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Livro de especialistas derruba a falácia do Escola sem Partido

A Ação Educativa lançou uma publicação que reúne artigos sobre o Escola Sem Partido (ESP). Os textos mostram que o movimento não atua pela defesa da pluralidade e da valorização da cultura democrática. Ao contrário, busca instaurar uma ordem persecutória, de censura e delação.

A coletânea publicada pela Ação Educativa reúne artigos que tematizam o movimento Escola Sem Partido (ESP), alguns já publicados na grande mídia, outros escritos especialmente para esta edição.

O foco da coletânea é a desconstrução da ideologia do movimento que pretensamente combate as ideologias nas escolas. Em alguns textos também aparecem nomes dos esparsos personagens que animam essa marcha em prol da “neutralização escolar”: parlamentares de vários partidos (exceto os da esquerda), membros da bancada evangélica, entusiastas da ditadura militar, defensores da pena de morte e da “cura gay”, ideólogos do liberalismo e da privatização.

Clique aqui e baixe o livro em PDF . O texto “Escola Sem Partido: doutrinação comunista, coelho da Páscoa e Papai Noel”, de Leonardo Sakamoto, pode ser conferido no link original, publicado no Blog do Sakamoto.

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O olavismo passou de piada a doutrina oficial de governo

Leia a coluna de Bernardo Mello Franco, colunista de política do GLOBO. Também passou pelo Jornal do Brasil e pela Folha de S.Paulo. Foi correspondente em Londres e repórter no Rio, em SP e Brasília.

***

O olavismo no poder

Jair Bolsonaro correu o risco de acertar na escolha do ministro da Educação. Mozart Ramos tinha currículo para o cargo. Ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco, hoje diretor do Instituto Ayrton Senna, conquistou respeito no meio privado e na academia. Sua indicação parecia boa demais para ser verdade. E era.

O educador foi vetado pela bancada evangélica, aliada do presidente eleito. “Somos totalmente contra o nome dele”, resumiu o deputado Sóstenes Cavalcante. Ele participou da comitiva que foi do Congresso ao CCBB, quartel-general do futuro governo, para torpedear a nomeação que já era dada como certa.

A pressão funcionou. Ontem Bolsonaro cancelou a reunião que selaria a escolha de Ramos. Em seu lugar, recebeu o procurador Guilherme Schelb. As credenciais do novo ministeriável eram desconhecidas. Em poucos minutos, o enigma se desfez: ele havia virado propagandista do projeto Escola Sem Partido.

Sem deixar a Procuradoria, Schelb se tornou um ativista de rede social. No Facebook, sustenta que há um complô para “doutrinar” e “erotizar” criancinhas nas escolas. Entre seus alvos, estão a ministra Cármen Lúcia, a atriz Fernanda Lima e o ex-presidente Barack Obama.

É uma militância lucrativa. Ele mantém um site para agendar palestras e vender o curso on-line “Família educa, escola ensina”. Um lote de cartilhas sai por R$ 1.700. O pastor Silas Malafaia apoiou sua nomeação com entusiasmo. “Esse é o cara!”, vibrou, no Twitter.

O lobby evangélico bateu na trave. À noite, Bolsonaro anunciou a nomeação de Ricardo Vélez Rodríguez. Apresentou-o como “filósofo autor de mais de 30 obras, atualmente professor emérito da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército”. Esqueceu de apontar o pai da indicação: o ideólogo e polemista Olavo de Carvalho.

O guru ultraconservador já havia emplacado o trumpista Ernesto Araújo nas Relações Exteriores. Agora apadrinha o ministro da Educação, que repete suas teses reacionárias com a vantagem de não usar palavrões. O olavismo passou de piada a doutrina oficial de governo. Parece ser a hora de adaptar um lema de outros tempos: “Chega de intermediários, Olavo para presidente!”.

Do O Globo

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Em Nota, Cuba diz que brasileiros sabem de quem é a culpa por milhões desassistidos

NOTA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE DE CUBA, EM PORTUGUÊS:

Declaração do Ministério da Saúde Pública

FONTE: MINISTÉRIO DA SAÚDE PÚBLICA DE CUBA

14 DE NOVEMBRO DE 2018

O Ministério da Saúde Pública da República de Cuba, comprometido com os princípios solidários e humanistas que nortearam a cooperação médica cubana por 55 anos, participa desde agosto de 2013 do Programa Mais Médicos no Brasil. A iniciativa de Dilma Rousseff, na época presidente da República Federativa do Brasil, teve o nobre propósito de garantir assistência médica para a maior quantidade possível de brasileiros, em consonância com o princípio da cobertura sanitária e universal promovida pela Organização Mundial da Saúde.

Esse programa prevê a presença de médicos brasileiros e estrangeiros para atuar em áreas pobres e remotas do país.

A participação cubana no programa é feita através da Organização Panamericana da Saúde, e se distinguiu pela atuação em localidades não cobertas por médicos brasileiros ou de outras nacionalidades.

Nestes cinco anos de trabalho, cerca de 20 mil profissionais cubanos fizeram 113 milhões e 359 mil atendimentos, em mais de 3.600 municípios, chegando a cobrir um universo de até 60 milhões de brasileiros na época em que constituíam 80 por cento de todos os médicos participantes do programa. Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história.

O trabalho dos médicos cubanos em lugares de pobreza extrema, em favelas do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, nos 34 Distritos Indígenas, especialmente na Amazônia, foi amplamente reconhecido pelos governos federal, estaduais e municipais deste país e por sua população, que, em pesquisas de avaliação, concedeu 95% de aprovação ao atendimento, segundo estudo encomendado pelo Ministério da Saúde do Brasil à Universidade Federal de Minas Gerais.

Em 27 de setembro de 2016 o Ministério da Saúde Pública, em declaração oficial, informou, perto da data de expiração do contrato, em meio aos acontecimentos em torno do golpe de estado legislativo-judicial contra a Presidente Dilma Rousseff, que Cuba “continuará participando do acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde para a aplicação do Programa Mais Médicos, desde que mantidas as garantias oferecidas pelas autoridades locais”, que foram respeitadas até o momento.

Agora, o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, com referências diretas, depreciativas e ameaçadoras à presença de nossos médicos, declarou e reiterou que modificará os termos e condições do Programa Mais Médicos, em desrespeito à Organização Panamericana da Saúde e aos acordos desta instituição com Cuba, questionando a preparação de nossos médicos, condicionando sua permanência no programa à revalidação de seus diplomas e impondo como única via a contratação individual.

Estas modificações anunciadas impõem condições inaceitáveis ??e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificadas em 2016, com a renegociação do termo de cooperação entre a Organização Panamericana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil, bem como os termos de cooperação entre a Organização Panamericana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis tornam impossível a manutenção da presença de profissionais cubanos no programa.

Portanto, diante desta lamentável realidade, o Ministério da Saúde Pública de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do Programa Mais Médicos e comunica isto ao Diretor da Organização Panamericana da Saúde e aos líderes políticos brasileiros que criaram e defenderam este programa.

Não é aceitável questionar a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, prestam atualmente serviço em 67 países. Em 55 anos, 600 mil missões internacionalistas foram realizadas em 164 países, envolvendo mais de 400 mil trabalhadores de saúde de Cuba, que em muitos casos cumpriram essa honrosa tarefa em mais de uma ocasião. São destaques as façanhas da luta contra Ebola na África, a cegueira na América Latina e no Caribe, a cólera no Haiti e a participação de 26 brigadas do “Contingente Internacional de Médicos Especializados em Desastres e Grandes Epidemias no Paquistão, Indonésia, México, Equador, Peru, Chile e Venezuela, entre outros países.

Na esmagadora maioria das missões cumpridas, as despesas foram assumidas pelo governo cubano. Além disso, da mesma forma, em Cuba foram formados de maneira gratuita 35.613 profissionais de saúde de 138 países, como expressão de nossa vocação solidária e internacionalista.

Aos colaboradores que trabalham no exterior são garantidos sempre o posto de trabalho e 100% do salário que recebiam em Cuba, com todas as garantias trabalhistas e sociais, assim como aos demais trabalhadores do sistema de saúde.

A experiência do Mais Médicos no Brasil e a participação cubana demonstraram que se pode estruturar um programa de cooperação Sul-Sul, sob os auspícios da Organização Panamericana de Saúde, para atingir metas em nossa região. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e a Organização Mundial de Saúde qualificam o Mais Médicos como principal exemplo de boas práticas de cooperação triangular e de implementação da “Agenda de 2030” com os seus objetivos de desenvolvimento sustentável.

Os povos da nossa América e do resto do mundo sabem que sempre poderão contar com a vocação humanista e solidária de nossos profissionais.

O povo brasileiro, que fez do Programa Mais Médicos uma conquista social, que confiou desde o primeiro momento nos médicos cubanos, que aprecia suas virtudes e agradece o respeito, a sensibilidade e o profissionalismo com que lhe atenderam, saberá compreender sobre quem cairá a responsabilidade pelo fato de que os nossos médicos não possam mais continuar prestando seu apoio solidário nesse país.

Havana, 14 de novembro de 2018

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Mesmo acamado, Ziraldo pede voto a Haddad para “salvar a democracia”

Mesmo adoentado, o cartunista Ziraldo mandou um recado a todos os brasileiros: “salvem a democracia. Quando ele tinha 31 anos, diante da ditadura militar, Ziraldo realizou um trabalho intenso de resistência à repressão do regime. Fundou, juntamente com outros humoristas, O Pasquim, provavelmente o mais importante jornal não conformista da história da imprensa brasileira.

Quando foi editado o AI-5, muita gente contrária ao regime procurou se esconder para escapar da prisão. Ziraldo passou a noite ajudando a esconder amigos. No dia seguinte à edição do ato, foi preso em sua residência e levado para o Forte de Copacabana por ser considerado um “elemento perigoso”.

Veja o apelo de quem viveu a ditadura, perdeu amigos, foi perseguido e conseguiu ver a democracia florescer. O pai do Menino Maluquinho continua a resistir:

(function(d, s, id) { var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0]; if (d.getElementById(id)) return; js = d.createElement(s); js.id = id; js.src = ‘https://connect.facebook.net/pt_BR/sdk.js#xfbml=1&version=v3.2’; fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs);}(document, ‘script’, ‘facebook-jssdk’));

Ziraldo, o eterno menino maluquinho, o gigante brasileiro, se recuperando de um AVC, pede ao povo brasileiro que vote Haddad 13!

Publicado por Nilson Rodrigues em Sexta, 26 de outubro de 2018

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Maior jornal britânico divulga manifesto contra Bolsonaro

Guardian, o mais respeitado veículo da Inglaterra, publica nesta quinta-feira, 23, manifesto assinado por intelectuais, políticos europeus e brasileiros alertando que uma eventual eleição de Jair Bolsonaro seria um risco não apenas para o Brasil, mas para o mundo.

Assinado por nomes como Noam Chomsky, Naomi Klein, Ada Colau (prefeita de Barcelona), Benoît Hamon (político francês) e brasileiros como Celso Amorim, Chico Buarque, Bresser Pereira e Paulo Sérgio Pinheiro, o manifesto alerta que o Brasil passa pela pior crise de sua história desde o golpe militar de 1964, e alerta para o discurso de ódio protagonizado por Bolsonaro.

“Se Bolsonaro for eleito chefe do Estado brasileiro, esse ódio corre o risco de se institucionalizar e desencadear essa violência física. O Brasil já é, infelizmente, um dos países mais violentos do mundo: 61.619 homicídios foram cometidos em 2017, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública , representando cerca de 170 pessoas mortas por dia, incluindo um jovem negro a cada 23 minutos. Os defensores dos direitos humanos e ambientais já estavam particularmente ameaçados e cada vez mais visados”, diz o texto publicado pelo The Guardian.

Leia, abaixo, o documento na íntegra em tradução livre:

Bolsonaro ameaça o mundo, não apenas a jovem democracia do Brasil

Brasil está passando pela pior crise de sua história desde o golpe civil-militar e o estabelecimento da ditadura em 1964. Em 7 de outubro, na primeira rodada das eleições presidenciais, o candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro obteve impressionantes 46,03% dos votos expressos, ou um terço dos eleitores registados . Este resultado desencadeou uma primeira onda de violência de ódio : mais de 70 ataques foram registrados contra pessoas LGBT, contra mulheres, contra qualquer oponente de extrema direita ou contra jornalistas.

Na noite do primeiro turno, o mestre de capoeira Moa do Katendê, ativista anti-racista e educador, foi esfaqueado até a morte por um partidário de Bolsonaro. Katendê declarara que havia votado no candidato de esquerda Fernando Haddad . No sul do país, uma mulher de 22 anos foi atacada na rua. Tememos que isso seja apenas uma antecipação de uma onda mais mortal de violência.

Este ódio e violência está claramente sendo instigado por Bolsonaro e seus representantes eleitos. Ao repetir seus discursos e provocações misóginos, racistas, homofóbicos e transfóbicos, exibindo suas armas de fogo, glorificando a ditadura militar, espalhando informações falsas, implicitamente exigem a brutalização, até mesmo o assassinato, de todos aqueles que não se parecem com eles: mulheres e ativistas LGBT, defensores dos direitos humanos e povos indígenas, ativistas progressistas ou jornalistas.

Se Bolsonaro for eleito chefe do Estado brasileiro, esse ódio corre o risco de se institucionalizar e desencadear essa violência física. O Brasil já é, infelizmente, um dos países mais violentos do mundo: 61.619 homicídios foram cometidos em 2017, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública , representando cerca de 170 pessoas mortas por dia, incluindo um jovem negro a cada 23 minutos. Os defensores dos direitos humanos e ambientais já estavam particularmente ameaçados e cada vez mais visados.

Além disso, as instituições democráticas brasileiras também foram perigosamente enfraquecidas pelos escândalos político-financeiros que afetam todos os partidos políticos e pela polêmica demissão da presidente Dilma Rousseff em 2016. Receia-se que essas instituições não possam impor o Estado de Direito democrático no caso da vitória de Bolsonaro.

Com a aproximação do segundo turno, em 28 de outubro, o candidato de extrema direita conta com o apoio dos setores mais conservadores e reacionários da sociedade brasileira: o lobby pró-armas, representantes de grandes latifundiários, muitos industriais, poderosas igrejas evangélicas, parte do exército e forças policiais. Eles assumirão a responsabilidade pelo que espera no Brasil .

A comunidade internacional, e em particular a França e a União Européia, deve agir e apoiar os democratas brasileiros, independentemente do resultado da eleição presidencial. Isto é particularmente verdade porque as idéias de Bolsonaro representam uma ameaça mortal à liberdade, aos direitos fundamentais, à obtenção de qualquer equilíbrio da Terra às mudanças climáticas e à jovem democracia do Brasil.

Esta peça foi elaborada pela Associação Autres Brésil, com sede em Paris, e assinada em apoio por: Celso Amorim, diplomata brasileiro; Frei Betto, autor, brasileiro; José Bové, membro do parlamento europeu (Grupo dos Verdes / Aliança Livre Europeia), francês; Chico Buarque, músico, brasileiro; Noam Chomsky, lingüista, americano; Ada Colau, prefeita de Barcelona; Karima Delli, membro do parlamento europeu (Grupo dos Verdes / Aliança Livre Europeia), francês; Benoît Hamon, político, francês; Naomi Klein, jornalista canadense; Noel Mamère, político, francês; Joana Mortágua, MP (Bloco Esquerdo), portuguesa; Bill McKibben, autor, educador, ecologista e co-fundador da 350.org; Bresser Pereira, economista, brasileiro; Carol Proner, advogada, brasileira; Paulo Sérgio Pinheiro, diplomata, brasileiro; Chico Whitaker, co-fundador do Fórum Social Mundial Brasileiro.

Do Terra

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A quem representa a FIESP hoje? Who is the real father of the yellow duck?

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Em debate, Márcio França a Doria : “você comprou jatinho com dinheiro do BNDES”

A troca de farpas, que começou nas campanhas dos horários eleitorais em rádio e TV, continuou no encontro realizado na quinta, 18, na TV Bandeirantes, deu o tom do primeiro bloco, com ataques diretos, críticas, ironias, acusações, interrupções e vaias da plateia, tudo isso em meio a uma baixa apresentação de propostas concretas para a população do Estado.

Logo na primeira pergunta, França questionou Doria sobre os restaurantes Bom Prato e esperou a réplica para partir ao ataque e afirmar que Doria disse que os pobres teriam que dar “graças a Deus se pudessem se alimentar”. “Para quem é muito rico, isso pode parecer bobagem. Mas é a chance que ela tem de se alimentar. São pessoas humildes que dependem disso. Se o Estado pode fazer, é uma chance que nós temos de fazer”. Doria se defendeu dizendo que sua fala foi “descontextualizada”.

Depois, em meio a uma pergunta sobre segurança, os candidatos passaram a discutir sobre a farinata, produto que o tucano passou a distribuir quando era prefeito de São Paulo. “A farinata foi apoiada pela Cúria Metropolitana de São Paulo. Eu queria ler uma matéria que saiu na Folha dizendo que você disse o seguinte: o novo formato para a violência é sem a polícia. Dizendo que em briga de casal não se mete a colher. Você disse que a PM não deve atender briga de casal. Eu entendo o contrário. Ela deve agir, sim, para defender a mulher em qualquer circunstância”, disse Doria.

Depois, em meio a repentinas mudanças de assunto e ironias, França disse que o senador Major Olímpio (PSL), representante do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) em São Paulo, afirmou não confiar em João Doria. O candidato do PSB disse ainda que o rival “vive em um mundo diferente”. “O que tem de gente esparramada no centro de São Paulo é uma indignidade para todo mundo. Caiu um prédio com as pessoas dentro. É só olhar”.

Irritado, o candidato do PSDB passou a falar sobre o berço político e cidade natal de Márcio França,  São Vicente, na Baixada Santista. “São creches imprestáveis, sujas, maltratadas”. O tucano aproveitou para mais uma vez associar o rival ao PT ao dizer que a pobreza é um problema do Brasil e não de São Paulo. “É um problema do partido que você adora, do José Dirceu, do qual você foi parceiro. Foram eles que geraram 14 milhões de desempregados e uma parte considerável está nas ruas das pequenas, médias e grandes cidades do Brasil. Não quero mais petismo, quero o Brasil livre dessa gente”.

“Você tem um jeito de arrogante de falar”, diz França. “As pessoas que são pobres não são sujas. Eu fui prefeito há 20 anos. Sabe quantos votos eu tive? Quase 70%. Você foi prefeito há um ano. Você teve 20% dos votos. As pessoas de SP te rejeitam. Chamar pessoas pobres de sujas”, disse o candidato do PSB, enquanto a plateia vaiava.

França ainda acusou Doria de ter pego dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a compra de um avião particular. “Só queria que você devolssesse os R$ 44 milhões do povo brasileiro com que você comprou esse avião.” Doria respondeu afirmando que “o dinheiro é do BNDES. Esse financiamento ajuda a gerar empregos. Diferente de você que gosta de Cuba e da Venezuela, não é o dinheiro que não voltou. Dinheiro que o povo brasileiro perdeu porque foi para lá e não foi para lá. Por que esconde publicamente quando deve assumir esse seu lado vermelho, esquerdista?”

Na segunda parte do programa, Doria pede mais tranquilidade no debate e fala de creches, mas na resposta, França mais uma vez partiu para o embate. “Você quem chamou as creches de sujas, feias, pobres. A casa das pessoas é simples. Gente passando necessidade. Entrei em casa mais limpa que muita casa de milionário. A dignidade delas está de pé. Essas unidades, essas creches, não precisam ser suntuosas, sofisticadas. Mas tudo mais caro custa mais, acabam gerando alguns problemas”.

Na sequência, Doria questiona França sobre Lula. “Você captou mais conselhos do Lula do que deu conselhos. Por que esconde a posição que apoiou o PT,aprovou os projetos do PT no Congresso, que foi contra o impeachment de Dilma?” e na resposta, França diz que acha espantoso como “Doria mente”. “Não fui contra o impeachment da Dilma, fui a favor. Nunca fui do PT. Meu adversário sempre foi o PT. Minha principal rivalidade em SP sempre foi contra o PT. Não traio os meus amigos, não apunhalo os meus amigos”.

Na sequência, França foi duro: “Você brincou com a minha saúde, quis humilhar porque eu tinha feito cirurgia, brincou com a família. A troco de quê? É um jeito arrogante. A população acha você arrogante, prepotente. Se você discorda, faça do seu jeito, mas não humilhe as pessoas. Cadê os seus amigos? Todos viraram seus adversários? Cadê seus amigos do PSDB, todo mundo fugindo de você. Até o Bolsonaro fugiu de você”.  Doria diz que os amigos são leais e verdadeiros. “Não dependem de mim para oferecer empreguinho e vantagens. Tenho muitos amigos com enorme alegria. Seu mundo é a velha política, exatamente isso que eu não desejo para SP”.

França ironizou o rival e disse que “as pessoas percebem que o Doria não é preparado. Ele fica inseguro. É preparado para pequenos comerciais, produção de eventos. Ele é perfeito. Vai do coquetel da entrada até o cafezinho da saída. Acelera, mas não engata”. Na resposta, Doria chamou o rival de “Márcio França, o rei do mimimi”. E seguiu: “Você precisa ter compostura. As pessoas esperam que você seja mais governador e menos candidato. Você deixa de cumprir agendas efetivas para fazer agenda política. Em janeiro, quem sabe, você pode desfrutar a praia de São Vicente e nós possamos fazer um governo eficiente”.

Na última parte do debate, os candidatos fizeram suas considerações finais. O primeiro a falar foi Doria, que disse defender São Paulo “para ter melhor qualidade na educação, para que polícia esteja nas ruas e possa defender você. Defendo o acolhimento das pessoas em situação de rua. Defendo que nós possamos respeitar as famílias, estabelecer mecanismos que apoiem a família. Sou contra o aborto e peço que considerem para presidente o voto em Jair Bolsonaro.”

Em sua última fala, França diz que São Paulo “precisa de ensino médio com professores animados e bem pagos. “São Paulo sempre conduziu o Brasil.”

Do Estadão

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Bolsonaro humilha beneficiários do Bolsa Família, diz Haddad

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad (PT), destacou nesta quarta-feira (11) que o seu adversário Jair Bolsonaro (PSL) sempre foi crítico do programa de transferência de renda Bolsa Família.

“Se tem alguém que criticou o Bolsa Família e, de certa maneira, humilhou os seus beneficiários, ao longo dos últimos 10 anos, foi o meu adversário. Não é fake news, basta ver na internet as frases que ele pronuncia sobre nordestinos que recebem o Bolsa Família”, disse Haddad, lembrando que seu adversário se referiu de forma “muito agressiva” aos beneficiários do programa.

A reação de Haddad foi uma resposta à afirmação de Bolsonaro que anunciou a pretensão de pagar o 13º salário para os beneficiários do programa.

O presidenciável passou a manhã em Brasília onde teve reuniões na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em nota, dom Leonardo Steiner disse que a CNBB é uma instituição aberta ao diálogo com pessoas e grupos da sociedade brasileira e que é comum, em período eleitoral, que candidatos de diversos partidos e grupos políticos solicitem agenda e sejam recebidos. “O candidato não veio pedir apoio e a CNBB não tem partido nem candidato.”

Para a CNBB, é fundamental expor as preocupações da Igreja Católica no Brasil. “Da minha parte, abordei com o candidato assuntos que preocupam os bispos do Brasil: a não legalização do aborto, a proteção do meio ambiente, atenção especial à questão indígena e quilombola, a defesa da democracia e o combate rigoroso à corrupção. Também lembrei ao candidato o trabalho realizado pela CNBB durante a Campanha da Fraternidade deste ano que tratou, de forma profunda, da mobilização pela superação da violência”, afirmou.

Haddad voltou a questionar a ausência de Bolsonaro nos debates, criticando o fato de ele conceder entrevistas, mas não participar de situações em que sejam colocados frente a frente. Em entrevista, o candidato do PSL afirmou que pretende participar de dois debates. Na próxima quarta-feira (18), ele será submetido a novos exames médicos.

“Eu sou leigo no assunto [médico], mas me parece contraditório uma pessoa não poder debater, mas poder dar entrevista. Uma entrevista é um debate com o jornalista, qual a diferença entre um debate com jornalista e com um adversário?”, afirmou Haddad, ressaltando que, da sua parte, trataria o candidato com deferência e respeito.

Questionado sobre o resultado da pesquisa divulgada nessa quarta-feira (10) pelo Instituto Datafolha, que apontou Jair Bolsonaro com 58% dos votos válidos contra 42% de Haddad, o candidato do PT afirmou que pode reverter a vantagem do adversário no segundo turno. “Em 30 dias, eu saí de 4% e estou com 42% dos votos válidos na pesquisa (…). Quem saiu de 4% para 42% tem chance de chegar a 50% ou mais com duas semanas de trabalho.”

Haddad recebeu apoio do PSB e citou o empenho dos governadores Ricardo Coutinho (Paraíba) e Paulo Câmara (Pernambuco) em sua campanha. PDT e PSOL também declararam apoio formal no segundo turno.

“Eu penso que as forças democráticas estão ganhando impulso nesse segundo turno. Chegamos na quinta[-feira] com rol de personalidades e de pessoas que percebem o risco que a democracia no Brasil está correndo, então é uma grata satisfação ter tido o apoio dos governadores Ricardo Coutinho, do Paulo Câmara, do Ciro Gomes, do Guilherme Boulos. São pessoas de referência na sociedade.”

Do Jornal do Commercio.

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TSE determina remoção de fake news de que Haddad distribuiu “mamadeiras eróticas”

O ministro Sérgio Banhos, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta quinta-feira, 4, a remoção de fake news disseminadas no Facebook contra o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad.

O caso gira em torno de postagem no Facebook que afirma que Haddad estaria distribuindo mamadeiras em creches com o bico no formato de órgão genital masculino. “O PT e Haddad, Lula, Dilma, só quer isso aqui pros nossos filhos. Isso faz parte do kit gay, invenção de Haddad, viu?”, diz o vídeo.

Para o ministro, a publicação “tem a clara intenção de desvirtuar as concepções do candidato representante, disseminando informações manifestamente inverídicas sobre sua atuação perante as creches”.

“Tais afirmações inverídicas e injuriosas, por si só, autorizam a limitação à livre manifestação do pensamento, com remoção de conteúdo, (…) uma vez que configura ofensa à honra e consubstancia agressão e ataque a candidato em sítio da internet”, concluiu o ministro.

Sérgio Banhos também determinou que, em um prazo de 48 horas, o Facebook apresente informações sobre o responsável pelo perfil que postou o conteúdo falso.

Na reta final de uma campanha eleitoral repleta de ódio, os ataques virulentos e as mentiras se intensificaram. É tanta barbaridade que foi preciso compilar diversos desmentidos para mostrar o óbvio: Bolsonaro, seus assessores e boa parte de seus eleitores jogam baixo, sujo. E não sentem a menor vergonha disso. Veja, a seguir, uma lista de mentiras e seus desmentidos.

Ilustração sexual nas escolas. Mentira!
https://lula.com.br/e-mentira-que-ilustracao-de-ato-sexual-foi-distribuida-nas-escolas/

Nunca exisitu kit gay
https://lula.com.br/combata-fake-news-nao-existe-e-nem-nunca-existiu-kit-gay/

Mamadeiras eróticas (mentira criada por gente pervertida):
https://lula.com.br/combata-fake-news-mamadeiras-eroticas-jamais-foram-distribuidas-em-creches-pelo-pt/

Padre Fábio de Melo nunca apoiou o coiso
https://lula.com.br/padre-fabio-de-melo-nao-gravou-audio-em-apoio-a-bolsonaro/

Padre Marcelo Rossi também não apoiou o #elenão
https://lula.com.br/padre-marcelo-rossi-desmente-audio-fake-e-afirma-que-nao-apoia-bolsonaro/

Camiseta de Manu não diz que Jesus é travesti. Fala da luta das mulheres!
https://lula.com.br/e-falsa-a-imagem-em-que-manuela-davila-aparece-com-camiseta-jesus-e-travesti/

Jean Wyllys não foi convidado para ser ministro de Haddad
https://lula.com.br/combata-fake-news-jean-wyllys-nao-foi-convidado-para-ser-ministro-de-haddad/

Vídeo Falso: Datena NÃO apoia Bolsonaro
https://www.lula.com.br/video-falso-datena-nao-apoia-bolsonaro/

Fake News contra Haddad na reta final
https://lula.com.br/fake-news-contra-haddad-na-reta-final-da-campanha-vao-de-pesquisas-fajutas-a-mamadeiras-eroticas/

Combata as principais mentiras que circulam nas redes contra Haddad
https://www.lula.com.br/veja-as-mentiras-que-circulam-nas-redes-contra-haddad/

Fake News são crime: por uma campanha de propostas para o Brasil
https://lula.com.br/fake-news-e-crime-por-uma-campanha-de-propostas-para-o-brasil/

 

E você, leitor, achou por aí mais alguma bizarrice com mentiras sobre Haddad? Manda que a gente publica. A verdade vencerá.

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STF ignora Fux, intima juíza de Moro e Lula dará entrevista

Tudo ocorreu como o Blog da Cidadania previu. Na 6ª feira, o STF se transformou em versão ampliada do TRF4 – que, em julho, teve disputa entre magistrados sobre habeas-corpus para Lula. No STF, produziu-se disputa entre Lewandowski e Fux sobre Lula dar entrevistas à imprensa. Um autorizou, o outro proibiu. Agora, Lewandoski cancela a proibição, intima Moro a que deixe Lula dar entrevistas.

Manhã de sexta-feira 28 de setembro: o ministro do STF Ricardo Lewandowski autoriza o ex-presidente Lula a dar entrevistas à imprensa.

Tarde de Sexta-feira 28 de setembro: o ministro do STF Luiz Fux atende a pedido do Partido Novo e proíbe Lula de dar entrevistas.

No sábado 29 de setembro, o Blog da Cidadania antecipou que a decisão de Fux seria prontamente revogada.

Manhã de segunda-feira 1º de outubro: Lewandoswki chama de censura decisão de Fux que impediu entrevista de Lula

Tarde de segunda-feira 1º de outubro: Lewandowski emite nova decisão autorizando imediata  entrevista de Lula à Folha de São Paulo – e, por extensão, a toda a imprensa.

O ministro Lewandowski reafirmou a autoridade e vigência de sua decisão, emitida no dia 28/09, em que concede o direito à Folha de S. Paulo e ao jornalista Florestan Fernandes Júnior, de entrevistarem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lewandowski determina que sua ordem seja cumprida imediatamente, sob pena de configuração do crime de desobediência.

Diz o documento:

“Em face de todo o exposto, reafirmo a autoridade e vigência da decisão que proferi na presente Reclamação para determinar que seja franqueado, incontinenti, ao reclamante e à respectiva equipe técnica, acompanhada dos equipamentos necessários à captação de áudio, vídeo e fotojornalismo, o acesso ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a fim de que possam entrevistá-lo, caso seja de seu interesse, sob pena de configuração de crime de desobediência, com o imediato acionamento do Ministério Público para as providência cabíveis, servindo a presente decisão como mandado

Comunique-se ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, à Juíza Federal da 12ª Vara Federal de Curitiba/PR”

— previsão cumprida

A ilegalidade da decisão de Fux era flagrante. O pedido do Partido Novo para suspensão da entrevista de Lula era ilegal porque uma entidade de direito privado não poderia ter feito tal pedido e, também, porque Fux não tinha competência para julgar o caso, que estava com Lewandowski.

Magistrados como Luiz Fux, nesse episódio, como Luiz Roberto Barroso, no caso da desobediência à determinação da ONU de que Lula pudesse disputar a eleição, e de Sergio Moro, cassando habeas-corpus do desembargador Rogério em favor de Lula estão emporcalhando a imagem do Brasil no exterior.

O ministro Ricardo Lewandowski revelou desassombro e correção ao pôr as coisas de volta nos eixos. Espera-se que Fux pare de agir como militante do MBL e passe a se comportar como magistrado, porque ele já ameaça cometer crime para agradar grupos políticos.

Confira a reportagem em vídeo

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Publicação de: Blog da Cidadania

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