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A lição de Cristina Kirchner

Por Ricardo Cappelli

Publicado em 19/05/2019

A ex-presidente da Argentina anunciou que será candidata a vice na chapa de Alberto Fernández. Cristina Kirchner lidera as pesquisas. Em algumas, ganha de Macri no primeiro e no segundo turno. Por que abriu mão da cabeça de chapa?

“A situação do povo e do país é dramática e estou convencida que esta é a melhor fórmula, que expressa o que a Argentina precisa neste momento para unir os mais amplos setores políticos e sociais”, declarou Cristina.

Aberto Fernández é um peronista considerado centrista e pragmático. Kirchner possui grande apoio popular, mas também uma elevada rejeição.

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Além disto, Cristina enfrenta resistências dentro de setores mais amplos do peronismo. Ameaçada por processos judiciais – reprodução da “Nova Operação Condor” em curso na América Latina -, agiu com grandeza e sabedoria estratégica.

Que lição fica para o Brasil?

Vivemos nas eleições presidenciais brasileiras um amplo debate sobre a melhor forma de enfrentar a ofensiva conservadora. Incapaz de construir convergências, a esquerda brasileira optou pelo “salve-se quem puder”. Deu Bolsonaro.

O PT é o maior partido da Brasil. Lula, nosso principal líder. Qual foi o principal objetivo da reação? Caçar Lula e o PT. O que Lula decidiu fazer? Pagar pra ver e olhar nos olhos da besta-fera.

Numa guerra assimétrica, enfrentar o inimigo de peito aberto é suicídio planejado.

Os mais afoitos dirão que a situação na Argentina é diferente, que Fernandéz é do mesmo partido de Cristina. Ela está condenada? Presa? Lula preso se recusou a abrir a cabeça de chapa para qualquer membro do PT. Levou sua candidatura inviável às últimas consequências. Haddad assumiu aos 45 do segundo tempo.

E o que faz Lula agora? Em entrevista a jornalista Mônica Bergamo, anuncia que viverá 120 anos, que vai sair da cadeia, que será candidato novamente e que vai voltar a liderar o país. Não abre espaço para ninguém, nem mesmo do PT.

Escrever isto é atacar Lula? Claro que não! Carrego comigo a honra de ter servido ao país sob liderança de Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula foi o primeiro brasileiro de fato a chegar ao poder. Pobre, nordestino, mestiço, sobrevivente. Getúlio, Jango, JK – e tantos outros gigantes que formam o panteão de heróis nacionais -, foram dissidências progressistas da elite brasileira.

É uma imbecilidade querer comparar o trabalhismo com o lulismo, duas correntes fundamentais e formadoras do nacionalismo progressista. É como querer definir o que foi mais importante, a invenção da eletricidade ou a revolução promovida pela internet. Muito provavelmente, uma não existiria sem a outra.

Os pedetistas, ao verem o gesto grandioso de Cristina Kirchner, correram para apontar o dedo para Lula. E qual o exemplo de Ciro? Querem apenas trocar um “santo de devoção” por outro, reproduzindo o mesmo messianismo que nos conduziu ao fundo do poço.

Lula e Ciro devem um gesto do tamanho do de Cristina à nação. Deveriam se encontrar, encerrar as desavenças e dizer claramente que não são candidatos, que não é o momento de discutir nomes e sim de aglutinar os mais amplos setores na defesa do Brasil.

Esta seria a base da Frente Democrática. Formaria um pólo capaz de unir a esquerda e atrair partidos de centro, partes do PSDB e liberais democráticos contra a marcha fascista.

“Nós, líderes, devemos deixar a vaidade de lado, e eu estou disposta a ajudar a partir de um lugar onde possa ser mais útil”, afirmou a senadora peronista. Que o gesto de Cristina Kirchner sirva de lição.

Publicação de: Blog do Esmael

Desespero de Bolsonaro: 11 ex-assessores dele na Câmara nunca pisaram no Congresso

Não há registro de entrada na Câmara para assessor de Bolsonaro investigado pela Justiça

Além de Nelson Alves Rabello, que teve sigilo bancário quebrado, Pública revela mais cinco assessores sem crachá de funcionários na Câmara; “Wal do Açaí” é uma delas. Agora são 11 os assessores do então deputado federal sem registro de entrada no Congresso

Bruno Fonseca, Ana Karoline Silano, Adriano Belisário, Thiago Domenici, na Pública

R$ 92,2 mil — esse foi o total que Nelson Alves Rabello, assessor do gabinete do então deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), recebeu dos cofres públicos durante os 19 meses em que foi secretário parlamentar nível 18 da Câmara dos Deputados.

Quanto maior o nível do funcionário, maior o salário, que atualmente parte de pouco mais de R$ 1 mil para até mais de R$ 15 mil, fora auxílios e vantagens indenizatórias.

O problema: durante todo esse período, Rabello não teve registro de entrada na Câmara, segundo informação inédita que a Agência Pública obteve via Lei de Acesso à Informação.

O ex-funcionário de Jair está na lista das 95 pessoas e empresas que tiveram sigilo bancário quebrado na investigação do Ministério Público do Rio sobre as movimentações financeiras do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

A Pública pediu à Câmara dos Deputados informações sobre o registro de entrada de diversos assessores de Jair Bolsonaro na Câmara.

Além de Rabello, a reportagem descobriu que outros cinco assessores não tiveram registro de emissão de crachá durante o período de 2015 a 2018, último mandato do presidente como deputado federal.

Além destes seis nomes, a Pública já havia revelado outras cinco assessoras nas mesmas condições.

Portanto, agora são 11 os assessores de Bolsonaro que receberam dinheiro público sem ter colocado os pés nas dependências da Câmara.

Nelson Rabello é um dos assessores mais longevos da família Bolsonaro. O primeiro registro como funcionário do atual presidente, disponível no site da Câmara, é de 2005.

À época, ele era assessor de nível 8. Durante seis anos como secretário parlamentar, Rabello foi promovido até alcançar o nível 26.

Segundo a Folha de S. Paulo, Rabello é tenente da reserva do Exército e teria servido junto a Jair nas Forças Armadas.

Em maio de 2011, Rabello deixou o gabinete de Jair e trabalhou até agosto daquele ano com o filho Flávio, na Assembleia do Rio.

Em seguida, deixou o gabinete de Flávio para trabalhar com Carlos, onde ficou até 2017.

Em junho de 2017, Rabello voltou a trabalhar na Câmara com então deputado Jair Bolsonaro.

Nesse último período, apesar de ter recebido R$ 92,2 mil líquidos — incluindo um auxílio-alimentação mensal de R$ 982,29 — o funcionário não emitiu crachá de entrada no órgão.

A prática é parecida a de outros assessores de Bolsonaro: cinco assessoras — algumas que trabalharam por mais de uma década junto a Jair Bolsonaro — não pediram a emissão de crachás de funcionárias nem se registraram como visitantes em nenhum momento desde 2015.

Ser funcionário de um político sem ter entrada registrada na Câmara não é ilegal, pois os assessores parlamentares podem trabalhar nos estados de origem dos parlamentares, contanto que cumpram sua carga horária.

A questão é que o controle é feito pelos próprios deputados e a série de casos semelhantes na família Bolsonaro levanta suspeitas.

A Pública procurou a Câmara dos Deputados, que informou que para acessar as  dependências é obrigatório portar crachá funcional.

No caso de deputados ou ex-deputados, é possível utilizar “botom parlamentar”. Crachás de visitantes são expedidos apenas após apresentação de documento de identidade e realização de registro de entrada nas portarias.

Os crachás funcionais devem ser renovados a cada nova legislatura e a Câmara afirma não guardar registros sobre mandatos passados.

O sigilo bancário de Rabello foi quebrado no dia 24, por autorização do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

O pedido veio do Ministério Público, que investiga as movimentações financeiras de Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz.

Segundo reportagem do Poder 360, a autorização de quebra de sigilo bancário vai de janeiro de 2007 a dezembro 2018, com quebra do sigilo fiscal de 2008 a 2018.

Atualmente, Rabello é auxiliar de Carlos Bolsonaro na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro.

O salário líquido para esse cargo é de R$ 6,6 mil. Procurado pela reportagem, Rabello não foi encontrado.

Wal do Açaí também não tinha crachá

Outra funcionária que não teve crachá emitido pela Câmara dos Deputados foi Walderice Santos da Conceição, conhecida como “Wal do Açaí”.

Funcionária de Jair Bolsonaro desde 2003, ela foi secretária parlamentar nível 4 de 30 de dezembro de 2015 a agosto de 2018, com um salário de R$ 1,3 mil líquidos mais auxílio-alimentação de R$ 982,29.

Nesse período, contudo, ela não emitiu registro de entrada na Câmara, segundo informação obtida pela Pública via Lei de Acesso.

Em 2018, a Folha de S. Paulo havia revelado que Wal trabalhava todos os dias em seu próprio negócio, o Wal Açaí, a 50 km de Angra dos Reis.

Na mesma rua do seu negócio também fica uma casa de veraneio do presidente.

Apesar da repercussão, sete meses depois, em agosto de 2018, a equipe da Folha encontrou Wal ainda trabalhando em seu comércio.

Em conversa com os repórteres, ela disse que o “sr. Jair” era um amigo e que se ele escolheu pagá-la com dinheiro público, cabia apenas a ele responder. Após a visita da equipe, Wal anunciou que iria pedir demissão e assim o fez.

Na época, Jair Bolsonaro disse que o único crime dela foi “dar água para os cachorros”. Ela foi exonerada ainda em agosto.

Quanto às funções que Wal desempenhava, Bolsonaro se contradisse nas duas ocasiões. Em janeiro, afirmou que Wal não cumpria funções além das políticas e que a funcionária estava de férias na época da reportagem.

Já em agosto, o então deputado federal afirmou que Wal cuidava dos cachorros que ele possuía na casa de veraneio.

Em setembro, a Procuradoria da República do Distrito Federal abriu procedimento para investigar o caso, sob suspeita de improbidade administrativa. O caso corre em sigilo.

Mais quatro assessores de Bolsonaro receberam sem pisar na Câmara

Além de Rabello e Walderice, outros quatro assessores não tiveram registro de emissão de crachá na Câmara e dois deles continuam trabalhando para a família Bolsonaro.

Levy Alves dos Santos Barbosa, assessor nível 21 de Jair de outubro de 2017 a janeiro de 2018, recebia R$ 8 mil líquidos, mais auxílios que chegaram a R$ 1,5 mil em um mês.

Sem registro de entrada durante todo esse período, hoje ele trabalha com Carlos Bolsonaro na Alerj como assessor especial — segundo o site da Câmara do Rio de Janeiro, um assessor especial tem um salário líquido de R$ 12,3 mil.

Já Alessandra Ramos Cunha teve seu primeiro posto como assessora de Jair em 2014. No último mandato, ela recebeu salários de diversos níveis de assessores — um deles chegando a mais de R$ 10,8 mil mensais líquidos, mais auxílio de R$ 982,29.

Assim como Levy, Alessandra trabalha atualmente com Carlos como oficial de gabinete, recebendo R$ 7,3 mil líquidos.

De acordo com reportagem do Metrópoles, ela doou R$ 1,5 mil para a campanha de Carlos a vereador em 2016.

Outras duas assessoras de Jair também não emitiram crachá durante o último mandato como deputado. Helen Cristina Gomes Vieira, que já havia trabalhado com Jair entre 2013 e 2014, foi secretária parlamentar nível 12 entre março e dezembro de 2017.

Seu salário líquido era mais de R$ 2,2 mil, além de um auxílio que chegou a R$ 1,8 mil. Helen é uma das assessoras de Jair que fez doações à campanha do próprio chefe, como a Pública revelou.

Completa a lista Bianca de Almeida Santos, secretária parlamentar entre dezembro de 2017 e dezembro de 2018.

Ela recebia como nível 4, com um salário líquido de mais de R$ 2,4 mil mais auxílios de R$ 1,6 por mês.

A Pública questionou o gabinete da Presidência da República sobre a falta de registros dos assessores e quais atividades eles teriam realizado, mas não tivemos retorno até a publicação.

A reportagem procurou todos os assessores citados, mas não obteve resposta.

PS do Viomundo: A investigação de Flávio Bolsonaro é a investigação de Jair Bolsonaro. Por isso o desespero do presidente da República.

Publicação de: Viomundo

Bolsonaro volta a criticar manifestações: “Movimento do pessoalzinho que eu cortei a verba”

Por Esmael Morais

Publicado em 19/05/2019

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a criticar os protestos contra os cortes na educação realizados na última quarta-feira (15). Desta vez, o presidente se referiu às manifestações como “movimento do pessoalzinho que eu cortei a verba” e reafirmou que os estudantes são “idiotas úteis”.

A fala de Bolsonaro aconteceu ontem à noite (18) em frente à residência oficial da presidência da República. Na ocasião, ele saiu para conversar com alunos de um colégio particular de São Paulo.

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“E esse movimento do pessoalzinho aí que eu cortei verba, o que vocês acharam?”, perguntou o presidente aos estudantes.

“É uma minoria que manda na escola. Pessoal faz aí porque alguns (professores) (estavam) oferecendo pontos, facilidades. E o pessoal (estudantes) nem sabe o que foi fazer nas ruas. São idiotas úteis. É verdade”, disse o presidente.

Bolsonaro já havia chamado de “idiotas úteis” e “massa de manobra” os estudantes que tomaram as ruas das principais cidades do país contra os cortes dos recursos na educação promovidos pelo seu governo.

Publicação de: Blog do Esmael

Líder do governo pode apoiar PEC da Previdência do centrão

Por Esmael Morais

Publicado em 19/05/2019

O líder do governo Bolsonaro na Câmara, major Vitor Hugo (PSL), disse que pode apoiar um substitutivo da PEC da Previdência que deve ser elaborado pelos deputados do centrão.

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“Se nós, parlamentares, conseguirmos construir um texto alternativo que garanta à população uma Previdência mais sustentável, que organize o orçamento da seguridade social, que abrange saúde, Previdência e assistência social, que proteja as fontes de custeio, que projeta os regimes dos servidores, que coloque os políticos no mesmo barco que a maioria da população brasileira, se os parlamentares apresentarem algo nos moldes do que o governo fez, que abranja todas essas questões e de uma maneira melhor que o governo fez, a gente vai encampar e vai remar junto para poder aprovar”, afirmou o deputado.

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A afirmação mostra o isolamento do governo Bolsonaro e a dificuldade dos deputados, mesmo os da base, em apoiar a reforma de Paulo Guedes.

Com informações do G1.

Publicação de: Blog do Esmael

Deputado bolsonarista tumultua CPI das Universidades; irrita até colegas conservadores

Deputado bolsonarista transforma CPI das Universidades em circo de horrores

Fã do astrólogo Olavo de Carvalho, Douglas Garcia consegue irritar até deputados do campo conservador

por Lúcia Rodrigues, especial para o Viomundo

O deputado estadual paulista Douglas Garcia (PSL)  não cansa de causar constrangimentos.

Ele debutou na cena política no carnaval de 2018,, quando liderou um movimento de extrema-direita intitulado Porão do Dops, que queria fazer crer tratar-se de um bloco carnavalesco

Um episódio dantesco, do qual saiu derrotado pelo promotor Eduardo Valério, que conseguiu barrar na justiça o desfile do grupo, que entre outros absurdos defendia a tortura e a volta da ditadura militar.

Agora  usa o cargo público para tumultuar os trabalhos da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e atormentar os parlamentares.

Em apenas dois meses de mandato, ele já conseguiu, por suas provocações, três processos no Conselho de Ética da Casa, que podem levar à sua cassação.

Na fotomontagem acima, Douglas aparece na primeira foto. Ele está na ponta da mesa, de terno azul.

Na última quarta-feira, 15, ele voltou à carga durante a reunião da CPI das Universidades.

Levou para o auditório, onde os deputados debatiam, uma claque do Direita São Paulo, grupo que dirige, para gritar o nome de seu guru, Olavo de Carvalho.

Ele conseguiu criar mais confusão que a própria claque.

Chegou a ser desautorizado pela própria colega de partido, Valéria Bolsonaro, que está ao lado de blusa cinza, ao pedir vistas em um requerimento, mesmo sendo suplente da parlamentar na CPI.

“Eu sou a titular”, reagiu Valéria, para na sequência pedir vistas sobre o mesmo item destacado por Douglas.

A insistência em querer atribuir poderes à CPI sobre investigações  fora do escopo da Comissão rendeu-lhe  um puxão de orelhas da professora Bebel (PT): “Isso só demostra que o senhor não está preparado (para ocupar uma cadeira no Parlamento)”.

Mas coube ao veterano conservador Barros Munhoz (cabelos brancos, ao lado de Valéria; ex-PSDB, atualmente no PSB) capitanear os torpedos mais pesados contra o bolsonarista.

Profundamente irritado com os chavões ideológicos repetidos insistentemente, Munhoz, com vários mandatos no currículo e que já presidiu a Casa em duas legislaturas, foi contundente:

“O senhor fala coisas, que juridicamente são absurdas. Não estamos numa terra sem lei. O que o senhor propõe, não cabe nem ao Congresso Nacional discutir. A autonomia universitária é consagrada no Brasil e em vários países do mundo”.

Douglas queria que os reitores das três universidades públicas paulistas fossem investigados pela CPI, porque segundo ele, estão por trás do movimento contra os cortes de verbas na educação imposto por Bolsonaro.

Para ele, os reitores incitam os estudantes a irem para a rua se manifestar contra o governo.

Munhoz retrucou, afirmando que quem toca fogo no país é o movimento de extrema-direita comandado a partir do exterior, numa clara alusão ao astrólogo Olavo de Carvalho, que vive na Virgínia, nos Estados Unidos:

 “Querem incendiar o Brasil. Estamos regredindo à Idade da Pedra. Os templários querem dominar o Brasil a partir da Virgínia”.

A claque bolsonarista reagiu, gritando: “Olavo, Olavo, Olavo”.

Ao que Munhoz rebateu: “Pra mim, Olavo era o beque do Corinthians (que jogou no time na década de 50)”, silenciando a torcida extremista.

O desconhecimento de Douglas Garcia sobre o papel da Assembleia Legislativa também irritou os parlamentares.

Novamente coube a Barros Munhoz escancarar a ignorância do bolsonarista para a plateia, composta por professores e estudantes.

Munhoz não se conteve quando o deputado da extrema-direita propôs solicitar documentos ao Ministério Público, sem saber que esses papéis são justamente encaminhados ao Órgão pela Casa Legislativa.

“Isso é ridiculo”, enfatizou, levando o parlamentar extremista a amuar e fincar o queixo sobre as mãos em cima da mesa.

Quando a vergonha pela descompostura passou, ele voltou a tumultuar.

Os parlamentares aprovaram um texto que dizia que  assuntos fora do escopo da CPI não seriam discutidos pela Comissão, numa clara tentativa de conter o tumulto provocado por ele.

“O deputado Douglas é um deputado de uma nota só. A toda hora quer fazer a discussão se os reitores incitam (os estudantes)”, criticou Paulo Fiorilo (PT).

De concreto pouco se discutiu na reunião.

O deputado Jorge Caruso (MDB) chegou, inclusive, a levantar uma questão de fundo, ao questionar a validade da CPI por não ter se baseado em nenhum fato determinado: “Esta CPI foi aberta em suposições. Quero saber o que tem de concreto para ter sido aberta”.

Essa também é a indagação da presidente da UEE-SP (União Estadual dos Estudantes de São Paulo), Nayara Souza.

Ela considera que não há motivo para a instalação de uma CPI para investigar as três universidades públicas paulistas, que são referências no país e internacionalmente em excelência nas áreas de ensino, pesquisa e extensão.

“A CPI tem o propósito de perseguir a Universidade e sua autonomia”, critica a dirigente estudantil, que quase foi posta para fora da sessão por se manifestar em defesa da Educação.

A ordem para a expulsão partiu do presidente da CPI, Wellington Moura (PRB). Ele aparece no meio da mesa central dos trabalhos.

Wellington Moura afirmou ainda que, a partir daquele momento, os estudantes precisariam apresentar identificação comprovando a sua condição de discentes, para que pudessem entrar e acompanhar as reuniões da Comissão nas galerias.

Nenhuma das ameaças foi levada a sério por ninguém no auditório.

Os próprios policiais no local aguardaram a intervenção do deputado Barros Munhoz, que apelou ao bom senso e solicitou que Moura recuasse na decisão de expulsar Nayara do recinto.

A dirigente da UEE continuou na sessão e tem uma explicação para a perseguição contra ela, já que outras pessoas também se manifestaram:

“Fiz parte da ocupação da Assembleia Legislativa há três anos, para pressionar pela aprovação da CPI da Merenda. Ele me reconheceu”.

“Eles [os parlamentares] se recusavam a investigar o escândalo  do roubo da merenda, mas agora querem investigar as universidades, que têm autonomia”, ressalta o contrassenso.

“Essa CPI foi articulada pelo governo Dória para armar um circo para o time de Bolsonaro”, ressalta o professor João Chaves, que preside a Adunesp (Associação dos Docentes da Universidade Estadual Paulista).

“É uma tentativa de destruição do pensamento crítico, para estabelecer o controle ideológico. Ambos elegeram a educação como inimiga”, enfatiza o docente.

João Chaves destaca que o verdadeiro problema que atinge as universidades — a queda no repasse de recursos para as instituições — é ignorado pela CPI.

Publicação de: Viomundo

“O Brasil já está mudando”, diz Zé Dirceu em mensagem

Por Esmael Morais

Publicado em 18/05/2019


O ex-ministro José Dirceu gravou uma mensagem na sexta-feira (17) por conta da sua volta à prisão, espaço considerado por ele como mais uma trincheira de luta. A volta ao presídio foi determinada pelo juiz 13º Vara Federal de Curitiba, Luiz Antônio Bonat, no processo que o condenou por suposto “recebimento de propina de contratos superfaturados” da Petrobras.

Numa voz que transmite tranquilidade, o ex-ministro disse que há uma série de recursos a curto prazo e decisões a serem tomadas no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF) e Superior Tribunal de Justiça (STJ) que podem lhe devolver a liberdade.

“Vamos ver se conseguimos Justiça a curto prazo, mas eu me preparei para isso. Vou retomar o segundo volume (livro) e lá e vou ler mais, manter a saúde, manter o contato, viu”, disse Dirceu.

Ele recomendou aos amigos que fiquem na trincheira. “Vamos à luta. O Brasil já está mudando, o vulcão já está em erupção”, disse.

Confira o texto áudio na íntegra:

“Meus amigos, boa noite. Estamos aqui nos preparando para mais essa trincheira de luta. Vamos ver assim. Tem uma série de recursos jurídicos aí a curto prazo, tem uma série de decisões para serem tomadas lá no Supremo, no STJ. Vamos ver se nós conseguimos justiça a curto prazo, viu?

Mas eu me preparei pra isso, vou retomar o segundo volume lá, vou ler mais, manter a saúde, manter o contato, viu?

Fiquem ai na trincheira de vocês que é a nossa. Vamos à luta. O Brasil já está mudando, o vulcão já está em erupção. Como eu disse no Tuca, um vulcão embaixo de um país de jovens e mulheres vai, como está acontecendo, entrar em erupção. Beijos a todos e todas.”

*Com informações da RBA

Publicação de: Blog do Esmael

De olho no apoio do PT para Ciro, Lupi visitará Lula em Curitiba

Por Esmael Morais

Publicado em 18/05/2019

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, de olho em 2022, visitará o ex-presidente Lula na próxima quinta-feira (23) na Polícia Federal de Curitiba.

Lupi quer reaproximar o ex-presidenciável Ciro Gomes do PT, pois, com o fracasso do governo Jair Bolsonaro (PSL), uma chapa com os petistas voltaria a ser crível.

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Caminhoneiros organizam protesto neste domingo em Brasília

Neste sábado (18), os pedetistas se animaram com a fórmula de Cristina Kirchner, líder das pesquisas na Argentina, que anunciou ser candidata a vice-presidente. Pela lógica, de ciristas o PT também poderia fazer esse gesto pelo País.

Ciro e Lupi participaram hoje no Rio de um debate sobre a reforma da previdência. Assista:

Publicação de: Blog do Esmael

Caminhoneiros organizam protesto neste domingo em Brasília

Por Esmael Morais

Publicado em 18/05/2019


Os caminhoneiros organizam um novo protesto contra o governo Bolsonaro neste domingo (19) em Brasília. A categoria está insatisfeita com a alta no preço do diesel anunciada pela Petrobras em 3 de maio. Na data, a estatal comunicou o reajuste de 2,5% no preço médio do combustível.

O objetivo dos caminhoneiros é realizar o ato em frente ao estádio nacional Mané Garrincha. Marconi França, caminhoneiro de Recife e um dos líderes da categoria, afirma que a ideia é que os profissionais fiquem na capital federal até o dia 23, quando haverá a última audiência pública sobre a tabela do frete que está sendo feita pela Esalq-Log, da USP.

“Embora já tivéssemos concordado com a data de 20 de julho, eu estou vendo que esse governo promete demais e pouco faz”, declarou Marconi à Folha. Na ocasião, a tabela de frete deve ser reajustada. O prazo citado também refere-se à implementação de medidas para aumentar a fiscalização sobre a prática da tabela.

“Se não for resolvido nada, já saímos de lá com data para uma nova paralisação geral das estradas”, disse Marconi.

Em 16 de abril, o governo prometeu uma série de medidas para agradar os caminhoneiros e evitar uma greve da categoria, como a criação de uma linha de crédito do BNDES, tabela do frete, medidas para garantir o cumprimento do preço mínimo ao transporte rodoviário; investimento em estradas – R$ 2 bilhões serão destinados à conclusão de obras e manutenção das rodovias. Entre os pontos considerados estratégicos por caminhoneiros estão a BR-381 (MG), BR-116 (RS), BR-163 (PA) e a Ponte do Guaíba (RS); entre outras medidas.

*Com informações da Folha de São Paulo

Publicação de: Blog do Esmael

Pedro Ottoni: Bolsonaro não decora nem slogan. Brasil perdido antes de tudo, talquêi?!; veja vídeo

por Conceição Lemes

O vídeo acima é genial.

À tarde, a jornalista Hildegard Angel postou essa preciosidade no nosso grupo de blogueiros no whatsapp: “Show!”

Repassei a Beto Mafra, que adorou também: “O cara é demais!”

Hildegard recebeu-o sem qualquer identificação.

Passamos à busca.

Beto localizou o autor. Tem um canal no You Tube ATORmentado.

Mas o vídeo ainda não estava postado.

Encontramos o autor e o vídeo em sua página no Facebook.

É Pedro Ottoni, estudou no glorioso Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro.

“Se fere minha existência, serei resistência”, diz ele.

Assistam.

Salve, Pedro Ottoni! Você é simplesmente brilhante!

Pedro Ottoni, ATORmentado. Foto: Edgar Pujol

Publicação de: Viomundo

Ameaça de Bolsonaro é blefe, segundo militares

O jornal O Estado de São Paulo, o mais conservador do país, publicou, neste sábado, 18 de maio, editorial em que acusa Bolsonaro de, vendo sua popularidade virar pó e temendo um impeachment, pretender dar um golpe de Estado para se manter no poder. Militares já mandam avisar que não mexerão um dedo se pedirem o impeachment de Bolsonaro.

O governo Bolsonaro tem mais militares do que jamais teve a ditadura militar de 1964. São mais de cem, até agora.

Ninguém nunca teve dúvida de que Bolsonaro encheu seu governo de militares por saber que seu governo logo se tornaria impopular e, assim, explodiriam pressões para que deixasse o cargo – provavelmente, via impeachment.

Nesse momento, Bolsonaro ameaçaria Legislativo e, se sua ameaça não funcionasse, o golpe ocorreria. Os militares fechariam o Congresso e ele governaria monocraticamente. Tornar-se-ia um ditador militar.

Bolsonaro, porém, está sendo derrotado por seu maior inimigo: a própria burrice. Ao longo de poucos meses comprou tanta briga que só o bando de tarados que o segue nas redes sociais continua ao seu lado.

Um a um, seus apoiadores mais vistosos estão abandonando o Titanic. Agora, foi a vez de Lobão.

É nesse contexto que o jornal O Estado de São Paulo divulgou, neste sábado, um editorial impressionante sob um título que não deixa muita dúvida.

O texto cita o fato de que Bolsonaro repassou na internet um texto com ameaça de “ruptura institucional” se continuarem questionando seus desatinos e querendo investigar suspeitas de corrupção contra si. O jornal considera isso uma ameaça. Diz o editorial:

Isso é claramente uma ameaça à Nação. Conforme se considere o estado psicológico de Bolsonaro e de seus filhos, a ameaça pode ser o tsunami de uma renúncia ou o tsunami de um golpe de Estado em preparação

Que Bolsonaro quis criar meios de dar um golpe enchendo seu governo de militares, disso não há dúvida. Porém, ao mesmo tempo em que tomou essa “precaução”, tratou de criar conflitos TAMBÉM com os milicos a tal ponto que, hoje, eles estão rezando para vê-lo pelas costas

Todos sabem o quanto os militares estão irritados com Bolsonaro, inclusive gente que apoia ele como o site picareta O Antagonista, que vinha atuando para o governo e parece, como tantos outros, estar preparando para desembarcar desse Titanic.

Bolsonaro prefere ouvir o pateta Olavo de Carvalho e ficar comprando briga com todos, inimigos, aliados e indiferentes. Ele só se dá com o astrólogo picareta e com os filhos desajustados. Por conta disso, o risco de ele conseguir apoio dos militares para um golpe de Estado é próximo de zero. Ninguém acredita que eles querem pegar esse abacaxi.

Confira a reportagem em vídeo

O post Ameaça de Bolsonaro é blefe, segundo militares apareceu primeiro em Blog da Cidadania.

Publicação de: Blog da Cidadania

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