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Confira a previsão do tempo para todo o país Karina Ramos | Brasil de Fato

Previsão do tempo com informações do Instituto Nacional de Meteorologia.

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

Bruna Leite: “Tudo que a gente produz pode ser encarado como cinema militante”


Cinema

A nossa conversa na entrevista dessa edição é com a realizadora audiovisual Bruna Leite

Daniel Lamir |
“O movimento de mulheres trabalhadoras do audiovisual vem reivindicando seus espaços e suas produções” Daniel Lamir

Contar nossa própria história é o poder de definir quem realmente somos, e no audiovisual brasileiro quais são as condições das pessoas contarem as diversas histórias do país? Será que as telas grandes estão representando as histórias populares? A nossa conversa na entrevista dessa edição é com a realizadora audiovisual Bruna Leite.

Brasil de Fato – Realizadora audiovisual teria algo a mais do que o sentido técnico?

Bruna Leite – Sim, acho que isso é resultado da luta das mulheres na rua. O movimento de mulheres, principalmente o movimento de mulheres trabalhadoras do audiovisual que vem reivindicando seus espaços e suas produções. Elas estão na produção executiva, estão sempre dentro da grande equipe de cinema, a maioria das vezes são mulheres. Só que a figura glamouralizada é o diretor de cinema, é o cineasta, é sempre colocado naquele pedestal. Mas as mulheres estão geralmente em todas as etapas. E então o que o movimento de mulheres vem dizendo é que elas são realizadoras, que elas não só dirigem como captam som, editam. Então esse é o termo que vem sendo usado para dizer que nós somos realizadoras porque a gente concretiza não só a partir do glamour, a gente executa mesmo o cinema na prática. E para mim isso é resultado da luta das mulheres que vem desde 2016, principalmente aqui em Pernambuco, reivindicando seu espaço no cinema e por mais mulheres dentro do cinema contra o machismo, que é muito forte. Porque essas questões de hierarquia dentro do cinema, de departamentos, de funções, terminam reverberando no poder que o homem tem sobre as mulheres, então termina limitando nossos espaços. Quando a gente se afirma como realizadora, a gente se afirma nesse lugar também.

BdF – Você falou da movimentação popular e feminista no cinema buscando e conquistando espaços e representatividade. Qual análise pode ser feita sobre esse momento do cinema brasileiro aqui em Pernambuco e também no país?

Bruna – Eu acho que a gente está vivendo um momento de transição no Brasil, tanto de políticas públicas que incentivam a produção do audiovisual, quanto a maior compreensão da população do poder do audiovisual, da transformação da vida real das pessoas. Mas em contrapartida esbarra no atual cenário político que estamos vivendo. Essa atual conjuntura política está já começando a se desenhar uma perda dos direitos que a gente tem quanto a acessar edital, a verba do Estado brasileiro. A atual conjuntura política não está deixando a gente ter a certeza da garantia dos direitos que a gente já conquistou quanto cultura, quanto ter edital que fomente a produção audiovisual, quanto ter sessões de cinema descentralizadas, o acesso ao cinema, pensar a tarifa…. É um caminho que a gente vem avançando, mas a atual conjuntura política ameaça esses direitos que a gente já conquistou, principalmente aqui em Pernambuco.

BdF – Essa resistência aponta justamente para o poder da disputa de narrativas, ou seja, apesar dessas desigualdades na condição e distribuição dos recursos, é preciso continuar otimizando o próprio audiovisual como forma de defendê-lo, não é?

Bruna – Eu acho que desde atos de 2013 que ficou muito clara a disputa midiática. A disputa midiática e o golpe, como também veio a partir da mídia, fez perceber não só para os movimentos sociais, como para quem realiza cinema, o poder do cinema de ele realmente ser politizado. Ele ser realmente uma voz do povo e como isso está em disputa. Pessoalmente falando, eu fiz a Caravana Popular em Defesa da Democracia, em 2016, e o que eu percebi muito era como o audiovisual, as obras audiovisuais, elas eram utilizadas em todo assentamento que a gente chegava, em toda reunião, toda assembleia, toda plenária. Porque é uma forma de passar conhecimento muito fácil, porque a televisão está na casa das pessoas. Então acho que com isso eu vim entendendo que tanto o cinema dentro da caixinha, como fora da caixinha, é uma voz do povo. E é essa consciência que vem se firmando e pautando quem está realizando cinema também de querer ocupar outros espaços, tanto de produção, quanto de difusão. Porque eu acho que tem essa questão do fazer cinema, porque cinema na lei brasileira é tido como uma indústria e isso esbarra em várias questões para a gente, de notas, de como entrar burocraticamente na história. Como ele é uma indústria ele termina deixando fora quem não tem acesso economicamente falando, porque é caro fazer cinema. Então, quem realiza cinema geralmente é quem tem grana. A lógica desde 2013 que eu acho que é importante perceber é que você pode fazer cinema com o seu celular, que cinema não precisa estar naquele glamour do telão, da super câmera, do super ator. Que nós somos a gente mesmo e que tudo que a gente produz enquanto audiovisual pode ser encarado como cinema militante, como cinema de rua, como vários nomes que estamos dando para o cinema hoje em dia.

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

Mourão “se corrige”: Só são desajustadas as famílias chefiadas por mães e avós pobres; logo, as ricas, não! Ouça

Da Redação,  com informaçoes do Zé Carlos Ferreira, do Contexto Livre

Na manhã desta terça-feira, 25/09, o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB), vice de Jair Bolsanaro (PSL), concedeu entrevista à rádio Guaíba, de Porto Alegre.

Questionado pelo jornalista Nando Gross, do programa Direto ao Ponto, sobre o que havia dito sobre famílias chefiadas por mães e avós,  Mourão conseguiu “se superar”.

Disse que só desajustadas as famílias chefiadas por mães e avós pobres.

Logo, as ricas, não!

Ouça acima. A emenda saiu pior que o soneto.

Leia também:

Fernando Morais censurado de novo no Facebook

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Publicação de: Viomundo

Assassinatos de quilombolas crescem 350% em um ano no Brasil


Violência no campo

Dados foram revelados em pesquisa inédita divulgada nesta terça (25) por diferentes organizações

Cristiane Sampaio |
Território Quilombola de Iúna, na Chapada Diamantina, na Bahia, onde seis pessoas foram assassinadas em 2017 Divulgação/Assessoria Incra

O número de assassinatos de quilombolas no Brasil saltou de 4 para 18 em um ano, de 2016 a 2017, o que configura um aumento de 350% no período. O dado é um dos destaques do relatório intitulado “Racismo e violência contra quilombos no Brasil”, divulgado oficialmente na noite desta terça-feira (25), em Brasília (DF).

Inédito no país, o levantamento foi realizado pela ONG Terra de Direitos e a Confederação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), em parceria com a Associação de Trabalhadoras e Trabalhadores Rurais da Bahia (AATR) e o Coletivo de Assessoria Jurídica Joãozinho de Mangal.

Élida Lauris, integrante da equipe de coordenação da pesquisa e membro da Terra de Direitos, destaca que os dados expõem o forte racismo contra o povo quilombola. De forma associada a isso, ela ressalta o peso das disputas territoriais promovidas por fazendeiros e outros atores com poder econômico responsáveis por diferentes ataques às comunidades.

“Existem projetos de desenvolvimento que vulnerabilizam as  comunidades e estão associados com as lógicas de racismo ambiental, racismo econômico e de desproteção das comunidades aos lhes recusar os direitos territoriais”, aponta a pesquisadora.

Segundo a Conaq, ao todo, existem cerca de 3.200 comunidades quilombolas oficialmente reconhecidas no Brasil, mas, por conta dos impasses políticos, menos de 300 delas têm o título da terra que ocupam.

O estudo também levantou dados de assassinatos em anos anteriores. Na série histórica de 2008 a 2017, foram assassinados 32 homens e seis mulheres quilombolas, sendo 29 deles (76,3%) no Nordeste. A região tem histórico de resistência e insurgência popular, especialmente no campo.

Considerando os dados totais de 2017, o relatório identificou ainda que 68,4% dos assassinatos registrados foram praticados com arma de fogo e 13,2% com armas brancas.

A militante Divânia Silva, da coordenação da Conaq, sublinha que os efeitos da violência são considerados devastadores porque, entre outras coisas, trazem grave risco à manutenção dos modos de vida e da sobrevivência dos povos quilombolas no Brasil.

Ela salienta ainda a apreensão e a preocupação das comunidades com a falta de ações efetivas por parte de órgãos como os do sistema de Justiça.

“[Elas] têm se sentido pressionadas, desprotegidas porque a Justiça não tem conseguido sequer apurar os casos de assassinatos para punir os culpados. Cada vez mais se tenta colocar panos quentes ou acobertar determinados crimes”, desabafa.

Violência de gênero

No panorama das agressões contra os povos quilombolas, ressalta-se ainda o recorte de gênero. É marcante, entre as estatísticas da pesquisa, a presença de assassinatos de mulheres praticados com requintes de crueldade, com uso de faca, fogo, botijão de gás, entre outros instrumentos.

Ao todo, 66% das mortes notificadas se deram com uso de arma branca ou com métodos de tortura. No caso dos homens, tais casos têm índice menor, representando 21% do universo total de assassinatos.

A pesquisadora destaca que, em geral, as mulheres assassinadas têm perfil de liderança política e que os métodos utilizados pelos assassinos têm forte caráter patriarcal.

“Esse nível da crueldade é um exercício da violência sobre o corpo, o que significa dizer que toda a discussão que estamos fazendo sobre assegurar os direitos territoriais como maneira de garantir a segurança do território e ultrapassar a situação de violência, no caso das mulheres, não é suficiente”, afirma.

A pesquisadora acrescenta a necessidade de formulação de políticas públicas de proteção das mulheres que deem conta da realidade específica das quilombolas.

Mirando esse objetivo e ainda o atendimento às outras demandas relacionadas à violência identificada no relatório, os organizadores da pesquisa pretendem enviar o levantamento para diferentes órgãos oficiais, convertendo-o num documento de luta política.

“Essa realidade é desvelada pra gente conseguir produzir resultados em políticas públicas efetivas e integrais pras comunidades quilombolas”, finaliza.

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

Rede Lula Livre: quatro meses de resistência e comunicação alternativa


Na luta por Lula

Coletivo foi lançado durante grande ato unificado do 1º de maio em Curitiba

Lia Bianchini |
Apoiadores de Lula manifestam-se em frente à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba Foto: Cláudio Kbene

“Começa agora a Rede Lula Livre, ao vivo, direto de Curitiba”. Há quatro meses, é assim que começa o único boletim diário, ao vivo, voltado a notícias relacionadas à campanha permanente pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), detido desde 7 de abril deste ano na Superintendência da Polícia Federal na capital paranaense.

A primeira experiência de transmissão da Rede Lula Livre aconteceu no dia 1º de maio, quando as centrais sindicais brasileiras realizaram o primeiro ato unificado para o Dia dos Trabalhadores e das Trabalhadoras. Já em 14 de maio, a Rede Lula Livre consolidou a transmissão do programa diário, de 15 minutos, além de boletins também diários, de cinco minutos.

Taís Ladeira, jornalista e radialista integrante da Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc) participou da transmissão de 1º de abril, que, segundo ela, foi um marco para a “história do rádio popular no Brasil” e para a “história da capacidade dos movimentos sociais na atuação em rede”.

“Foi importante também por ser um 1º de maio que marcou a prisão política de uma pessoa importantíssima para a classe trabalhadora brasileira, o primeiro presidente operário do brasil”, afirma Taís.

A Rede Lula Livre surgiu a partir de iniciativa de partidos, movimentos populares e de órgãos da mídia contra-hegemônica, como Brasil de Fato, a Rádio Brasil Atual (98,9 FM de São Paulo), o Partido dos Trabalhadores (PT), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Rede da Legalidade, a Rede Democracia e a Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc). 

“São quatro meses históricos do país que têm passado pela rede: tivemos visitas de diversas personalidades, [noticiamos] a greve de fome [de militantes de movimentos populares pedindo justiça ao Supremo Tribunal Federal], a candidatura [de Lula] barrada”, lembra Gabriel Carriconde, locutor da Rede Lula Livre.

Visão popular de notícia

Com o objetivo de oferecer um contraponto midiático à imprensa corporativa, a Rede Lula Livre pauta suas notícias a partir dos interesses da classe trabalhadora e dos movimentos populares.

“Estamos em uma sociedade de classes, então o jornalismo é influenciado por essa sociedade. Nesse sentido, existe o jornalismo corporativo e existe o nosso jornalismo, o jornalismo popular, que leva uma outra narrativa, um outro olhar sobre a notícia”, explica Carriconde.

Para mostrar essa visão popular da notícia, a Rede Lula Livre espalha-se pelo Brasil. Atualmente, doze cidades de estados como Paraíba, Ceará, Piauí, Bahia, Maranhão, Paraná e São Paulo fazem a retransmissão dos programas e boletins da rede.

A possibilidade de estar em locais de difícil acesso foi um dos motivadores para a criação da Rede Lula Livre, segundo Pedro Carrano, que faz parte da articulação da rede. “Sabemos que há rincões em que a rádio continua sendo referência de comunicação. Não podíamos deixar de ter uma rádio, respondendo, inclusive, à tradição histórica da esquerda de que, em grandes movimentos de luta, sempre houveram rádios capitaneando a resistência”, explica Pedro.

Ele lembra como referência a experiência histórica da rádio clandestina Venceremos, que, na década de 1980, durante a guerra civil de El Salvador, denunciava os crimes de guerra e os abusos governamentais.

Como retransmitir

A retransmissão da Rede Lula Livre é aberta para emissoras de rádio ou pela internet. Basta se cadastro pelo número de Whastapp +55 11 99113 5441. A mensagem deve informar que o assinante pretende reproduzir material da Rede Lula Livre e conter nome da emissora, frequência, cidade e estado. Por meio desse cadastro serão enviados os alertas de Rede e conteúdos disponíveis para veiculação.

Para retransmitir o programa ao vivo, das 9h45 às 10h, de segunda a sexta-feira, basta conectar a emissora a partir da Rádio Brasil de Fato, que é online e pode ser ouvida direto no player na capa do site. Também é possível utilizar os links abaixo, de acordo com as plataformas disponíveis, para inserir o player da nossa rádio no seu site. É simples, fácil e sem custos:

Barra com o player para topo do site: https://player.hstbr.net/radioagenciabdf

Link para Winamp: https://player.hstbr.net/radioagenciabdf/winamp.pls

Link para iTunes: https://player.hstbr.net/radioagenciabdf/itunes.pls

Mobile: https://player.hstbr.net/radioagenciabdf/mobile.m3u

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

Trump arranca risos ao elogiar a si mesmo na Assembleia Geral da ONU


Mico

Presidente dos EUA diz que fez mais em dois anos do que "qualquer outra administração" antes da sua

Redação |
"Eu não esperava essa reação, mas tudo bem", respondeu o presidente às risadas da Assembleia Geral da ONU Foto: Reprodução/ MSNBC

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tirou risadas da plateia da 73ª Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira (25/09) ao fazer um autoelogio ao seu mandato. 

“Em menos de dois anos, minha administração fez mais do que quase todas as outras na história do nosso país”, disse o republicano durante seu discurso. Em seguida, o presidente foi surpreendido com risos vindos do público. “Eu não esperava essa reação, mas tudo bem”, acrescentou.

Como líder do país anfitrião da Assembleia Geral, Trump tinha o privilégio de ser o segundo a falar, logo depois do presidente do Brasil, Michel Temer, nação que sempre abre as sessões por razões históricas.

Mas o presidente norte-americano só deixou a Trump Tower, na 5ª Avenida, às 10h08 (11h08 em Brasília), sete minutos antes da hora marcada para o início do seu discurso, conforme jornalistas que o acompanhavam.

Para não atrasar a sessão, e de acordo com o protocolo da ONU, Moreno, que falaria após Trump, fez o seu discurso depois que Temer terminou o dele.

Oriente Médio

Sobre os conflitos no Oriente Médio, Donald Trump pediu que a comunidade internacional “isole o regime do Irã” e prometeu que aplicará mais sanções ao país, além das que entrarão em vigor em novembro.

“Pedimos para que todos os países isolem o regime iraniano enquanto continuarem as agressões [por parte do Irã]”, declarou Trump em seu discurso. Ele argumentou que a saída dos EUA do acordo nuclear firmado com o governo iraniano foi bem recebida no Oriente Médio.

Ele aproveitou o discurso para reafirmar o compromisso dos EUA com um “futuro de paz e estabilidade” no Oriente Médio e considerou que sua decisão de reconhecer Jerusalém como capital de Israel não prejudica o processo de paz entre palestinos e israelenses.

“Neste ano demos um importante passo no Oriente Médio. Em reconhecimento ao princípio de que cada Estado soberano pode determinar sua capital, transferi a embaixada dos EUA de Israel para Jerusalém”, disse. 

Nas últimas semanas, Trump ordenou o fechamento do escritório da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) em Washington e eliminou todos os recursos que os EUA concedem à Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA), o que impactará nos serviços fornecidos a milhões de pessoas.

Em resposta às declarações de Trump, o secretário-geral da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Saeb Erekat, divulgou um comunicado no qual critica o presidente dos Estados Unidos pelo discurso proferido na ONU e considera que o governo americano “fechou as portas para a paz”.

Na opinião de Erekat, Trump “não pode desempenhar um papel no estabelecimento da paz [entre palestinos e israelenses] após afirmar que sua decisão de transferir a embaixada americana de Israel para Jerusalém, em violação à Resolução 478 [do Conselho de Segurança da ONU], foi ‘um reconhecimento da realidade'”.

Segundo a OLP, os EUA “recompensam e incentivam as violações do direito internacional, a colonização, os crimes de guerra e o apartheid” de Israel.

China

Trump também aproveitou sua fala para exigir que os países façam mudanças urgentes no sistema de comércio global e defender a postura americana em relação à guerra comercial com a China, por considerar que o déficit com o governo chinês “não é aceitável”.

“No mês passado, anunciei um revolucionário acordo comercial entre Estados Unidos e México. Ontem, estive com o presidente (sul-coreano) Moon Jae-in para anunciar a assinatura bem-sucedida do novo acordo comercial EUA – Coreia do Sul”, disse Trump ao comentar sobre a revisão do trato de 2012.

“E isso é só o início. Muitos países nesta sala concordarão que o sistema de comércio global necessita urgentemente uma mudança”, acrescentou.

Trump avisou que não tolerará mais “os abusos” comerciais de outros países nem permitirá que “vitimizem” ou “enganem” os trabalhadores e empresas americanos.

“Os Estados Unidos acabam de anunciar tarifas para outros 200 bilhões de produtos chineses, totalizando US$ 250 bilhões. Tenho um grande respeito e afeto por meu amigo, o presidente [chinês] Xi Jinping. Mas deixei claro que nosso desequilíbrio comercial simplesmente não é aceitável”, esclareceu.

Segundo o presidente americano, “as distorções do mercado da China e a forma como elas são enfrentadas não podem ser toleradas, e os EUA sempre atuarão em prol do interesse nacional”.

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

Revista Brasil de Fato Pernambuco – 25/09/18


Revista PE

Histórias de vida, de país, de religião e de luta popular.

Redação |
Marcelo Barros é militante de movimentos populares e monge beneditino Arte: Diva Braga

O monge beneditino Marcelo Barros compartilhou histórias de vida, que juntam amor pela vida religiosa e pela militância política. A conversa mergulha pelas memórias familiares, na igreja e nos movimentos populares. Marcelo Barros fez análises sobre a conjuntura do Brasil e da América Latina nas últimas décadas. 

A entrevista inclui temas como concentração de renda, luta de classes, intolerância, pluralidade, juventude, Congresso do Povo, conjuntura atual do Brasil, imperialismo estadunidense, memória, resistência popular e vida de Dom Hélder Câmara.  

Setlist:

– “Ateu comovido“, Alceu Valença;
– “Apesar de você“, Clara Nunes;
– “Latinoamerica“, Calle 13; 
– “Por um dia de Glória“, Ana Costa. 

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

Povo elegerá Haddad/Lula para encerrar o golpe

O Brasil está vendo uma onda vermelha engolfar todas as candidaturas adversárias de Fernando Haddad. Em poucos dias – desde que substituiu Lula –, o ex-prefeito de São Paulo subiu nas pesquisas à proporção de 1 ponto percentual ao dia. Essa disparada de Haddad é, na verdade, a voz do povo se fazendo ouvir, mandando um recado aos golpistas.

Nos últimos dias, Haddad ultrapassou, primeiro, Geraldo Alckmin; depois, Marina Silva; em seguida, Ciro Gomes. E encostou em Bolsonaro, seja qual for a pesquisa.

Semana passada, pesquisa Datafolha fajuta tirou cerca de 6 pontos percentuais de Haddad na tentativa megalômana do Grupo Folha de “segurar” a disparada do candidato do PT à Presidência, colocando-o com 16% na capa do jornal.

Como parece óbvio a qualquer pessoa sensata, foi inútil porque o eleitor de Haddad que o está fazendo crescer dessa forma é o mesmo eleitor que pretendia votar em Lula apesar de ele ter sido preso.

Dessa forma, uma sucessão de sondagens de outros institutos menos dispostos a cometer crime eleitoral falsificando pesquisas tratou de desmascarar o Datafolha, mostrando ser impossível o número dado a Haddad pelo instituto.

A primeira pesquisa, que abalou as estruturas, foi a Datapoder 360.

Em seguida, a pesquisa BTG Pactual, ligada ao “posto Ipiranga” de Bolsonaro, Paulo Guedes, surpreendeu sendo mais honesta que o Datafolha.

Por fim, a pesquisa Ibope foi ainda mais longe, diminuindo MUITO a distância entre Haddad e Bolsonaro, para 6 pontos percentuais. E, como se não bastasse, mostrando vitória do candidato do PT sobre o candidato de extrema-direita no segundo turno

Vamos assistir, no vídeo ao fim do texto, a Disparada de Fernando Haddad.

Há uma ironia poética em tudo isso. Após o golpe de 2016, Michel Temer e o PSDB de Geraldo Alckmin aplicaram um duro golpe no povo brasileiro acabando com direitos trabalhistas e instituindo, oficialmente, o subemprego no Brasil através da legalização das modalidades de contratação “intermitente” e “terceirizada”.

O resultado disso, por óbvio, vem sendo o rápido empobrecimento dos brasileiros.

Após quase trinta anos, o golpe de 2016 fez a mortalidade infantil aumentar no país

E o desemprego disparou apesar das promessas de Temer e Alckmin de que, com a supressão de direitos e a oficialização do subemprego, iria cair

Se tivéssemos que dar caras ao golpe que piorou tanto a vida dos brasileiros, poderíamos usar a imagem de Temer e Alckmin (representando o PSDB).

O povo aturou tudo isso calado. A massa silenciosa vem esperando, só aguardando a hora de se manifestar da forma estrondosa que só se vê quando as urnas eleitorais são apuradas. Aí, sim, o povo irá falar. E falará alto elegendo justamente o candidato de um partido que os golpistas execraram.

O povo não pode votar em Lula, apesar de a ampla maioria querer. A explosão de votos em Fernando Haddad é um recado duro, firme e decidido aos golpistas. A mensagem das urnas dirá a indignação da maioria da sociedade brasileira e será um troco desse povo nos golpistas. Agora está perto. O golpe está terminando. A verdade, a Justiça e o direito serão redimidos.

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Publicação de: Blog da Cidadania

Folha dispara bala de prata contra Bolsonaro e a do PT pode vir na véspera do primeiro turno, suspeita professor da USP; ouça a denúncia

Reprodução Facebook

Da Redação

A Folha de S. Paulo disparou hoje a bala de prata contra o candidato neofascista Jair Bolsonaro.

O projétil saiu dos arquivos do Itamaraty, comandado pelo tucano Aloysio Nunes, senador licenciado do PSDB e operador do alto tucanato umbilicalmente ligado a José Serra e seus dossiês.

O projétil recebeu atestado de idoneidade de um diplomata de carreira em exercício, que deu entrevista à Folha confirmando o fato: a ex-mulher de Jair Bolsonaro teria dito a um diplomata brasileiro na Noruega que recebeu ameaças de morte do hoje candidato ao Planalto.

Registre-se que um diplomata jamais daria entrevista sobre um assunto tão delicado sem autorização do mais alto escalão do Itamaraty.

A suposta ameaça está registrada em documento oficial.

Ana Cristina Valle hoje é candidata a deputada estadual pelo Podemos no Rio, usa o sobrenome Bolsonaro na campanha e apoia o ex-marido.

Porém, em 2011, quando fez a denúncia, disputava a guarda de um filho menor com o líder neofascista.

A revelação vem num momento crucial da campanha do primeiro turno, quando líderes de partidos aliados ameaçam abandonar a candidatura de Geraldo Alckmin, do PSDB.

Na mais recente pesquisa Ibope, dois fiapos de luz se acenderam sobre o tucano: Bolsonaro ficou parado e Geraldo oscilou um ponto, para 8%, dentro da margem de erro.

Um terceiro fiapo de luz é que Bolsonaro perdeu oito pontos de uma só vez na região Sul. O fato é que Fernando Haddad, do PT, capturou oito pontos na mesma região, no mesmo período.

Mas a queda do Mito demonstrou a tucanos ainda esperançosos que pode haver movimentos bruscos do eleitorado.

Um analista político que trabalha sob anonimato lembrou que o eleitorado com formação universitária de Bolsonaro pode ser suscetível aos comerciais de campanha de Alckmin sugerindo que ele, tucano, é o melhor candidato para enfrentar o PT no segundo turno.

Esta “ameaça”, antes apenas implícita, ficou explícita agora para os antipetistas, com o avanço constante de Fernando Haddad, que reduziu de 18 para apenas 6 a diferença com Bolsonaro no cenário de primeiro turno do Ibope.

Os antipetistas representam cerca de um terço do eleitorado.

A bala de prata da Folha pode render assunto no noticiário nos próximos dias, justamente aqueles que antecedem o grande ato do dia 29 de setembro, organizado no Facebook pelas Mulheres Unidas Contra Bolsonaro.

Os eventos deverão atrair grande cobertura da mídia justamente nos dias que antecedem o primeiro turno, cristalizando na opinião pública as denúncias de que Bolsonaro é racista, machista e homofóbico.

Embora Alckmin esteja a 20 pontos de Bolsonaro, movimentos rápidos do eleitorado são comuns.

Em 2010, Marina Silva ficou fora do segundo turno, mas teve uma ascensão impressionante nos últimos dias de campanha.

Em todo o mundo, é comum a utilização de balas de prata para provocar movimentos do eleitorado.

Nos Estados Unidos há um nome para isso: October Surprise, a surpresa de outubro. É que as eleições, lá, acontecem no início de novembro.

Hoje, ao sair do prédio da Polícia Federal, em Curitiba, onde visitou o ex-presidente Lula, o petista Emídio de Souza disse estranhar que Lula seja impedido de dar entrevistas enquanto o homicida Adelio Bispo de Oliveira, que esfaqueou Bolsonaro em Juiz de Fora, foi autorizado por um juiz a dar entrevistas a ao menos dois meios de comunicação, a Veja e o SBT.

Entrevistado pela Rádio Brasil Atual a respeito, Laurindo Lalo Leal Filho, professor da Universidade de São Paulo, disse não descartar tratar-se da bala de prata destinada a atingir Fernando Haddad nas horas finais antes do primeiro turno.

A criminalização do PT em véspera de eleição tem muitos antecedentes: 1989, 2006 e 2014 foram os mais evidentes, com tramas envolvendo autoridades públicas devidamente repercutidas pela mídia.

Em 1989, um dos sequestradores do empresário Abílio Diniz, do Grupo Pão de Açúcar, foi vestido por policiais civis com uma camiseta da campanha de Lula.

Em 2006, uma trama envolvendo um delegado da Polícia Federal resultou no vazamento, na antevéspera do primeiro turno, de fotos de dinheiro atribuído a petistas que teriam tentado comprar um dossiê contra o candidato a governador de São Paulo, José Serra, do PSDB.

A ação de 2006 é atribuída pelo jornalista investigativo Amaury Ribeiro Jr. a um grupo de contraespionagem da campanha de Serra, que teria armado uma cilada para petistas aloprados.

Em 2014, a revista Veja divulgou uma capa com as imagens de Lula e Dilma e um título dizendo que eles sabiam de tudo sobre o petrolão.

Cópias da capa foram distribuídas nas ruas por apoiadores do candidato Aécio Neves, do PSDB.

Abaixo, ouça a denúncia do professor Lalo sobre a possibilidade de nova bala de prata contra o candidato do PT:

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Publicação de: Viomundo

Brazilian election: Bolsonaro’s support stops growing, Haddad rises, poll says


Presidential race

Twelve days ahead of first round, poll shows Workers’ Party candidate would beat far-right rival in runoff elections

Brasil de Fato |
Fernando Haddad (center), who replaced ex-president Lula as the Workers’ Party presidential candidate, speaks to journalists Joka Madruga / Agência PT

A poll disclosed on Monday by Ibope showed that voter support for Brazilian far-right presidential candidate Jair Bolsonaro remained stagnant for the first time. Bolsonaro is at 28 percent of voting intention, followed by left-wing Fernando Haddad, who went up three percentage points and is now only six percentage points away from the lead.

Centrist Ciro Gomes remains in third at 11 percent, keeping the same performance he recorded in the last two opinion polls. Right-wing candidate Geraldo Alckmin is in fourth with 8 percent of voting intention, three percentage points ahead of center-right presidential hopeful Marina Silva.

João Amoêdo, Álvaro Dias, Henrique Meirelles, and Guilherme Boulos are at 1 to 3 percent of voter support. Other candidates did not reach 1 percent or were not mentioned by responders.

:::MEET BRAZIL’S PRESIDENTIAL CANDIDATES

Unpopularity

Bolsonaro remains the most unpopular candidate, as 46 percent of voters say they would not vote for him under any circumstances. Haddad, who replaced Luiz Inácio Lula da Silva as the Workers’ Party candidate after the former president was banned from running, is at 30 percent in terms of unpopularity.

Among women, Bolsonaro’s unpopularity went up to 50 percent in recent polls, as Brazilian female voters are mobilizing on social media against the far-right candidate, using hashtags such as #EleNão (“Not Him”) and #EleNunca (“Never Him”).

Bolsonaro is infamously known for his blunt, offensive remarks against women, black people, and the LGBT community, while his running mate, general Hamilton Mourão, has recently stated that poor families headed by single mothers and grandmothers are “misfit factories.”

Women are also organizing demonstrations across the country on Sep. 29 to protest against the far-right candidate and his conservative platform.

Runoff

In a simulated second-round vote, the poll shows for the first time Fernando Haddad would win with 43 percent of voter support, against 37 percent for Bolsonaro. The previous poll disclosed by Ibope on Sep. 18 showed both candidates tied with 40 percent each.

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

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