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Petistas repudiam assassinatos de lideranças do MAB; cobram investigação rápida e punição; veja vídeo

Helder Salomão e Nilto Tatto lamentam assassinato de lideranças do MAB e cobram punição dos criminosos

PT na Câmara PT com CDHM e Secretaria Nacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara, deputado Helder Salomão (PT-ES) e o Secretário Nacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento do PT, deputado Nilto Tatto (PT-SP), manifestaram pesar e repúdio aos assassinatos de lideranças do Movimentos dos Atingidos por Barragens (MAB), ocorridos nesta sexta-feira (22) no Pará.

Segundo informações iniciais, entre as vítimas estaria Dilma Ferreira Silva, da coordenação regional do MAB e seu esposo. Ainda não há a confirmação do número de mortos na ação, nem os motivos dos assassinatos.

O presidente da CDHM solicitou providências ao governador do Pará, Helder Barbalho ao secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Ualame Machado e para o procurador-geral de Justiça, Gilberto Martins.

No documento, o presidente da CDHM pede agilidade na adoção das medidas cabíveis para apurar o crime e identificar os responsáveis. Solicita também que a CDHM seja informada que providências foram tomadas.

“Considerando as informações preliminares, podemos dizer que possivelmente os crimes são uma reação à luta dessas pessoas pelos direitos humanos”, afirma Helder Salomão.

Em nota, o Secretário Nacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento do PT também exige a apuração rigorosa do caso.

“Nos solidarizamos ao MAB, aos familiares e amigos das vítimas, e seguiremos de punho erguido ao lado daqueles que não se calam, exigindo punição dos criminosos envolvidos em mais esta “página infeliz de nossa história”, diz Nilto Tatto.

Dilma Ferreira Silva era uma liderança do MAB atingida pela barragem de Tucuruí, no Pará.

Em 2011, ela esteve com a presidenta Dilma Rousseff pedindo uma política nacional de direitos para atingidos por barragens, com atenção especial às mulheres.

Leia a íntegra da nota da Secretaria Nacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento do PT:

Nota de repúdio ao assassinato de lideranças do MAB

Mais que pesar e lamento, é com dor e revolta que recebemos a notícia do assassinato de duas lideranças da Movimento dos Atingidos por Barragens, havendo possibilidade de outras vítimas mais.

As informações ainda não são precisas, mas, segundo o MAB, Dilma Ferreira Silva, liderança atingida pela barragem de Tucuruí, no Pará, e que esteve com a presidenta Dilma Rousseff em 2011 pedindo uma política nacional de direitos para atingidos por barragens, com atenção especial às mulheres, juntamente de seu esposo, tiveram a vida roubada no dia de hoje.

A Secretaria Nacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento do PT vem denunciando a gravidade de o Brasil estar no topo da lista de países que mais matam ambientalistas no mundo. E a morte dos companheiros e companheiras do MAB só prova que o quadro se agrava. As declarações intolerantes de Bolsonaro contra aqueles que lutam por direitos vêm fomentando ainda mais a violência no país.

O Movimento dos Atingidos por Barragens, responsável por tantas lutas, inclusive, garantir informações mais precisas às famílias das vítimas dos crimes de Brumadinho e Mariana, é um dos movimentos mais combativos deste país, e portanto, seus integrantes sofrem perseguições das mais diversas naturezas.

Sabemos que todos os defensores da garantia de direitos no Brasil, hoje, carregam um alvo nas costas. Sob ameaça, aqueles que não tem outra alternativa a não ser a luta, não têm mais garantia de sobrevida. É esta a verdadeira “segurança” que o Estado brasileiro vem promovendo.

Nos solidarizamos ao MAB, aos familiares e amigos das vítimas, e seguiremos de punho erguido ao lado daqueles que não se calam, exigindo punição dos criminosos envolvidos em mais esta “página infeliz de nossa história”

Dilma Ferreira, Presente!

Nilto Tatto, Secretário Nacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento do PT.

PT na Câmara com CDHM/Câmara e Secretaria Nacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento do PT

Publicação de: Viomundo

Marcelo Zero: Banho de sangue para crescer só 1,6%, como no Chile de Pinochet, seu Onyx?!

No Chile, durante a ditadura do general Augusto Pinochet, pelo menos, 3.200 pessoas foram brutalmente assassinadas pelo Estado.

Nessa quinta-feira (21/03),  o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), iniciou uma viagem oficial ao país.

No mesmo dia, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse à Rádio Gaúcha que conhece “algum mérito” no governo Pinochet, e que ele “tinha que dar um banho de sangue” para adotar medidas macroeconômicas do país.

Repetiu o que falou em entrevista, no início da semana, para defender a reforma da Previdência do governo Bolsonaro.

Onyx declarou:

“O Chile na volta tinha que dar banho de sangue para alterar os princípios macroeconômicos. Já passou oito governos de esquerda no Chile, e ninguém a tocou. Graças a Deus, no Brasil e, infelizmente, na parte pessoal, o único sangue derramado foi o do capitão Jair Bolsonaro”.

“É uma coisa curiosa, até mesmo do ponto de vista histórico. No Chile, uma coisa sangrenta, e o Chile se rearrumou. No Brasil foi com ele, e graças a Deus ele está lá firme e forte. Mas estamos propondo um caminho muito semelhante ao do Chile (em relação ao modelo de pensões), e melhor”.

“Banho de sangue para aumentar a desigualdade, seu Onyx?!”, repele o sociólogo Marcelo Zero, especialista em Relações Internacionais.

Atente ao gráfico abaixo.

Marcelo Zero traduz.

O crescimento anualizado do PIB real per capita no Chile sob Pinochet (1973-1990) foi de 1,6%.

O crescimento anualizado do PIB real per capita no Chile nos 17 anos posteriores a Pinochet (1990-2007) chegou a 4,36%.

E detona: “Banho de sangue para isso, seu Onyx?! Para crescer 1,6%?!”

Publicação de: Viomundo

Michel Temer fica em silêncio durante interrogatório na PF

O ex-presidente Michel Temer (MDB) permaneceu em silêncio durante interrogatório, hoje (22), na Superintendência da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro, onde está preso desde ontem (21). A informação foi divulgada pela procuradora da República Fabiana Schneider, integrante da força-tarefa da Lava Jato no Rio.

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Segundo Fabiana, dos oito presos na operação, apenas o ex-ministro Moreira Franco (MDB) aceitou falar, negando ter recebido ou oferecido propina.

Questionada se os fundamentos dos mandados de prisão eram suficientemente sólidos para justificar a prisão de Temer, Moreira e os demais presos, Fabiana disse que sim, por se tratar de membros de uma organização criminosa estável, que vinha ocultando patrimônio e atuando há cerca de 40 anos.

“A força-tarefa do Rio de Janeiro tem sido bastante comedida nos seus pedidos de prisão. Se não houvesse motivos suficientes para prisão preventiva, com toda certeza, nós não faríamos esses pedidos. Nós estamos absolutamente convencidos da necessidade da manutenção da prisão. A gente está falando de uma organização criminosa que assalta o erário há quase 40 anos, em valores muito superiores aos quais estamos acostumados, de R$ 1,8 bilhão, pelo menos”, disse Fabiana.

Segundo a procuradora, uma eventual soltura dos presos, por força de habeas corpus impetrados no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) poderia atrapalhar as investigações. O TRF2 informou que os pedidos de habeas corpus serão julgados pela 1ª Turma, na próxima quarta-feira (27).

“Não é a expectativa que nós temos. Gostaríamos que o nosso pedido continuasse vigente, mas aí é o entendimento de cada magistrado. Pode atrapalhar, tanto que a força-tarefa pediu a prisão”, afirmou Fabiana.

As informações são da Agência Brasil

Publicação de: Blog do Esmael

Jornalistas Livres denunciam fraude dos ‘bolsomínions’ no Twitter

O coletivo Jornalistas Livres denunciou uma fraude na “guerra das hashtags” de hoje no Twitter. Segundo eles, muitos apoiadores da “reforma” da previdência são de outros países como Bielorrúsia, Vietnã e Israel.

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Desde cedo, a hashtag #LutePelaSuaAposentadoria estava entre as mais comentadas do Twitter no Brasil. Fato natural visto que houve mobilizações em mais de 120 cidades de todo o país.

Mas, durante a tarde, os apoiadores de Bolsoanro começaram a subir a #EuApoioNovaPrevidencia. Isso aconteceu numa velocidade inacreditável.

Ao conferir a origem das postagens, o coletivo percebeu que muitas vinham de fora do Brasil; de países como Bielorrúsia, Vietnã e Israel.

Confira a denúncia:

Isso indica que deve haver robôs, ou perfis falsos, de aluguel, trabalhando para combater a esquerda e defender o governo Bolsonaro.

É o que o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, chamou de milícias virtuais.

Publicação de: Blog do Esmael

Confira a edição de São Paulo do Programa Brasil de Fato – 22/03/19


Programa Brasil de Fato

Saiba as informações sobre os atos, em todo o Brasil, contra a Reforma da Previdência.

Luiza Vilela |
Protestos contra a Reforma da Previdência, proposta pelo governo Bolsonaro, acontecem em todo o Brasil Eduardo Matysiak | Curitiba/PR

O Programa Brasil de Fato desta quarta-feira (22) traz informações sobre os atos contra a Reforma da Previdência, proposta por Jair Bolsonaro, em todo o país. O Brasil de Fato entrou em contato com repórteres no Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Pernambuco para acompanhar as manifestações. Além disso, confira também a entrevista exclusiva de Carlos Eduardo Gavas, ex-ministro da Previdência Social durante os governos Dilma e Lula.

Ouça também mais detalhes sobre a prisão de Michel Temer e suas implicações na política brasileira. O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, que está preso há quase um ano, em Curitiba, chamou o fato de um espetáculo pirotécnico. Acompanhe os comentários do jornalista Rafael Tatemoto sobre o assunto.

Também nessa edição, saiba mais sobre os perigos da presença de agrotóxicos na água que consumimos. O veneno vai para rios e lagos, que depois são utilizados na plantação e na comida que ingerimos no dia a dia. 

Confira

O Programa Brasil de Fato é veiculado ao vivo na Rádio Terra HD 95,3 FM, na Rádio Brasil Atual 102,7 FM e na Rádio Super 87,5 FM, das 12h às 13h. 

Você também pode ouvir os nossos conteúdos pelo site: radio.brasildefato.com.br ou pelo aplicativo do Brasil de Fato, disponível na Google Play.
 

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

Mesmo com tragédias recentes, PSL e Bolsonaro seguem defendendo armamento da população

No mesmo dia em que 10 estudantes de ensino médio e funcionários de uma escola em Suzano, em São Paulo, eram assassinados em uma chacina no interior da instituição, um dos articuladores do governo de Jair Bolsonaro (PSL) no Congresso Nacional, o senador Major Olímpio (PSL), disse que é preciso mais armas para a população.

“Se houvesse um cidadão com uma arma regular dentro da escola, um professor, um servente ou policial aposentado que trabalha lá, ele poderia ter minimizado o tamanho da tragédia”, disse Olímpio, durante reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado.

Os fatos, porém, contradizem Olímpio e o governo Bolsonaro. Na última terça-feira (18), a Polícia Civil apreendeu um adolescente que planejava um ataque a tiros em sua escola, na região sul de Goiás. Mas, em depoimento à polícia, o jovem disse que não realizou o massacre porque não tinha acesso a uma arma de fogo por repetição.

Entre 2004 e 2014, o Estatuto do Desarmamento, que é de 2003, pode ter evitado pelo menos 135 mil mortes. Os dados são de dois órgãos diferentes. Um deles é o Atlas da Violência, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e o outro relatório foi elaborado é o Mapa da Violência, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso).

Segundo pesquisadores do Ipea, as taxas de homicídio no Brasil por arma de fogo vinham numa crescente de 6% ao ano desde 1980. Mas em 2004, ano seguinte ao Estatuto do Desarmamento, esse índice caiu para 0,3%. Daí decorre o fato de mais de 100 mil pessoas não terem sido assassinadas.

O massacre praticado no último dia 13 por dois ex-alunos, de 17 e de 25 anos, em Suzano (SP), trouxe ao noticiário outro caso de violência com armas de fogo de 2011, quando um ex-aluno entrou com dois revólveres na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio, e matou 12 estudantes entre 13 e 16 anos.

Na época da chacina de Realengo, o Senado estudou a possibilidade de endurecer as regras para acesso às armas, mas os projetos acabaram engavetados. Agora, Bolsonaro faz o contrário e quer dar mais armas para a população. Em janeiro, o presidente assinou um decreto que facilita a posse de armas em todas as cidades brasileiras.

A medida, no entanto, é contrária ao que pensa a maioria da população. Pesquisa do Datafolha realizada em outubro do ano passado, durante a campanha eleitoral, mostrou que 55% dos entrevistados acham que as armas devem ser proibidas.

No início de fevereiro, um mês antes da tragédia de Suzano (SP), o deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ) e a bancada de seu partido deram entrada com um Projeto de Decreto Legislativo para suspender os efeitos da medida que facilitou a posse de armas.

“Entendemos que o presidente da República está usando decretos que deveriam servir para regulamentar a lei com o objetivo de burlar a lei. Existe uma lei em vigor (Estatuto do Desarmamento), e ela não pode ser desmontada por um decreto. Se o governo quiser mudar isso, que mande um projeto de lei para discutirmos quem deve ter arma e quem não deve”, criticou o deputado.

Do Brasil de Fato

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Publicação de: Blog da Cidadania

Ex-ministro responde a perguntas de cidadãos sobre a PEC da Previdência


Na rádio

Carlos Gabas, ex-ministro da Previdência, comentou o projeto do governo Jair Bolsonaro (PSL)

Leonardo Fernandes, Júlia Rohden e Rafael Tatemoto |
Ex-ministro da Previdência durante os governos Lula e Dilma, Carlos Eduardo Gabas Agência Brasil

Os ex-ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, participou do programa Brasil de Fato na Rádio BdF, nessa quinta-feira (22), e respondeu perguntas da rua. Um dia depois de o governo entregar ao Congresso Nacional o projeto de reforma do sistema de proteção social dos militares, condição imposta pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados para analisar o projeto de reforma da Previdência, Gabriel Augusto, que é servidor público, quis saber se os mesmos benefícios concedidos aos militares seriam estendidos aos funcionários civis. 

“A reforma da previdência dos militares prevê uma reestruturação na carreira. Gostaria de saber se existe uma previsão para que isso aconteça também com os servidores públicos”, questionou Gabriel.

“Gabriel, de fato, o governo mandou uma proposta que diz que é a reforma dos militares e que, inicialmente, cumpriria um papel de economizar 95 ou 97 bilhões de reais. Acontece que essa proposta não é uma reforma, é uma reestruturação de carreira. E, mais ainda, privilegiando os altos salários dos militares. Eles cortam dos mais pobres e aumentam dos mais ricos. Eles chegam a dar um aumento de mais de 70% para algumas categorias do alto escalão dos militares. E isso não está previsto para nenhuma outra categoria. Nem para servidores civis, da união, dos estados e municípios. Para os servidores civis só vem cortes. E nós concordamos em discutir os cortes que acabam com privilégios. Mas a proposta do Bolsonaro nem isso faz. Ela mantém os privilégios e corta dos salários mais baixos”, respondeu Gabas. 

Para compensar o aumento da alíquota e o tempo de contribuição que será aplicado aos militares, o governo apresentou um plano de reestruturação de carreira. A estimativa é que o governo economize R$ 97,3 bilhões em dez anos com as mudanças no sistema de proteção social das Forças Armadas. Por outro lado, a reestruturação vai significar uma despesa de R$ 86,85 bilhões no mesmo período, ou seja, o corte de gastos será de R$ 10,45 bilhões em uma década. O valor economizado com os militares não chega a 1% do total esperado economizar com a reforma do sistema geral.  

Marcos Paulo tem apenas 22 anos e trabalha como entregador. Ele quis saber sobre as formas de reajuste dos benefícios pagos aos aposentados. “Queria saber se o reajuste do salário-mínimo aumentaria a aposentadoria”, perguntou.

“Marcos Paulo, se aprovada a proposta, nenhum reajuste mais será garantido. Essa PEC 06, que ele chama de reforma e nós estamos chamando de ajuste fiscal ou desmonte do sistema de proteção social, ela retira da Constituição todas as regras de vinculação de benefícios ou de reajustes para recomposição do poder de compra, que a Constituição hoje obriga. Ela é clara: é obrigatória a recomposição do poder de compra do valor do salário das aposentadorias e pensões. Ele retira isso. Não existe mais garantia desse reajuste. Portanto, ao longo de poucos anos, nós vamos ver os benefícios serem achatados a menos de um salário-mínimo, inclusive, como é no Chile. 80% das aposentadorias e pensões no Chile são abaixo do salário-mínimo. É o que vai acontecer no Brasil se essa proposta for aprovada”, disse o ex-ministro. 

Já o engraxate Patrick questionou ao ministro sobre o valor dos benefícios pagos àqueles cidadãos que não têm condições de contribuir com o INSS, como é o seu caso. “Eu queria saber com quantos anos se vai aposentar a partir dessa nova previdência e quanto que é o benefício para as pessoas que não pagam a previdência?”

“Patrick, primeiro, não vai ter garantia nenhum com essa história de nova previdência. A nova previdência que ele fala é o regime de capitalização. Então, você só vai saber quanto você contribui. Você contribui com 10% da sua renda. E o valor do seu benefício você só vai saber quando você fizer 65 anos de idade. Aí você vai ver o que tem lá de recurso, quanto você conseguiu juntar. E temos que lembrar o seguinte: as pessoas perdem o emprego, ficam períodos desempregadas”

Gabas voltou a usar o Chile como exemplo a não ser seguido pelo Brasil em matéria de proteção social. “O exemplo que a gente usa é o Chile. Mais da metade dos trabalhadores do Chile não conseguem contribuir para a previdência privada que é a única que tem lá e é obrigatória. Então se eles implantarem esse modelo aqui, obrigatório, privado e individual, você só vai saber quanto contribui, não vai saber a sua renda. Se é que você vai ter renda, porque não tem garantia nenhuma. Em muitos casos, os brasileiros vão chegar na idade de aposentadoria, os homens aos 65 anos e as mulheres 62, sem nenhum benefício garantido para a sua velhice. É isso que é cruel nessa medida: ela não garante benefício”, explicou.

Nesta quinta-feira (21) o ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Onyx Lorenzoni, em entrevista a uma rádio gaúcha, fez elogios ao sistema de Previdência Social chileno, mesmo afirmando que lá foi preciso “um banho de sangue” para levar adiante as reformas econômicas durante a ditadura de Augusto Pinochet, o que soou como um alerta no meio político. 
 

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

Sonegação fiscal equivale ao valor de cinco reformas da Previdência

Responsável por sangrar os cofres públicos em R$ 500 bilhões por ano, a sonegação precisa receber um tratamento mais condizente com os prejuízos que causa à sociedade. É o que defende a Bancada do PT no Senado, que apresentou o PL 1537/2019 para tornar mais rígida a punição aos que burlam o pagamento de impostos.

O PL 1537/2019 torna obrigatório o pagamento dos tributos devidos pelo sonegador, assim como as multas e encargos, antes do encerramento da etapa administrativa ou processo de fiscalização, caso ele queira escapar de ser processado criminalmente.

“A sonegação fiscal é prática contumaz, adotada especialmente por aqueles de alto poder aquisitivo e até hoje premiada pela legislação brasileira”, lembra o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).

Apesar de toda a pirotecnia, essa prática que drena os cofres públicos não mereceu qualquer atenção do governo de Jair Bolsonaro(PSL) nem do dito “pacote anticrime” de Sérgio Moro.

Para economizar R$ 1 trilhão ao longo de uma década, o governo Bolsonaro urdiu uma proposta de reforma da Previdência que é um compêndio de crueldades — 75% dessa economia, aponta um estudo da Federação Nacional do Fisco, serão arrancados dos mais pobres e vulneráveis.

Enquanto isso, um sangradouro de R$ 500 bilhões ao ano, que é a sonegação fiscal, permanece ignorada pelos supostos “justiceiros”. Ao longo de uma década, isso corresponde a R$ 5 trilhões, ou cinco vezes o que seria economizado com a devastadora reforma da Previdência.

Humberto ressalta a importância de distinguir o “sonegador profissional, contumaz” do cidadão inadimplente – “aquele que, por alguma razão de força maior, não consegue quitar suas obrigações fiscais”.

Mas são exatamente os grandes sonegadores, sempre integrantes das castas mais poderosas e ricas, que têm tratamento brando da legislação.

A sonegação, avalia o líder do PT, é tão grave quanto a corrupção e produz um prejuízo ainda maior. Enquanto estudos apontam que a corrupção consome cerca de R$200 bilhões dos cofres públicos, a sonegação consome R$500 bilhões.

“Ataquemos também esse ralo por onde escoam R$500 bilhões por ano, que poderiam ser usados para tornar a previdência social sustentável e investir em projetos de segurança pública que deem combate efetivo à criminalidade e reduzam de forma inteligente os nossos trágicos índices de violência”, conclama Humberto.

Atualmente, a lei brasileira concede ao sonegador a possibilidade de extinguir a punibilidade de seu delito a qualquer tempo, mesmo após a instauração e andamento do processo criminal. Basta que paguem o tributo devido — ou nem isso, pois um recurso muito utilizado é ingressar em programas de parcelamento de longuíssimo prazo, tipo Refis.

Essa é uma liberalidade que só existe no Brasil. “A legislação, em sua forma atual, privilegia o sonegador contumaz, tendo em vista que este tem a certeza da impunidade”, pondera o líder da Bancada do PT no Senado,Humberto Costa (PE).

“Quando se propõe uma reforma da Previdência que vai penalizar parcela substantiva dos trabalhadores, não é razoável que não se altere a legislação sobre sonegação no Brasil, uma vez que ela afeta decisivamente o orçamento da seguridade social”, lembra Humberto.

Segundo o PL 1537/2019, a sonegação de tributos e da contribuição previdenciária patronal e a apropriação indébita previdenciária — quando o empregador desconta a contribuição de seu empregado e embolsa o dinheiro, sem repassá-lo à Previdência — passam a ser crimes sujeitos a penas de cinco a 12 anos de reclusão, além de multa.

Além disso, o sonegador não poderá mais escapar da punição criminal apenas pagando o que deve, na hora que achar conveniente. O projeto dos senadores do PT acaba de vez com a possibilidade de extinção da punibilidade ao gosto do autor do delito.

De acordo com a proposta, o pagamento da dívida tributária abrandará a punição do sonegador, mas elimina a possibilidade de o delito ficar impune.

A Bancada do PT no Senado propõe que a pena de reclusão seja reduzida em dois terços quando o sonegador pagar tudo o que deve aos cofres públicos antes que se encerre a fase de fiscalização ou administrativa (antes da apresentação da denúncia criminal).

Se o pagamento integral do crédito tributário ocorrer após o recebimento da denúncia e antes da sentença condenatória de primeira instância, a pena cai para a metade.

Se o sonegador quitar seu débito após a sentença condenatória de primeira instância e antes do trânsito em julgado, a redução da pena é de apenas um terço.

Do PT

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Publicação de: Blog da Cidadania

Requião, ao lado de trabalhadores, lidera resistência à reforma da previdência no Paraná

Manifestação contra a reforma da previdência na praça Santos Andrade, em Curitiba. Foto Eduardo Matysiak.

Roberto Requião (MDB-PR) voltou às origens nesta sexta-feira (22), em Curitiba, ao liderar a resistência à reforma da previdência ao lado de sindicatos e lideranças dos movimentos populares.

O ex-senador iniciou sua militância política-partidária no início dos anos 80 como advogado de associações de moradores e de sindicatos de trabalhadores na capital paranaense.

Requião mostrou-se hoje bastante à vontade entre sindicalistas, lideranças populares, petistas, psolistas, comunistas e afins. “Parecia um guri liderando manifestação estudantil”, observou um deputado do PT.

Aliás, foram esses movimentos populares curitibanos que o elegeram pela primeira vez à Assembleia Legislativa e, depois, ao executivo municipal em 1985.

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Há quem veja na movimentação de Roberto Requião um “relançamento” na política, qual seja, o velho militante poderá ingressar no PT para disputar a Prefeitura de Curitiba no ano que vem.

Adversários do ainda emedebista temem a entrada do ex-parlamentar na corrida de 2020. Prova disso, a Paraná Pesquisas não revelou esta semana a intenção de voto “estimulada” de Requião dentre os demais pré-candidatos.

Segundo o levantamento do instituto, a disputa pela Prefeitura de Curitiba está mais emboladíssima entre quatro postulantes.

Publicação de: Blog do Esmael

Brasileiros nunca foram tão infelizes e situação deve piorar

Pesquisa do instituto Gallup em parceira com a a Organização das Nações Unidas (ONU) e fundações internacionais aponta que o povo brasileiro vive período mais infeliz já registrado.

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A crise econômica e a desconfiança em relação aos líderes da política, principalmente, fizeram o país perder 16 posições em relação ao ranking de 2015, quando era o 15º país mais feliz do mundo, na frente de Luxemburgo, Irlanda e Bélgica, entre outros.

De lá para cá muita coisa mudou. Depois de assistir à gestação do golpe com as molecagens do candidato derrotado Aécio Neves (PSDB), o Brasil parou para assistir às chantagens do ex-presidente da Câmara, o deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ).

Vieram então o processo de impeachment, o golpe, as malas de dinheiro, as conversas com políticos gravadas por Joesley Batista e a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Tudo isso em meio ao desemprego, aos ataques aos direitos trabalhistas comandados por Michel Temer e à crescente reverberação do discurso fascista do então deputado Jair Bolsonaro.

O Brasil está hoje em 32º lugar entre os 156 países avaliados no ranking. A população da Costa Rica, México, Chile, Guatemala e Panamá se considera mais feliz que os brasileiros em termos de questões políticas, econômicas e sociais e até em aspectos subjetivos, como bem estar, liberdade, generosidade e percepção de corrupção.

As informações são da Rede Brasil Atual.

Publicação de: Blog do Esmael

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