Vem aí nova pesquisa da Paraná Pesquisas na quinta-feira
Murilo Hidalgo confirma levantamento nacional sobre sucessão presidencial
Nova pesquisa da Paraná Pesquisas será divulgada na quinta-feira (29), e deve atualizar o cenário da corrida pela Presidência da República. A informação foi confirmada publicamente pelo instituto após participação de seu presidente, Murilo Hidalgo, no programa Canal Livre, da Band, exibido no domingo (25).
O levantamento está regularmente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08254/2026 e integra a rodada nacional de pesquisas eleitorais do instituto neste início de ano pré-eleitoral.
Segundo o registro oficial no TSE, a pesquisa utiliza metodologia quantitativa, com entrevistas presenciais em todo o país e amostra representativa do eleitorado brasileiro, respeitando critérios de gênero, idade, escolaridade e renda, conforme exigido pela legislação eleitoral.
A nova rodada ocorre em meio à fragmentação do campo conservador e à consolidação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como favorito na corrida presidencial de outubro, cenário que, segundo o próprio Hidalgo, exige leitura cuidadosa não apenas das intenções de voto, mas também dos índices de rejeição e conhecimento dos candidatos.
Quem serão os nomes sondados
De acordo com o registro oficial da pesquisa e o questionário apresentado ao TSE, a Paraná Pesquisas vai testar dois cenários estimulados de primeiro turno, além de três simulações de segundo turno.
Cenário estimulado 1
Serão apresentados aos entrevistados os seguintes nomes:
- Aldo Rebelo
- Flávio Bolsonaro
- Lula
- Ratinho Junior
- Renan Santos
- Romeu Zema
- Ronaldo Caiado
Cenário estimulado 2
Neste segundo disco, o instituto substitui alguns nomes e inclui:
- Aldo Rebelo
- Lula
- Renan Santos
- Romeu Zema
- Ronaldo Caiado
- Tarcísio de Freitas
Além disso, a pesquisa testa três confrontos diretos de segundo turno:
- Lula x Flávio Bolsonaro
- Lula x Tarcísio de Freitas
- Lula x Ratinho Junior
Rejeição, conhecimento e clima político
Na entrevista ao Canal Livre, Murilo Hidalgo destacou que a leitura do cenário eleitoral passa, cada vez mais, pela análise combinada de conhecimento, potencial de voto e rejeição. Para ele, esses indicadores ajudam a entender não só quem lidera, mas quem tem espaço real de crescimento ou enfrenta teto eleitoral baixo.
O questionário também avalia a administração do governo Lula, a comparação com o governo Jair Bolsonaro, a percepção sobre economia, segurança, saúde, situação dos mais pobres e os principais problemas do país, elementos que ajudam a contextualizar o humor do eleitorado às vésperas de 2026.
O que observar na divulgação
A expectativa é que a pesquisa desta quinta-feira ajude a responder duas perguntas centrais do momento político: até onde vai a força eleitoral de Lula e quem, de fato, se consolida como liderança no campo da direita, hoje pulverizado entre governadores, herdeiros do bolsonarismo e nomes em busca de viabilidade nacional.
A divulgação deve ser acompanhada de perto por partidos, pré-candidatos e analistas, já que ocorre antes do prazo de desincompatibilização e pode influenciar decisões estratégicas ainda no primeiro semestre.
Sobre a entrevista ao Canal Livre
O programa Canal Livre abordou a evolução da corrida eleitoral presidencial de 2026 e os desafios que os candidatos enfrentarão à medida que a campanha avança. O debate envolveu jornalistas e especialistas, além de Murilo Hidalgo, presidente do Instituto Paraná Pesquisas.
No debate, os participantes destacaram que a eleição está marcada por alta polarização entre esquerda e direita e um cenário em que as redes sociais terão papel decisivo na formação de narrativas e na mobilização do eleitorado. A rejeição elevada entre os principais blocos tende a tornar qualquer deslize ou episódio negativo potencialmente determinante, dada a saturação das opiniões nas redes.
Murilo Hidalgo comentou que fatores externos, como episódios políticos e narrativas de mídia, têm pesado nas dinamizações eleitorais, citando eventos que influenciaram o humor do eleitorado em pleitos anteriores.
A discussão também tratou da necessidade de candidatos transmitirem suas mensagens além das bolhas digitais, alcançando eleitores que não estão politicamente engajados nas redes sociais, e estudou como a rejeição pode redefinir vantagens nas intenções de voto à medida que a campanha se intensifica.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.
Publicação de: Blog do Esmael
