do SigaJandira (reprodução parcial)

Bruno Trezena: Secretário, como começaram as agressões na livraria, secretário? E o que você sentiu na hora?

Eduardo Suplicy: Um grupo minoritário, aproximadamente de 15 pessoas, desde antes de começar a entrevista do Prefeito Haddad, agiu de forma muito desrespeitosa, gritando palavras, agitando faixas, procurando atrapalhar a entrevista programada das 10h às 12h de sábado, no auditório Eva Herz, da Livraria Cultura. Ele estava lotado, com mais de 150 pessoas, e muitos queriam assistir a entrevista. A jornalista Fabíola Cidral e o próprio Prefeito precisaram ser muito enfáticos para que aquele grupo permitisse que a entrevista se desenvolvesse normalmente. Acalmou-os um pouco quando deu a oportunidade para que três deles formulassem perguntas. O Prefeito respondeu muito bem a todas as perguntas, demonstrando profundo conhecimento da cidade e das iniciativas que está desenvolvendo.

Após o término da entrevista, cumprimentei o Prefeito e os jornalistas. Ao sair, pouco antes do Prefeito, um rapaz me fez uma pergunta sobre como será o financiamento das campanhas. Respondi que era contra as contribuições de pessoas jurídicas e a favor de transparência em tempo real por meio da página eletrônica de cada partido e candidato de toda e qualquer contribuição. Foi então que aquele pequeno grupo de pessoas, que haviam estendido uma faixa de críticas diversas, começou a gritar – “Suplicy, vergonha do Brasil”. Aproximei-me dos mesmos com a disposição de dialogar, mas como se recusaram a qualquer diálogo, só queriam gritar, sem procurar saber a verdade sobre quaisquer fatos, eu disse a uma das moças que ela era golpista e fui embora. Minutos depois, quando o Prefeito saiu do auditório, mais uma vez o grupo de pessoas começou a gritar ofensas a ele, que acompanhado de pessoas, logo saiu.

BT: Como militante histórico e gestor da pasta de Direitos Humanos de São Paulo, de que forma o senhor avalia o crescimento de uma onda conservadora e reacionária no país?

ES: Ao presenciar o ato inter-religioso na Catedral da Sé, no último domingo, em memória dos 40 anos do assassinato de Vladimir Herzog, e ouvir as palavras de seu filho Ivan, refleti sobre como aquelas pessoas intolerantes, desrespeitosas e antidemocráticas é que levaram o Brasil a viver tragédias como as caracterizadas pelos tristes episódios do regime militar .

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Mulher que hostilizou Suplicy e Haddad será expulsa do PSOL, diz Jean Wyllys

Por iG São Paulo | 27/10/2015 12:16 – Atualizada às 27/10/2015 14:35

“A direção do partido vai acelerar a expulsão da fascista”, diz Willys sobre partidária que concorreu em 2012 pelo PSOL

Na noite da segunda-feira (26) o deputado Jean Wyllys (PSOL/RJ) publicou em seu perfil no Facebook um texto intitulado “Como responder a uma fascista [ou um pedido de desculpas a Eduardo Suplicy e a Fernando Haddad]”. Nele, o deputado afirma que Celene Carvalho é filiada ao (PSOL) e está em processo de expulsão. A mulher integrou um grupo de manifestantes contrários ao Partido dos Trabalhadores (PT) que se exaltou na saída do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), no último sábado (24) na Livraria Cultura, depois de uma sabatina realizada pela rádio CBN. Suplicy, que é secretário de Haddad, acompanhava o debate do correligionário e foi atacado verbalmente pela mulher.

Em vídeo divulgado nas redes sociais no sábado (24), o grupo hostiliza Eduardo Suplicy, sob os gritos de “Suplicy vergonha nacional”. Em uma discussão, Celene grita: “Aqui não é PT, não. Aqui, vocês estão na terra de quem trabalha. Aqui é trabalho, aqui é terra dos coxinhas! Não somos sustentados, não!”

Celene Carvalho disputou o cargo de prefeita de São Lourenço (MG) pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), nas eleições de 2012. Ela obteve 1,15% dos votos (370 votos) e não foi eleita; a cidade tem população aproximada de 41.650 habitantes.

Wyllys esclareceu no texto: “A representação do PSOL em Minas informou que já havia pedido o afastamento da fascista. Porém, como o pedido de afastamento não fora devidamente encaminhado à Comissão de Ética da direção nacional do partido, Celene continuava constando da lista de filiados do PSOL. Mas, com esse episódio, a direção nacional do partido vai acelerar a expulsão da fascista.”

Jean Wyllys acredita que “Celene tenha se infiltrado no PSOL devido às disputas internas. Tendo em mente apenas a informação de que o partido nascera de uma dissidência do PT, a fascista deve ter achado que o PSOL seria terreno fértil para seu antipetismo doentio e certamente contou com o apoio de algum dirigente que pretendia usá-la nas disputas internas”.

O iG tentou contato com Celene Carvalho, mas não obteve retorno.

PS do Viomundo: É óbvio que o Viomundo aderiu ao boicote à Livraria Cultura. Experimentem fazer o que os manifestantes fizeram no lançamento do livro do FHC, por exemplo. A segurança e a polícia vão aparecer em 30 segundos…

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Publicação de: Viomundo