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Artigo | Classe, gênero e raça


Julho das Pretas

É impossível dissociar a realidade vivida por mulheres negras e a perversa vulnerabilidade social a que estão submetida

Ana Carolina Datora |
Políticas públicas racistas e machistas resultam em consequências cruéis para as mulheres negras que pagam com a própria vida Giorgia Prates

No Paraná, o mês de Julho terá uma intensa programação. Serão palestras, rodas de conversa, cine debate, lançamento de livros, marcha das mulheres negras e outras atividades, que visam expor a necessidade de compreensão da sociedade sobre a dinâmica cruel das duas formas de discriminação que mulheres negras enfrentam no país: o racismo e o sexismo.

É impossível dissociar a realidade vivida por mulheres negras e a perversa vulnerabilidade social a que estão submetidas no Brasil, no triângulo raça, classe e gênero, que se explicita nos índices de assassinato das mulheres negras.

Nesse breve período de 129 anos após o fim da escravidão, houve poucos avanços em políticas públicas para uma ampla conscientização antirracista que se faz fundamental para acabar com o racismo e positivar a presença das mulheres negras na sociedade. A falta dessas políticas também acentua a condição subalterna e passível de objetificação.

Os índices evidenciam a brutal desigualdade que atinge negros e negras até na hora da morte, e a desigualdade substancial vivida pelas mulheres negras, uma vez que políticas racistas e machistas, de criminalização do aborto, como a PEC 181 e o estatuto do nascituro, mais o descaso com as políticas já implementadas contra a violência doméstica, por exemplo, resultam em consequências cruéis para as mulheres negras que pagam com a própria vida.

Medidas nefastas como a Reforma Trabalhista e a Lei da Terceirização, aprovadas em 2017 pelo ilegítimo Temer, validam o direcionamento das mulheres negras aos postos precarizados de trabalho, como os serviços gerais e o trabalho doméstico.

Temos portanto, inúmeros desafios enquanto mulheres negras. Denunciar o racismo e machismo institucional do Estado brasileiro, denunciar as políticas reacionárias que nos atingem e lutar por um real estado democrático e de direitos. Nosso lema este ano é Direitos importam! Pretas no Poder!

Ana Carolina Datora é Mestre em Educação (UFPR), Feminista Negra, Militante da Marcha Mundial de Mulheres 

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

Coluna Coritiba | O velho futebol


FUTEBOL PARANÁ

Croatas já sofreram muito. Têm consciência política e valorizam a cidadania.

César Caldas |
Marcio é colunista esportivo do Brasil de Fato PR Arte: Vanda Moraes

Dizem que os tempos do futebol romântico já eram. Hoje há jogadores com contrato publicitário da ordem de R$ 100 milhões e estádios que chegam a custar R$ 4,5 bilhões, em dinheiro público.

Para a final da Copa do Mundo da Rússia, uma das seleções finalistas será a da Croácia, um país que diz um rotundo “não” ao futebol moderno. Lá não há “time da moda”. A nação tem 4,2 milhões de habitantes (como a Região Metropolitana de Fortaleza), 40% dos quais vivem no campo. Seu território, de 56 mil km2, não chega a 1/3 da área do Paraná (199 mil m2). Ex-aliada da União Soviética, esteve em guerras contra Sérvia e Eslovênia há duas décadas, só solucionadas pela intervenção da ONU. Croatas já sofreram muito. Têm consciência política e valorizam a cidadania.

Ah, sim: o Coritiba. Se já não consegue guarinizar, como pode almejar uma paranização?

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

Bohn Gass desmascara jogada dos altos preços de combustíveis no Brasil: Só petroleiras estrangeiras lucram!

Bohn Gass é deputado federal (PT-RS)

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Publicação de: Viomundo

Yarochewsky, sobre PGR investigar Favreto: “Precedente perigoso na tentativa de criminalizar decisões judiciais”

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Da independência do juiz à tentativa de criminalização das decisões judiciais

por Leonardo Isaac Yarochewsky, no Justificando

Eduardo Couture é taxativo:

“Da dignidade do juiz depende a dignidade do direito. O direito valerá, em um país e em um momento histórico determinados, o que valham os juízes como homens. No dia em que os juízes têm medo, nenhum cidadão pode dormir tranquilo”.

Jorge Luiz Souto Maior e Marcos Neves Fava asseveram:

“A independência do juiz, primeiro, é uma garantia do próprio Estado de Direito, pelo qual se atribuiu ao Poder Judiciário a atribuição de dizer o direito, direito este que será fixado por normas jurídicas elaboradas pelo Poder Legislativo, com inserção, ao longo dos anos, de valores sociais e humanos, incorporados ao direito pela noção de princípios jurídicos. A independência do juiz, para dizer o direito, é estabelecida pela própria ordem jurídica como forma de garantir ao cidadão que o Estado de Direito será respeitado e usado como defesa contra todo o tipo de usurpação. Neste sentido, a independência do juiz é, igualmente, garante do regime democrático.[1]

A independência da magistratura é, portanto, indispensável e da própria essência do Poder Judiciário. Como bem observa Eugenio Raúl Zaffaroni, a chave de poder do Judiciário se encontra, especificamente, no conceito de “independência”.[2]

Jacinto Nelson de Miranda Coutinho ao escrever sobre “o papel do novo juiz no processo penal” assevera que:

é preciso que fique claro que não há imparcialidade, neutralidade e, de consequência, perfeição na figura do juiz, que é um homem normal e, como todos os outros, sujeito à história de sua sociedade e à sua própria história. Mas se isto é tão evidente, pela própria condição humana, parece lógico que a desconexão entre o dever ser e o ser só é possível e aceita em função de fatores externos (manutenção do status quo) e internos (manutenção, ainda que vã, do equilíbrio), em uma retroalimentação do sistema processual penal em vigor. [3]

Vladimir Passos de Freitas, desembargador Federal aposentado do TRF-4, ao escrever sobre os 10 mandamentos do juiz salienta que o magistrado deve “manter a vaidade encarcerada dentro dos limites do tolerável, evitando a busca de homenagens, medalhas, retratos em jornais institucionais…”[4]

É necessário, portanto, que o juiz exerça o seu mister com independência, mas comprometido com o direitos e garantias fundamentais assegurados pelo Estado Constitucional, livre de qualquer influência, ameaça ou pressão, interferência, interna ou externa, direta ou indireta.

Ressalte-se que somente o juiz legal – com jurisdição e com competência pré-determinada por lei anterior ao fato objeto do julgamento (juiz natural) – é compatível com o Estado Constitucional.

Assim, fica desde logo, vedado, no Estado de Direito, o chamado juiz de encomenda.

De igual modo, não se admite os tribunais de exceção destinados a julgamentos de determinados casos e/ou determinadas pessoas.

O princípio do juiz natural, em sua formulação mais madura, se deve ao pensamento iluminista francês do século XVIII e às declarações revolucionárias de direitos.

Surgiu em oposição aos juízes “comissários nomeados” pelo rei para “julgar um cidadão”.[5]

Observa o jurista italiano Luigi Ferrajoli que a garantia do juiz natural significa três coisas diferentes, ainda que entre si conexas:

“a necessidade de que o juiz seja pré-constituído pela lei e não constituído post factum; a impossibilidade de derrogação e a indisponibilidade das competências; a proibição de juízes extraordinários e especiais”.[6]

Em “tempos sombrios”, não é exagero dizer que no processo penal midiático o juiz se torna refém da mídia punitiva e opressora.

Referindo-se à denominada “criminologia midiática”, Zaffaroni afirma que na guerra contra eles (os selecionados como criminosos) são os juízes alvo, preferido da “criminologia midiática”, que segundo o jurista argentino, “faz uma festa quando um ex-presidiário em liberdade provisória comete um delito, em especial se o delito for grave, o que provoca uma alegria particular e maligna nos comunicadores”.

Neste viés, os juízes “brandos” são um obstáculo na luta contra a criminalidade e contra “eles”.

Como assevera Zaffaroni :

“as garantias penais e processuais são para nós, mas não para eles, pois eles não respeitam os direitos de ninguém. Eles – os estereotipados – não têm direitos, porque matam, não são pessoas, são a escória social, as fezes da sociedade”.[7]

Não é demasiado afirmar que, hodiernamente, é necessário muito mais coragem e força para “absolver” e “soltar” – na contramão da pretensão da mídia opressora e punitivista – do que para “condenar” e “prender” – atendendo aos desejos incontidos de uma opinião pública(da).

Note-se que os juízes tidos como garantistas são os que geralmente são atacados, ofendidos e escrachados por aqueles que são facilmente manipulados pelos meios de comunicação de massa.

Ao contrário, os julgadores que leem na cartilha dos punitivistas de plantão, são exaltados pela mídia opressiva. Sendo certo que para decidir de acordo com a maioria de ocasião, não é preciso coragem.

Diante da aclamada independência do juiz como garantia do próprio Estado de direito causa assombro o pedido de abertura de inquérito feito ao Superior Tribunal de Justiça pela procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge, para investigar a conduta do desembargador Federal Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4)

Conforme tornou-se público e notório, o desembargador Federal Rogério Favreto, no último domingo (8/7), em seu plantão perante o TRF-4, concedeu ordem de habeas corpus e determinou a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A procuradora Raquel Dodge insinua que o desembargador Rogério Favreto agiu para “satisfazer a interesse ou sentimento pessoal”, o que em tese caracteriza o crime de prevaricação previsto no artigo 319 do Código Penal.

Sem adentrar no mérito da decisão do desembargador Rogério Favreto – certa ou errada – causa estranheza o fato de que uma decisão judicial proferida dentro dos limites da jurisdição e da competência se transforme em objeto de “investigação criminal”.

Ao tomar tal atitude – em razão de uma decisão que não lhe agradou – a PGR abre um precedente perigoso na tentativa de criminalizar decisões judiciais.

Das decisões judiciais as partes não satisfeitas recorrem. A Constituição assegura o duplo grau de jurisdição e a legislação infra-constitucional prevê recurso próprio para combater e modificar a decisão proferida.

O pedido de investigação feito pela procuradora da República atinge frontalmente a independência da magistratura.

Caso essa absurda investigação não seja, desde logo, abortada, todo o Poder Judiciário estará comprometido e ameaçado em nome dos interesses – nem sempre legítimos – do Ministério Público.

Em nome da preservação da independência do Poder Judiciário e do próprio regime democrático, espera-se que o absurdo e injustificável requerimento da PGR seja arquivado, a fim de que – certo ou errado – os magistrados de todo o País possam tomar suas decisões – comprometidos com o Estado Constitucional – além das interferências e ameaças externas e indevidas.

Leonardo Isaac Yarochewsky é Advogado e Doutor em Ciências Penais (UFMG).

[1]Disponível:<http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI26229,91041A+defesa+de+sua+independencia+um+dever+do+magistrado
[2] Cf. ZAFFARONI, Eugenio Raúl. Poder Judiciário. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1995.
[3] COUTINHO, Jacinto Nelson de Miranda. O papel do novo juiz no processo penal. In: COUTINHO, Jacinto Nelson de Miranda (Org.). Crítica à teoria geral do direito processual penal. Rio de Janeiro: Renovar, 2001.
[4] Disponível em:<https://www.conjur.com.br/2010-ago-01/segunda-leitura-10-mandamentos-juiz-administrador-seguir
[5] FERRAJOLI, Luigi. Direito e razão: teoria do garantistmo penal. 4ª ed. rev. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2014, p. 544.
[6] FERRAJOLI, op. cit. p. 543.
[7] ZAFFARONI, Eugênio Raul. A palavra dos mortos: conferências de criminologia cautelar. São Paulo: Saraiva, 2014.
Codigo Penal Constituição Desembargador Eduardo Couture Estado de Direito Eugenio Raúl Zaffaroni Jacinto Nelson de Miranda Coutinho Ministério Público PGR poder judiciário Raquel Dodge Rogério

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Cobra comendo cobra na Globo News

Uma reunião do tipo “brainstorming” da equipe de jornalismo da GloboNews, ocorrida nesta quarta-feira (11), teve momentos de tensão, críticas pessoais e expressões de frustração. Um dos objetivos da reunião era discutir a formação do novo núcleo (editoria) de economia na emissora noticiosa da Globosat. ?

Sem citar nomes, a jornalista veterana Miriam Leitão já começou criticando colegas “economistas” e acadêmicos que, segundo ela, têm ocupado espaço demais na emissora com o que considera pautas banais do tipo “seu bolso”, “seu dinheiro” etc.

Ela deu a entender que sua forma de apresentar e discutir economia é mais didática e superior à de economistas e acadêmicos da casa.

O alvo da Miriam, 65 anos, aparentemente era a equipe do “Conta Corrente”, programa que será extinto, mas cuja equipe se tornou a base do novo “telejornalzão” de três horas que a GloboNews vai estrear no final do mês (leia mais abaixo).

Durante o evento, inclusive, o economista Samy Dana, 39 anos, foi criticado diretamente por ela por dar “ideias demais” na reunião. Nesse momento Miriam chegou a ser interrompida pelo novo diretor do canal, Miguel Athayde: “Não, não é isso, estamos aqui (para ouvir ideias mesmo)”.

Miriam continuou suas críticas com um exemplo. “Se a (produção da) indústria cai 10% e depois sobe 10% voltou a ser o que era. Precisa mostrar o histórico e mostrar que nada mudou”, disse a jornalista.

O que a irritou foi que Samy, que é PhD em economia, posteriormente a corrigiu –indiretamente: Se você perde 20% de R$ 100, você passa a ter R$ 80. Se se depois ganhar 20%, você não terá novamente seus R$ 100, e sim R$ 96. Ou seja, terá 4% a menos. ?

Já o quesito frustração foi causado pelo provável adiamento da estreia do novo “telejornalzão”, que será ancorado por José Roberto Burnier e tinha estreia prevista para a próxima segunda-feira.

A equipe já está toda mobilizada e alguns profissionais já vinham entrando de madrugada para a preparação do produto. No entanto, Burnier –que estava na Rússia cobrindo a a Copa– pediu 10 dias de folga antes de sua estreia na GloboNews. Muitas pessoas ficaram ressentidas porque não foram informadas sobre nada e nem sabiam do provável adiamento da estreia.

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Caçada a Favreto busca intimidar juízes independentes

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pede punição ao Desembargador do TRF-4 Rogério Favreto em um processo coordenado pela mídia com a finalidade de intimidar qualquer magistrado que ouse decidir favoravelmente ao PT.

Ao pedir abertura de inquérito pelo crime de prevaricação contra o desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, a procuradora-geral Raquel Dodge afirma que o magistrado pressionou a Polícia Federal para soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seguindo sua decisão emitida nesse domingo (8).

Plantonista do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Favreto expediu duas decisões que mandavam soltar Lula, posteriormente derrubadas pelo presidente da Corte, Thompson Flores, e pelo relator da Lava Jato, João Pedro Gebran Neto. O STJ também rejeitou habeas corpus a Lula.

A procuradora-geral pediu ao STJ que abra investigação contra o desembargador e moveu reclamação no CNJ pedindo sua aposentadoria compulsória. Para Raquel, ele agiu de maneira partidária e “desonrou a higidez e a honorabilidade de seu cargo”.

Raquel Dodge relata, no pedido e na representação, que o desembargador se dirigiu “à autoridade policial, fixando prazo em horas para que cumprisse sua decisão, chegando a cobrar pessoalmente ao telefone o seu cumprimento”.

A procuradora-geral atribui o comportamento dele ao seu histórico dentro do PT e ao desejo de favorecer Lula. “As notórias e estreitas ligações afetivas, profissionais e políticas do representado com o réu, cuja soltura ele determinou sem ter jurisdição no caso, explicam a finalidade de sua conduta para satisfazer interesses pessoais e os inexplicáveis atos judiciais que emitiu e os contatos que fez com a autoridade policial para cobrar urgência no cumprimento de suas decisões”, argumenta.

Defesa

O desembargador Rogério Favreto afirmou que não vai se manifestar e que ainda não teve ciência do conteúdo das representações da PGR.

 

Com informações do Estadão.

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Zanin: Absolvição de Lula pela Justiça de Brasília evidencia caráter ilegítimo da condenação por Moro; veja vídeo

Da Redação

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi absolvido  nesta quinta-feira (12/07) da acusação crime de obstrução de justiça.

A sentença é do juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª. Vara Federal Criminal de Brasília.

Lula foi  acusado de ter atuado para impedir ou alterar a delação de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobrás, com base apenas na versão criada  pelo ex-senador Delcídio do Amaral.

No vídeo acima, ele explica por que Lula foi absolvido na Justiça em Brasília e por que deveria ser absolvido pelo juiz Sérgio Moro.

NOTA DA DEFESA DO EX-PRESIDENTE LULA

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi absolvido hoje (12/07) da acusação do crime de obstrução de justiça (art. 2º, §1º, da Lei nº 12.850/2013).

A sentença foi proferida pelo juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª. Vara Federal Criminal de Brasília.

O juiz reconheceu que “há deficiência probatória para sustentar qualquer juízo penal reprovável” por parte de Lula, afastando a acusação de que Lula teria tentado impedir ou modular a delação premiada de Nestór Cerveró, ex-diretor da Petrobras.

A defesa do ex-Presidente Lula sempre demonstrou que a acusação se baseou em versão criada por Delcídio do Amaral para obter benefícios em acordo firmado com o Ministério Público Federal.

Durante o processo, Cerveró, assim como as demais testemunhas ouvidas — de acusação e defesa —, jamais confirmaram qualquer participação de Lula em atos objetivando interferir na delação premiada do ex-diretor da petrolífera.

A inexistência de prova de culpa foi reconhecida pelo MPF, que também pediu a absolvição de Lula em suas alegações finais.

A sentença absolutória proferida em favor de Lula nesta data evidencia ainda mais o caráter ilegítimo das decisões que o condenaram no caso do tríplex.

Enquanto o juiz de Brasília, de forma imparcial, negou valor probatório à delação premiada de Delcídio do Amaral por ausência de elementos de corroboração, o juiz de Curitiba deu valor absoluto ao depoimento de um corréu e delator informal para condenar Lula.

Espera-se que a Justiça também prevaleça no caso do tríplex, para restabelecer a liberdade plena de Lula e também para reverter a decisão condenatória lá proferida com base unicamente em depoimento de corréu interessado em fechar acordo com o Ministério Público Federal em busca de benefícios.

CRISTIANO ZANIN MARTINS

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Bolsonaro diz que fará aliança com qualquer um para vencer eleição

MARABÁ (PA) – Apesar de o presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, manter o discurso contra “políticos tradicionais”, o diretório do partido no Pará costura uma aliança com o ex-ministro da Integração Helder Barbalho, do MDB, que concorre ao governo do Estado nas eleições 2018. Na disputa federal, o senador Jader Barbalho, pai de Helder e patriarca do grupo, manifesta apoio, pelo menos formalmente, à pré-candidatura do ex-ministro Henrique Meirelles, de seu partido, e espera uma definição do nome que o PT lançará à Presidência.

Em visita a Marabá nesta quinta-feira, 12, ao ser questionado pelo Estado sobre a aliança, Bolsonaro afirmou que não participa das conversas de aproximação entre o PSL e o MDB no Pará, que na prática representa uma aliança indireta com o clã Barbalho para formar palanques, mas que não pode evitar acordos nas sucessões estaduais. “Se o nosso foco é a cadeira presidencial, paciência”, disse o pré-candidato. “Só não vamos fazer pacto com o diabo”, completou, numa referência a um discurso em que a presidente cassada Dilma Rousseff afirmou que podia “fazer o diabo quando é hora da eleição”. Bolsonaro, no entanto, disse que não tem “nada a ver” com a costura no Estado e lembrou que conseguiu barrar um acordo do PSL com o PCdoB no interior de Minas Gerais.

O presidente estadual do PSL, Rogério Barra, afirmou que o partido, ligado especialmente aos policiais militares, está na oposição ao governador Simão Jatene (PSDB). “Ele não recebe a tropa da polícia, que forma a base do nosso partido”, disse.

“O PSL tem um diálogo com o grupo oposicionista, mas uma aliança ainda está indefinida”, completou. Em Brasília, a costura entre o PSL e Helder é conduzida pelos deputados paraenses Eder Mauro (PSD), pai de Rogério, e José Priante (MDB), primo de Jader. Mauro desconversa sobre as negociações, mas adianta, porém, que nas conversas com Helder, está acertado que ele ditará a segurança pública no Estado num eventual governo do grupo.

Costuras de bastidores à parte, Bolsonaro enfrentou no começo da tarde desta quinta-feira o sol escaldante de Marabá, no sudeste paraense, para rejeitar, pelo menos em público, alianças com nomes tradicionais. “O que eles têm, não queremos. O que temos, eles não terão: o povo ao lado do futuro”, disse, em cima de um carro de som, para um grupo de cerca de mil pessoas, na estimativa da Polícia Militar, que foi recepcioná-lo no aeroporto da cidade.

Madrugada. Bolsonaro acordou cedo para cumprir agenda de pré-candidato em Marabá. Ele chegou ao aeroporto de Brasília às 4h30. Com um assessor, o general da reserva Augusto Heleno Ribeiro Pereira e Eder Mauro, Bolsonaro tomou um rápido café, enquanto atendia pedidos de selfies. Depois, sentou num canto, de costas para o corredor, para fugir do assédio e disparar os primeiros telefonemas. Não escondeu a apreensão com as dificuldades de alianças. A maior preocupação é o PR, do ex-deputado Valdemar da Costa Neto (SP) e do senador Magno Malta (ES), seu nome favorito para a vice. “Estou sentindo que ele vai sair para o Senado”, relatou Bolsonaro.

Num avião comercial de médio porte, o pré-candidato fez escalas em Belo Horizonte e Carajás, antes de desembarcar, às 12h50, em Marabá. Entre um voo e outro, ele fez dezenas de selfies e vídeos para passageiros enviarem a parentes e amigos. O único contratempo ocorreu no aeroporto de Confins, onde uma pessoa gritou “fascista” e correu. “Fale para ele que 2030 está chegando, é quando o Lula sai da cadeia”, disse Bolsonaro, a um simpatizante que disparava a câmera do celular. Eder Mauro reagiu com outro grito: “Pão com mortadela”.

Numa lojinha de Confins, Bolsonaro pediu um desodorante “barato”. Fechou a cara, mas levou uma marca de R$ 21. Depois, uma adolescente se aproximou e disse que era lésbica, mas “não gostava” do PT. O general Heleno passou um bom tempo conversando com a jovem e relatou o “ótimo” diálogo a Bolsonaro. O pré-candidato contou que outro rapaz também se identificou como homossexual e prometeu voto. “É aquilo, general, não tem uma placa na cara da pessoa dizendo a orientação dela. Eu, por exemplo, posso ter uma recaída, e aí? Não temos nada contra ninguém.”

Com experiência na área de imprensa do Exército, Heleno começa a apontar diretrizes para a comunicação da pré-campanha. Ele disse que a tendência é a busca de discursos de “união” e “diálogo”. Quando o avião chegou a Marabá, quase sete horas após a decolagem em Brasília, Bolsonaro não demorou para retomar o tradicional discurso contra a “patifaria” das políticas de gênero. Carregado nos ombros de apoiadores no aeroporto, ele vestiu uma faixa presidencial e começou a fazer ataques aleatórios, mirando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a crise na segurança e até o modelo de extração mineral no Pará. “Sabemos que aqui exploram tudo e fica só um buraco para vocês”, disse. “Espero que o Supremo não liberte esse canalha chamado Lula, eu quero vê-lo em cana.”

 

Com informações do Estadão.

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Defesa de Lula tenta suspender censura política na Justiça

Os advogados de Lula devem apresentar uma série de entrevistas de presidiários no recurso que levarão aos tribunais defendendo que ele poderia falar com a imprensa mesmo condenado e recolhido ao cárcere.

Além das já propaladas entrevistas concedidas a canais de televisão por Fernandinho Beira-Mar, Suzane von Richthofen e Marcinho VP, serão agregadas conversas do italiano Cesare Battisti com a imprensa quando estava preso, além de exemplos internacionais.

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Golpistas continuam afundando a economia

As vendas no varejo brasileiro recuaram em maio, no primeiro resultado mensal negativo do ano refletindo o impacto da paralisação de caminhoneiros no fim do mês.

O volume de vendas no varejo caiu 0,6% na comparação com abril, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (12), resultado mais fraco também desde a queda de 0,8% em 2016.

Expectativas em pesquisa da agência Reuters junto a economistas era de queda mensal de 1,2%.

Em relação ao mesmo mês de 2017, as vendas avançaram 2,7%, ante projeção de alta de 2,15%.

Maio costuma ser um mês bom para o varejo, devido à comemoração do Dia das Mães.

Seis das oito atividades pesquisadas pelo IBGE, no entanto, caíram no mês. Os recuos mais intensos foram observados em livros, jornais, revistas e papelarias (-6,7%) e combustíveis e lubrificantes (-6,1%).

Artigos de uso pessoal e doméstico registraram estabilidade.

O setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com expansão de 0,6% na base mensal e de 8% no volume anual, foi o único que cresceu.

Segundo o IBGE, esse segmento foi o menos afetado pela paralisação dos caminhoneiros, devido, em grande parte, pela comercialização de itens de necessidade básica.

O movimento de protesto começou dia 21 de maio e durou 11 dias. Bloqueios em estradas do país levaram ao desabastecimento de alimentos e combustíveis.

De acordo com a gerente da pesquisa no IBGE, Isabella Nunes, embora a paralisação tenha provocado desabastecimento de alimentos no país, isso ficou restrito aos produtos hortifrutigranjeiros, e por isso as vendas em supermercados ainda conseguiram avançar no mês.

“O setor de hipermercados e mercados se mostrou no período da greve bem abastecido e teve perda com perecíveis. Os demais setores foram afetados porque as lojas não conseguiram funcionar por conta da dificuldade de deslocamento dos funcionários e porque os consumidores também se retraíram”, explicou.

 

Com informações da Folha de S. Paulo.

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