Da Redação

Os senadores Ricardo Ferraço e Otto Alencar (ver o vídeo) descobriram o óbvio: a CPMI da JBS, criada pela base do governo, tem como objetivo canalizar a vingança oficial do usurpador Michel Temer contra os donos e executivos da empresa que o delataram.

Ela teria um papel importante, por exemplo, se buscasse descobrir que tipo de atuação o atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, teve — quando era um dos dirigentes da J&F — em obter facilidades para a empresa junto a governos.

Mas, Meirelles é inimputável desde o primeiro governo Lula, quando obteve imunidade de ministro no cargo de presidente do Banco Central: temia ser investigado por ter utilizado uma conta CC5 para fazer remessas ao Exterior no chamado escândalo do Banestado.

Obviamente, não é isso que se pretende elucidar, especialmente quando o relator escolhido é Carlos Marun, lacaio de Temer: trata-se de punir a JBS.

Também não é por acaso que o presidente da CPMI, Ataídes de Oliveira (PSDB-TO), foi recebido por Temer no Planalto: ele queria se certificar que Meirelles não será investigado. Acuado, até pode ser, já que Meirelles na defensiva fica na mão da quadrilha de Temer.

Para outros integrantes da CPMI, alguns dos quais financiados anteriormente por Joesley Batista em suas campanhas — caso do próprio Marun — é uma oportunidade clássica para achacar a JBS em troca de fa$ilidades.

“As evidências são de que essa CPI não quer investigar coisa alguma. Essa CPI quer fazer acerto de contas. Existem crimes gravíssimos que precisam ser investigados com firmeza, rigor, mas com imparcialidade e isenção. Na medida que você coloca chefe de tropa de choque para fazer isso ou aquilo, fica evidente que essa será uma investigação parcial e eu não participo disse, por isso pedi o afastamento”. Ricardo Ferraço (PSDB-ES)

“Se a minha nomeação como relator gerou descontentamento, espero que minha atuação não produza descontentamento. A atitude do senador Ferraço é uma atitude tão baixa. O senador Ferraço não me conhece como eu não o conheço. Eu gostaria de saber qual é a atitude que eu tomei fora da legalidade, fora da retidão […] Se for por questão de honestidade, eu posso dar aula ao senador Ferraço. Ele [Ferraço] pode ser no máximo tão honesto quanto eu. Mais honesto que eu ele não é. Sua atitude é indigna de quem se diz democrata […]. Esse tipo de gente acaba não fazendo falta em uma CPI na qual é exigida coragem”. Carlos Marun (PMDB-RS), lacaio do usurpador Michel Temer

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Publicação de: Viomundo