Aldo Rebelo, agora um democrata-cristão, lança pré-candidatura à Presidência neste sábado

A pré-candidatura de Aldo Rebelo à Presidência da República será lançada neste sábado (31), em São Paulo, pela Democracia Cristã (DC). Ex-ministro e ex-presidente da Câmara, Aldo se apresenta como alternativa nacionalista e pode se tornar antagonista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa de outubro.

O ato ocorre na Rua Genebra, região central da capital paulista, e marca também o início de um processo interno de reorganização do DC. A direção nacional promete renovar diretórios estaduais em todo o país, com foco em palanques próprios e alianças regionais competitivas.

No Paraná, a mudança tem nome e endereço. Ricardo Gomyde afirma que assumirá o comando estadual da legenda e avalia disputar o Palácio Iguaçu em dobradinha com Aldo. Os dois foram correligionários na Câmara dos Deputados nos tempos do PCdoB, quando construíram relação política e afinidade programática.

A aposta é usar o palanque estadual para impulsionar a pré-campanha presidencial, com discurso voltado ao desenvolvimento, soberania e crítica ao eixo financeiro que domina a agenda econômica.

Também entram na mira de Aldo as ONGs ambientalistas e a agenda identitária. Nesse ponto, a ministra Marina Silva, antiga desafeta do democrata-cristão, volta ao centro do enredo político. Ela pode vir a se inscrever na disputa presidencial para defender o legado construído à frente do Ministério do Meio Ambiente.

Nos bastidores, o Blog do Esmael apurou que Aldo foi sondado para compor chapas majoritárias de peso. O governador Ratinho Júnior (PSD) teria procurado o ex-ministro para discutir uma possível vice na corrida ao Planalto, movimento que não avançou.

Outra abordagem partiu do senador Flávio Bolsonaro (PL), que busca um parceiro de chapa do Nordeste. A conversa existiu, mas não evoluiu, segundo relatos colhidos pela reportagem.

Aldo chega à largada pelo DC com trajetória marcada por passagens por ministérios e pelo comando da Câmara, além de um discurso que mistura nacionalismo, crítica ao rentismo e defesa da indústria. A estratégia mira eleitores insatisfeitos com a polarização Lula-bolsonarismo, sem descartar confrontos diretos com o Planalto.

A entrada de Aldo Rebelo embaralha a disputa e pressiona alianças, especialmente nos estados. Se o DC conseguirá transformar o discurso em palanques e votos, a campanha dirá.

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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.  

Publicação de: Blog do Esmael

Lunes Senes

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