Mais uma vez a Polícia Federal arma um espetáculo desnecessário para aprofundar uma investigação. O uso das conduções coercitivas viola a lei e impõe uma exposição pública irreversivelmente danosa a alvos que, muitas vezes, acabam sendo inocentados, mas carregam, para sempre, a pecha de criminosos.

O reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Jaime Arturo Ramirez, a vice-reitora, Sandra Regina Goulart Almeida, e o presidente da Fundação de Desenvolvimento e Pesquisa (Fundep), Alfredo Gontijo de Oliveira, foram alvo de condução coercitiva pela Polícia Federal em uma operação na manhã desta quarta-feira (6), em Belo Horizonte.

A operação “Esperança Equilibrista” apura um suposto desvio de cerca de R$ 4 milhões em recursos públicos na construção do Memorial da Anistia Política do Brasil.

De acordo com a decisão judicial, além dos atuais reitor e vice-reitora, também foram conduzidos coercitivamente as ex-vice-reitoras Rocksane de Carvalho Norton e Heloisa Gurgel Starling. Outras duas mulheres contratadas pela Fundep, Silvana Coser e Sandra Regina de Lima, também foram levadas para a Superintendência da Polícia Federal na capital mineira.

A assessoria de imprensa da UFMG disse, em nome da universidade, da Fundep, do reitor, da vice-reitora e da pesquisadora Sandra Regina de Lima, que os autos da diligência foram liberados e a instituição examina os documentos para, então, emitir posicionamento.

Nem o reitor nem o advogado quiseram falar com a imprensa na saída da Polícia Federal. O presidente da Fundep também disse que não vai se pronunciar. Assista, a seguir, o momento em que o reitor da UFMG é libertado e, logo abaixo, a manifestação feita em protesto contra a prisão considerada desnecessária e marqueteira.

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