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Em mais de 30 municípios mineiros manifestantes saíram às ruas e paralisaram as atividades

Amélia Gomes |
Em Itatiaiuçu o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra abriu o pedágio da rodovia 381 Marcius Barcelos / Frente Brasil Popular

Petroleiros, eletricitários, bancários, profissionais da educação e da saúde, metalúrgicos e diversas categorias cruzaram os braços na greve geral desta sexta-feira (30).

Pela manhã, rodovias foram trancadas em diversas cidades e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) abriu o pedágio da BR 381 na altura do município de Itatiaiuçu. Na capital, o metrô não circulou durante todo o dia e também houve bloqueio da Avenida Antônio Carlos, um dos principais corredores da capital mineira.

Além de Belo Horizonte, Viçosa, Uberlândia, Juiz de Fora e em outros 25 municípios mineiros, manifestantes também se reuniram em protesto contra o governo de Temer e contra as reformas e perdas de direitos impostas pelo golpista. Mais de 40 mil pessoas se reuniram na capital mineira para pedir eleições diretas já.

Beatriz Cerqueira, presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de Minas Gerais, afirma que as categorias se mobilizaram em peso para esta greve geral.

Uma audiência pública na Assembléia Legislativa marcou o fim do ato em Belo Horizonte. Junto com parlamentares, movimentos populares e sindicais debateram os rumos do país e a luta contra a retirada de direitos.