Da Redação

Geraldo Alckmin, Aécio Neves e Marina Silva despencam na mais recente pesquisa Datafolha, publicada neste domingo, enquanto o ex-presidente Lula recupera popularidade e o pedetista Ciro Gomes se mantém estável.

A maior surpresa é o fortalecimento de Jair Bolsonaro, que se a eleição fosse hoje teria chance de disputar o segundo turno.

Bolsonaro é extremamente popular entre os mais jovens e parece herdar o discurso antipolítica martelado diariamente pela mídia corporativa, um substrato da Operação Lava Jato.

Por outro lado, na CartaCapital, Marcos Coimbra, do Vox Populi, desfaz a imagem de unanimidade sobre o apoio à Lava Jato, com apenas 47% dos entrevistados concordando que o juiz Sergio Moro faz uma luta justa e usa métodos corretos. Trechos:

A Lava Jato foi construída pela imprensa conservadora como a vanguarda da luta contra a corrupção, e normal seria que tivesse 100% de aprovação. Apresentados há três anos como os paladinos desse combate, os responsáveis por ela no Judiciário, no Ministério Público e na Polícia Federal deveriam, a essa altura, ser aclamados por todos Esse consenso não existe, no entanto. Ao contrário, embora ainda tenha boa acolhida, o que vemos é, a cada dia que passa, diminuir o apoio de que desfruta. Na mais recente pesquisa CNT/Vox Populi, isso fica claro.

Quando perguntados a respeito da atuação do juiz Sérgio Moro, não chega a 50% a proporção dos que acham que ele ‘faz uma luta justa e usa métodos corretos’. No inverso dos 100% que deveríamos ter na avaliação do trabalho de um magistrado, apenas 47% concordam com o enunciado.

A discordância em relação aos métodos utilizados pelos agentes da Lava Jato é nítida nas respostas à pergunta a respeito de se é correto acusar Lula ‘sem provas, mas com convicções’, como eles próprios disseram. A proporção dos que acreditam ser isso errado é de 68%, enquanto somente 28% estão de acordo.

Em sua pré-campanha presidencial, Jair Bolsonaro tem tratado especialmente de questões de segurança pública, viajando o Brasil em contato permanente com policiais militares, civis e bombeiros.

O tema tem grande apelo, especialmente entre os moradores das periferias das grandes metrópoles.

Ex-capitão do Exército, ele promete “linha dura” e exibe orgulhosamente em seu gabinete o retrato dos ditadores que governaram o Brasil entre 1964-1985.

Lula, por sua vez, tem feito um discurso relembrando os “bons tempos” na economia no período em que governava o Brasil.

Uma pesquisa do Ibope Inteligência informou que o potencial de voto de Lula em 2018 é de 47%, com 51% de rejeição.

Segundo pesquisa Vox Populi encomendada pela CUT, Lula venceria em 2018 em todos os cenários, mas apenas 32% dos entrevistados concordaram com a afirmação de que ele é “honesto”.

O ex-presidente tem acentuado o tom nacionalista e explorado os desastres do governo Temer em áreas que ao mesmo tempo representam a criação de empregos e a soberania nacional — foi o que fez em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, ao defender o reerguimento da indústria naval.

Uma vantagem significativa de Lula numa disputa com Bolsonaro é que ele ajudou a eleger a primeira mulher à presidência da República.

Já o deputado carioca, numa famosa polêmica com a deputada Maria do Rosário, do PT gaúcho, afirmou: “Ela não merece [ser estuprada] porque ela é muito ruim, porque ela é muito feia. Não faz meu gênero. Jamais a estupraria”.

As mulheres representam 53% do eleitorado brasileiro.

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Publicação de: Viomundo