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Lula recebe ex-presidente argentino Eduardo Duhalde nesta quinta

Por Esmael Morais

Publicado em 16/07/2019

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe nesta quinta-feira (18) a visita do ex-presidente da Argentina, Eduardo Duhalde. É o quinto ex-chefe de Estado a visitar Lula e denunciar sua prisão política.

Na quinta-feira (4), Lula também recebeu outro importante apoio do país vizinho, o candidato à Presidência da Argentina, Alberto Fernandez.

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No domingo, diversos líderes latino-americanos reunidos no México publicaram um manifesto contra a escalada do uso de processos jurídicos para fins políticos, o chamado Lawfare, no continente.

Duhalde visita Lula às 16h, acompanhado do jornalista e escritor Emir Sader. Após o encontro, o ex-presidente argentino deve atender a imprensa na saída da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula é mantido preso injustamente desde abril de 2018.

Visitas
Desde que foi levado a Curitiba, Lula recebeu diversas personalidades que reconhecem a ilegalidade de sua prisão. Entre os ex-chefes de Estado que já estiveram com o ex-presidente estão Pepe Mujica (Uruguai), Ernesto Samper (Colômbia), Massimo D’Alema (Itália) e Dilma Rousseff. Lula também deve receber nas próximas semanas o ex-primeiro-ministro da Espanha, José Zapatero.

Por Lula.com.br

Publicação de: Blog do Esmael

Advogado diz que vazamento expõe ‘gangsterismo judicial’ da Lava Jato

Fotos: FERNANDO FRAZÃO E MARCELO CAMARGO/ABR

O advogado criminalista José Carlos Portela Junior destaca que o então juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato, cometeram crime de corrupção, além de ferirem o preceito constitucional da impessoalidade na administração pública, ao tramarem para desviar dinheiro da 13ª Vara de Curitiba para custear propaganda.

O caso foi revelado nesta segunda-feira pelo jornalista Reinaldo Azevedo, no programa O É da Coisa, na rádio Bandnews FM, e em seu blog, em parceria com The Intercept Brasil.

“Irônico que tenha acontecido para subsidiar campanha contra corrupção. Comete-se crime de corrupção em nome dessa cruzada moral que os agentes da Lava Jato encamparam. É ilegal e imoral. Do ponto de vista constitucional, esse tipo de manobra não tem assento na nossa legislação”, disse o advogado, em entrevista ao Jornal Brasil Atual, nesta terça-feira (16).

Portela Junior, que também é professor de Processo Penal do Centro Universitário Curitiba (UniCutiriba) e integrante do coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia, as novas revelações também causam “indignação” porque revelam ambição pessoal dos integrantes da Lava Jato para promoverem as suas imagens e lucrar com um processo repleto de irregularidades.

Mordomias

Nesta terça-feira, a jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, revela que Dallagnol pediu passagens e hospedagem para ele, a mulher e filhos, além de ingressos para o parque aquático Beach Park, na região metropolitana de Fortaleza, como condição para dar palestra na Federação das Indústrias do Ceará (Fiec). Para Portela Júnior, o caso escancara as atividades comerciais promovidas pelo procurador.

Em conversa com Moro, em que sugere que ele aceite palestrar para a Fiec, em troca das mordomia, Dallagnol comemora que as corregedorias do Ministério Público Federal e do CNMP “arquivaram os questionamentos sobre minhas palestras dizendo que são plenamente regulares”.

“Onde já se viu que agentes públicos possam desviar dinheiro do Judiciário, receber valores de palestras montando empresas de fachada para maquiar o destino do dinheiro, um conjunto de atos cabalmente ilegais que mostram que a Lava Jato é gangsterismo judicial”, diz o advogado, sobre diálogos revelados nesta semana que mostram que Dallagnol articulou com o também procurador Roberson Pozzobon para constituir empresa em nome de suas mulheres que administraria pagamentos recebidos por palestras.

Sem fundo

A constituição da empresa de fechada para reforça a suspeita que a fundação bilionária que os procuradores da Lava Jato com dinheiro recuperado da Petrobras serviria para garantir a eles benefícios financeiros pessoais, a partir do pagamento de cachês a palestras e outras atividades supostamente para promover ações de combate à corrupção. “Mais um fato grave que demonstra que os agentes da Lava Jato não têm limites, nem limites éticos, legais.”

Conluio

O conjunto de conversas divulgadas pelo The Intercept Brasil desde junho, que revelam que Moro atuava como o chefe da Lava Jato, em conluio montado com os procuradores do Ministério Público e agentes da Polícia Federal também ferem a independência dos órgãos e o principio da imparcialidade do julgador, previstos na Constituição. “Afeta garantias constitucionais arduamente conquistadas pelos cidadãos brasileiros, com sangue suor e lágrimas, que estão sendo jogadas no lixo por esses agentes da Lava Jato, em nome de um projeto político e econômico pessoal.

Outra matéria do portal UOL, em que o ex-diretor-superintendente da Odebrecht, Carlos Armando Paschoal, afirma que teve que “construir um relato” no chamado caso do sítio de Atibaia, para aumentar o peso da acusação que levou à segunda condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é mais um caso que reforça as suspeitas sobre o esquema montado por Moro e os procuradores da Lava Jato.

Da RBA

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Rogério Correia: ‘Motivos para Dallagnol ser preso estão dados’

Foto: CLEIA VIANA/CÂMARA DOS DEPUTADOS

Além de protocolar, na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, um pedido para que o passaporte do procurador Deltan Dallagnol seja retido, o deputado Rogério Correia (PT-MG) deve encaminhar solicitação semelhante para que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, adote medidas judiciais no mesmo sentido. No parlamento, o pedido só poderá ser votado depois do recesso, em agosto.

Segundo o documento, o procurador e o então juiz Sergio Moro “foram muito além do papel que lhes cabia quando da apuração e julgamento dos casos da Lava Jato”. Para Correia, é urgente a adoção de uma medida judicial “antes que Dallagnol saia do país, que é o que vai acabar acontecendo”.

Na opinião do deputado, o procurador tem motivos para deixar o Brasil. “As coisas se agravaram muito. Não tem mais jeito de o próprio Conselho Nacional do Ministério Público deixar de investigar esse caso. Aliás, o risco de prisão dele é iminente. Ele se utilizou do Ministério Público para enriquecimento ilícito, falando inclusive em fazer entidades laranjas. Isso é caso de prisão. Os motivos para ele ser preso estão dados. Então a fuga é uma hipótese real.”

Outro agravante na opinião do deputado é  o fato de que Dallagnol “já se negou duas vezes a ir à Câmara (às comissões de Trabalho e Administração e Serviço Público e de Direitos Humanos) para prestar esclarecimentos.

Correia aponta “o acúmulo” das denúncias do Intercept Brasil, somado à revelação deste domingo (14), publicada no jornal Folha de S. Paulo, e agravado ainda pela recusa de Dallagnol em comparecer à Câmara. “Primeiro, com a última denúncia, consolidou-se a manipulação que o Ministério Público fazia junto com Sergio Moro, o que já é grave, e levou à prisão injusta do presidente Lula. Agora, com a ‘confissão’ de corrupção, ficou mais grave ainda, pois trata-se de enriquecimento ilícito”, diz Correia.

Mensagens divulgadas no domingo (14) pela Folha e o site The Intercept Brasil revelam que Dallagnol montou um plano de negócios envolvendo palestras para “lucrar” com a fama obtida por meio da operação. “Vamos organizar congressos e eventos e lucrar, ok? É um bom jeito de aproveitar nosso networking e visibilidade”, comentou com sua mulher em mensagem. Além disso, novas revelações divulgadas hoje (15) mostram que Dallagnol pediu dinheiro a Moro, em 2016,  para financiar a produção de um vídeo sobre medidas contra a corrupção que seria veiculado pela Rede Globo.

Rogério Correia conta que já esteve com Raquel Dodge, com a qual conversou sobre o assunto, e agora encaminhará pedido oficial à procuradora-geral, solicitando a ela que “adote medidas para a retenção do passaporte”.

Se a Justiça precisa ser provocada para agir, na opinião de Correia, a procuradora-geral da República “poderia fazer isso em função da gravidade do assunto”, diz. “Como já conversamos com ela, vou remeter à PGR o requerimento com o mesmo teor do que vai ser votado na comissão. Quando ele se negou a ir à Câmara, estivemos com Raquel e manifestamos a nossa insatisfação pelo fato de ele não esclarecer, à época, os R$ 2,5 bilhões da fundação privada que estava instituindo no Paraná.”

Ex-juiz e atual ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro se licenciou do cargo entre os dias 15 e 19, conforme publicado no Diário Oficial da União na última segunda-feira (8).

Da RBA

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Efeito Bolsonaro: Inflação sobe de 0,49% em junho para 0,61% em julho

Por Esmael Morais

Publicado em 16/07/2019

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou inflação de 0,61% em julho.

O percentual é superior ao observado em junho (0,49%). Com isso, o índice acumula 4,41% no ano e 6,23% em 12 meses.

A alta da taxa na passagem de junho para julho foi puxada pelos preços no varejo e pelo custo da construção. A informação foi dada hoje, no Rio de Janeiro, pela FGV.

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O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, subiu de 0,02% em junho para 0,07% em julho. Já o Índice Nacional de Custo da Construção passou de 0,04% para 1,08%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, registrou, em julho, a mesma taxa de junho (0,72%).

As informações são da Agência Brasil

Publicação de: Blog do Esmael

Ministério da Saúde suspende contratos para fabricar 19 remédios do SUS; mais de 30 milhões serão afetados

Ministério da Saúde suspende contratos para fabricar 19 remédios de distribuição gratuita

BRASÍLIA – O Ministério da Saúde suspendeu, nas últimas 3 semanas, contratos com 7 laboratórios públicos nacionais para a produção de 19 medicamentos distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Documentos obtidos pelo Estado apontam suspensão de projetos de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) destinados à fabricação de remédios para pacientes que sofrem de câncer e diabete e transplantados.

Os laboratórios que fabricam por PDPs fornecem a preços 30% menores do que os de mercado. E já estudam ações na Justiça.

Veja aqui a lista.

Associações que representam os laboratórios públicos falam em perda anual de ao menos R$ 1 bilhão para o setor e risco de desabastecimento – mais de 30 milhões de pacientes dependem dos 19 remédios.

A lista inclui alguns dos principais laboratórios: Biomanguinhos, Butantã, Bahiafarma, Tecpar, Farmanguinhos e Furp.

Além disso, devem ser encerrados contratos com oito laboratórios internacionais detentores de tecnologia, além de laboratórios particulares nacionais. Isso porque cada laboratório público, para desenvolver um produto, conta com dois ou três parceiros.

Depois, esses laboratórios públicos têm o compromisso de transferir a tecnologia de produção do medicamento ao governo brasileiro. Essa lista inclui referências da indústria como a GlaxoSmithKline Brasil Ltda. (GSK) e a Libbs, além de Oxygen, Nortec, Biomm, Cristália, ITF, Axis e Microbiológica Química e Farmacêutica Ltda.

Informe foi enviado no dia 26 de junho e é assinado  Denizar Vianna Araujo, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde

Transitório

Procurado, o Ministério da Saúde informou que as PDPs continuam vigentes. Segundo a pasta, foi encaminhado aos laboratórios um ofício que solicita “manifestação formal sobre a situação de cada parceria”.

O órgão federal ainda informou que “o chamado ‘ato de suspensão” é por um período transitório”, enquanto ocorre “coleta de informações”.

Estado (eja acima), porém, teve acesso a um dos ofícios em que o ministério é categórico ao informar o encerramento da parceria.

O documento, do dia 26 de junho, é assinado por Denizar Vianna Araujo, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde.

A Bahiafarma é informada que, com base em um parecer da Advogacia-Geral da União e da Controladoria-Geral da União, “comunicamos a suspensão da referida PDP do produto Insulina Humana Recombinante Regular e NPH, celebrada com a Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos e solicitamos manifestação formal da instituição pública quanto à referida decisão, no prazo improrrogável de dez dias úteis”.

O presidente da Bahiafarma e da Associação dos Laboratórios Oficiais do Brasil (Alfob), Ronaldo Dias, disse que os laboratórios já estão tratando as parcerias como suspensas.

“Os ofícios dizem que temos direito de resposta, mas que a parceria acabou. Nunca os laboratórios foram pegos de surpresa dessa forma unilateral. Não há precedentes”, afirmou.

O entendimento da associação de laboratórios é que a entrega de remédios já programada continua garantida. Isso significa que não deve haver interrupção imediata no fornecimento.

Segundo ele, a maior parte pretende fazer um questionamento jurídico. “A primeira medida que a gente pretende tomar é no âmbito judicial. Nossa linha deve ser alegar a arbitrariedade da forma que isso se deu.”

Já o representante de um laboratório de São Paulo, que falou com o Estado sob a condição de não ter o nome divulgado, disse que a suspensão das parcerias vai criar um problema de saúde e afetar uma cadeia econômica “imensa”, expondo o Brasil à insegurança jurídica.

Ele cita como exemplo uma planta industrial no valor de R$ 500 milhões, construída em uma parceria de um laboratório privado com o Instituto Butantã e financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Essa planta toda fica obsoleta. Toda cadeia econômica está severamente afetada”, disse.

O presidente da Bahiafarma e da Associação dos Laboratórios Oficiais do Brasil (Alfob), Ronaldo Dias, vê retrocesso para a indústria nacional de medicamentos e um risco para a saúde de milhões de pacientes. O laboratório é um dos que tiveram seus contratos suspensos.

“É um verdadeiro desmonte de milhões de reais de investimentos que foram feitos pelos laboratórios ao longo dos anos, além de uma insegurança jurídica nos Estados e entes federativos. Os laboratórios não têm mais como investir a partir de agora. A insegurança que isso traz é o maior golpe da história dos laboratórios públicos.”

O representante do setor destaca que as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) também funcionam como um regulador de preço no mercado. Ele explica que a Bahiafarma, por exemplo, vende insulina a um preço três vezes menor que laboratórios estrangeiros.

Dias ressalta que um processo de compra de medicamento no Ministério da Saúde costuma demorar até 11 meses para ser concluído. Por isso, haveria até risco de desabastecimento.

Publicação de: Viomundo

Associação Juízes para a Democracia considera Lula preso político

Por Esmael Morais

Publicado em 16/07/2019

A Associação Juízes para a Democracia (AJD) publicará um documento apontando que o processo judicial do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que resultou em sua condenação no caso do triplex de Guarujá, foi direcionado para fins políticos. De acordo a entidade, após as novas revelações do The Intercept, torna-se evidente que a ação contra Lula foi conduzida de maneira ilegal e com diversos descumprimentos processuais.

Simone Nacif, juíza titular da 1ª Vara Criminal de Nova Friburgo, explica que a avaliação foi feita em assembleia da AJD realizada no último final de semana. “Foram deliberadas duas ações. Uma é a publicação de uma Carta de São Paulo, documento oficial da Associação declarando Lula preso político. E a outra ação é de um ato em Curitiba para ler este documento e a visita de um representante, provavelmente a presidenta da associação, para a entrega deste documento ao ex-presidente”, afirmou, em entrevista aos jornalistas Marilu Cabañas e Glauco Faria na Rádio Brasil Atual.

A magistrada explica ainda o significado de se considerar Lula um preso político. “Alguns criminalistas destacam que todo preso é um preso político, pois o ordenamento jurídico, para estes criminalistas críticos, é uma expressão da sociedade capitalista e reproduz toda a relação de exploração e dominação, sendo o Direito Penal o instrumento mais radical de perpetuação e de afastamento dos ‘indesejáveis’ da nossa sociedade”, aponta.

“Mas Lula é um preso político no sentido estrito do conceito. No processo dele, foram descumpridas as normas processuais e o ordenamento jurídico, mas ainda que tivessem sido cumpridas aparentemente, sua existência e a maneira como foi conduzido mostra que ele existe não para afastar Lula da sociedade, como acontece com todo preso, mas para afastá-lo do processo eleitoral sendo ele o candidato preferido em todas as pesquisas à época.”

A juíza Raquel Braga, também integrante da AJD, lembra que o processo contra o ex-presidente teve uma capa de legalidade, mas só a capa. “Os vazamentos dão razão a quem já denunciava isso. Declarar que Lula é um preso político é demonstrar que essa capa não possui nem a legalidade”, criticou.

Confira abaixo a entrevista:

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Por RBA

Publicação de: Blog do Esmael

Raquel Dodge faz reunião de ‘emergência’ com Deltan nesta terça

Por Esmael Morais

Publicado em 16/07/2019

A procuradora-geral da República Raquel Dodge chamou o procurador Deltan Dallagnol e demais integrantes da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba para uma reunião em Brasília nesta terça (16). A reunião de “emergência” discutir uma linha de redução de danos para o vazamento das mensagens entre Deltan Dalagnol e o ministro da Justiça, Sergio Moro, quando era juiz da 13ª Vara em Curitiba.

A procuradora-geral deverá fazer uma defesa da operação e de sua importância para o combate à corrupção. Há previsão de que, após as tratativas, ela se manifeste institucionalmente em favor dos procuradores, possivelmente por meio de nota.

O afago de Dodge aos investigadores vem num momento em que ela tenta ser reconduzida ao cargo pelo presidente Jair Bolsonaro e também de forte desgaste para os membros da força-tarefa, cujas condutas vêm sendo postas sob questionamento com a divulgação de seus diálogos.

O teor das mensagens vem sendo publicado pelo site The Intercept Brasil e outros veículos, incluindo a Folha de S.Paulo.

As primeiras vieram à tona em 9 de junho, em reportagem do Intercept.

*Com informações da Folha de São Paulo

Publicação de: Blog do Esmael

Sobre Ratinho, Richa, Bolsonaro e Deltan, o fujão: “Não seria o caso de conduzi-lo debaixo de vara?”

Curitiba, 8 de julho de 2019.

Estimado Lula

Hoje o frio está mais ameno, mas continua. Aí, pega sol para se aquecer um pouco?

Neste frio danado como têm sido as suas noites?

Sou curioso em saber: daí onde te colocaram o que você consegue ver.

Durante o dia consegue ver pelo menos as árvores e os pássaros? Ou só consegue ouvir os ruídos da rua, o cantar dos pássaros e os gritos da “Vigília Lula Livre” de bom dia, boa tarde, boa noite?

Pergunto porque daqui de casa vejo, mesmo que curto horizonte, as árvores. Te mando a foto de uma árvore para você ver a cor do inverno.

Ela está no finzinho desta carta. Que tal?

À noite você enxerga as estrelas?

Nestes dias frios o céu tem estado, em geral, sem nuvens e com muitas estrelas. Tem até uma lua em formato do bigode do Dali. No céu azul, ela fica bonita, inclusive aparece durante o dia.

Penso sempre que os ditadores, os fascistas e os tacanhos não respeitam artistas e a arte. São insensíveis e a arte é fruto da sensibilidade, da sabedoria, da espiritualidade, da inteligência e…

Por isso imagino que não conheçam Dali e sua arte.

Lula, hoje no período da manhã fomos informados que o Sergio Moro pediu licença do Ministério da Justiça, no período de 15 a 19 de julho.

Contando os sábados e domingos, na prática será do dia 12 ao dia 22. O motivo, segundo ele, é para tratar de “assuntos particulares”.

Realmente ele deve ter muitos assuntos particulares para tratar:

1) descansar, pois tem trabalhado muito, inclusive as últimas férias dele em Lisboa foram perturbadas com a possibilidade de você ser solto, lembra-se? Se ele não tivesse movido mundos e fundos para mantê-lo preso, você já poderia estar em liberdade. Isto faz exatamente um ano hoje, portanto está cansado e merece férias;

2) esconder-se; vá que o The Intercept divulgue os áudios que possuem e ele ter que ficar se explicando;

3) ir para os EUA buscar instrução: o que fazer agora que estamos sabendo como se deu o golpe e a sua prisão;

4) permitir que a PF, seus amigos do MP e algum juiz do grupo faça a sujeira de busca e apreensão e prisão de gente do The Intercept;

5) ir para os EUA e não voltar mais . Desculpe, acho que isso é sonho.

Uma certeza: o afastamento não é por vergonha, porque se tivesse pediria demissão.

Desculpe Lula: alonguei muito.

Forte abraço

Jorge Sanches

Curitiba, 9 de julho de 2019.

Estimado Lula

Escrevendo estas cartas para você lembrei-me das poucas cartas que recebi, e infelizmente não tenho nenhuma guardada, da minha família quando sai de casa para estudar.

Eram poucas, curtas e com poucos assuntos, porque meu pai e minha mãe eram semianalfabetos. Escreviam com muita dificuldade.

Sempre a carta começava assim: “nóis aqui em casa graças a Deus vamo indo bem de saúde. Espero que esta te encontre com saúde e na paz de Deus”.

Lula, digo-lhe o mesmo: espero que esta te encontre com saúde e na paz de Deus.

Você é religioso, então desculpe o que vou falar: “parece que Deus está abandonando os justos e os inocentes”.

Mudando de assunto, lembra, acho que você viu na TV, que no dia 30 do mês passado os defensores do Bolsonaro e do Sergio Moro foram para a rua pedir o fechamento do Congresso Nacional, do STF e a favor da reforma da previdência.

Pior, tinha muita gente defendendo estas ideias.

Pesquisa divulgada hoje mostra que o número de pessoas contrárias à reforma proposta da previdência caiu de 51% para 44%, enquanto a dos favoráveis teria crescido de 41% para 47%.

Ocorre que hoje, não sei se confiável, saiu outra pesquisa que mostra que um terço da população brasileira aceita o fechamento do Congresso e do STF.

Preocupante não?

Parece piada. O governo Bolsonaro denunciou na ONU a perseguição que sofrem cristãos em locais onde é minoria, não só isso, incorporou em sua política externa posições com base religiosa.

Saudade de você e do Celso.

Ah! Não posso esquecer. O valentão do Deltan Dallagnol, aquele que sempre fugiu de você, que nunca foi te fazer perguntas, agora está fugindo da Câmara dos Deputados. Foi convidado a ir lá falar da Lava Jato e o que ele fez foi fugir.

Não seria o caso de ser conduzido “debaixo de vara”?

Coragem

Jorge Sanches

Curitiba, 10 de julho de 2019.

Caro Lula

“Homem de Deus”, assim o poeta e por vezes morador de rua, Batista de Pilar, começava seu diálogo.

Sempre depois do “homem de Deus” havia um pedido, no geral era uma graninha para comer, pagar o aluguel ou mesmo para tomar umas purinhas.

Não sei bem por que toquei neste assunto agora. Talvez seja para te fazer uma pergunta: “homem de Deus, como é sua comida”?

Quando te prenderam foi divulgado que sua alimentação seria igual a de todo mundo.

Este não é o problema, a questão é que foi dito que seria um marmitex, que apesar de ser chamada de quentinha chega sempre friazinha.

Homem de Deus imagina com esse frio comer comida fria. A gente quer comida quente para aquecer.

Falar em comida, os funcionários e as funcionárias do estado do Paraná estão com dificuldades de viver: faz 42 meses que não têm reajuste salarial. A inflação já está lá em cima e o salário lá embaixo.

Estão em greve já há 16 dias, e sabe o que faz o governador Ratinho? Vai passar o final de semana nos Estados Unidos. E, hoje foi para Brasília.

Lula, é bom você saber: o Ratinho é igual o Beto Richa, favorável à destruição dos serviços públicos. Não é à toa que ambos apoiaram o Bolsonaro.

Um caso interessante. Há professores e professoras que não aderiram à greve e houve reações da comunidade. Pais, mães e alunos aderiram e não deixam professores, professoras e funcionários e funcionárias entrarem nas escolas.

Ontem os grevistas fizeram um bonito ato em frente o Palácio Iguaçu pedindo que se abra a negociação. Para você ver a multidão te mando uma foto. Depois deste ato ocuparam a Assembleia Legislativa e passaram a noite lá.

Lembra que ontem eu falei que o Deltan Dallagnol é um fujão e que deveria ser conduzido “debaixo de vara” para ir à Câmara.

Pois bem depois que te mandei a carta o The Intercept Brasil divulgou um áudio dele festejando a liminar do Fux, que proibiu você de dar entrevista.

Homem de Deus, não é que agora ele foge da própria voz.

Abraço e se alimente bem para não ficar doente.

Jorge Sanches.

Publicação de: Viomundo

Dallagnol disse que renda de palestras ia para caridade. Prove!

Leia a coluna de Ranier Bragon, repórter especial em Brasília, está na Folha desde 1998. Foi correspondente em Belo Horizonte e São Luís e editor-adjunto de Poder.

***

Dallagnol tem tudo para provar a lisura de seus atos, basta mostrar as planilhas

As conversas se assemelham àquelas que saem no Jornal Nacional tendo como pano de fundo o encanamento estourado, a jorrar maços e maços de dinheiro de dentro de suas tubulações enferrujadas.

Discutem-se cifras e percentuais, várias vezes. O plano é encobrir o real objetivo —o ganho financeiro— escalando laranjas para gerir a empresa ou criando uma entidade simuladamente sem fins lucrativos.

Conforme revelam mensagens obtidas pelo Intercept Brasil e analisadas em conjunto com a Folha, o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato, montou um plano privado de negócios a partir de seu trabalho na operação.

Os diálogos mostram procuradores arrebatados por um único desejo, auferir o maior lucro possível —o que incluiria parceria com outras empresas— por meio de uma atividade a ser escamoteada pelo manto da filantropia. De forma chocante, não há nada ali que lembre remotamente a versão pública de Dallagnol sobre o objetivo de sua prolífica carreira de palestrante —estimular a cidadania e o combate à corrupção.

“Tomara que seja algo como 1 bi porque vamos faturar!!”, escreveu o chefe da Lava Jato na madrugada do dia 15 de fevereiro ao também procurador Roberson Pozzobon. Dallagnol diz não haver veracidade comprovada nem contexto nas mensagens. É hora então de ele revelar o devido contexto de seus atos.

Cerca de 40 palestras teriam lhe rendido mais de R$ 300 mil “limpos” em 2018. Basta levar as planilhas ao escrutínio público. Quem o contratou, quanto recebeu, quanto foi parar no seu próprio bolso? Pode provar, como sempre disse, que destinou grande parte a entidades filantrópicas ou de combate à corrupção?

Dallagnol é um funcionário público pago para desbaratar maracutaias. É lícito, ético, que use essa atividade como escada para negócios privados? Ao tramar nas sombras e cogitar subterfúgios e institutos de fachada para ocultar a real finalidade da empreitada, o coordenador da Lava Jato parece saber a resposta.

Da FSP

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Novos vazamentos são o striptease de Deltan

Foto: Pedro Ladeira | Folhapress

Poucas vezes um tuíte se mostrou tão inoportuno quanto o do principal procurador da Lava Jato no último sábado (13). Escreveu @deltanmd “Trabalhar na Lava Jato gera um grande custo pessoal. Mas todos da força-tarefa estamos dispostos a pagá-lo para cumprir nosso dever e contribuir para um país com menos corrupção e menos sofrimento humano causado por essas práticas espúrias.”?

No dia seguinte (14), o autor e sua declaração pública de integridade e abnegação foram expostos ao vexame da leva de mensagens da Vaza Jato. Nelas, Deltan combina com um colega a criação de uma empresa de palestras no nome de suas mulheres para fugir de questionamentos legais, e conta ter recebido R$ 400 mil líquidos em um ano de perorações pelo país.

O resultado foi uma enxurrada de críticas na plataforma.

Na definição da jornalista e diretora do portal Metropoles.com, @lilian_tahan “Folha de S. Paulo deixa Deltan nu em sua manchete de hoje. Pelas mensagens obtidas, fica claro que o combate à corrupção é pano de fundo para ele organizar vida mais abonada. Não é ilegal, mas é constrangedor. Um herói a menos no país da malandragem.”

Também tuitou o professor da Faculdade de Direito da USP, @conradohubner “A magistocracia mais bem remunerada do mundo, que consome a maior parcela do PIB no mundo, não se satisfaz com salário. Retorce a lei e se dedica a palestras. Se der pra usar fama da Lava Jato e o serviço de assessoras do MPF, melhor ainda. Dobram o salário.”

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