AuthorLunes Senes

João Paulo Rillo: Candidato liberal sempre esconde do discurso o que fará na prática

Foto: GOVESP

O CUSTO OCULTO DE ELEGER UM LIBERAL

por João Paulo Rillo*

 A cada dia, fica mais aparente que o que vínhamos entendo como crise de representação pode ser, em boa parte, uma conquista da narrativa liberal que promove o sequestro do Estado e da ideia de Política apostando em sua desqualificação.

Em um país como o Brasil, o liberalismo econômico tem um grande desafio existencial: como conquistar hegemonia suficiente para vencer nas urnas sendo uma ideologia que interessa apenas a uma parte ínfima da população?

Mesmo com a construção incansável e vitoriosa de certas narrativas  –  investimento público vira “gasto”, políticos servem apenas a interesses próprios e “não me representam”, corruptores privados são vítimas -, ainda assim, é difícil acreditar que alguém se elegeria dizendo simplesmente que quer menos Estado.

E, no entanto, muitos governam exatamente dessa maneira. Elegem-se com um discurso de bem-estar social mas, depois, contam o conto da austeridade, ainda que sejam os mesmos há décadas no poder. Como é o caso do Estado de São Paulo.

Não é prometendo diminuir o que é público e alimentar os interesses privados que Geraldo Alckmin vem se elegendo governador de São Paulo há uma eternidade.

E, certamente, não será assim que se apresentará diante do Brasil. Mas esta é a política que pratica. Alckmin é um radical do liberalismo econômico que não fica nada abaixo de Michel Temer.

O Estado de São Paulo está sendo destruído pela política do caos, em que programas e equipamentos públicos são deliberadamente minguados para que possam, com mais facilidade, serem entregues à iniciativa privada.

Enquanto isso, um programa de desonerações sem qualquer transparência abre mão de um montante equivalente ao de áreas públicas essenciais.

Durante os últimos dois mandatos de Alckmin, a iniciativa privada recebeu mais de R$ 110 BILHÕES em exonerações.

É o suficiente para manter TODOS OS GASTOS DO ESTADO DE SÃO PAULO DURANTE SEIS MESES, sem colocar a mão no bolso.

Uma noção do peso dessas desonerações só é possível quando as comparamos aos números investidos pelo governo em áreas essenciais – e que o governo trata como “no limite”.

A desoneração prevista para 2017, por exemplo, foi de R$ 14,6 bilhões, o equivalente ao Orçamento anual de TODAS as maltratadas universidades paulistas, mais um “troco” de 40%.

É o equivalente a mais da metade de tudo o que se gasta com Saúde no Estado de São Paulo (25,3 bi). É mais do que pagamos anualmente para quitar a dívida pública do Estado (12,6 bi).

Pior: esses são os valores estimados, já que, segundo ressalva do próprio Tribunal de Contas do Estado, essas desonerações são obscuras, sem detalhes de quem e quanto recebe.

Nem TCE nem a Assembleia Legislativa sabem exatamente quanto Alckmin concedeu em benefícios fiscais e como esse privilégio é compensado pelas empresas.

Sem dados precisos sobre isso, como avaliar a contrapartida social desse dinheiro dados a empresários?

Será que há alguma?

Ouvi esta semana uma entrevista do hoje governador Marcio França, que nos últimos três anos e meio foi, ao mesmo tempo, vice-governador e Secretário de Desenvolvimento do Estado.

Ele falava da falta de valorização dos policiais civis e militares de São Paulo. Dizia que a categoria precisa ser valorizada e que tem planos para isso.

Enquanto França participava do governo, no entanto, os policiais não receberam sequer o reajuste inflacionário que a lei determina. Os delegados chegaram ao pior salário do país. O déficit de profissionais passou de DOZE MIL VAGAS.

Alguém pode argumentar que vice é um cargo decorativo, e que a pasta de França não era responsável por policiais. Pode ser.

Mas, como secretário, era responsável pela USP, que está hoje com o Hospital Universitário praticamente fechado e caindo em todos os rankings de avaliação; da UNESP, que sequer consegue pagar o 13º salário a seus servidores e vive com a corda no pescoço; pelos professores das ETECs e Fatecs que há anos lutam para que o Estado pague, pelo menos, o piso mínimo nacional que a Justiça já determinou (e pensar que essas categorias já vinham de anos de arrocho sob Rodrigo Garcia…).

O custo de eleger um liberal está sempre ausente de seu discurso. Mas conduz suas ações.

*João Paulo Rillo é deputado estadual (Psol-SP).

Leia também:

Moro  perde uma

O post João Paulo Rillo: Candidato liberal sempre esconde do discurso o que fará na prática apareceu primeiro em Viomundo – O que você não vê na mídia.

Publicação de: Viomundo

Artigo | O caso do triplex saiu da esfera do razoável e virou uma tragédia


Lula Livre

O triplex não existe com está no processo. A pena é arbitrária e injusta. E há um inocente preso e isolado dos seus

Frei Sérgio Antônio Görgen* |
As fotos e filmagens demonstram que tudo isto é a mais descarada mentira. O elevador “privativo", a reforma, os móveis não existem MST

O caso do tríplex, que dizem ser de Lula, com a prisão e confinamento do presidente, saiu da esfera do razoável e entrou para a contabilidade das tragédias.

Tragédia já começa com o nome: tríplex. Dá a ideia de algo grande, suntuoso, luxuoso, coisa de rico, inadequado para um peão de chão de fábrica, mesmo tendo sido presidente. É a força do símbolo. Mexe com o inconsciente coletivo e manipula o senso comum. Usou-se um nome pomposo com o objetivo de impressionar e enganar. No caso, o tal tríplex que dizem ser do Lula, são três pequenas casas uma em cima da outra. Porque são três andares, apelidaram “tríplex”.

O filósofo grego Sócrates, quando envolto em um cipoal de acusações mentirosas e levado a julgamento em praça pública, disse na hora de sua defesa: “é difícil em tempo curto desfazer grandes mentiras”.

Assim, o tempo, muitas vezes, é um dos maiores inimigos da verdade. Quando a verdade sobressai, “tudo já está consumado”, a injustiça feita, os túmulos lacrados e da tragédia sobram as lições e os bustos dos heróis injustiçados.

O desafio destes tempos trágicos e de comunicação rápida é encurtar o tempo de desfazer mentiras. Lula foi condenado e trancafiado numa cela solitária, proibido de receber amigos – eis o conteúdo da tragédia – por ter recebido como pagamento de propina um tríplex que não existe. E se o tríplex não existe, extingue-se a propina. A pena é arbitrária e injusta. E há um inocente preso e isolado dos seus.

Vejam então o que escreveu o juiz Moro na sentença condenatória sobre o tríplex e as reformas ali operadas pela empresa que teria pago a propina:    

“381. Os custos da reforma atingiram R$ 1.104.702,00 e incluíram a instalação de elevador privativo no apartamento triplex, cozinhas, armários, readequação de dormitórios, retirada da sauna, ampliação do deck da piscina e até compra de eletrodomésticos.

385. Ali se encontram a Nota Fiscal 423, no valor de R$ 400.000,00, emitida em 08/07/2014, a Nota Fiscal 448, no valor de R$ 54.000,000, emitida em 18/08/2014, a Nota Fiscal 508, no valor de R$ 323.189,13, emitida em 18/11/2014. Todas elas foram emitidas contra a OAS Empreendimentos e têm por objeto “execução de obra de construção civil, localizada no endereço Rua General Monteiro de Barros, 638, Vila Luiz Antônio, Guarujá, SP”. Total de cerca de R$ 777.189,00.

386. Também ali encontram-se planta para reforço metálico do térreo do apartamento triplex, cobertura, no Edifício Mar Cantábrico, a Nota Fiscal 8542 emitida, em 15/09/2014, pela GMV Latino America Elevadores contra a Tallento, no valor de R$ 798,00, relativamente à venda de óleo para elevador, a Nota Fiscal 8545, emitida, em 16/09/2014, pela GMV Latino America Elevadores contra a Tallento, no valor de R$ 47.702,00, relativamente à venda de elevador, a Nota Fiscal 103, emitida, em 20/10/2014, pela TNG Elevadores contra a Tallento, no valor de R$ 21.200,00, relativamente a serviços de instalação de elevador, com três paradas, na “obra solaris, Guarujá”. Esses serviços e obras contratadas pela Tallento foram incluídos nos preços cobrados desta para a OAS Empreendimentos.

389. Além da reforma realizada pela Tallento Construtora no apartamento 164-A, a OAS Empreendimentos contratou a Kitchens Cozinhas e Decorações para a colocação de armários e móveis na cozinha, churrasqueira, área de serviços e banheiro, no montante de R$ 320.000,00.”

As fotos e filmagens, feitas pela UOL e militantes do MTST, demonstram que tudo isto é a mais descarada mentira.  O elevador “privativo”, “com três paradas” não existe, a reforma não foi feita, cozinha gourmet é uma fantasia, não há móveis de luxo, não há decorações, a piscina é uma banheira, não há eletrodomésticos.

Imaginem, R$ 320.000,00 para instalar o que se demonstrou que não existe. Deve ter é outra corrupção grave a ser investigada por aí. Cheiro de prova fabricada, fumaça de fraude processual, indícios de erro jurídico grave. Há que se investigar imediatamente.

 Caso se adotasse a teoria do “domínio do fato” ou a teoria das “provas indiciária”, aplicadas contra Lula, com esta descrição constante na sentença, comparada com as fotos do tríplex realmente existente, a lava jato estaria demolida.

Porém, o que temos é o inverso. Um brasileiro inocente, preso e humilhado, com todos os recursos judiciais negados.  Restará a Moro e aos três do Quatro de Porto Alegre três saídas:

1º – Provar que as imagens mostradas ao mundo são de outro apartamento e não do que o Presidente é acusado de ter recebido. O apartamentinho mostrado nas fotos, Dona Marisa pagou, e, se quisesse, poderia ter sido dela.

2º – Reconhecer o trágico erro, anular a sentença e libertar o Lula para ser candidato a presidente do Brasil.

 º – Moro, Gebran, Paulsen e Laus, com Fachin, Barroso, Carmem Lúcia, e outros que façam por merecer, abrirem a cadeia de Curitiba, num processo de rebelião popular, libertarem o Presidente e lá entrarem para permanecer por 12 anos e um mês, para respeitar a lei da reciprocidade.

E a cadeia de Curitiba, se a parte decente do Judiciário – acredita-se que exista – não despertar a tempo e interromper a pataquada, se transformará na Bastilha brasileira, com desfecho semelhante.

*Frei Sérgio Antônio Görgen, é da ordem franciscana Ordem dos Frades Menores e ex-deputado estadual do Rio Grande do Sul

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

Jeferson Miola: Globo reage com jornalismo-lixo à decisão de o STF tirar das mãos de Moro as delações contra Lula


Reprodução do You Tube

Stf tira delações contra Lula das mãos do Moro e Globo reage com jornalismo-lixo

por Jeferson Miola, em seu blog

A Globo reagiu com um jornalismo-lixo à decisão da segunda turma do STF de tirar das mãos do Moro as delações contra Lula, para transferi-las para a jurisdição devida, que é a justiça federal em SP.

O Jornal Nacional dedicou 14 segundos para a formalidade de comunicar a decisão do stf e, em seguida, dinamitou Lula durante quase 8 minutos numa reportagem enviesada e acusatória – uma proporção 35 vezes maior de tempo televisivo para acusar e condenar do que o tempo televisivo para comunicar formalmente o fato [a decisão do stf favorável a Lula].

No Jornal das 10, da Globo News, o porta-voz da Lava Jato Merval Pereira se disse “surpreso” com a decisão do stf.

Com semblante preocupado, Merval passou então a ditar suas erudições jurídicas para concluir que “há o perigo” de que esta decisão possa causar a nulidade não somente da parte das delações usadas ilegalmente por Moro contra Lula, como de todo este processo – que é de nítida perseguição judicial.

A preocupação do Merval não é à toa. A decisão do stf quebra um pilar fundamental da perseguição ao Lula, que é a inconstitucionalidade da tramitação dos processos contra o ex-presidente “coincidentemente” pelas mãos de Sérgio Moro, que não é o juiz natural dos casos.

Os desdobramentos concretos da decisão do STF são imponderáveis; é difícil predizer algum caminho diante duma suprema corte emparedada pela Globo e aliados de golpe.

Não estivesse o Brasil sob uma ditadura, sob um regime de exceção, o efeito desta decisão do STF implicaria na nulidade não só do processo do sítio de Atibaia, como da farsa fascista montada pela Globo e Lava Jato para encarcerar Lula.

Isso seria o terror dos terrores da Globo, que não hesitará em empregar métodos fascistas ainda mais surpreendentes na cruzada doentia contra Lula.

A luta pela libertação do Lula, que é a luta pela restauração da democracia e do Estado de Direito, se combina com o combate permanente conta a Globo.

Só 1 dos 2 sobrevive: ou a democracia ou a Globo.

Leia também:

Moro  perde uma

O post Jeferson Miola: Globo reage com jornalismo-lixo à decisão de o STF tirar das mãos de Moro as delações contra Lula apareceu primeiro em Viomundo – O que você não vê na mídia.

Publicação de: Viomundo

Preço das figurinhas da Copa dobrou desde a última edição do mundial


Copa 2018

Colecionador terá que desembolsar R$ 500 para completar o álbum

Redação |
Custo da brincadeira aumentou quatro vezes acima da inflação Divulgação

Copa do Mundo tem tudo a ver com álbum de figurinhas. Mas, neste ano, anda difícil para os colecionadores: está tudo muito caro!

Ao comprar o pacote com cinco figurinhas por R$ 2,00, o torcedor está pagando 100% a mais que na edição de 2014, quando o envelope custava R$ 1,00.

Nos últimos quatro anos, a inflação subiu 28%. Ou seja, o aumento foi quase quatro vezes maior.

Estatisticamente, para conseguir preencher todo o álbum, o colecionar precisará desembolsar no mínimo R$ 500,00.

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

Deputados, sobre juíza barrar visita à PF: Viola Constituição e prerrogativas do Legislativo; veja vídeo

viol

Juíza desrespeita prerrogativas do Legislativo de visita à PF

Deputados Paulo Pimenta, Paulo Teixeira e Wadih Damous, que integram Comissão Externa da Câmara para visitar PF, foram barrados por juíza

Da Agência PT de notícias

Os deputados federais Paulo Pimenta (PT-RS), Paulo Teixeira (PT-SP) e Wadih Damous (PT-RJ), integrantes da Comissão Externa da Câmara designada para fazer uma visita de inspeção na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, tiveram sua entrada no prédio barrada pela juíza Carolina Moura Lebbos.

A visita programada pela comissão não seria feita em nome dos deputados, mas em nome do Poder Legislativo, que tem a prerrogativa constitucional de exercer papel de fiscalização em órgãos do poder executivo no âmbito federal.

Por isso, a comissão não pediu autorização, mas apenas informou o horário à Polícia Federal, sendo informado na entrada que um despacho da juíza impediria a inspeção no prédio onde Lula é mantido como preso político.

Logo após a saída do prédio da PF, os deputados deram uma coletiva para a imprensa, na qual o deputado Paulo Pimenta classificou a proibição como “muito grave” e disse que irá acionar o CNJ por abuso de autoridade.

Joka Madruga/Agência PT

Wadih Damous, que também consta como advogado de Lula, disse que terá apoio da OAB para impetrar um mandado de segurança e ter acesso ao ex-presidente.

“Estamos qui representando o Poder Legislativo, representando uma Comissão Externa em nome de toda a Casa. Estamos aqui porque uma prerrogativa estabelecida pela Constituição garante ao legislativo acesso a qualquer instalação federal. Essa prerrogativa foi respeitada inclusive nos períodos mais difíceis do nosso país. Na ditadura parlamentares visitavam o cárcere”, afirmou Pimenta.

Segundo o deputado, “isso revela uma postura que, além de ilegal, deve responsabilizar quem formulou o ato. Vamos representar contra essa juíza no CNJ, se tivéssemos uma lei contra abuso de autoridade isso não ocorreria. O poder legislativo tem prerrogativas e autonomia e jamais uma juíza de primeira instância poderia desrespeitar as prerrogativas do legislativo”.

Pimenta afirmou que o despacho da juíza, ao argumentar que o senadores já teriam feito vistoria do local, demonstra total desconhecimento da organização política do país.

“As prerrogativas de uma casa em relação a outra são absolutamente independentes. Custei a acreditar no que a juíza disse porque é algo tão primário que chega a ser assustador. Mas revela um preconceito com a política, um desrespeito com a Constituição”, destacou.

“O estado de direito não comporta uma situação como essa, a democracia não comporta uma situação como essa. Uma juíza de primeira instância se insurge contra a Constituição Federal e viola as prerrogativas de um poder. Isso é um fato de repercussão internacional, é algo grave do ponto de vista do precedente”, resumiu o deputado do Rio Grande do Sul.

Wadih Damous explicou que um relatório será feito ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e será solicitado que se tomem as providências cabíveis para fazer valer as prerrogativas do poder legislativa.

“Ela pratica abuso de autoridade. Até advogado com nomeação outorgada por Lula foi impedido de se avistar com ele. Está na hora do judiciário por cobro a esse comportamento arbitrário e autoritário de um de seus membros, que é essa juíza. Nem assistência espiritual e religiosa, a qual qualquer pessoa faz jus, essa juíza permite”, afirmou Damous.

O deputado Paulo Teixeira destacou que a decisão da juíza é típica de um Estado de Exceção. “Já se julgou sem provas, com rapidez, prendeu-se quem não podia ser preso. A lei de execução penal se dá em estado de exceção”.

“Hoje a Polícia Federal vazou a notícia de que teria gasto 150 mil com Lula. É um gasto desnecessário para uma pessoa que não deveria estar presa. Hoje essa juíza comete outra arbitrariedade colocando-se acima do Congresso Nacional e da Constituição. Só um país de cabeça para baixo pode permitir isso”, avaliou o deputado.

“A saída positiva para o Brasil é a liberdade do ex-presidente Lula. É uma violência prender uma pessoa sem provas, um procedimento a jato. Demonstra perseguição política”, finalizou.

Em fala no Acampamento Lula Livre, Pimenta ainda disse que “vivemos um estado policial onde infelizmente existe uma constituição que vale no Brasil e outra que vale em Curitiba. Essa Constituição que orienta pessoas como Moro e Dallagnol, que coloca Lula como preso político”.

Damous declarou que “O presidente Lula está preso provisoriamente, vamos tirar ele de lá. O lugar de Lula é com a gente, com o povo brasileiro. Vamos tirá-lo de lá e vamos eleger Lula presidente do Brasil, os fascistas queiram ou não queiram”.

Leia também:

Moro  perde uma

O post Deputados, sobre juíza barrar visita à PF: Viola Constituição e prerrogativas do Legislativo; veja vídeo apareceu primeiro em Viomundo – O que você não vê na mídia.

Publicação de: Viomundo

Pobreza atinge 17,3 milhões de crianças e jovens brasileiros com até 14 anos


Futuro

Levantamento foi divulgado pela Fundação Abrinq nesta terça-feira (24)

Vinícius Mansur |
De acordo com relatório da Abrinq, 5,8 milhões de crianças e adolescentes são vítimas de pobreza extrema no Brasil Pixabay Creative Commons

A publicação “Cenário da Infância e da Adolescência no Brasil”, lançada nesta terça-feira (24) pela Fundação Abrinq, aponta que 40% de crianças e adolescentes com até 14 anos de idade vivem em situação domiciliar de pobreza no Brasil, o que representa 17,3 milhões de jovens. Destes, 5,8 milhões, ou 13,5%, vivem em situação de extrema pobreza.

A realidade de 2018, porém, pode ser ainda pior. Durante a apresentação do estudo, a administradora executiva da Fundação Abrinq, Heloisa Oliveira, destacou que o impacto da política de cortes de investimentos adotada pelo governo Michel Temer ainda não foi medida.

“Em função da limitação de gastos imposta pela Emenda Constitucional 95, alguns investimentos já reduziram e vão se refletir num agravamento das estatísticas, com certeza. Mas, como nós estamos agora com a estatística de 2016, esses reflexos ainda não estão presentes. Esperamos que haja uma decisão politica de mais investimentos na infância e que a gente não tenha que estar aqui no futuro falando que piorou”, apontou.

Os piores índices estão nas regiões Norte e Nordeste do país, onde 54% e 60% das crianças e adolescentes, respectivamente, vivem em situação de pobreza. O estudo considera como pobres aqueles cujo rendimento mensal domiciliar per capita é de até meio salário mínimo (valor equivalente a R$ 477,00, considerando o atual salário mínimo de R$ 954). Já os extremamente pobres teriam rendimento mensal domiciliar per capita de até um quarto de salário mínimo (ou R$ 238,00).

Oliveira salientou que o estudo da Fundação Abrinq busca, a partir da compilação de todas as estatísticas públicas disponíveis, fazer um recorte sobre a população de crianças e adolescentes e criar indicadores que possam ser relacionados com as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) –guia de ações de inclusão e sustentabilidade sugerida aos governos pela Organização das Nações Unidas a partir dos debates realizados na conferência Rio+20. O ODS número 1 pretende erradicar a pobreza extrema em todo o mundo até 2030 e diminuir pela metade a população pobre mundial no mesmo período. 

Outro dado alarmante se relaciona com o ODS 16, sobre promoção de sociedades pacíficas e inclusivas. No Brasil, dos quase 57 mil mortos por homicídios em 2016, 18,4%, ou 10,7 mil pessoas, tinham menos de 19 anos. 

“Essa estatística é formada em sua grande maioria por jovens pobres, negros e que vivem em regiões periféricas das grandes cidades. Ou seja, as estatísticas da violência refletem a ausência de investimento nas politicas sociais básicas e estruturantes do desenvolvimento das pessoas”, analisa Heloísa Oliveira. 

Com relação ao ODS 3, que trata de assegurar vida saudável a todos, o estudo alerta para o problema da gravidez precoce no Brasil: 17,5% das mulheres que foram mães em 2016 tinham 19 anos ou menos, e conceberam mais de 500 mil crianças.

Com relação ao saneamento, uma preocupação do ODS 6 e fator de grande relevância para propagação de doenças entre crianças, a fundação alerta para o fato de que 43% da população brasileira não é atendida pela rede de coleta de esgoto.

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

Dr. Rosinha, sobre o massacre da PF do Paraná: “Atiravam e se regozijavam dessa ‘proeza’”

Fotos twitter Rodrigo Vianna

O massacre da PF no Paraná

por Dr. Rosinha*, especial para o Viomundo

Agora que a poeira baixou, que a fumaça, pelo vento, foi varrida para longe, o sangue do chão foi lavado pela chuva, os gritos de dor foram silenciados e os de indignação, guardados dentro do peito, é possível escrever sobre o sábado, dia 7 de abril.

O distanciamento que permite escrever a respeito desse massacre agora é apenas aquele da marcação do tempo no relógio, porque a indignação é pulsante a cada dia que passa.

Naquele dia 7, muita gente apreensiva e indignada esperava a chegada de Lula ao prédio da Policia Federal (PF) do Paraná.

Eram mais de mil pessoas em frente à PF, que estavam ali para demonstrar solidariedade à Lula e para protestar contra a injustiça de sua prisão, bem como para defender a democracia. Protestar contra a ditadura do Poder Judiciário e da mídia comercial.

Ao longo do dia, desde o período da manhã, aos poucos foram se juntando no local gente e mais gente: homens, mulheres e crianças.

Pessoas de todas as idades se abraçavam e, indignadas, comentavam sobre a conjuntura política e a desgraça que desaba sobre o Brasil e seu povo, principalmente sobre a classe trabalhadora.

Cumprimentos e encontros apreensivos.

Apreensiva espera.

Para todos e todas que ali estavam, a espera era como o cumprimento de uma sentença. Infelizmente, uma sentença anunciada.

Um olho, um ouvido aqui e outro em São Bernardo do Campo (SBC).“Bem que o povo de SBC não devia ter deixado ele sair de lá”, alguns comentaram. Deixaram.

A tarde de apreensão e nervosismo entrou na noite de espera. A espera para demonstrar a solidariedade a Lula e o protesto pela injusta condenação.

Solidários, esperávamos o Lula. Solidários a Lula e em protesto contra a parcialidade de Sérgio Moro, o juiz que não prende os corruptos do PSDB, melhor, nas fotos, está sempre sorridente e feliz ao lado de alguns deles.

Entre nós, um ir e vir.

Entre nós, um nervosismo crescente.

Entre nós, noticias desencontradas encontravam nossos ouvidos.

Nervosos, nos perguntávamos o que era verdade e o que era mentira.

Riso apertado.

Choro nervoso. Desesperado.

O helicóptero com Lula começa a se aproximar. Bombas começam a explodir.

Correria. Mais bombas.

Bombas. Tiros.

Bombas. Tiros. Gritos.

Correria em rumo incerto: para onde correr?

Correria com final incerto: até onde as bombas alcançarão.

Policiais da Polícia Federal atiravam e regozijavam-se dessa ‘proeza’.

Alegres atiravam.

Riam da dor alheia.

Se, de um lado do prédio da PF do Paraná, havia manifestantes em solidariedade a Lula, do outro lado, do mesmo prédio, estavam os fascistas se embriagando de álcool e de ódio à Lula.

Com bateria de foguetes e raios laser contra o helicóptero, atentavam, naquele momento, contra a vida de Lula. Atentavam também contra a vida do piloto.

Contra estes, os policias da PF nada faziam. Melhor, tudo permitiam.

A PF e a Policia Militar do Paraná foram alertadas, antes da chegada do helicóptero, de que havia bateria de foguetes. Negaram que havia e, quando se constatou que existia, nada fizeram.

Desde o início da investigação da Lava Jato, o Ministério Público, o Poder Judiciário, na figura de Sérgio Moro e a PF do Paraná têm agido ideologicamente e de maneira parcial.

A ação da PF nesse dia foi mais uma demonstração da postura ideológica. Massacrava os que se solidarizavam com Lula e protegia quem atentava contra sua vida.

No pós-massacre imediato, restou a rua cheia de objetos pessoais. Na fuga, abandonou-se o banquinho, o guarda sol, perdeu-se o sapato, óculos, chaves de carro.

Pessoas eram socorridas e outras se abraçavam chorando. Crianças em desesperado pranto tremiam e se abraçavam. Dentro do prédio da PF policiais festejavam o feito.

Hoje, se a poeira baixou, se a fumaça, pelo vento, foi varrida para longe, se o sangue do chão foi lavado pela chuva e se os gritos de dor foram silenciados, restam os gritos de revolta e de indignação.

Estes continuam a ser gritados e são ouvidos todos os dias a cem metros do prédio da PF do Paraná.

O que era uma vigília, no pós-massacre, se transformou num acampamento. Lá, todos os dias, indignados e revoltados pela perseguição a Lula, gritamos “Lula Livre”.

*Doutor Rosinha é presidente do Diretório Estadual do PT-PR, ex-deputado federal e foi Alto Representante do Mercosul no Governo Dilma.

O post Dr. Rosinha, sobre o massacre da PF do Paraná: “Atiravam e se regozijavam dessa ‘proeza’” apareceu primeiro em Viomundo – O que você não vê na mídia.

Publicação de: Viomundo

Vacina contra a gripe reduz internações e óbitos


Influenza

Foram notificados esse ano, no Estado de São Paulo, 65 casos da síndrome respiratória aguda grave, com 11 óbitos

Cecília Figueiredo |
Campanha, prevista até 1º de junho, tem como meta atingir cerca de 2,4 milhões de pessoas na capital paulista Arquivo Saúde Popular

A campanha nacional de vacinação contra a gripe, iniciada na segunda-feira em todos os postos de saúde da capital, tem como meta atingir 2.395.236 pessoas, que integram os grupos prioritários, mais suscetíveis a quadros mais graves de doenças respiratórias.

O benefício da vacina é proteger de complicações que podem acontecer por consequência da gripe, como pneumonias, e evitar internações e, em casos mais graves, óbitos.

Esta semana, profissionais de saúde, indígenas e pessoas com 60 anos ou mais de idade estão sendo vacinados.

A partir de 2 de maio serão incluídas as crianças entre 6 meses e menores de 5 anos de idade, as gestantes e mulheres que deram à luz até 45 dias (puérperas).

Em 9 de maio será a vez de pessoas com doenças crônicas (cardiopatias, diabetes, HIV positivo e imunodeprimidos) e outras comorbidades, além de professores.

Notificações em 2018

Segundo Roberto Trindade, clínico-geral, os grupos prioritários são os que mais apresentam predisposição à gripe grave, Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). “Em São Paulo, esse ano, já foram notificados 65 casos da síndrome respiratória aguda grave, com 11 óbitos”.

Ele reforça que a medida de saúde individual cumpre um papel coletivo de proteção. “A partir do momento que a gente consegue imunizar esses grupos prioritários, a gente reduz os casos na população geral”.

Gestantes

Dados do Ministério da Saúde apontaram que em 2017 a vacinação contra a influenza atingiu 79% das gestantes, quando a meta é de 90%.

Para Elisângela Martins Queiroz, gestante que está entrando no nono mês, a proteção da vacina vem em dose dupla. “É importante principalmente na gestante, porque a gente não está pensando somente na gente. Está pensando no bebê que está vindo, no bebê que acabou de nascer”.

Ela acredita na segurança da vacina e orienta: “a gente já tem muita segurança nas vacinas que a gente têm, então são pouquíssimas pessoas que têm reação. Pela proteção que ela vai dar para você e para o bebê, as mulheres não deveriam ter essa dúvida, esse receio”.

Dia D

No sábado, 12 de maio, será o dia de mobilização nacional para vacinação de Influenza, quando todos os postos de saúde estarão abertos, das 8h às 17h.

O encerramento da campanha está previsto para 1º de junho. Seguindo a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacina é a trivalente e protege contra três subtipos do vírus da gripe: H1N1, H3N2 e Influenza B.

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

STF tira de Moro competência para julgar trechos das delações da Odebrecht sobre Lula


Judiciário

Relatos de executivos da empreiteira sobre o sítio de Atibaia (SP) serão encaminhados à Justiça Federal de São Paulo

Julianna Granjeia |
Sessão da Segunda Turma do STF Divulgação/STF

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (24) retirar da competência do juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), trechos de delações de executivos da Odebrecht que se referem ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

As citações tratam de suspeitas na construção do Instituto Lula e na reforma de sítio em Atibaia (SP) que servem para embasar ações penais contra o ex-presidente em andamento na Justiça Federal do Paraná. Os trechos serão analisados, agora, pela Justiça Federal de São Paulo.

O placar ficou em 3 a 2. Para Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes as citações a Lula não têm relação com a Petrobras, portanto não deveriam ir automaticamente para o gabinete de Moro – mas, sim, às jurisdições dos Estados onde os crimes atribuídos ao ex-presidente supostamente ocorreram.

“Ainda que o Ministério Público Federal possa ter suspeitas, fundadas em seu conhecimento direto da existência de outros processos ou investigações de que os supostos pagamentos noticiados nos termos de colaboração teriam origem em fraudes ocorridas no âmbito da Petrobras, entendo que não há nenhuma demonstração desse liame nos presentes autos. Dito de outro modo: ao menos em face dos elementos de prova amealhados neste feito, a gênese dos pagamentos noticiados nos autos não se mostra unívoca, logo os termos de colaboração em questão devem ser remetidos à Seção Judiciária do Estado de São Paulo, em cuja jurisdição, em tese, teria ocorrido a maior parte dos fatos narrados pelos colaboradores”, afirmou Toffoli durante seu voto.

Celso de Mello acompanhou o relator, ministro Edson Fachin, no voto contrário.

Competência

O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo explicou que a decisão é o reconhecimento de que Moro não tem competência para apreciar o caso. “A competência jurídica de Moro se limita aos casos que envolvem recursos desviados da Petrobras, ele não poderia ter apreciado essa matéria”, disse.

O advogado de Lula, Cristiano Zanin, afirmou, por meio de nota, que a decisão de hoje é um reconhecimento do que sempre foi alegado pela defesa do ex-presidente.

“Não há qualquer elemento concreto que possa justificar a competência da 13ª. Vara Federal Criminal de Curitiba nos processos envolvendo o ex-presidente. Entendemos que essa decisão da Suprema Corte faz cessar de uma vez por todas o juízo de exceção criado para Lula em Curitiba, impondo a remessa das ações que lá tramitam para São Paulo”, disse Zanin.

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

PT apresenta coordenação e cronograma para a campanha presidencial


Programa Lula

Partido reforçou que seguirá com atividades pelo país e que Lula segue candidato

Cristiane Sampaio |
Coordenação de campanha do ex-presidente Lula (PT) foi apresentada durante coletiva de imprensa nesta terça (24), em Curitiba Eduardo Matysiak

Lideranças e dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT) apresentaram, na tarde desta terça-feira (24), em Curitiba (PR), a comissão responsável e a metodologia para o plano de governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, segundo o partido, permanece como candidato às eleições presidenciais deste ano.

O grupo que compõe a coordenação do programa é composto pelo ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT); o economista e presidente da Fundação Perseu Abramo, Márcio Porchmann; e o membro da direção nacional do PT Renato Simões.

De acordo com a presidenta nacional do partido, Gleisi Hoffman, o trabalho da coordenação será acompanhado por conselheiros do PT que começam a atuar esta semana. Ela destacou também que o projeto vem sendo construído por meio de colaborações coletivas de especialistas, movimentos populares e outros atores.  

“Procuramos, inclusive, contemplar as regiões brasileiras, ter a presença de mulheres, um recorte de raça também, pra que a gente pudesse ter um olhar diversificado. A grandeza do Brasil exige essa diversificação”, completou.   

Segundo Porchmann, o eixo central do programa traz a preocupação com o combate à miséria e ao desemprego.

Ele destacou que a pobreza é hoje a realidade de 60 milhões de pessoas, que têm renda familiar menor que meio salário mínimo. Além disso, 13 milhões se encontram desempregados e 24 milhões de crianças vivem em famílias consideradas empobrecidas.

“Enfrentar essa situação requer um programa que dê conta de um relançamento do Brasil em novas bases do ponto de vista econômico, que permita a elevação do nível do emprego e a elevação da renda com base na sustentação do mercado interno brasileiro”, apontou.

Porchmann acrescentou que a interrupção do processo de venda do patrimônio nacional também é prioridade do programa. Um dos destaques é a defesa das estatais, hoje ameaçadas pelo contexto de avanço neoliberal no país. “O programa parte do pressuposto de que é fundamental impedir o processo de desmonte da nação que estamos verificando”, destacou.

Já Haddad disse que acredita no potencial do partido de assumir o próximo ciclo de quatro anos de gestão na Presidência da República.

Ele ressaltou a importância do governo Lula (2002-2010) e a preocupação do ex-presidente em ouvir os diferentes segmentos para compor o programa que deve ser colocado nas eleições deste ano. Segundo Haddad, o esqueleto programático foi idealizado pelo petista, a partir do intercâmbio com diferentes grupos, especialmente durante as caravanas realizadas pelo país. “Isso depende de muita sensibilidade política, e isso o Lula tem de sobra”, disse.  

Renato Simões informou que o partido deverá seguir com atividades nacionais nos próximos meses para continuar a mobilização e trabalhar mais a escuta popular. Ele acrescentou que haverá sete caravanas programáticas pelo país debatendo temas setoriais, como saúde, educação e combate à violência. As contribuições serão aproveitadas na sistematização das propostas.  

O dirigente disse ainda que esta será a segunda fase de elaboração do programa, que deverá embasar os diferentes passos de Lula no processo de disputa eleitoral.  

“É pra que o presidente Lula, assim que sair da jaula em que o colocaram, possa percorrer novamente o Brasil e transformá-lo, que já é uma ideia, em um programa pra transformação social do Brasil”, finalizou.

A proposta final do programa deverá ser apresentada ao diretório nacional do PT em julho deste ano, quando o partido irá validar o plano de campanha e oficializar institucionalmente a candidatura de Lula.

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

© 2018 bita brasil

Theme by Anders NorénUp ↑