O presidente Lula (PT) disse na sexta-feira (24) que será “presidente outra vez” e transformou a abertura do 8º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), em Brasília, na largada política de sua campanha à reeleição em 2026. Ele falou por vídeo aos dirigentes petistas e é esperado no encerramento do encontro, neste domingo (26).
A frase de Lula não foi solta. Veio no congresso em que o PT tenta fixar uma linha dura para 2026: derrotar o bolsonarismo, defender a democracia e dizer ao eleitor que o governo atual reconstruiu o país depois da gestão de Jair Bolsonaro (PL).
Lula não participou presencialmente da abertura porque passou por procedimentos médicos em São Paulo na sexta-feira, explicou ele mesmo. O vídeo, porém, cumpriu a função política esperada pelo partido: colocar o próprio presidente no centro da tática eleitoral.
No recado à militância, Lula disse que o Brasil precisa de alguém democrático, capaz de ouvir e conversar. Também cobrou que o PT use as entregas do governo como arma eleitoral, em vez de apenas reagir à oposição.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, foi mais direto. Para ele, a reeleição de Lula é o caminho do partido para derrotar o fascismo, a ultradireita e a agenda autoritária que voltou a rondar a política brasileira.
Edinho também afirmou que o congresso vai discutir reformas da renda, do sistema político e do Judiciário. Em linguagem simples, o PT quer levar ao programa de 2026 propostas para mexer na distribuição de dinheiro, nas regras da política e no funcionamento das instituições.
A educação integral entrou como bandeira de futuro. Lula voltou a defender escolas de tempo integral e fortalecimento dos institutos federais, enquanto Edinho citou creche, mobilidade, tarifa zero, segurança pública e combate à corrupção como pontos da nova plataforma petista.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) deu o recado que o centro político queria ouvir dentro do congresso petista. Ele reafirmou lealdade a Lula e disse que o presidente salvou a democracia no Brasil.
Alckmin também apontou o risco bolsonarista com uma frase de campanha: se a extrema direita tentou golpe mesmo perdendo a eleição, o que faria se tivesse vencido. O vice, que não é filiado ao PT, funcionou como senha para a frente ampla continuar em pé.
O congresso reúne cerca de 600 delegadas e delegados de todo o país até este domingo. A pauta formal inclui conjuntura política, tática eleitoral, diretrizes partidárias e papel do Brasil no mundo.
A pauta real é mais dura: até onde o PT aceita compor com a direita liberal para impedir a volta da extrema direita ao poder.
O documento partidário defende diálogo com setores da direita liberal democrática, desde que o eixo seja defesa da democracia, soberania nacional e derrota do autoritarismo. É a frente ampla de Lula em versão 2026, com custo interno para o PT.
O partido quer o voto do centro, mas não pode entregar a campanha ao centro. Quer falar com empresários, mas precisa manter a classe trabalhadora no coração do discurso. Quer repetir 2022, mas 2026 terá Lula governando, não apenas enfrentando Bolsonaro.
Essa é a contradição que atravessa o congresso em Brasília.
Lula chega a 2026 com a vantagem de ser presidente e a cobrança de transformar governo em maioria social. O PT sabe que a eleição será vencida fora da bolha, no preço dos alimentos, na renda, no emprego, na escola e na memória viva do golpismo.
A abertura do congresso deixou uma linha clara: Lula será o candidato, o bolsonarismo será o adversário principal e a democracia será o nome público da disputa.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.
Publicação de: Blog do Esmael
