Guedes deixa ver que “bondade” de Bolsonaro é fake

Foto: Alexandre Brum/Agência Enquadrar/Agência O Globo

O Auxílio Brasil tornou-se um nervo exposto no comitê da reeleição. Integrantes do staff da campanha de Bolsonaro acusam Paulo Guedes de “fazer o jogo do Lula” ao condicionar a permanência do beneficio turbinado de R$ 600 a partir de janeiro de 2023 à aprovação de uma reforma tributária. O caráter eleitoreiro do reajuste do antigo Bolsa Família virou um dos motes da campanha petista.

“Pega o dinheiro e vota no 13”, repete Lula, sustentando que o benefício “acaba em dezembro”. Para os operadores de Bolsonaro, a fala do ministro da Economia ecoa a pregação do inimigo. Guedes vem repetindo que precisa de R$ 52 bilhões para tornar permanente o auxílio de R$ 600. O ministro declara: “basta que o Senado aprove um dia depois da reeleição a reforma tributária que já passou na Câmara.” Prevê a tributação de lucros e dividendos.

Nas palavras de um dos operadores da campanha de Bolsonaro, “Paulo Guedes se comporta como se quisesse virar o principal fornecedor de matéria-prima para o Janones.” Ex-presidenciável do Avante, o deputado André Janones virou centro-avante de Lula nas redes sociais. A transitoriedade do Auxílio Brasil vitaminado que o governo começou a pagar na semana passada é um dos temas prediletos de Janones.

A irritação do comitê da reeleição aumenta porque Guedes atira contra o pé do chefe num instante em que as pesquisas revelam que o aumento de 50% no Auxílio Brasil ainda não rendeu votos a Bolsonaro. As sondagens mais recentes informam que, embora saiba que o reajuste tem as digitais de Bolsonaro, a maioria da clientela do benefício continua votando em Lula.

Uol  

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