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Wagner Moura: ‘Eu não votaria no Capitão Nascimento para presidente’

“‘Cuidado que o Marighella é valente’, alertou um agente da repressão antes de umas das muitas tentativas de captura do líder revolucionário durante a ditadura militar”. A passagem da biografia de Carlos Marighella, escrita por Mário Magalhães, retrata uma das principais facetas do protagonista do filme dirigido por Wagner Moura, que estreia na 69ª edição do Festival de Berlim, na Alemanha, entre os dias 7 e 17 de fevereiro.

Essa é a primeira vez que Wagner Moura, mais conhecido por seu papel como Capitão Nascimento no filme “Tropa de Elite”, trabalha como diretor. De cara, ele assumiu como desafio reconstruir parte da trajetória de Marighella: poeta, militante comunista desde a juventude, deputado federal e fundador do maior grupo armado de oposição à ditadura, a Ação Libertadora Nacional (ALN).

O filme, que vai do drama à ação, conta justamente sobre o período mais conturbado e radical da vida do baiano como guerrilheiro. “A minha escolha por esse recorte também atende a vontade de que o filme seja popular, que muita gente veja, sobretudo as pessoas pelas quais Marighella lutava, o que é uma questão quando você pensa que o cinema é um divertimento elitizado no Brasil”, explica, em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato.

Para Mário Magalhães, autor da biografia, lançar a história de Marighella nas telonas é um ato de coragem. “Ainda mais em tempo de novos censores, que querem impedir que se conte a história como a história aconteceu. Ninguém é obrigado a gostar de Marighella. Mas julgá-lo sem conhecer sua trajetória é estupidez. Marighella nunca provocou tanto amor e tanto ódio. Ele está mais vivo do que nunca”, acrescenta o escritor, quando perguntado sobre a adaptação de seu livro.

Pela escolha do personagem e do recorte, Wagner Moura afirma que o filme encontrou barreiras para conseguir financiamento. A produção também não tem previsão de exibição nos cinemas brasileiros. “Existiu totalmente um boicote. Embora o filme vá estrear em 2019 no governo Bolsonaro – na época em que a gente estava filmando parecia uma piada isso – mas já vivíamos uma polarização grande e um crescimento do conservadorismo. Eu que sempre fui um artista identificado com a esquerda, então ficou ‘o petralha fazendo filme sobre o terrorista’ e ninguém queria se associar a isso. A gente recebeu respostas agressivas, mas estou seguro do filme que fiz e preparado para a porrada”, garante o diretor estreante, valente assim como seu protagonista e referência de resistência.

Confira a entrevista completa:

Brasil de Fato: Por que resolveu contar a história de Marighella nos cinemas?

Wagner Moura: Eu sou baiano. Suponho que o nome de Marighella seja igual no Brasil inteiro, mas, em Salvador, a gente cresceu tendo ele como referência de resistência. Era um nome importante na Bahia para quem se interessava pelas lutas de resistência.

Eu sempre fui fascinado por revoltas populares. Malês, Canudos… e Marighella é um personagem próximo dessa tradição. Também sou muito amigo, no mundo do teatro, de Maria Marighella, sua neta.

Quando Mário Magalhães lançou a sua biografia, em 2012, eu estava em Salvador e a Maria me falou: “Saiu a biografia do meu avô, cara. Temos que fazer um filme”. Na hora, eu concordei. A princípio, minha ideia era que o filme acontecesse, eu queria produzir esse filme. Era uma narrativa que eu queria ver contada, mas não tinha pensado que eu ia dirigir o filme.

Sempre fui um ator muito interessado no trabalho que vai além do set [de filmagens]. Desejo trabalhos que me desafiem artisticamente também, então foi aí começou a história de dirigir “Marighella”.

E o que um filme de ficção pode acrescentar à história de Marighella?

Um filme de ficção tem  potencial de se alastrar e atingir mais pessoas que um documentário. São raros os documentários que atingem uma quantidade grande de pessoas. Eu sou um cara que vem da ficção, então não saberia fazer um documentário sobre a história dele.

Embora ele [o filme] seja baseado em uma história real, em personagens reais, em um estudo gigante do Mário Magalhães, que é incrível – ele reconstituiu a história de um cara que fez questão de apagar seus passos –, o nosso filme toma liberdades criativas de cenas, lugares, pessoas que não aconteceram.

O filme se apropria de elementos que são da história dele. Nada que está lá é diferente do que eu suponho que Marighella não faria de verdade. Por outro lado, tem situações ficcionalizadas. Por exemplo, os guerrilheiros que estão ao redor dele: não quis usar os nomes reais, porque a ALN [Ação Libertadora Nacional] era tão grande, tinha tanta gente interessante, e não quero que ninguém fique pensando que são pessoas específicas.

Os personagens são baseados em figuras históricas, mas são ficcionais. Várias liberdades inerentes ao cinema foram tomadas para que o filme ficasse bom. Mas, claro, tudo com muito cuidado para que a figura de Marighella e a sua história se popularizasse.

Que Marighella é esse, retratado no seu filme?

O recorte temporal é do golpe de 1964 até a morte de Marighella em 1969 – os últimos cinco anos de sua vida. Esse Marighella é o cara que resolve ir para a luta armada, resolve que a única possibilidade de lutar pela democracia, justiça social, liberdade, igualdade, é essa. Escolher esse recorte é retratar o Marighella radical. Mas vale lembrar que ele foi uma pessoa que militou na legalidade o quanto pôde. Porque o Partido Comunista (PCB) ficava ilegal quase o tempo inteiro.

É claro que, do ponto de vista cinematográfico, as ações da ALN são espetaculares. Nosso filme é um híbrido de gêneros. Ele é um drama histórico, mas, ao mesmo tempo, tem elementos muito poderosos do cinema de ação. Mais uma vez, a minha escolha por esse recorte também atende à vontade de que o filme seja popular, que muita gente veja, sobretudo as pessoas pelas quais Marighella lutava – o que é uma questão, quando você pensa que o cinema é um divertimento elitizado.

Vou fazer o que eu puder para que o máximo de pessoas possível assista ao filme. Eu prometi ao Boulos [Guilherme] que vou estrear o filme no acampamento de São Bernardo, do MTST [Movimento dos Trabalhadores Sem Teto], e do MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra] também. O que puder fazer nesse sentido, vou fazer.

O Mano Brown foi anunciado inicialmente para o papel de Marighella. Por que Seu Jorge assumiu?

Não tem no Brasil alguém mais Marighella do que Brown. Poeta e guerrilheiro, amoroso e agressivo.

A gente começou a ensaiar com ele, mas deu um azar muito grande: foi o mês em que o Racionais [MCs] fez mais shows. Tinha um por dia, que terminava às quatro horas da manhã! Não deu para ele. Era um comprometimento que não dava para acompanhar.

Ele é um parceiro do filme, quer que o filme aconteça, toda a equipe é louca por ele, mas não deu. Então, a gente precisou de outro ator.

Seu Jorge é uma das pessoas mais talentosas do mundo. O trabalho dele no filme é absurdo. Engraçado que, quando saiu a notícia que ele interpretaria, um articulista de direita disse: “Esse Wagner está querendo agora empretecer Marighella”. Ele reivindicou a branquitude de Marighella. Seu Jorge, de fato, tem a pele mais escura do que a de Marighella, mas ele era preto, neto de escrava sudanesa.

Marighella foi um defensor da justiça social e igualdade entre as pessoas, mas nunca falou sobre a questão do racismo, porque não era uma pauta da esquerda. Também não é suficientemente hoje, como deveria ser. A esquerda não entendeu que não se pode falar de nenhuma questão social sem falar de racismo. Sem entender que o evento histórico que fundamenta nossas relações sociais é a escravidão.

O Brasil foi o último país do mundo a abolir a escravidão. O Brasil tem na sua arquitetura quartos de empregada, e as empregadas são em maioria mulheres negras, que tiveram a lei trabalhista regulamentada há poucos anos – e que gerou uma polêmica. Embora isso não tenha sido um discurso frontal de Marighella, porque não era da esquerda naquela época, mas pelo fato de ele ser um homem negro e defensor da justiça social, a pauta do racismo faz muito sentido em sua boca.

Seu Jorge ser mais escuro do que Marighella não é uma questão. Ele não poderia era ser mais claro.

O filme vai ser adaptado para uma série de TV. É uma tentativa de popularizar a história de Marighella?

De alguma forma, sim. Esse foi um filme muito difícil de conseguir dinheiro para fazer. É uma produção grande e que não usa a Lei Rouanet – apesar das pessoas estarem dizendo isso.

O principal apoio é da Globo Filmes – sem ele, não conseguiríamos fazer. Então, esse é um acordo que eles têm feito com as produções: depois de estrear no cinema, eles cortam e fazem uma série em quatro episódios. Termina sendo uma coisa boa, porque o alcance que a TV tem é infinitamente maior, se comparado ao cinema.

Você comentou na imprensa sobre algum boicote das empresas ao filme.

Existiu totalmente um boicote. Embora o filme vá estrear em 2019 no governo Bolsonaro – na época em que a gente estava filmando, parecia uma piada isso –, já vivíamos uma polarização grande e um crescimento do conservadorismo.

Eu sempre fui um artista identificado com a esquerda, então ficou “o petralha fazendo filme sobre o terrorista”… e ninguém quer se associar a isso. A gente recebeu respostas agressivas.

Você está preparado para os ataques?

Eu estou preparado para a porrada. Não quero que nenhum dos atores sofra tanto, mas vão sofrer. Vão ser ataques violentos. Não sabemos tudo que é possível. Quando a gente estava filmando, teve uma galera que ameaçou entrar no set e quebrar tudo.

Eu não tenho redes sociais, não sei como é, acho que a maioria das ameaças eu não sei, não vejo. Isso me protege muito da energia pesada. Por outro lado, não tenho medo dessas coisas.

Tenho muita segurança de quem eu sou, do que eu acredito, do filme que fiz. Muita segurança da fragilidade dessa gente, intelectual e humana. O discurso deles é de criminalizar os artistas. Para eles, o MST e o MTST são terroristas, Marighella é terrorista, defensor de direitos humanos é “defensor de bandido”.

O cara que emprega bandido no gabinete diz que defensor de direitos humanos é que é defensor de bandido. Então, está tudo muito louco. A verdade acabou, não importa mais. Esse momento é muito medíocre e muito triste. Isso me assusta é o que me dá medo.

Na sua avaliação, o que pode vir a ser a produção cultural no Brasil nos próximos anos?

Triste do país que faz dos seus artistas inimigos do povo. É um discurso muito característico do fascismo. Os artistas que são historicamente ligados a um pensamento mais progressista são os primeiros a serem atacados como inimigos.

A gente está vivendo um momento de extrema mediocridade, moral e intelectual. Bolsonaro vai para Davos e não sabe o que falar. “Meninas vestem rosa, meninos vestem azul”, “Escola sem Partido”, todo esse mar de mediocridade é você querer eliminar tudo o que tem a ver com pensamento crítico. É pragmatizar e emburrecer.

Nós artistas fazemos parte do universo que está propondo mudança. Não só porque somos historicamente ligados a um pensamento progressista, mas porque o que produzimos propõe reflexões que incomodam, e essa gente não quer. Eles não leem, não vão ao teatro.

Quando falo de cultura não falo só de produção artística, mas de tudo que eles querem destruir. Cultura LGBT, cultura quilombola, cultura indígena, tudo isso é o que é um país. É o que faz qualquer país decente se desenvolver com autonomia e autoestima.

A gente vive em um país incrível, original, reconhecido por isso. Mas a gente vive um momento, não só no Brasil, mas no mundo inteiro, de extremismo e violência.  O Jean Wyllys dizer que não dá mais é triste, mas absolutamente compreensível. Porque se você tem hombridade moral e dignidade, as suas armas são muito frágeis contra essa coisa toda.

Algumas pessoas têm identificado no filme “Tropa de Elite” a figura do Capitão Nascimento como Bolsonaro. O que você pensa sobre isso? 

Eu não votaria no Capitão Nascimento para Presidente do Brasil. Ele é um personagem de ficção, por mais realista que seja o filme. Não é de hoje essa polêmica.

Na época em que o filme foi lançado, o jornalista Arnaldo Bloch falou que o filme era fascista. Eu escrevi um texto para o jornal O Globo falando que não era fascista, e sim, um estudo sobre como se comportam as polícias no Rio de Janeiro, sobre essas relações promíscuas entre polícia, estado e criminalidade.

Eu rejeito categoricamente a ideia de que o filme endossa o comportamento do Capitão Nascimento. Mas qualquer obra de arte é polissêmica. Não é o que eu quero dizer. Por exemplo, se “Marighella” tivesse sido lançado no governo Lula seria um filme, no governo Temer, outro filme, e agora é outro. É o olhar da gente que faz a obra ser o que ela é.

Como você vê os escândalos envolvendo as milícias e a família Bolsonaro?

As milícias são crime organizado. O crime organizado no Brasil mesmo é o PCC e as milícias, que tem currais eleitorais, elegem políticos, são uma máfia criminosa e perigosa.

A relação de Flávio Bolsonaro com milicianos é pública. Ele nunca escondeu isso. Não estou entendendo a surpresa com relação a isso.

Ele não disse uma palavra sobre a morte de Marielle, que era sua colega parlamentar. Não estou dizendo que ele tem uma relação direta com a morte dela, mas que ele tem uma relação com os policiais que cometeram crimes e tem relações com as milícias. Qual a surpresa?

Nesse sentido, qual a importância de que “Marighella” seja lançado neste ano?

É importante porque é um filme que vem disputar narrativa. Talvez seja uma das primeiras obras da nossa cultura que está frontalmente em oposição a quem chegou ao poder no Brasil. No entanto, foram eleitos democraticamente, se apresentam como de fato disseram que iam ser.

Alguém se espanta que Flávio Bolsonaro tenha ligação com a milícia. Por quê? Que espanto é esse? Nenhum. Alguém se espanta que Bolsonaro chegue em Davos e não saiba falar com os jornalistas sobre economia? Então, a gente vive um momento em que um ministro do Supremo [STF] fala que não é golpe de 1964, é “movimento de 1964”, outro diz que a ditadura não foi tão má assim. Nosso filme vem para disputar essa narrativa. Para dizer que foi ruim, que foi horrível, que teve gente que teve coragem de enfrentar aquilo.

A forma como o enfrentamento se deu foi radical. Talvez, se vivesse esse período, eu não entraria para a luta armada. Vejo o negócio do porte de armas e fico arrepiado. Mas é muito cruel também, analistas políticos no Brasil, sob a luz da história, analisando a opção de quem naquele momento, cerceado de todos os seus direitos básicos, optou por enfrentar com força quem estava oprimindo. Isso é um direito de qualquer povo: defender-se do totalitarismo e da opressão.

Em entrevista ao Pedro Bial, antes de começar a filmar, você falou que “ia fazer um filmaço”. Você fez mesmo?

Eu fiz. É um filmaço mesmo. Fiz o filme que queria ter feito.

Eu acho que eu não sou diretor, mas um ator que dirigiu um filme. Fui para Berlim três vezes: com “Tropa de Elite 1”, “Tropa de Elite 2” e “Praia do Futuro”. Éramos poucos. Sabe quantas pessoas estarão em Berlim agora? Quinze atores e mais umas pessoas da equipe. Uma galera que não tem grana, mas quer ir para estar nesse dia, começando a caminhada desse filme juntos. Um filme tão potente e especial para todos nós que fizemos.

Todos nós sabemos a importância que esse filme tem, politicamente, no Brasil. Mesmo que a gente tire esse elemento, se é que é possível, artisticamente, o que vivenciamos foi uma das experiências mais profundas que tive. Ver o que os atores estavam me dando foi uma coisa de outro mundo. Acabava a cena, eu queria beijar, ajoelhar aos pés dos atores.

Eu entendi a importância que o ator tem. O tamanho da exposição que o ator apresenta quando está em cena, a equipe, como cada um foi levado ao seu limite de sair da zona de conforto. Ninguém fez o que sabia fazer, eu não sabia fazer. Foi todo mundo junto. Querendo muito contar essa história. Seremos mais de 30 em Berlim, porque o filme foi feito com muita honestidade. É um filme honesto.

De Brasil De Fato

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Embaixada do Brasil na Alemanha é alvo de protestos pela 2ª vez desde Bolsonaro

Um grupo de indivíduos encapuzados quebrou vidraças e lançou tinta contra a fachada da embaixada do Brasil em Berlim no início da manhã desta sexta-feira (1º).

A polícia afirmou que, por volta de 1h, foi alertada por guardas de segurança, que relataram que ao menos quatro pessoas participaram da ação. Elas golpearam os vidros com objetos de ferro e pintaram a fachada com tinta rosa, provavelmente com ajuda de um extintor. Tinta preta também foi lançada contra uma das laterais do prédio.

“A Embaixada do Brasil em Berlim foi alvo de ato de vandalismo. As autoridades policiais foram imediatamente contatadas e estão investigando o ocorrido”, diz o comunicado publicado pela representação diplomática em sua página na internet.

Esta é a segunda vez desde a posse de Jair Bolsonaro (PSL) que a representação brasileira é alvo de ataques. No dia 5 de janeiro, as vidraças do andar térreo do prédio amanheceram pichadas com os dizeres “Lutaremos contra o fascismo no Brasil” em letras brancas.

De Fórum

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Bolsonaro já tirou 400 mil pessoas do Bolsa Família em menos de um mês

O relatório do mês de janeiro do programa Bolsa Família aponta que o número de famílias beneficiadas foi reduzido em 381 mil em relação a dezembro de 2018. O corte, segundo o Ministério da Cidadania, é fruto de procedimentos que geram cancelamentos por “inadequações” e desligamentos voluntários.

Segundo o programa, em dezembro foram pagas 14,1 milhões de famílias. Já no primeiro mês do ano foram 13,7 milhões. O pagamento dos beneficiários começou na sexta-feira, dia 18, e obedece um calendário que leva em conta o número final de cadastro da família. Janeiro é o primeiro mês do programa sob o governo de Jair Bolsonaro (PSL), que assumiu dia 1º.

O relatório do mês de janeiro do programa Bolsa Família aponta que o número de famílias beneficiadas foi reduzido em 381 mil em relação a dezembro de 2018. O corte, segundo o Ministério da Cidadania, é fruto de procedimentos que geram cancelamentos por “inadequações” e desligamentos voluntários.

Segundo o programa, em dezembro foram pagas 14,1 milhões de famílias. Já no primeiro mês do ano foram 13,7 milhões. O pagamento dos beneficiários começou na sexta-feira, dia 18, e obedece um calendário que leva em conta o número final de cadastro da família. Janeiro é o primeiro mês do programa sob o governo de Jair Bolsonaro (PSL), que assumiu dia 1º.

Do UOL

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Janaina encontra Damares e diz que são parecidas

Do Twitter da Janaina Paschoal:

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Não é fake! Queiroz SAMBA em vídeo no hospital Albert Einstein

Um vídeo gravado por uma filha de Fabrício de Queiroz em que o ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) dança no hospital Albert Einstein enquanto toma soro viralizou nas redes sociais, na manhã deste sábado (12).

O Grupo Estado confirmou a autenticidade do vídeo com pessoas próximas a Queiroz. Não há informação sobre a data exata da filmagem.

Na gravação, o ex-assessor — que, segundo o Coaf, fez movimentações bancárias atípicas — aparece dançando, em meio a gargalhadas, quando a filha diz: “Agora é vídeo, pai! Pega teu amigo, pega teu amigo!”. Ele rodopia em seguida, fazendo um sinal de positivo com as mãos.

Pessoas próximas a Queiroz avaliaram o vídeo como um desastre. O advogado de Queiroz, Paulo Klein, afirmou que só se pronunciará sobre o vídeo depois de falar com o ex-assessor. Procurado, Queiroz ainda não respondeu.

Ele faltou duas vezes a depoimentos marcados no Ministério Público alegando motivos de saúde. Antes de Paulo Klein assumir a sua defesa no caso, Queiroz havia faltado a outros dos depoimentos também, alegando que não havia tido acesso aos autos da investigação.

As filhas de Nathalia e Evelyn Melo de Queiroz, assim como o pai, ex-assessoras de Flávio Bolsonaro citadas no relatório, também faltaram a suas oitivas. Elas alegaram ao MP que precisavam ficar com o pai doente, que passou por uma cirurgia em São Paulo nesta semana.

Ao MP, a defesa da família afirmou que “todas se mudaram temporariamente para cidade de São Paulo, onde devem permanecer por tempo indeterminado e até o final do tratamento médico e quimioterápico necessários, uma vez que, como é cediço, seu estado de saúde demandará total apoio familiar”.

De Exame

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Doria atropela Alckmin, toma conta do PSDB e cola partido a Bolsonaro

A paralisia do PSDB desde outubro, quando registrou seu pior desempenho em uma eleição presidencial e viu sua bancada cair de 54 para 29 deputados, abriu caminho para o governador João Doria assumir o comando de fato da sigla e falar em nome dos tucanos sem ser contestado. Em vez do ex-governador Geraldo Alckmin, que é presidente nacional do PSDB, foi Doria quem anunciou ontem, em São Paulo, o apoio do partido à reeleição do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Doria e Maia se encontraram no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, dois dias após o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, fechar com a candidatura do deputado do DEM. Oficialmente, a visita foi de cortesia.

Antes disso, Doria já tinha se antecipado à máquina partidária ao dizer que o PSDB vai apoiar o governo Bolsonaro. Vários quadros tucanos foram incorporados ao segundo escalão do governo federal à revelia da direção executiva da legenda.

Em discursos, Doria tem feito críticas abertas ao PSDB e defendido a “reestruturação” do partido. O governador até lançou o deputado Bruno Araújo (PE), um nome de sua confiança, à presidência do partido na convenção marcada para maio. Ao Estado, Araújo defendeu uma guinada conservadora no PSDB, tese que é rechaçada pelos fundadores do partido.

“Há uma paralisia do partido, que entrou em choque após o desastre eleitoral e ainda não saiu. Mas isso não dá ao Doria o direito de se colocar como um führer”, disse o ex-governador Alberto Goldman, que integra a executiva nacional do PSDB.

Aliado de Doria e futuro presidente do PSDB paulista, o deputado Marco Vinholi saiu em defesa do governador. “João Doria é a principal expressão do partido. Sobre Goldman, defendemos que o processo de expulsão dele do PSDB seja célere”, disse o tucano. O ex-governador paulista é alvo de um processo interno de expulsão do PSDB feito a pedido pelo grupo de Doria. Ele se filiou à legenda nos anos 1990. Doria é um dos fundadores da sigla.

Fora de cena. Com mandato até maio à frente do PSDB, Alckmin submergiu desde o primeiro turno da eleição passada. Sua última manifestação pública foi uma postagem nas redes sociais no dia 29 de outubro, na qual criticou Bolsonaro. O ex-governador tucano condenou os “ataques” feitos pelo então presidente eleito ao jornal Folha de S.Paulo, o que considerou um “acinte a toda a imprensa”.

Aliados e ex-auxiliares dizem que tem sido difícil falar com o ex-governador, que não possui mais assessoria. Recluso em seu sítio em Pindamonhangaba (SP), Alckmin não se manifestou sobre os movimentos de tucanos que aderiram ao novo governo.

Reservadamente, correligionários dizem que o ex-governador reprova a ida de integrantes do PSDB para a administração Bolsonaro, mas não tem feito movimentos ostensivos para evitar que isso aconteça.

O último encontro da executiva do PSDB ocorreu há quase três meses, durante reunião do diretório nacional do PSDB, em Brasília, no dia 9 de outubro. O encontro acabou servindo para uma lavagem de roupa suja. Durante uma discussão, Alckmin insinuou que Doria era “traidor”.

Em um movimento para ampliar sua influência no PSDB, o governador paulista se aproximou e conseguiu o apoio dos outros dois chefes de Executivos estaduais tucanos, Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Reinaldo Azambuja, que foi reeleito em Mato Grosso do Sul.

O governador paulista também enfraqueceu seus adversários internos ao levar para o governo o ex-senador e ex-chanceler Aloysio Nunes Ferreira, que será presidente do InvestSP.

Fragilizada, a ala contrária à ascensão de Doria no comando do partido ainda não conseguiu lançar um nome para disputar a presidência do PSDB na convenção de maio.

Derrotado nas urnas, o próprio Alckmin desistiu de tentar a reeleição. Um dos nomes sondado para representar a ala dos “cabeças brancas” foi o senador Antonio Anastasia(MG), mas ele declinou da proposta. Há ainda a possibilidade de o senador Cássio Cunha Lima (PB) ser lançado, mas a avaliação majoritária no PSDB é de que Bruno Araújo, o escolhido de Doria, é hoje o franco favorito.

Além dele, Doria deve reformatar a executiva e dar espaços a aliados afinados com seu projeto de disputar o Palácio do Planalto em 2022.

Reformulação. A convenção em maio será sucedida por um congresso que vai reformular o estatuto e o programa do partido. Outros críticos silenciosos do atual governador paulista devem seguir o mesmo caminho.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, crítico a Bolsonaro, admitiu, numa entrevista recente à revista Veja, que pode deixar o PSDB se o partido virar uma “sublegenda do governo”.

Do Estadão

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Vamos Embraer daqui. Essa terra é boa… mas para exportar commoditie.

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‘Os bandidos não vão interromper a Marielle’, diz assessora que sobreviveu ao atentado

Marielle Franco queria esticar as pernas e resolveu sentar no banco de trás do carro, e não ao lado do motorista, como era seu hábito. “Isso foi uma coisa que ela nunca fez. E eu voltava quase sempre para casa com ela porque éramos praticamente vizinhas”, diz Fernanda Chaves, ex-assessora de Marielle, sobre a noite do dia 14 de março.

A jornalista estava no veículo no dia em que a vereadora do PSOL foi assassinada. Por um milagre, se tornou a única sobrevivente do atentado, que também tirou a vida do motorista Anderson Silva.

Não viu absolutamente nada. “A gente estava naquela hora em que pega o [celular para ver o] WhatsApp depois de um evento e tem um monte de mensagem. A Marielle me disse que a Mônica [mulher da vereadora] estava com febre. Alguns segundos antes, eu tinha olhado para fora para me localizar. E voltei para o meu celular”, relata.

“A Marielle fez um ‘eita’. Mas não sei se era de alguma mensagem. E aí eu só ouvi a rajada. Tráááááááá.”

Fernanda conta que se abaixou. E logo depois veio o silêncio. “Lembro do Anderson fazer um ‘ai’ e os braços dele se soltaram do volante. Puxei o freio de mão e parei o carro. Eu gritava por ela [Marielle]. Estava escuro e ela estava com a cabeça abaixada.”

A assessora diz que, naquele momento, pensava que o veículo havia passado no meio de um confronto e tinha sido atingido por engano. “Saí do carro. Quando levantei, vi pessoas do outro lado da rua. Me assustei num primeiro momento porque pensei que poderiam estar envolvidas no tiroteio. Depois vi que eram mulheres e crianças.”

O celular de Fernanda estava dentro do carro e uma das pessoas se ofereceu para ligar para chamar socorro. “Eu ainda chamava a Marielle, e ela lá quieta dentro do carro. Então falei para a pessoa que me ajudava: ‘Fala que é uma vereadora’. E aí foi um caos. As pessoas que estavam próximas começaram a filmar, e eu comecei a gritar para que elas parassem.”

A polícia demorou cerca de dez minutos para chegar. “O policial olhou para a minha cara e, antes de falar qualquer coisa, entrou em contato com uma central. E disse: ‘São dois mortos e uma sobrevivente’. Nesse momento eu congelei! E só então me dei conta de que a Marielle tinha morrido.”

Fernanda afirma que ainda hoje vive os reflexos de toda a mudança que foi imposta a ela depois da tragédia. “Dois dias depois do acontecido, eu mudei de cidade com a minha família. Saí do Rio, do estado e algum tempo depois eu fui para a Espanha para um programa da Anistia Internacional”, diz.

De volta ao Brasil, morando em uma cidade que não revela por segurança, Fernanda conversou com a coluna.

MOMENTOS DEPOIS

O policial não parava de me fazer perguntas, a frase dele [‘São dois mortos e uma sobrevivente’] não parava de ecoar na minha cabeça. Eu não me sentia segura com a polícia. Os bombeiros queriam me levar para a ambulância, mas eu não queria deixar a cena [do crime] sem nenhuma pessoa minha. Liguei para um colega e falei que tinha tido um tiroteio, para ele ir me encontrar e avisar o meu marido.

Logo chegou outro amigo [que estava mais próximo] e foi terrível. Ele se deparou com aquela cena: Marielle e Anderson mortos e eu completamente em choque. Foi ele que me convenceu a ir pra ambulância. Me limparam, mediram a minha pressão, meu marido chegou e me levou para casa. Tomei um banho para poder encontrar a minha filha [de 7 anos]. Não tinha condições de vê-la no estado em que eu estava.

Ainda estava digerindo aquilo tudo e me disseram que era melhor eu ir prestar depoimento. Passei a madrugada inteira na delegacia e cheguei em casa de manhã.

TESTEMUNHA OCULAR

Foi muito trabalhoso desfazer essa ideia de que eu tinha visto alguma coisa. Eu ouvi. Eu estava lá, claro. Mas não vi o tipo de veículo que foi usado e nem a cara de ninguém.

Eu estava em choque e vazaram o meu depoimento. E aí virou uma coisa louca. Em um programa de TV, alguém disse que um dos assassinos teria virado para mim e falado: ‘Não é nada com você’.

LUTO

No dia seguinte, comecei a ver a movimentação em torno dos funerais e me preparei para ir. Mas meu marido não deixou. O [deputado estadual do Rio] Marcelo Freixo e as autoridades me disseram que eu ia ter que sair do Rio imediatamente. Ouvir isso foi como uma segunda metralhada.

É fundamental viver o luto. E eu não vivi esses rituais [velório e enterro]. Tem horas em que eu penso que nada aconteceu. São várias camadas para lidar. O horror da violência, do fato em si, de metralharem duas pessoas. A morte de uma pessoa muito querida. Marielle era madrinha da minha filha.

A vivência é surreal demais. Você nunca imagina que vai estar num carro que vai ser metralhado. Ela era uma vereadora conhecida e eu cuidava da imagem dela. E estava tudo acontecendo sem que eu pudesse interferir. Foi muito, muito, muito difícil.

MALAS PRONTAS

O Freixo me ligou e disse que a Anistia Internacional estava oferecendo um programa de acolhimento. E aí a gente resolveu aceitar. Me deram só algumas horas para sair de casa e eu saí sem levar sapato.

Foi muito complicado para a minha filha. Ela foi à aula no dia anterior, chegou da escola e nunca mais voltou. Nunca mais encontrou os amigos.

Num primeiro momento eu também não consegui dizer [à filha] como a Marielle tinha morrido. A gente tava muito destruído. E eu disse que foi num acidente de carro, que eu estava junto. Mas a psicóloga que me acompanhou nos primeiros dias me orientou a falar a verdade e eu logo contei.

MUNDO VELHO

Logo que cheguei em Madri, eu estava com uma sanha por notícias e não conseguia entrar no fuso horário da Espanha. Estava lá, mas totalmente ligada aqui. Era quase doentio. Achava que voltaria em 15 dias, crendo plenamente que essa investigação aconteceria.

RECONSTITUIÇÃO

Foi um segundo baque [participar da reconstituição do crime]. Foi muito difícil, muito bizarro. Eu estava começando a melhorar, mas ainda não ficava sozinha. E tive que entrar em um avião sem ninguém, rumo ao Brasil.

Disseram que eu ia fazer o passo a passo do percurso e que usariam uma gravação para eu tentar reconhecer certos tipos de arma pela rajada. Mas me colocaram na cena e utilizaram várias armas de verdade, com um carro igual. Atiravam, destruíam os vidros do veículo e trocavam. Levava meia hora entre uma cena e outra.

FRONTEIRAS

Voltei em 24h para a Europa, mas já não estava mais me sentindo segura para viver no Brasil. As investigações não davam em nada. Estava claro que era um crime político.

Mas a proteção oferecida pela anistia estava terminando. Tenho amigos diplomatas que estão na Itália e ofereceram para a gente ficar lá.

Fomos de Madri para Roma. Lá as coisas deram uma clareada. Eu estava mais fortalecida e comecei a ter agendas. Me apresentei no Senado [italiano] com o tema “Quem defende os defensores de direitos humanos?”.

O RETORNO

Voltei ao Brasil no início de julho. Minha filha tinha passado todo o primeiro semestre fora da escola. Como a gente não tinha ideia de que ia demorar para voltar, não me organizei para colocar ela numa escola. Então, ela ficava o tempo inteiro com dois adultos.

Acho que não volto mais para o Rio. Lá virou uma terra de Marlboro e ficou muito sofrido ver homenagens para a Marielle em todas as esquinas.

MEDO

Meu medo não chegou a me imobilizar. Vivi o terror. E deixei purgar minhas dores. Com tudo isso eu confirmei o que imaginava de mim mesma. Já passei por muitas situações e eu sempre volto fortalecida. Dessa vez não foi diferente.

A [ex-presidente] Dilma [Rousseff] foi me visitar no dia seguinte ao atentado. Ela parece ter sido a única pessoa que sabia como eu estava me sentindo. Ela me disse: “Seu couro cabeludo treme, né? E você faz força para controlar a tremedeira. Deixa estar”. Eu liguei um foda-se. Fiquei uns quatro dias tremendo e um belo dia a tremedeira passou.

INVESTIGAÇÃO

O que se sabe hoje é que milícias estão envolvidas na morte da Marielle. É tudo muito estranho. Quem tem o papel e o dever de entregar quem mandou matar Marielle são as autoridades. A gente não tem que ficar especulando.

Dizer que foi disputa fundiária é uma loucura. É um grande engodo. Disputa de território não era a política da Marielle. Claro que ela se colocava, se posicionava com relação a mudanças de verticalização de favelas. Mas ela era presidente da comissão da mulher. A questão de gênero era transversal no mandato dela.

Ela morreu por ser o que ela era: mulher, negra, lésbica e favelada. O Brasil é muito patriarcal para aceitar uma mulher como ela. Uma mulher como ela não poderia chegar onde chegou. E ela chegaria a muito mais. Ela se tornaria em pouco tempo uma liderança nacional. Uma liderança que a gente não está acostumado a ver.

LEMBRANÇAS

Não sonho com o que aconteceu. Lembro muito. Todos os dias. Sempre que eu entro num banco de trás de um carro eu me pergunto como fiz para escapar daquilo.

E tem a continuidade da Marielle. Ela era tão gigante, criou um grupo tão forte e representativo, que três colegas da assessoria foram eleitas deputadas estaduais em outubro. Isso mostra que os bandidos não vão interromper a Mari. Não se mata uma ideia.

Da FSP

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Ministro do STF critica gasto público de R$ 110 milhões com partido de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou a legislação que permite ao PSL, partido do presidente eleito, Jair Bolsonaro, ter direito a R$ 110 milhões em recursos públicos no próximo ano. Em palestra na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o ministro defendeu uma “reforma política séria” que fortaleça o Legislativo e diminua o número de siglas partidárias no Brasil.

“O PSL, apesar de não a maior bancada, teve o maior número de votos em legenda, vai ter R$ 100 milhões. Isso é um absurdo, e não é porque é o PSL. Que empresa tem esse faturamento no Brasil?”, declarou Moraes, para quem no Brasil ficou mais fácil fundar uma legenda partidária do que abrir uma microempresa.

Para o magistrado, o País deve ter voto distrital misto e endurecer a cláusula de barreira que limita a distribuição de recursos do Fundo Partidário e tempo de televisão de acordo com o número de votos recebidos pelos partidos.

Durante a palestra, o ministro também defendeu uma “autocontenção” do STF para evitar um protagonismo excessivo do Judiciário. Ele observou que as instâncias judiciais ganharam relevância após um enfraquecimento do Legislativo em função de denúncias e investigações. “Você não pode querer ser poder moderador, ter legitimidade como poder moderador, dar a última palavra como poder moderador, e querer estar no palco. Jogar e apitar ao mesmo tempo não vai dar certo”, afirmou.

Para Moraes, o Supremo deve defender o direito de minorias quando houver abusos para “impedir que a panela de pressão exploda”. “Em regra, na democracia, é a maioria que impõe de maneira democrática por meio do voto seus valores, mas a maioria não pode discriminar, desrespeitar e perseguir as minorias”, alertou.

Do Estadão

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Livro de especialistas derruba a falácia do Escola sem Partido

A Ação Educativa lançou uma publicação que reúne artigos sobre o Escola Sem Partido (ESP). Os textos mostram que o movimento não atua pela defesa da pluralidade e da valorização da cultura democrática. Ao contrário, busca instaurar uma ordem persecutória, de censura e delação.

A coletânea publicada pela Ação Educativa reúne artigos que tematizam o movimento Escola Sem Partido (ESP), alguns já publicados na grande mídia, outros escritos especialmente para esta edição.

O foco da coletânea é a desconstrução da ideologia do movimento que pretensamente combate as ideologias nas escolas. Em alguns textos também aparecem nomes dos esparsos personagens que animam essa marcha em prol da “neutralização escolar”: parlamentares de vários partidos (exceto os da esquerda), membros da bancada evangélica, entusiastas da ditadura militar, defensores da pena de morte e da “cura gay”, ideólogos do liberalismo e da privatização.

Clique aqui e baixe o livro em PDF . O texto “Escola Sem Partido: doutrinação comunista, coelho da Páscoa e Papai Noel”, de Leonardo Sakamoto, pode ser conferido no link original, publicado no Blog do Sakamoto.

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