de vida e comunidades estruturadas.
Em 2025, consolidou-se um novo ciclo virtuoso. A atuação nas quatro faixas de renda mostrou-se plenamente harmoniosa. Foram contratadas mais 766 mil moradias, incluindo um percentual significativo destinado à Faixa Classe Média. E, em mais um momento de celebração, outras 431 mil famílias, até meados de dezembro, nas linhas subsidiadas e financiadas, receberam as chaves de seus lares, fechando o triênio com a marca histórica de mais de 1,9 mil unidades contratadas e 1,3 mil entregas realizadas pelo MCMV.
ESTADOS E REGIÕES — A força transformadora do MCMV se expressa com cores, sotaques e realidades distintas em cada canto do país, demonstrando o compromisso com a nacionalização do direito à moradia. No Nordeste, região com histórico de déficit habitacional, o programa tem sido um alicerce fundamental para a reorganização urbana e a inclusão social, com 491 mil unidades contratadas entre 2023 e meados de dezembro de 2025.
No Sudeste, com sua dinâmica econômica intensa e metrópoles pressionadas, a atuação do MCMV equilibra a urgência por moradia popular com a demanda da classe média, registrando 845 mil contratações, entre 2023 e meados de dezembro de 2025, que ajudam a recompor o tecido social das grandes cidades e contribuem para um desenvolvimento territorial mais equilibrado e justo.
O programa também avança com determinação nas demais regiões, adaptando-se às diferentes necessidades locais. No Norte, priorizando comunidades muitas vezes isoladas, 67 mil novas moradias foram contratadas.
No Centro-Oeste, que vive um crescimento populacional acelerado, o MCMV atua ofertando 236 mil unidades em contrato, garantindo que o progresso econômico seja acompanhado de bem-estar social. Por fim, no Sul, 343 mil famílias foram contempladas em novas contratações, entre 2023 e novembro de 2025. O recorte regional não é apenas numérico; é a prova de que a política habitacional, quando executada com planejamento, é capaz de escrever uma mesma história de esperança do litoral ao interior, das capitais aos municípios de menor porte.
SETOR DA CONSTRUÇÃO — O Minha Casa, Minha Vida (MCMV) foi o grande motor do setor da construção civil em 2025. O programa já contratou mais de 1,9 milhão de unidades desde 2023, com investimento público superior a R$ 300 bilhões e atualmente a meta é chegar a 3 milhões de moradias contratadas no final de 2026, 50% a mais que a meta original.
A cidade de São Paulo, maior do país, o MCMV respondeu por 62% dos lançamentos e 63% das vendas de janeiro a outubro de 2025, de acordo com o Secovi-SP, Sindicato de Empresas do Setor de Habitação em São Paulo. O setor de construção civil cresceu 2% no terceiro trimestre em comparação com o mesmo período de 2024, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
CIDADANIA — O Minha Casa, Minha Vida destaca-se por entender que uma política habitacional moderna vai além da edificação. Os novos conjuntos são planejados com infraestrutura urbana: tem ruas pavimentadas, redes de água, esgoto, drenagem, energia elétrica, iluminação pública e, sempre que possível, equipamentos comunitários como creches, praças e unidades básicas de saúde nas proximidades. A habitação é a porta de entrada para a cidadania plena.
A diarista Ceildes Rodrigues da Silva, de 46 anos, é do tipo que não pensa duas vezes para se desdobrar pelos filhos. Quando Ryvian, seu mais velho, sofreu um acidente na escola em Rio Branco, no Acre, o diagnóstico de um grave traumatismo craniano gerou uma jornada migratória rumo a Goiânia (GO). Ceildes foi informada de que os especialistas de que o filho necessitava estariam disponíveis na rede pública em hospitais do Centro-Oeste. Vendeu tudo e embarcou com Ryvian, 16 anos, e Ryan, 14.
“Cheguei a Goiânia sem nada. Vendi casa, móveis, tudo, porque precisava de recursos para me mudar e ficar dedicada ao tratamento do meu filho. Ele estava em estado muito grave de saúde. Ele quase morreu no Acre”, lembra. Durante o longo período de recuperação de Ryvian, a família chegou a morar numa casa de apoio ao lado de pessoas em situação de rua. “Depois nos deram um quarto separado em razão da situação delicada do meu filho”. Quase um ano depois da mudança, ela conta que, com o filho em melhores condições, conseguiu arrumar um emprego e foi morar de aluguel.
“Eu confesso que não tinha mais perspectiva de, um dia, ter condições para comprar uma casa própria. Eram muitas despesas de saúde e o salário de diarista não era o suficiente”. Nessa trilha, ela conheceu o movimento “Quem tem casa tem raiz”, uma ONG que atua na cidade para reivindicar moradia digna para as pessoas em situação de exclusão social. Foi por meio dessa mobilização que eles tiveram acesso ao Minha Casa, Minha Vida. A família recebeu a chave da casa no Condomínio Sebastião Vieira, em Aparecida de Goiânia (GO).
“A casa própria era um sonho que eu já havia abandonado. Agora voltei a viver, a sorrir e a sonhar novamente”, afirma Ceildes. “Ao ficar sem casa eu tinha perdido a minha raiz. Eu não tinha esperanças de recuperá-la. Agora poderei oferecer, novamente, uma vida digna aos meus filhos. Hoje choro não mais de preocupação, de tristeza, mas de felicidade”.
UM NOVO BRASIL — Histórias como a de Beatrice, refugiada haitiana e dona da própria casa em Aparecida de Goiânia (GO), onde hoje cuida sozinha de seus dois filhos; ou do casal Gabriela Zeni e Devidson Alves de Lima, da Faixa 4, que finalmente conseguiu realizar o sonho de se casar na igreja e no cartório, se multiplicam aos milhares pelo Brasil. Elas são a prova viva de que investir em habitação é investir em gente. É gerar economia local, reduzir desigualdades históricas, promover saúde pública e, acima de tudo, restaurar a dignidade de quem trabalha e constrói um novo Brasil todos os dias.
Os três anos que se passaram foram de trabalho intenso, de correção de rotas e de audácia para inovar. O Governo do Brasil segue comprometido em avançar, buscando sempre melhorar os instrumentos e acelerar os processos, para que mais e mais brasileiros possam escrever sua história a partir de um endereço fixo, de um lugar que possam chamar de seu. Porque casa não é apenas tijolo. É memória, é afeto, é futuro. E garantir esse direito é honrar o pacto mais fundamental com a nação e estar do lado do povo brasileiro.
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