BRB aplica e perde R$ 2,5 bilhões no Master, enquanto Ibaneis corta R$415 milhões da saúde do DF em colapso

Enquanto o BRB perde R$ 2,5 bilhões, saúde do DF entra em colapso por falta de recursos

Pauta Diária, Redação

A confirmação de que o Banco de Brasília (BRB) perdeu de forma irreversível R$ 2,5 bilhões em investimentos no chamado “Master” expõe mais do que um erro financeiro: revela uma escolha política com impactos diretos na vida da população do Distrito Federal.

Enquanto bilhões evaporam em operações malsucedidas do banco público, hospitais, UPAs e unidades básicas de saúde enfrentam cortes severos e um sistema à beira do colapso.

Em depoimento à Polícia Federal, o ex-presidente do BRB admitiu que os recursos investidos não serão recuperados. Trata-se de um valor superior ao dobro de tudo o que o Governo do Distrito Federal retirou da saúde em 2025 sob o argumento de “equilíbrio fiscal”.

Saúde foi o alvo principal do contingenciamento

Em junho de 2025, o governador Ibaneis Rocha assinou decreto contingenciando cerca de R$ 1 bilhão do orçamento do DF. Desse total, R$ 415,9 milhões foram cortados exclusivamente do Fundo de Saúde, representando mais de 40% de todo o bloqueio orçamentário.

A decisão atingiu diretamente uma rede já sobrecarregada, com falta de profissionais, medicamentos e leitos.

Dados do Ministério Público do DF apontam um déficit de 941 leitos de retaguarda, situação que obriga pacientes a permanecerem até 20 dias em UPAs, quando o tempo recomendado é de no máximo 24 horas.

Enquanto isso, o governo manteve silêncio sobre a maior perda financeira da história do BRB.

Dois pesos, duas medidas

A contradição é evidente. Para justificar cortes na saúde, o discurso oficial apela à responsabilidade fiscal.

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Mas a mesma responsabilidade não parece ter sido aplicada quando R$ 2,5 bilhões foram direcionados a um investimento que agora se revela um prejuízo sem retorno.

O BRB, banco público cuja função institucional é fomentar o desenvolvimento regional, financiar políticas públicas e fortalecer a economia local, tornou-se símbolo de uma gestão temerária.

Recursos que poderiam financiar hospitais, contratar profissionais e reduzir filas foram lançados em uma operação que hoje é descrita como perdida.

Escolha política, não fatalidade

Se o Distrito Federal tivesse mantido o percentual histórico de investimento na saúde, a área teria cerca de R$ 4 bilhões a mais disponíveis. Esse montante seria suficiente para transformar a realidade do sistema público. Ainda assim, a opção do governo foi contingenciar justamente o setor mais sensível, aquele que atende a população mais vulnerável.

Não se trata de falta de dinheiro, mas de prioridade política.

A pergunta que não cala

Diante desse cenário, cresce a indignação entre profissionais da saúde, pacientes e órgãos de controle.

A pergunta central permanece sem resposta:

Quem autorizou a perda de R$ 2,5 bilhões no BRB, mas decidiu cortar R$ 415 milhões da saúde pública?

Enquanto essa resposta não vem, o prejuízo é duplo: financeiro para os cofres públicos e humano para quem depende do SUS no Distrito Federal.

Publicação de: Viomundo

Lunes Senes

Colaborador Convidado

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