Greca ameaça sair do PSD se Ratinho ungir Guto ou Curi

Rafael Greca avisou nos bastidores que deixa o PSD se não for o escolhido do governador Ratinho Júnior para disputar o governo do Paraná. O ex-prefeito de Curitiba repetiu a interlocutores no fim de semana, em Caiobá, que rompe com a legenda caso a caneta do Palácio Iguaçu aponte para Guto Silva ou Alexandre Curi, e que seguirá para uma candidatura solo ao Palácio Iguaçu.

“No primeiro minuto, se preterido”, disse o secretário do Desenvolvimento Sustentável.

A declaração não ficou restrita a confidências. Greca fez questão de dizer em público que não aceita ser figurante na sucessão estadual. A leitura é direta: se o PSD optar por outro nome, ele troca de partido e tenta capitalizar o recall eleitoral que construiu na capital.

Nos bastidores, o Blog do Esmael apurou que Greca vem sendo assediado por PP, Podemos e MDB para liderar um projeto fora do guarda-chuva de Ratinho. A movimentação ganhou corpo após a confirmação de que o governador deixará o cargo em abril para assegurar elegibilidade em 2026, adiando a decisão sobre o herdeiro e aumentando a tensão interna.

Sonho antigo de Margarita

Há um mês, em entrevista ao Blog do Esmael, Greca disse que sua candidatura ao Palácio Iguaçu era um antigo sonho de sua falecida esposa, Margarita Sansone. Na ocasião, foi cauteloso ao afirmar que o tempo ainda amadureceria o cenário. “Não se fala do fruto antes que ele apareça formoso”, resumiu.

Racha no grupo governista

A crise não para em Greca. Quem também jura que não fica no grupo se o ungido for Guto Silva é o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (PSD). O recado é claro: se perder espaço agora, Curi reavalia alianças e passa a jogar por fora.

O resultado é um racha anunciado no bloco governista. Falta apenas a oficialização. A demora de Ratinho em definir o sucessor transforma a pré-campanha em arena de desconfiança, com líderes se antecipando para não ficarem reféns de uma decisão que pode enterrá-los politicamente.

Adversários agradecem

Enquanto o PSD se fragmenta, a oposição observa com sorriso discreto. O senador Sergio Moro (União) e Requião Filho (PDT) lideram a corrida fora do governo. Moro aparece à frente nas pesquisas, com o neopedetista na vice-liderança, cenário que se fortalece quanto maior for a divisão no campo governista.

Para os adversários, cada dia sem definição no Palácio Iguaçu é um dia a mais de desgaste interno para Ratinho e de oxigênio para quem disputa por fora.

Campo minado

O aviso de Greca expõe o que já era sussurro: a sucessão de Ratinho Júnior virou um campo minado dentro do próprio PSD. Se o governador insistir em adiar a decisão, corre o risco de entregar a eleição aos rivais antes mesmo de começar a campanha. E Greca já deixou o recado: se for preterido, sai no primeiro minuto.

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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.  

Publicação de: Blog do Esmael

Lunes Senes

Colaborador Convidado

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