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Ex-motorista de Flávio Bolsonaro recebia depósitos e fazia saques constantes em valores parecidos

As movimentações financeiras do ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o policial militar Fabrício Queiroz, estão levantando suspeitas pela regularidade e por terem muitas vezes ocorrido logo após a depósitos de valores quase iguais.

É o que aponta um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). Queiroz teria movimentado R$ 1,2 milhão no ano de 2016.

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Segundo matéria da Folha de S. Paulo, nos dias 16 e 17 de fevereiro, por exemplo, Queiroz fez três saques de R$ 5.000 cada um, totalizando R$ 15 mil.

A movimentação foi acompanhada de cinco depósitos em espécie feitos nos dias 15 e 17 de fevereiro, totalizando R$ 15,3 mil.

O mesmo ocorreu em junho de 2016, quando nos dias 14 e 15 ele fez dois saques de R$ 5.000, tendo recebido no mesmo período em depósito de dinheiro vivo R$ 13,2 mil.

Ou seja, a conta de Queiros seria um ponto de “passagem” do dinheiro, que vinha em espécie e na maior parte das vezes também saía em dinheiro vivo.

Não há ainda explicações plausíveis para as transações.

Flávio Bolsonaro é deputado estadual e se elegeu senador pelo Rio de Janeiro.

Publicação de: Blog do Esmael

O Globo localiza casa de motorista de Flávio Bolsonaro: não parece ser de quem movimenta R$ 1,2 milhão em um ano

Da Redação

Os repórteres Juliana Castro e Igor Mello, de O Globo, localizaram a casa onde vive o ex-motorista do então deputado e agora senador eleito Flávio Bolsonaro.

Fica Taquara, na zona Oeste do Rio de Janeiro, e parece bem simples.

O Conselho de Controle das Atividades Financeiras, COAF, ao investigar assessores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para a Operação Furna da Onça, disse em relatório (ver abaixo) que Fabrício Queiroz apresentou movimentações “atípicas” em sua conta bancária.

“Na viela onde Queiroz mora com a mulher, Márcia Aguiar, os imóveis são colados uns aos outros. No beco há varais improvisados do lado de fora das casas, fios emaranhados e canos aparentes. Na casa de Queiroz, um adesivo rasgado com as fotos do presidente eleito Jair Bolsonaro e de seu filho Carlos, vereador no Rio, está colado na fachada. No segundo andar, que tem a laje sem revestimento, tapetes secavam no parapeito ainda sem janela. No portão que dá acesso ao conjunto de aproximadamente 70 casas, distribuídas em uma rua mais larga e vielas, há um aviso de que a área é monitorada 24 horas”, escreveram os repórteres.

Segundo o relatório do COAF, Queiroz recebeu depósitos de outros oito funcionários e ex-funcionários de Flávio Bolsonaro.

A mulher e duas filhas dele trabalharam para a família Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio e no Congresso Nacional.

Queiroz e a filha Nathalia Melo de Queiroz, que trabalhava com Jair Bolsonaro em Brasília, deixaram seus cargos no mesmo dia, depois que foi deflagrada a Operação Furna da Onça.

Chamou a atenção do COAF uma sequencia de saques em dinheiro feitas por Queiroz entre 23 de janeiro e 15 de março de 2017: R$ 49 mil, em 9 saques de R$ 5 mil e um de R$ 4 mil.

Foram dois saques por dia, o que indica que Queiroz poderia ter tido a intenção de fracionar as retiradas, com o objetivo de não chamar a atenção das autoridades.

O Ministério Público não informou a O Globo se Queiroz está sob investigação, mas funcionários de Flávio Bolsonaro estão juntando documentos para esclarecer o caso, segundo o chefe de gabinete informou ao diário conservador carioca.

Apoiadores de Bolsonaro dizem que Queiroz terá de explicar a origem de R$ 600 mil, já que o R$ 1,2 milhão citado no relatório refere-se a débitos e créditos na conta.

Como servidor da Alerj, Queiroz ganhava R$ 23 mil mensais.

No relatório do COAF, um dos fatos mais notáveis é que Nathalia, a irmã Evelyn e a mãe Márcia, esposa do motorista, enquanto funcionárias da família Bolsonaro, transferiram mais de R$ 95 mil reais para a conta do pai — o que não faz sentido, a não ser que ele funcionasse como um caixa da família Bolsonaro.

Fabrício Queiroz, o motorista, depositou R$ 40 mil na conta da futura primeira dama, Michelle Bolsonaro. O presidente eleito diz que foi pagamento de um empréstimo e que recebeu o dinheiro na conta da esposa por não ter tempo de ir ao banco.

Publicação de: Viomundo

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro vive em casa simples, então siga o dinheiro…

Segundo reportagem d’O Globo, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro, que movimentou atipicamente R$ 1,2 milhão, mora em uma casa muito simples e não ostenta sinais de riqueza — apesar da conta bancária rechonchuda.

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Se Fabrício José Carlos de Queiroz mora em uma casa simples e sem pintura externa, em um beco no bairro da Taquara, na Zona Oeste do Rio, ora, os membros do Ministério Público que investigam o suposto “cachorro” de R$ 1,2 milhão, de acordo o Coaf, deveriam seguir o dinheiro.

O MP do Rio já tem sinais de que o motorista agiu como laranja na suposta gafanhotagem.

Publicação de: Blog do Esmael

Armazém do Campo completa primeiro aniversário em Belo Horizonte (MG)


Saúde

Além de alimentos orgânicos e agroecológicos, espaço oferece atividades culturais e aulas gratuitas

Amélia Gomes |
Os produtos comercializados vêm de diferentes regiões do país, de diversos acampamentos e assentamentos do MST Foto: Agatha Azevedo

Leguminosas e frutas fresquinhas, chás, castanhas e farinha. Esses são alguns dos alimentos que você encontra no Armazém do Campo. Há um ano o local oferece produtos orgânicos e agroecológicos bem no centro de Belo Horizonte. O Armazém é organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e tudo que é vendido no local foi produzido sem o uso de agrotóxicos, respeitando a natureza e os trabalhadores rurais.

A auxiliar de serviços Maria do Rosário é cliente do Armazém do Campo desde a inauguração. Antes de abrir a loja ela não conseguia comprar alimentos orgânicos ou agroecológicos porque sempre estavam com preços altos. “Eu gosto de comprar tudo aqui porque sempre tem muita variedade e é tudo com preço acessível. Eu confio muito nos produtos porque eu sempre vejo muita diferença no sabor”, afirma.

Os produtos comercializados no Armazém vêm de diferentes regiões do país, de diversos acampamentos e assentamentos do MST. O arroz, por exemplo, que é internacionalmente reconhecido por sua qualidade, vem de uma cooperativa de produtores do Rio Grande do Sul. Gildo Rodrigues, gestor do Armazém do Campo, estima que somente neste um ano mais de 5 mil pacotes do arroz foram vendidos. “Antes de ter a loja o pessoal via o MST como uma organização criminosa, de pessoas que não trabalham e o Armazém vem para provar o contrário”, declara.

O recurso que vem da loja é reinvestido nas próprias famílias produtoras, para que elas expandam e melhorem sua produção, parte também vai para ampliação da rede de fornecimento pelo país, como explica Gildo Rodrigues: “O Armazém do Campo fecha a cadeia do sistema produtivo, porque ele organiza e escoa a produção e o dinheiro arrecadado vai para as famílias produtoras. Isso faz parte da proposta do Armazém, porque ele é de todos aqueles que compartilham desse mesmo projeto, que é produzir alimentação saudável”.

Cultura

Além da alimentação saudável, outro ponto forte do Armazém do Campo é a cultura. Todas as sextas-feiras o local abre as portas para shows, saraus e outros eventos. A chamada “Sexta Cultural” do Armazém, já ganhou seu espaço na agenda dos boêmios de Belo Horizonte. No espaço já se apresentaram cantores como Pereira da Viola, Titane, Aline Calixto, a Banda Djambê entre outros artistas. Além dos shows, todas as segundas-feiras, às 18 horas, o local recebe uma roda de capoeira; já nas quintas, às 19h, acontecem aulas de forró. Ambas as atividades são gratuitas.

O local também é aberto para realização de eventos como confraternizações, comemoração de aniversário, lançamento de livros, recitais, ensaios de blocos de carnaval, etc.

Pelo Brasil

O Armazém do Campo existe também nas cidades de Porto Alegre, São Paulo e foi recém inaugurado no Rio de Janeiro. A expectativa do MST é de que no próximo período também sejam abertas lojas em Teixeira de Freitas (BA) e no Recife (PE).

Festival da reforma agrária

Seguindo a lista de comemorações, neste ano o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra completou 30 anos de existência em terras mineiras e para comemorar vai realizar entre os dias 14 e 16 de dezembro o II Festival Estadual da Reforma Agrária. Na programação shows, festival de culinária típica, serviços de saúde e também a venda de produtos orgânicos e agroecológicos de todas as regiões do estado.

Serviço

Armazém do Campo

Endereço: av. Augusto de Lima, n°2136 (esquina com Contorno) – Barro Preto
Horário de Funcionamento: segunda à quinta de 8h às 19h, sexta de 8h às 23h e sábado, das 9h às 15h
Telefone: 2528-1660
Facebook: @amazemdocampobh

II Festival Estadual de Arte e Cultura da Reforma Agrária
Data: 14 a 16/12
Hora: de 8h às 22h
Local: Parque Municipal Américo Renné Giannetti
Entrada Gratuita

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

Campanha denuncia empresas que produzem café com trabalho escravo


Cidadania

"No meu bule não!": iniciativa também divulga ameaças de empresários contra famílias trabalhadoras rurais

Amélia Gomes |
Projeto surgiu com o intuito de denunciar a situação do Quilombo Campo Grande, no sul de Minas Gerais Foto: Divulgação

Não tem nada melhor do que aquele cafezinho, não é mesmo? Mas você sabe de onde vem e quem produz o café que você toma todos os dias? Para fazer refletir sobre isso, o designer Gladson Targa criou a campanha “No meu bule não!”.  A corrente surgiu com o intuito de denunciar a situação do Quilombo Campo Grande, no sul de Minas Gerais, que desde novembro enfrentava uma ameaça de despejo.

A região, que antes era ocupada por uma Usina de Cana de Açúcar, hoje abriga 450 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Há 20 anos os trabalhadores ocuparam as terras e desde então produzem o café orgânico e agroecológico Guaií. Para se ter uma dimensão do trabalho dessas famílias, somente no último ano foram produzidas quase 10 mil sacas de café.

O terreno onde moram as famílias produtoras está sob posse da massa falida dos donos da Companhia Agropecuária Irmãos Azevedo (Capia), que encerrou suas atividades em 1996. A empresa deve mais de R$ 300 milhões em dívidas trabalhistas. Apesar de não ter quitado as dívidas, recentemente a empresa apresentou um plano de recuperação jurídica.

Segundo Gladson, nesse projeto está um arrendamento de terra que seria feito por João Faria da Silva, empresário que detém mais de 18 milhões de pés de café no Brasil. “Eu comecei a pesquisar as relações do João Faria da Silva com as empresas de café. Vi em entrevistas que ele deu, que empresas como Nespresso, Nescafé, Caboclo, Pilão entre outras, são as maiores compradoras de café do João Faria.  A partir daí eu fiz a associação desse interesse que há por trás do despejo”, conta. Na campanha, o designer convoca as pessoas a boicotarem essas empresas.

Depois de muita luta e mobilizações contra o despejo das 450 famílias, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais publicou, no último dia 30, um decreto determinando a suspensão da reintegração de posse.

A campanha “No meu bule não!” segue em alerta sob a garantia de permanência das famílias do Quilombo Campo Grande. A intenção é que a corrente se amplie e que as pessoas sigam refletindo sobre o que consomem “É fundamental que as pessoas saibam e tenham consciência sobre o que consomem. O mais importante nessa história toda é a vida das pessoas lá do Quilombo Campo Grande, o importante é essa luta”.

Onde encontro café bom?

Se você quer garantir que o café que você consome tenha sido produzido por famílias trabalhadoras rurais é muito simples! O café Guaií, de uma cooperativa do MST, pode ser encontrado no Armazém do Campo, que é o local de venda dos alimentos produzidos pelos trabalhadores sem-terra. A loja fica na Avenida Augusto de Lima, 2136 no Barro Preto, em BH. O produto também vai estar à venda no Festival da Reforma Agrária, que acontece na capital mineira entre os dias 14 e 16 de dezembro. Além dos alimentos agroecológicos, quem visitar o Festival também vai conferir atrações artísticas. O evento vai acontecer no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, a entrada é gratuita.   

Conheça a campanha.

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

Moro ‘estava certo’ ao desrespeitar TRF4, decide CNJ

Para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não há anormalidade se o rabo abanar o cachorro, pois o órgão chancelou hoje (10) a conduta do ex-juiz Sérgio Moro que desrespeitou decisão do TRF4, em julho, de libertar o ex-presidente Lula.

A decisão do TRF4 abre precedente para que outros juízes de piso passem por cima de instâncias superiores, ou melhor, torçam o nariz para determinações que contrariem suas convicções jurídicas, políticas, religiosas e ideológicas.

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Juíza nega visita da Comissão de Direitos Humanos do Senado a Lula

O CNJ arquivou nesta segunda-feira um pedido de providências aberto contra os desembargadores Rogério Favreto, João Pedro Gebran Neto e o então juiz federal Sérgio Moro sobre o caso das decisões conflitantes envolvendo a libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A decisão foi proferida pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins. O magistrado entendeu que nenhum dos juízes envolvidos praticou algum desvio de conduta. No entendimento do corregedor, todos os envolvidos tomaram suas decisões com base no livre convencimento e amparados pela imunidade funcional destinada aos juízes para fundamentarem livremente os despachos que proferirem.

No dia 8 de julho, o desembargador Rogerio Favreto atendeu a um pedido de liberdade feito por deputados do PT em favor de Lula.

Em seguida, Sergio Moro e o desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região Gebran Neto, ambos relatores dos processos da Operação Lava Jato, derrubaram a decisão de Favreto por entenderam que o magistrado não tinha competência para decidir a questão. No mesmo dia, o entendimento foi confirmado pelo presidente do TRF4, Thompson Flores.

Com informações da Agência Brasil

Publicação de: Blog do Esmael

Vídeo mostra participação da PM no incêndio em favela de Curitiba

Um vídeo em poder do Ministério Público do Paraná e obtido pela Folha mostra dois homens, que vestem coletes balísticos da Polícia Militar, atirando contra casas e ordenando a moradores de uma área de invasão em Curitiba que se recolhessem.

Os dois homens, que usam roupas comuns e um carro descaracterizado, gritam “vai pra dentro, caralho” e “vagabundo”, e atiram pelo menos dez vezes na rua, a esmo e contra casas.

Cerca de 400 famílias moram na invasão, conhecida como Ocupação 29 de Março, que existe há cerca de quatro anos. Dezenas de crianças e uma grande comunidade de imigrantes haitianos vivem no local.

A ação foi realizada horas antes do incêndio que destruiu cerca de 300 casas, na madrugada de sábado (8).

Moradores ouvidos acusam policiais de terem participação no incêndio. A PM nega e suspeita de ação do crime organizado, em represália a operações que combateram quadrilhas de tráfico de drogas na região.

Os vídeos foram divulgados primeiramente pela RIC TV, afiliada da Record, e obtidos pela Folha. O Ministério Público investiga a atuação dos policiais no local, bem como a corregedoria da PM.

Segundo os moradores, a polícia agiu de forma truculenta durante toda a sexta (7), enquanto fazia uma ação para identificar os assassinos de um PM morto a tiros de metralhadora, numa aparente emboscada, na madrugada daquela sexta.

De acordo com a PM, o soldado Erick Norio havia ido atender uma ocorrência de perturbação de sossego quando foi atingido. Casas foram arrombadas a pontapés e com alicates pelos policiais, segundo os relatos dos moradores. Outras foram reviradas.

Uma moradora contou que teve o celular avariado por um policial, após filmar um deles esfregando a foto de um suspeito na cara de uma adolescente. Nenhum deles apresentou mandado, segundo os moradores. Havia PMs fardados e sem farda, além de policiais civis e viaturas.

A truculência teria começado no início da tarde, passadas as primeiras horas da operação. Por volta das 22h de sexta (7), os moradores afirmam ter sentido um forte cheiro de gasolina. Eles dizem que homens colocaram combustível numa casa próxima ao local onde o PM morreu. Em seguida, foram ouvidos tiros. Foi quando o fogo começou.

Segundo eles, não havia ninguém na rua, além dos policiais. O incêndio não deixou vítimas. Pelo menos duas pessoas, porém, morreram alvejadas por tiros durante o incidente. Ainda não se sabe se as mortes estão relacionadas à operação. A Polícia Civil investiga o caso.

Na região do incêndio, visitada pela reportagem no domingo (9), apenas os banheiros, feitos de alvenaria, ficaram de pé. Fogões e pias carcomidos pelo fogo se destacavam entre os destroços. Os moradores evitavam falar com a imprensa, e, se falavam, preferiam não se identificar. Alguns perderam tudo no incêndio; outros deixaram a vila.

A PM informou que está apurando os fatos revelados no vídeo e que ainda não identificou os homens que aparecem nas imagens –e se são ou não policiais militares.

“Somos os maiores interessados em investigar e apurar os fatos”, afirmou o coronel Antônio Zanatta Neto, chefe do Estado Maior da Polícia Militar do Paraná. Ele disse acreditar que são “ações de marginais ou policiais transvestidos de marginais, agindo isoladamente, com interesses escusos”.

“Em nenhum momento, compactuamos com isso, e vamos agir com todo o rigor da lei. Não admitimos qualquer desvio de conduta de integrantes da nossa corporação.”

Segundo ele, o vídeo foi a única queixa concreta recebida pela PM de abuso da força policial durante a operação na vila. Zanatta afirmou que a corregedoria e o disque-denúncia (telefone 181) estão abertos a denúncias anônimas sobre o caso.

Em entrevista coletiva no sábado, o coronel destacou a suspeita de participação do crime organizado no incêndio.

Operações feitas no último semestre debelaram duas quadrilhas de tráfico de drogas que atuavam na vila. A Polícia Civil investiga o caso.

“É uma área de invasão, em que recolhemos drogas, armamentos. Precisamos trazer à tona e esclarecer todos os fatos”, declarou, durante entrevista no sábado (8).

Da FSP

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Publicação de: Blog da Cidadania

Rosa Weber defende Direitos Humanos em diplomação e irrita aliados de Bolsonaro

Aliados do presidente eleito Jair Bolsonaro criticaram nesta segunda-feira o discurso da presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber , em defesa dos direitos humanos,durante a diplomação de Bolsonaro. Os deputados eleitosJoice Hasselmann (PSL-SP),Carla Zambelli (PSL-SP), Beatriz Kicis (PRP-DF) e Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP) utilizaram suas contas no Twitter.

Joice Hasselmann afirmou que Bolsonaro fez um discurso “simples, de união, e de agradecimentos”, ao contrário da presidente do TSE, que teria realizado “uma longa aula de direitos humanos fora de tom e de propósito”. Carla Zambelli destacou que a fala da ministra foi quatro vezes mais longa que a do presidente eleito, e reclamou de ela ter dado mais atenção aos direitos humanos do que à cerimônia, pedindo uma tréplica.

Beatriz Kicis considera que Rosa Weber submeteu Boslonaro a uma “aulinha de direitos humanos” em seu “longo discurso”. Luiz Philippe de Orleans e Bragança classificou o discurso apenas como “inadequado”.

Em sua fala, Rosa Weber lembrou que nesse dia se completam 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, e disse que refletir sobre o tema é uma necessidade de todos.

— Em um país de tantas desigualdades como o nosso, refletir sobre a Declaração de Direitos Humanos não é mero exercício teórico, mas uma necessidade a que todos se impõe, governantes e governados — declarou.

Ela também discursou contra o pensamento único, enfatizando que a democracia deve ser palco da convivência de opostos.

— A democracia é exercício constante de diálogo e de tolerância, de respeito à diferença _ declarou, completando que não se pode “abafar grupos minoritários, muito menos tolher direitos constitucionalmente conquistados”.

Também no discurso, a ministra lembrou que neste ano se comemora os 30 anos da Constituição Federal e cobrou o cumprimento da Carta na íntegra por parte do futuro presidente da República.

— Por isso, senhor presidente eleito, de inegável relevo o compromisso de que o respeito incondicional à supremacia da Constituição Federal será o norte do governo de vossa excelência — disse a ministra.

Bolsonaro e o vice-presidente eleito Hamilton Mourão receberam nesta tarde o diploma eleitoral, documento que atesta que o vencedor da eleição cumpriu todas as exigências necessárias para tomar posse, como, por exemplo, o julgamento das contas de campanha.

Do Jornal Extra

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Publicação de: Blog da Cidadania

Monteiro e Parente no banco dos réus por venda ilegal de ativos da Petrobrás a petroleira francesa com histórico de corrupção

Queridinhos do mercado são alvo da Justiça

Pedro Parente e Ivan Monteiro são convocados a depor como réus em ações que denunciam fraudes nas vendas da Termobahia, campo de Lapa, Iara e TAG

Federação Nacional dos Petroleiros (FNP)

Nesta quinta-feira (13/12), às 14 horas, o ex-presidente da Petrobrás, Pedro Parente, será ouvido como réu na 19ª Vara Cível Federal de São Paulo, em três ações populares movidas pela Dra. Raquel Sousa, advogada da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).

Por meio das ações populares, a FNP busca impedir a venda, sem licitação, da Termobahia (localizada no Município de São Francisco do Conde – BA); do campo de Lapa e da área de Iara (ambos localizados no pré-sal da Bacia de Santos); e da Transportadora Associada de Gás (TAG) – subsidiária integral da Petrobras – proprietária de gasodutos de cerca de 4,5 mil quilômetros de extensão, localizado principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.

Ivan Monteiro, atual presidente da Petrobrás, que também é réu nestas três ações, será ouvido no dia 6 de fevereiro de 2019, no Rio de Janeiro.

O TOTALGATE BRASILEIRO

Um dos objetivos da convocação de Pedro Parente e Ivan Monteiro é esclarecer a escandalosa “parceria” firmada com a empresa francesa TOTAL S.A.

Vale destacar que a TOTAL é uma empresa mundialmente consagrada por CORRUPÇÃO DE AGENTES POLÍTICOS:

– Nos Estados Unidos da América, a TOTAL assinou Acordo de Leniência, reconhecendo a prática de Suborno e Corrupção Ativa, e aceitando pagar Multa de US$ 245 Milhões, por ter pago propina a políticos iranianos para obter a concessão do campo de Sirri e South Pars, o maior campo de gás do mundo;

– Na Itália, altos executivos da TOTAL foram presos por subornar políticos italianos, para obter a concessão do campo de petróleo de Basilicata, o maior campo de petróleo terrestre da Europa;

– Na França, a TOTAL foi condenada ao pagamento de Multa de US$ 825.000 por corromper funcionários do Governo do Iraque;

Mas o histórico de corrupção da Total S.A. não impediu os Réus Pedro Parente e Ivan Monteiro de entregarem a preço de banana para essa empresa, a Termobahia – dona das Termoelétricas de Celso Furtado e Romulo Almeida – e 35% da concessão de petróleo de Lapa e 22,5% da concessão de petróleo de IARA.

A Reserva Medida do campo de LAPA monta a mais de Um Bilhão e Seiscentos Milhões de Barris de Petróleo. Já a área de concessão de IARA é a SEGUNDA MAIOR RESERVA DE PETRÓLEO DO PRÉ-SAL, conforme declarações do Ministro das Minas e Energia, à imprensa.

A área de concessão de IARA é composta pelos campos de SURURU, BERBIGÃO e ATAPU, que segundo divulgado pela PETROBRÁS possuem volumes recuperáveis estimados que superam 5 BILHÕES DE BARRIS DE ÓLEO DE EXCELENTE QUALIDADE.

O Valor do barril do petróleo hoje está cotado a quase 61 dólares, significando que apenas os percentuais que estão sendo transferidos à TOTAL remontam a quase 90 BILHÕES DE DÓLARES.

Mas todo esse patrimônio está sendo presenteado à TOTAL pelo valor irrisório de US$ 2,225 bilhões, sendo que destes, apenas U$ 1,675 bilhão à vista.

A ESCANDOLOSA VENDA DA TAG – TRANSPORTADORA ASSOCIADA DE GÁS

Os réus Pedro Parente e Ivan Monteiro também terão que explicar porque queriam vender a Transportadora Associada de Gás (TAG) – a maior e mais nova malha de gasodutos do País, pelo valor equivalente a quatro anos de seu lucro líquido e com um contrato de aluguel nos mesmos moldes entabulados na venda de outra subsidiária no ano passado, a NTS, que foi comprovadamente prejudicial para a Petrobrás.

Após a venda da NTS, empresa similar à TAG, a PETROBRÁS desembolsou cerca de Um Bilhão de Reais em cada trimestre (desde 2T 2017 a 2T 2018) com o aluguel dos gasodutos, singifcando que em 18 meses todo o valor recebido com a venda, será gasto com o aluguel dos gasodutos, mesmo que ela não os utilize.

Isso em razão do contrato de longo prazo com a nova proprietária, com a cláusula “Ship-or-Pay”, ou seja, a Petrobrás paga aluguel por toda a capacidade de transporte do duto, mesmo que não a utilize.

A venda da TAG está suspensa por meio de decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

Leia também:

Carlos Cleto: Informe da Petrobrás a investidores desmente Bolsonaro

Publicação de: Viomundo

No aniversário da Declaração dos Direitos Humanos, militância pede justiça para Lula


Data propícia

Em evento no ABC, lideranças do campo democrático voltaram a denunciar perseguição contra o petista na Lava Jato

Juca Guimarães |
Paulo Okamotto, Gleisi Hoffmann e Fernando Haddad participaram do evento no ABC Paulo Pinto / Divulgação

A celebração dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos coincidiu com o lançamento da Jornada Nacional Lula Livre na noite desta segunda-feira (10). O ato de abertura aconteceu na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), mesmo local de onde Lula (PT) saiu para cumprir o mandado de prisão expedido pelo juiz Sérgio Moro, em 7 de abril.

A data e o endereço não foram escolhidos ao acaso. Oito meses depois, centenas de pessoas compareceram novamente ao sindicato para denunciar novamente as injustiças cometidas contra o petista.

Advogado e amigo de Lula, Luiz Eduardo Greenhalgh assumiu os microfones ao início do evento e lembrou que o processo que levou o ex-presidente à prisão foi marcado por arbitrariedades, com o único objetivo de perpetuar o golpe e impedir que ele fosse candidato e vencesse as eleições.

“O juiz que se dizia juiz, que só julgava pelo aquilo que estavam nos autos, sem motivação políticas, agora é ministro da Justiça do Bolsonaro [PSL]. Agora se sabe o motivo da perseguição”, disse o advogado. Greenhalgh entende que, sem um julgamento justo para Lula, o Brasil foi sequestrado por um grupo disposto a atender os interesses da burguesia e perseguir os coletivos de esquerda.

O lançamento da campanha contou com a presença de movimentos populares em defesa dos direitos humanos no Brasil, na Argentina, em Portugal, na Nicarágua, no Equador e no Uruguai.

Durante o evento, o coletivo “Flores pela Democracia” fez uma performance artística e distribuiu rosas ao som da música “O Bêbado e o Equilibrista”.

Ideias em disputa

O representante da direção Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Raul Amorim, ressaltou o salto de qualidade da resistência de esquerda, contra o golpe e pela liberdade de Lula.  “É hora de construir a base e seguir em luta”, declarou, ao lembrar dos 23 dias de greve de fome em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), da marcha que levou 50 mil agricultores para Brasília no dia do registro da candidatura de Lula, “além é claro, dos bravos militantes que estão na vigília Lula Livre, em Curitiba, desde o dia 7 de abril”.

Raul Amorim aproveitou a oportunidade para reforçar a denúncia da morte dos companheiros José Bernardo da Silva e Rodrigo Celestino, do MST da Paraíba, assassinados no último sábado (8). “Foram mortos covardemente dentro de um acampamento porque lutavam pela terra, pela reforma agrária”, disse. Segundo o dirigente, a Jornada Nacional Lula Livre precisa se apoiar na solidariedade de classe para manter o rumo. “Os comitês devem se agrupar e fazer a batalha das ideias. Ir nas periferias, ir na base. O trabalho de base precisa ser cotidiano”, finalizou. 

Participaram do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC lideranças do campo democrático-popular, como o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) e a presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, que reforçaram a importância de Lula como símbolo da luta por um país com igualdade e desenvolvimento.

“Como ele [Lula] disse a nós nesse sindicato há oito meses, antes de decidir ir preso: ‘Não sou mais eu, sou uma ideia. E as ideias andam pelo mundo’. É a ideia dele que está andando entre nós. A ideia de que o povo pode ter e exercer direitos”, disse Hoffmann.

Ao final do ato, Haddad leu uma carta enviada pelo ex-presidente à militância: “Não troco minha dignidade pela minha libertação”, disse, em possível referência à prática de delações premiadas, recorrente na operação Lava Jato.

O ex-ministro da Previdência Social, Luiz Marinho, comunicou à militância um recado de Lula: “Não arredo um milímetro da nossa luta”. Marinho esteve com o ex-presidente em Curitiba na semana passada, e nesta segunda-feira garantiu que a jornada por “Lula Livre” vai se intensificar ao longo da semana de aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

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