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Governadores do Nordeste fecham agenda única para levar a Bolsonaro


Os governadores do Nordeste, incluindo os atuais e os eleitos, se reúnem nesta quarta-feira (21), em Brasília, para ajustar as propostas apresentadas ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, na semana passada. A ideia, segundo o governador reeleito do Piauí, Wellington Dias (PT), é debater detalhadamente a pauta e fechar uma agenda única que será levada ao encontro de governadores, no dia 12 de dezembro.

Nessa reunião, Bolsonaro será representado pelo ministro indicado da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. “Somos parte da federação e queremos dialogar e integrar ações com o governo federal”, afirmou Dias, que já está em Brasília preparando a reunião do Fórum de Governadores do Nordeste.

A pauta já vem sendo debatida com o governo do presidente Michel Temer, mas alguns pontos não avançaram. Os temas prioritários são segurança pública e controle das fronteiras, combate ao desemprego, crescimento econômico, retomada de obras, como a ferrovia Transnordestina e a transposição do Rio São Francisco, política de créditos, política industrial focada no Nordeste, política de recursos hídricos e equilíbrio fiscal, incluindo a reforma da Previdência.

Fonte: Agência Brasil

Publicação de: Blog do Esmael

Pesquisa da UnB, exclusivo: Assistência digna prestada por médicos cubanos melhora adesão ao tratamento, evita complicações, internações; saída será uma tragédia

por Conceição Lemes

Desde 14 de novembro, quando o governo de Cuba comunicou o fim da participação no Programa Mais Médicos, as manifestações na mídia e redes sociais são majoritariamente um lamento só.

Põem abaixo as falas desrespeitosas e depreciativas do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), desqualificando os médicos cubanos.

Devaneio? Achômetro desta repórter?

Evidências científicas apresentadas por estudo feito pelo Grupo de Pesquisa Mais Médicos, da Universidade de Brasília (UnB), mostram que não.

Baseado nos bancos de dados do Ministério da Saúde e entrevistas feitas em 32 municípios das cinco regiões do país, esse estudo corrobora a voz do povo.

Uma conclusão logo salta à vista: o atendimento mais cuidadoso e humanizado dos médicos cubanos.

É elogiado por todos os atores do Sistema Único de Saúde (SUS), a começar por quem o usa: os usuários.

Igualmente por gestores, conselheiros de saúde de municípios, coordenadores de redes de atenção básica e demais profissionais que integram as equipes de saúde da família.

‘’Uma das grandes vantagens da assistência humanizada é que favorece a criação de vínculo entre o médico e o paciente, melhorando adesão ao tratamento’’, destaca a professora e pesquisadora Leonor Pacheco, coordenadora do grupo de pesquisa da UnB.

Essa segunda é conclusão do estudo, que leva à terceira.

”Ao aderir ao tratamento, os pacientes frequentam mais as UBSs [Unidades Básicas de Saúde] para acompanhamento de rotina, evitando complicações mais graves e descongestionando as urgências e emergências’’, observa Leonor Pacheco, que é professora da Faculdade de Ciências da Saúde da UnB.

INTERIORIZAÇÃO E MAIOR EQUIDADE DE ACESSO

Desde a sua criação, o Programa Mais Médicos sempre priorizou os profissionais brasileiros.

Porém, na primeira chamada apenas 1.096 se candidataram. Esses brasileiros e outros 522 estrangeiros foram econtratados, totalizando 1.618 médicos.

Ou seja, apenas 10,4% dos 15.460 médicos solicitados pelos 3.551 municípios que aderiram ao programa na sua primeira chamada, em julho de 2013.

Essa distância gritante entre a oferta e a demanda levou então o Brasil a firmar o acordo de cooperação internacional com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) para a vinda de médicos cubanos.

Nos primeiros 12 meses, o programa recrutou 14.462 médicos, sendo 79% cubanos, 16% brasileiros e 5% de outras nacionalidades.

Resultado: redução de municípios com extrema carência de médicos, ou seja, com menos de 0,1 médico por mil habitantes.

Não existe um número ideal, absoluto, de médicos por habitantes.

Esse número depende do modelo de atenção básica e das condições da população.

A maioria dos países com bons sistemas de saúde tem 3 médicos por 1 mil habitantes.

O Reino Unido, usado como referência para o Mais Médicos, tem 2,7 médicos por 1 mil habitantes.

Mas, abaixo de 1 médico por 1 mil habitantes, é considerado crítico.

O estudo da UnB revela que, antes do Mais Médicos, apenas 823 municípios tinham 1 médico por 1.000 habitantes.

Um ano após a criação do Programa, 991 municípios já atingiam o patamar de 1 médico por 1.000 habitantes.

Nesse mesmo período, o número de municípios com menos de 0,1 médico por 1.000 habitantes caiu de 374 para 95. Redução de 75% , como mostram os dois mapas abaixo.

Distribuição municipal de médicos por mil habitantes antes da criação do Programa Mais Médicos, em julho de 2013

Distribuição municipal de médicos por 1 mil habitantes após o Programa Mais Médicos. Brasil, 2014

“O Programa teve a contribuição ímpar de atrair e fixar médicos em áreas remotas, de difícil acesso, com populações historicamente desassistidas, como indígenas e quilombolas rurais’’, ressalta Leonor Pacheco.

O programa enviou 3.390 médicos para municípios que tinham comunidades quilombolas rurais e 294 para trabalhar nos Distritos Sanitários Indígenas.

”Pela primeira vez, desde a criação do subsistema de saúde indígena no SUS, foi possível garantir a presença de médicos em todos os 34 distritos sanitários indígenas’’, enfatiza a professora. ‘’Cobertura de 100%’’.

A interiorização das ações e a melhor distribuição de médicos contribuíram para:

*garantir maior equidade no acesso e utilização dos serviços de saúde;

*desenvolver a atenção médica em municípios onde antes não havia profissionais;

*fortalecer e aumentar a cobertura da Atenção Primária em Saúde.

ATORES DO SUS FALAM SOBRE OS MÉDICOS CUBANOS

Do Grupo de Pesquisa Mais Médicos, além da professora Leonor Pacheco, fazem parte: Ana Costa, André Moura, Felipe Oliveira, Fernando Carneiro, João Paulo Oliveira, Josélia Souza, Lucélia Pereira, Sábado Girardi, Sidclei Queiroga, Ximena Bermudez e Yamila Gomes.

Como dissemos no início, todos os atores do SUS foram ouvidos sobre o programa e os médicos cubanos.

Segue o que a pesquisa da UnB revela sobre a avaliação de cada um deles.

Profissionais das equipes de saúde da família

Eles afirmam que a inserção dos médicos cubanos no programa:

*Colaborou efetivamente para disponibilizar médicos para atender às necessidades da população, além de ampliar o acesso à assistência com maior qualidade e integralidade.

*Melhorou o acolhimento, vínculo e respeito devido à valorização da condição humana dos usuários.

* Foi determinante para os avanços na atenção básica das localidades onde os cubanos estavam inseridos devido à imensa disposição deles para resolver os problemas de saúde das pessoas.

*No interior das equipes, eles se integraram no processo de trabalho multi-profissional, favorecendo o fortalecimento da atenção primária.

Usuários do SUS atendidos por  médicos cubanos

Os pacientes referem:

*Aumento da satisfação com a atenção básica e a capacidade de resposta dos serviços.

São várias as evidências nesse sentido. Por exemplo, atendimento na hora marcada, demanda espontânea de pacientes que não estavam agendadas, visitas domiciliares e diminuição do tempo de espera até a realização de consulta médica.

*Pela primeira vez na vida, muitos tiveram acesso a consulta médica; antes não havia atenção médica regular no município.

*Satisfação com a atenção, sensibilidade, respeito, trato humanizado e disponibilidade dos médicos cubanos. Em resumo: dignidade na assistência.

Sobre os médicos cubanos, os usuários destacam ainda:

*Responsabilidade em permanecer no município para o qual foi designado pelo Programa Mais Médicos.

*Compromisso com a população na consulta médica, na relação médico-paciente, na efetiva resolução dos problemas, por meio do estabelecimento de relações horizontais, mais próximas e afetivas. Enfim, ouvir, olhar, examinar, cuidar.

Conselheiros de saúde dos municípios estudados 

Eles mencionam:

*Melhoria da qualidade da atenção básica no local de atuação dos médicos cubanos.

*Avanços na saúde da população rural, já que foi incorporada como cenário da atenção básica.

*Em relação à consulta médica, referem mais amor, atenção, cuidado.

* Diminuição da necessidade de consultas de urgência devido à permanência dos médicos na UBS.

‘’Doentes crônicos, principalmente os hipertensos e diabéticos quando bem monitorados e controlados, deixam de apresentar crises agudas de suas doenças e passam a não precisar mais de internações ou outros procedimentos mais agressivos e custosos’’, justifica Leonor Pacheco.

 Cubanos do Programa Mais Médicos 

Eles também foram entrevistados para a pesquisa, e falam por eles mesmos:

*Dedicam  tempo maior de consulta em comparação ao que a população estava acostumada; consideram isso é necessário para fazer uma avaliação clínica detalhada de cada paciente e do seu prontuário.

*Nas visitas domiciliares, eles aplicam um olhar integral ao paciente, família e ambiente.

* Observaram a carência prévia de atenção médica nas comunidades.

*Detectaram com preocupação o grande consumo de medicamentos, especialmente psicofármacos sem o devido controle.

* Conseguiram encaminhar pacientes para acompanhamento psiquiátrico.

Gestores municipais (secretários de Saúde e coordenadores de atenção básica)

Eles também fizeram elogios à atuação dos médicos cubanos:

* Melhoria de indicadores de saúde da atenção básica, como pré-natal, visitas domiciliares, melhor acesso à rede e à humanização do cuidado, além da vigilância à saúde.

* Atendimento minucioso, tempo adequado de consulta, melhora na qualidade da consulta médica, realização de exame físico completo, uso racional de medicamentos, respeito e responsabilidade no acompanhamento dos casos, preocupação em resolver os problemas dos pacientes e  cumprimento de horários.

*Atuam na prevenção e promoção da saúde, e não somente atendendo usuários doentes.

* Buscam garantir o atendimento dos usuários, seja nas UBS ou em visitas domiciliares, procurando respeitar suas especificidades, inclusive culturais.

Resultado: significativa redução de hospitalizações por causas evitáveis e satisfação da população com os serviços de saúde.

COM A SAÍDA DOS MÉDICOS CUBANOS, UMA TRAGÉDIA SE AVIZINHA

Diante de tudo isso, não é preciso ter bola de cristal para prever o imenso impacto que a saída dos 8.500 médicos cubanos terá.

É uma tragédia anunciada que atingirá 29 milhões de brasileiros.

As tabelas e mapas abaixo ajudam a visualizar onde isso acontecerá

A tabela  e o mapa Percentual  de população desassistida mostra a porcentagem da população de cada estado que ficará sem assistência com a saída das médicos cubanos.

No Acre, será 32%. Seguem de perto, Rondônia e Amapá com 27% e 26% cada, respectivamente.

A população de todos os estados da região Norte será afetada em proporção maior que a média do Brasil, que é de 12%.

A tabela e o mapa Percentual de municípios com perda total de assistência médica referem-se àqueles municípios que só contam com a presença dos médicos cubanos.

O destaque é Rondônia: um quarto dos municípios sem nenhum médico.

O Rio Grande do Sul vem em segundo lugar: 17%.

Em todo o Brasil, serão quase 6% dos municípios sem médico algum.

A tabela e o mapa Número de municípios com perda total de assistência médica apresentam quantas cidades em cada Estado ficarão sem nenhum médico com a saída dos cubanos.

Em números absolutos nos estados do Sul e Sudeste está localizado o maior numero de municípios nesta situação. Destaque para RS, SP, MG SC e PR.

Em todo o Brasil, serão 367 os municípios sem nenhum médico.

Publicação de: Viomundo

Gleisi Hoffmann: O despudor do presidente do TRF-4 é muito grande

A presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, afirmou nesta terça-feira (20) que Thompson Flores, presidente do Tribunal Regional Federal da 4a Região, é um despudorado.

LEIA TAMBÉM:
Nota da defesa de Lula contesta reportagem do ‘Estadão’ sobre visitas

Pelo Twitter, Gleisi questionou a participação do presidente do TRF-4 em um ciclo de palestras sobre o poder da nova cultura política e empresarial brasileira que também contará com a participação do vice-presidente eleito Hamilton Mourão (PRTB).

“O despudor do presidente do TRF 4 é muito grande! Discutir a nova cultura política?! O q um juiz faz num debate como este?! Tal qual Sérgio Moro, suas ações só confirmam o lado político que assumiu. Da pra entender pq julgaram e condenaram Lula em quatro meses! #LulaLivre”, escreveu a dirigente do PT na rede social.

Publicação de: Blog do Esmael

Está doente? Vai para Cuba!

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Publicação de: Blog da Cidadania

CNJ pode negar impunidade a Moro

Em meio à confiança na impunidade, Sergio Moro pode vir a ter uma dor de cabeça se se confirmar informação que anda nos círculos do Poder e que foi divulgada na coluna da jornalista Monica Bergamo nesta terça-feira 20; o Conselho Nacional de Justiça decidiu que a exoneração de Moro não interromperá as investigações contra ele naquela Corte.

O corregedor nacional de Justiça, Humberto Martins, instaurou em 9 de novembro pedido de providências para que o juiz federal e futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, prestasse esclarecimentos sobre sua atividade político-partidária ao aceitar convite do presidente eleito Jair Bolsonaro para compor seu governo.

À época, Martins concedeu prazo de 15 dias para que Moro desse as explicações e estipulou o mesmo prazo para que a corregedoria regional do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) se manifeste sobre se existe no órgão alguma apuração no mesmo sentido sobre o magistrado.

Martins unificou várias representações contra Moro no CNJ. Todas elas questionam de alguma forma os julgamentos de políticos adversários de Bolsonaro, mas, sobretudo, o julgamento de Lula e medida do juiz durante as eleições considerada de ajuda ao então candidato da extrema-direita: liberação da delação premiada de Palocci contendo acusações a Lula que foi sumariamente descartada pelo Ministério Público por só conter “fofocas”.

O prazo final para as explicações de Moro está terminando e o Conselho Nacional de Justiça estaria afirmando que essa investigação das atuações de Moro em processos dos inimigos políticos de Bolsonaro – Lula à Frente – não está extinta e deve prosseguir por haver indício de materialidade na acusação, segundo a coluna da jornalista Monica Bergamo na Folha de São Paulo

Segundo a coluna, “A exoneração de Sergio Moro da magistratura não acalmou os ânimos no CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Alguns de seus integrantes defendem que os procedimentos contra ele não perdem o objeto. E que as acusações de que atuou politicamente como juiz devem ser, sim, investigadas

O corregedor nacional de Justiça, Humberto Martins, decidirá nesta semana se arquiva os procedimentos, se segue com eles no conselho —ou se envia tudo para o Ministério Público Federal. Se ele arquivar, os denunciantes podem recorrer e o plenário terá a palavra final.

Na hipótese de que a conduta de Moro seja entendida pelo CNJ como eivada de má-fé por interesses e vinculações políticas, além de uma variedade de consequências para o magistrado, a condenação de Lula seria anulada e ele teria que ser libertado.

Uma das consequências mais previsíveis de tudo isso é a consolidação no exterior do entendimento de que Lula sofreu um golpe político e foi perseguido, julgado e preso ilegalmente, sob razões falsas, posto que foi alvo de julgamento talhado para tirá-lo da eleição presidencial de 2018 e levado a cabo dessa forma falsária justamente por… Sergio Moro!

Confira a reportagem em vídeo

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Publicação de: Blog da Cidadania

Joice Hasselmann e Frota: Só love, só love…


A deputada federal Joice Hasselmann(PSL-SP), a mais votada do país, e o ex-ator de filmes “eróticos”, Alexandre Frota(PSL-SP), fizeram as pazes, enfim. As juras de amor aconteceram em Brasília nesta terça-feira(20), onde o PSL prepara um cursinho de macetes legislativos para os novos parlamentares da legenda, a maioria dos integrantes da futura bancada.

Depois de anos de trocas de pesadas acusações e baixarias nas redes sociais, a dupla resolveu seguir o comando de ordem unida do ex-capitão, que pediu paz e amor na bancada bolsonarista. A dupla também é conhecida pela intensa difusão de “fake news” contra a esquerda, o PT, os movimentos sociais e o “espectro globalista” que ronda o universo.

Publicação de: Blog do Esmael

Bolsonaro insiste em calúnias e agressões contra médicos cubanos

Depois de ter empurrado o país para a beira de um caos sanitário, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) não desiste das calúnias e agressões contra os médicos cubanos.

Ele repetiu nesta terça-feira (20) que, para ele, parte dos cubanos do programa “Mais Médicos” não são médicos e sim agentes militares infiltrados.

LEIA TAMBÉM: Prefeitos estão irados com Bolsonaro pela mancada do “menos médicos”

“Não é uma declaração minha nova, há cinco anos eu já criticava a questão de não poder trazer a família para cá, isso é desumano, a questão do salário e a questão de não ter uma comprovação mínima que seja sobre se são médicos ou não”, afirmou Bolsonaro.

Foi justamente por causa desse tipo de declaração que o governo de Cuba decidiu deixar o programa.

Depois, o “coiso” ainda tem a cara de pau de falar que os cubanos agiram de forma irresponsável.

Com informações do Portal Banda B

Publicação de: Blog do Esmael

Bolsonaro coloca quarto investigado por corrupção para governar ao lado do justiceiro Moro

Bolsonaro diz que Mandetta não é réu e que só acusação ‘robusta’ tira ministro do governo

Anunciado para o Ministério da Saúde, deputado do DEM é investigado por suposta fraude em licitação e caixa 2. Presidente eleito afirmou que processo sobre Mandetta ‘não deu um passo’.

Por Elisa Clavery e Filipe Matoso, TV Globo e G1 — Brasília

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (20) que o deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) não é réu na Justiça e que só acusação “robusta” vai tirar algum ministro do governo.

Mais cedo, nesta terça, Bolsonaro anunciou pelo Twitter que Mandetta será o ministro da Saúde a partir de 2019.

Luiz Henrique Mandetta é investigado por suposta fraude em licitação, tráfico de influência e caixa 2 em um contrato para implementar um sistema de informatização na saúde em Campo Grande, no período em que foi secretário.

“Tem uma acusação contra ele [Mandetta] de 2009, se não me engano, e não deu um passo o processo ainda. Ele nem é réu ainda. O que está acertado entre nós? Qualquer denúncia ou acusação que seja robusta, [o ministro] não fará parte do governo”, afirmou Bolsonaro.

O presidente eleito deu a declaração em uma entrevista coletiva após deixar a sede do Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília.

Também nesta terça, Mandetta concedeu uma entrevista no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília, onde funciona o gabinete de transição, e comentou as acusações contra ele, negando ter cometido irregularidades.

Além de Mandetta, a futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, é investigada por supostamente beneficiar a JBS, o que ela nega; o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, é investigado por suposto recebimento de caixa 2, o que ele nega; o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, é investigado por supostas irregularidades em fundos de pensão, o que ele nega.

Entenda o caso de Mandetta

O sistema de Gerenciamento de Informações Integradas da Saúde (Gisa) custou quase R$ 10 milhões entre recursos federais e municipais.

Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou um prejuízo de cerca de R$ 6 milhões em pagamentos indevidos por serviços não executados.

O futuro ministro relatou que explicou o caso ao presidente Jair Bolsonaro.

Ele afirmou que deixou o cargo de secretário de Saúde em 2010 e que um deputado de “oposição” fez as denúncias — Mandetta não citou o nome do parlamentar.

Conforme Mandetta, o projeto sofreu uma “ruptura” por parte da administração que assumiu a prefeitura de Campo Grande em 2013.

“Projeto sofreu uma ruptura por parte da prefeitura que entrou em 2013, foram demitidos todos os técnicos, projeto ficou sem condições de dar continuidade por interrupção administrativa, renovaram convenio e não renovaram o contrato”, disse.

Mandetta reconheceu que se sente “desconfortável” pela situação, porém destacou que não é réu no caso.

Segundo ele, Bolsonaro entendeu que é mais “importante” no momento contar com a sua experiência administrativa, trânsito político e capacidade de unir o setor da área da saúde.

Outros temas

Saiba abaixo outros temas abordados por Bolsonaro na entrevista desta terça-feira:

Mais médicos: Bolsonaro voltou a criticar a participação de médicos cubanos no Mais Médicos. Na semana passada, o governo de Cuba anunciou a saída do programa em razão de declarações “depreciativas e ameaçadoras” de Bolsonaro, que afirmou na campanha que iria expulsar os cubanos do Brasil. Segundo a Confederação Nacional dos Municípios, mais de 28 milhões de pessoas ficarão sem atendimento médico com a saída de Cuba do programa, e o Ministério da Saúde já lançou um edital para chamar novos profissionais.

Banco Central: Sobre a possibilidade de pedir ao presidente Michel Temer para indicar Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central ainda este ano, Bolsonaro disse que terá de conversar com o futuro ministro Paulo Guedes.

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Uma análise do discurso do Mito para os minions

Publicação de: Viomundo

Conselho Federal de Economia repudia declarações de Bolsonaro sobre economistas

O Conselho Federal de Economia (Confecon), através de seu presidente, Wellington Leonardo da Silva, repudiou nesta terça-feira(20), a declaração do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), atribuindo aos economistas a crise econômica em curso no país.  Ao tomar conhecimento da afirmação feita à Folha de São Paulo por Jair Bolsonaro de que “quem ferrou o Brasil foram economistas”, venho repudiar veemente sua assertiva, diz um trecho da nota do Conselho Federal.

O presidente do Confecon, Welligton Leonardo da Silva, lembrou também que presidente eleito, Jair Bolsonaro, já afirmou inúmeras vezes que não entende de economia e que quem comandará as operações econômicas de seu governo é “o guru econômico Paulo Guedes”.

Leia a íntegra da nota:

“Ao tomar conhecimento da afirmação feita à Folha de São Paulo por Jair Bolsonaro de que “Quem ferrou o Brasil foram os economistas”, venho repudiar veementemente sua assertiva.

Mesmo não estranhando que o autor tenha proferido a frase, tendo em vista que ele mesmo já afirmou não ter conhecimento da Ciência Econômica, devo, por dever de ofício, informar que os insucessos das políticas econômicas que os banqueiros, rentistas e conservadores tentam implantar no País devem ser creditados ao modelo econômico equivocado, escolhido por eles em benefício próprio, e seguido pela maioria dos governantes, que em algumas ocasiões entregaram a gestão até a ex-gerentes de bancos.

Aliás, tal qual o presidente eleito faz agora, com sua equipe de “Chicago boys” retrô, chefiada por Paulo Guedes, cuja matriz teórica não é mais defendida nem por aqueles que foram seus mestres.

A situação pela qual o Brasil passa não se deve à falta de capacidade teórica ou de sólidos conhecimentos técnicos por parte dos Economistas brasileiros, mas sim às escolhas feitas por aqueles que se julgam elite, sem merecer a denominação.

Trata-se de mais uma postura lamentável de quem já teve tantas outras.”

Wellington Leonardo da Silva
presidente do Conselho Federal de Economia

Publicação de: Blog do Esmael

Paulo Guedes vai criar a Secretaria de Privatizações para torrar o patrimônio do Brasil

O futuro ministro “posto Ipiranga”, Paulo Guedes, anunciou nesta terça-feira (20) a criação da Secretaria de Privatizações no seu ministério da Economia. Ele planeja “torrar” o que sobrar ao final do mandato do ilegítimo Michel Temer (MDB).

LEIA TAMBÉM: ‘Façam o orçamento de vocês que eu faço o meu’, disse Paulo Guedes aos senadores

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) já se mostrou vacilante sobre a questão das privatizações. Parte do seus aliados de perfil militarista discorda da venda da maioria das empresas nacionais.

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Paulo Guedes já foi desautorizado sobre esse assunto, assim como sobre a criação de novos impostos, como a CPMF.

Até no seio da extrema direita há disputa de posições.

Publicação de: Blog do Esmael

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