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‘Eu também sou réu no Supremo, e daí?’, diz Bolsonaro sobre sua futura ministra

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou neste domingo (18), que a futura ministra da Agricultura de seu governo, Tereza Cristina (DEM-MS), “neste momento goza de toda a sua confiança”.

Ela concedeu incentivos fiscais ao grupo JBS na mesma época em que manteve uma “parceria pecuária” com a empresa e quando ainda era secretária do agronegócio do então governador André Puccinelli (MDB-MS), preso em julho Polícia Federal sob acusação de corrupção.

“Eu também sou réu no Supremo [Tribunal Federal], e daí? Tenho que renunciar ao meu mandato? Ela já foi julgada? Eu desconheço. Apenas um processo foi apresentado?”, declarou Bolsonaro. “Assim como eu já fui representado umas 30 vezes na Câmara, e não colou nenhum.”

“Afinal de contas sou um ser humano, posso errar, e se qualquer ministro tiver uma acusação grave e comprovada a gente toma uma providência. Nesse momento ela goza de toda a confiança nossa”, ele disse ao visitar a competição mundial de jiu-jitsu Abu Dhabi Grand Slam, no Parque Olímpico da Barra (zona oeste do Rio).

A deputada arrendava uma propriedade em Terenos (MS) aos irmãos Joesley e Wesley Batista para a criação de bois e, ao mesmo tempo, ocupava o cargo de secretária estadual de Desenvolvimento Agrário e Produção de Mato Grosso do Sul.

A política de incentivos fiscais do governo estadual está no centro da delação premiada fechada pela JBS com a PGR no ano passado no capítulo que tratou da corrupção em Mato Grosso do Sul.

Os documentos assinados por Tereza foram entregues pelos delatores da JBS em agosto de 2017 como complemento ao acordo de delação premiada fechada em maio entre os executivos da empresa com a PGR (Procuradoria-Geral da República) e homologada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Da FSP.

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Publicação de: Blog da Cidadania

Virada da Consciência Negra celebra a resistência com arte e cultura


CULTURA

Evento traz atrações musicais, artísticas e esportivas em 150 pontos da capital paulista, a partir deste domingo (18)

Redação RBA |
Tema central da Virada da Consciência Negra traz homenagem a Zumbi dos Palmares, conhecido pela resistência à escravidão Rovena Rosa/EBC

Entre os dias 18 e 21 de novembro, a cidade de São Paulo será palco da primeira Virada Cultural da Consciência Negra em homenagem a um dos principais símbolos da resistência à escravidão, Zumbi dos Palmares. Os eventos, organizados pela Faculdade Zumbi dos Palmares e ONG Afrobras, serão realizados em 150 pontos da capital paulistana com diversas atividades gratuitas, relacionadas à música, dança, teatro, moda, beleza, cinema, mostras de artes visuais e competições esportivas.

Ao repórter Cosmo Silva, da Rádio Brasil Atual, o reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, José Vicente, que idealizou a proposta da Virada, ressaltou a importância do evento e da representação do guerreiro negro na conscientização sobre a riqueza da diferença e pela continuidade da luta anti-racista.

“É muito legado o que foi a luta de Zumbi dos Palmares. Porque o Brasil, ainda que com todos os seus defeitos, é um país estruturado em cima desses valores da liberdade, da igualdade, do respeito às diferenças e às pessoas e do combate a todo tipo de opressão, preconceito e discriminação”, explica o reitor.

O show musical em homenagem ao guerreiro, acontece no dia 20 de novembro, a partir das 10h, com apresentações de Dandara, Joãozinho Samba 6, Duda Ribeiro e Banda DR, Coral USP Lapa com a Banda Temática de Hip Hop e de Thobias da Vai-Vai, que destacou o evento à Rádio Brasil Atual como uma forma de combater a intolerância e o preconceito, sem deixar de exaltar a riqueza da cultura afro no Brasil. “Mostramos que estamos vivo, e sempre atentos à nossa condição e reafirmando nossa importância, muito embora muitos tentem nos subestimar”, afirma o artista e sambista.

As informações completas sobre as atrações, horários e locais das atividades da Virada podem ser conferidos aqui.

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

TRF manda Vale pagar indenização às comunidades indígenas


justiça

A mineradora deverá pagar indenização às comunidades indígenas xikrin e kayapó, por danos ambientais e à saúde

Redação Fórum |
Vale disse que “a decisão do TRF não traz fato novo ao processo em curso” e que recorrerá da decisão junto aos Tribunais Superiores Marcello Casal Jr | Agência Brasil

O Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região decidiu que a mineradora Vale deverá pagar indenização às comunidades indígenas xikrin e kayapó, por supostos danos ambientais e à saúde no sul do Pará. Além disso, determinou, ainda, a paralisação das atividades de mineração de ferro-níquel da unidade Onça Puma, de acordo com informações da Reuters.

A paralisação das atividades de exploração mineral, segundo nota do Ministério Público Federal (MPF), deverá ocorrer até que a empresa cumpra obrigações socioambientais, apresentando programas mitigatórios e compensatórios em favor das etnias indígenas atingidas.

A produção de Onça Puma alcançou 6,1 mil toneladas de níquel no terceiro trimestre deste ano, ou pouco mais de 10 por cento do total produzido pela Vale, uma das maiores produtoras globais do metal. A decisão ocorre em uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal diante do suposto descumprimento da condicionante nº 16 da licença prévia do empreendimento, que determina apresentação de planos e programas de prevenção e mitigação/compensação às comunidades indígenas.

Procurada, a Vale disse que “a decisão do TRF não traz fato novo ao processo em curso” e que recorrerá da decisão junto aos Tribunais Superiores, “visando o retorno das minas”.

“Laudos periciais demonstram que o empreendimento não gera qualquer dano ao rio Cateté e às comunidades indígenas. O empreendimento está devidamente licenciado pelas autoridades ambientais locais”, acrescentou a mineradora, em nota.

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

SBT pode ressuscitar miniprogramas que “puxavam o saco” de governos

O Sistema Brasileiro de Televisão, o SBT, do empresário e apresentador Silvio Santos, pode ressuscitar ‘A Semana do Presidente’ para “puxar o saco” do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e dos militares.

LEIA TAMBÉM:
Silvio Santos resgata slogan da ditadura ‘Brasil, Ame-o ou Deixe-o’

O SBT, antiga TVS, foi uma concessão pública dada ao empresário Silvio Santos no governo do general Figueiredo, na ditadura militar.

Durante uns 20 anos, a televisão de Silvio Santos exibiu uma espécie de miniprograma destinado a divulgar os feitos de governos chamado ‘A Semana do Presidente’.

Na ditadura, esses miniprogramas eram usados como recurso para estimular o patriotismo e aumentar a popularidade do governo.

No último mês de outubro, o SBT exibiu uma vinheta com o slogan “Brasil, ame-o ou deixe-o” para agradar o novo presidente eleito de Jair Bolsonaro. Esse slogan foi utilizado pelos militares nos anos mais sangrentos da ditadura militar no Brasil.

O canal retirou essa inserção do ar após uma saraivada de críticas que recebeu.

Silvio Santos uma vez afirmou que se considerava um “office boy de luxo do governo”, por ter uma concessão pública de TV.

Assista ao vídeo e relembre como eram os miniprogramas do SBT:

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Publicação de: Blog do Esmael

Julgamento de Sergio Cabral na 2ª instância começará em dezembro

Preso em Bangu 8, o ex-governador Sérgio Cabral começará a ter suas condenações na Lava-Jato analisadas pela segunda instância da Justiça Federal do Rio a partir de dezembro. O julgamento da primeira ação pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) acontecerá dois anos após a prisão, completados ontem.

O caso que está na pauta é o da Operação Calicute, que rendeu a pena mais alta a Cabral: 45 anos e dois meses por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertencimento a organização criminosa. O revisor do processo no TRF-2, desembargador Paulo Espírito Santo, marcou os julgamentos para 4 e 5 de dezembro.

Cabral acumula oito condenações — sete proferidas pelo juiz Marcelo Bretas e uma pelo juiz Sergio Moro — que totalizam mais de 183 anos de prisão. O ex-governador foi denunciado 26 vezes pelo Ministério Público Federal (MPF). O início do julgamento na segunda instância é importante, segundo a defesa, para entender a posição dos desembargadores em análises futuras.

— A posição que o TRF assumir agora vai irradiar efeitos para todos os outros processos — disse o advogado de Cabral, Rodrigo Roca.

Roca está escrevendo um livro sobre sua atuação no caso. Recomendou que o cliente também conte em uma publicação sua história, mas Cabral não demonstrou interesse.

— Meu viés não vai ser bastidor. Tem uma questão técnica, é um livro de filosofia da prática do Direito. Também terá meu lado como profissional, do que eu passei e ainda passo, da minha relação com o juiz, com o MPF e com próprio ex-governador — disse Roca, adiantando o título do livro: “Sem recurso — a defesa de Sérgio Cabral”.

Quatro livros sobre o ex-governador foram ou estão em vias de serem publicados. Roca diz não saber se o cliente leu as publicações. O emedebista, aliás, fez leituras como forma de remição de pena. Pelo programa, o preso deve, em até 30 dias, ler e escrever uma resenha crítica sobre um dos títulos disponíveis.

Ele ainda reduziu alguns dias na cadeia com o trabalho na biblioteca da Cadeia Pública Frederico Marques, em Benfica. Mas, desde abril, não conta mais com o benefício porque foi enviado para Bangu 8, onde não há biblioteca.

Na cadeia, Cabral tem recebido a visita dos filhos e da mãe, Magaly, e da mulher, Adriana Ancelmo, que deixou a prisão domiciliar em agosto. Embora possa agora circular livremente, ela tem optado por ficar a maior parte do tempo em casa, um amplo apartamento na Lagoa. A ex-primeira-dama costuma ir a Bangu 8 às quartas-feiras.

Do Jornal Extra

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Bolsonaro esvazia futura Casa Civil de Onyx Lorezoni e reforça o ‘gerentão’ Mourão

A equipe de transição do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), opera um novo organograma de atribuições para o futuro ministro da Casa Civil, o deputado federal Onyx Lorezoni (DEM-RS), que passaria a coordenar apenas a relação com as duas casas do Congresso Nacional. O futuro ministro tem enfrentado forte “fogo amigo” de setores bolsonaristas, em particular de parlamentares do PSL, partido de Bolsonaro.

No novo desenho palaciano, ganha força política o vice-presidente Hamilton Mourão, que se transformaria numa espécie de “gerentão” do governo, coordenando e monitorando o trabalho feito por todos os ministérios. Se o novo desenho for adotado, o Palácio do Planalto perde uma secretaria com status de ministério – a de Governo –, ficando com apenas três pastas: Casa Civil mais enxuta, com Lorenzoni; Gabinete de Segurança (GSI), com o general Augusto Heleno, e Secretaria-Geral da Presidência, que deverá ser ocupada pelo advogado e ex-presidente do PSL, Gustavo Bebiano.

O general Hamilton Mourão controlaria também os programas e obras governos do governo, como por exemplo, o PAC – Programa de Aceleração do Crescimento ou similar que venha ser adotado pela gestão Bolsonaro.

*Com informações do Estadão Conteúdo

Publicação de: Blog do Esmael

Versão alemã do Escola sem Partido é organizada por grupos neonazistas

Um acalorado debate invadiu as escolas alemãs nas últimas semanas. O partido Alternativa para a Alemanha (AfD) lançou em diversos estados do país sites chamados Neutrale Schulen (Escolas Neutras, em tradução para o português) para que estudantes denunciem professores críticos ao próprio partido e que expressem sua opinião política em aulas.

O AfD é considerado por diversos historiadores como uma legenda de extrema-direita e parte de seus apoiadores tem conexões com grupos neonazistas.

A Neutrale Schulen guarda algumas semelhanças com o Escola Sem Partido, projeto em análise na Câmara dos Deputados brasileira. A iniciativa do deputado Erivelton Santana (PSC-BA) proíbe que professores promovam “seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias”.

Mas também há diferenças. A investida do AfD não ocorre via Legislativo, mas por meio de denúncias. Esse é um tópico contencioso na Alemanha, já que essa era uma prática incentivada pela ditadura nazista e pela Stasi, a polícia secreta da Alemanha Oriental – ambos perseguiam brutalmente inimigos de seus regimes.

“Existem certamente algumas semelhanças [entre o Escola Sem Partido e o Neutrale Schulen]. Mas no caso alemão, creio que o governo não aprovaria essa iniciativa. Não é uma abordagem sancionada pelo Estado”, argumenta Martin Mills, diretor do Centro para Professores e Pesquisa de Ensino no Instituto de Educação da University College London, no Reino Unido.

No Brasil, Mills completa, “é uma questão diferente porque o medo [dos professores] seria do governo”. “Quais serão as sanções do Estado se os professores falarem sobre o partido no poder? Este não é um partido marginal como o AfD na Alemanha, trata-se do governo.”

Outra diferença em relação à Escola Sem Partido é que a Neutrale Schulen tem um foco mais específico, a suposta discriminação e tratamento injusto dado ao partido AfD e seus apoiadores nas escolas alemãs. “Lançamos o site porque recebemos diversas reclamações de pais e estudantes sobre professores difamando o AfD como extremista ou mesmo nazista. Alguns até se recusam a abordar o partido ou dão aos alunos informações erradas sobre nosso programa político”, afirma Franz Kerker, membro do AfD no parlamento estadual de Berlim.

A medida recebeu uma enxurrada de críticas na Alemanha. Em protesto, diversos professores se autodenunciaram ao partido.

Segundo a especialista em educação da Fundação Heinrich-Böll Sybille Volkholz, responsável pela gestão desse setor na cidade de Berlim entre 1989 e 1990, o argumento de que o AfD está sendo injustiçado nas escolas é incorreto. “Devido à nossa história, é compreensível que AfD e outros partidos de direita estejam sob observação. O AfD colabora de perto com alguns movimentos neonazistas. É correto que os professores sejam muito sensíveis em relação à extrema-direita”.

Para ela, as escolas alemãs têm a obrigação histórica de educar democratas e torná-los resistentes à ideologia nazista. “Muitos professores disseram que continuarão a cumprir essa tarefa. Diversos alunos escreveram cartas ao AfD com piadas como ‘nossos professores sempre escrevem com a mão esquerda’.”

“É uma péssima iniciativa. Parece-me que essa chamada para denúncias visa contaminar o debate político aberto nas escolas”, argumenta Volkholz, ex-senadora pelo Partido Verde para Escola, Formação Profissional e Esporte em Berlim.

Winfried Kretschmann, premier do estado de Baden-Württemberg foi além: comparou o sistema do AfD às bases “do totalitarismo”.

“Há pessoas no AfD com conexões com a extrema-direita e neonazistas. É dever dos professores alemães apontar a incompatibilidade das visões desses políticos com a estrutura constitucional democrática livre de nosso país”, afirma à BBC News Brasil Heinz-Peter Meidinger, presidente da Deutscher Lehrerverband, a maior associação de professores da Alemanha.

“Os professores na Alemanha não tolerarão que seu direito de se expressar de maneira política seja retirado”, completa.

O AfD chegou ao Bundestag (o parlamento federal alemão) pela primeira vez em 2017, defendendo uma plataforma anti-imigração, antirrefugiados e em prol da identidade alemã. Com 92 cadeiras, tornou-se a principal força de oposição à coalização da chanceler Angela Merkel.

Alguns membros da legenda também se envolveram em polêmicas. Em julho, Alexander Gauland, co-líder do partido, disse que a era nazista foi uma breve mancha, ou “fezes de pássaro”, na longa e bem sucedida história da Alemanha. O comentário causou furor, uma vez que mais de 50 milhões de pessoas morreram na Segunda Guerra Mundial – incluindo seis milhões de judeus exterminados em campos de concentração nazistas.

“Não creio que os professores serão impedidos de apresentar uma discussão livre. Tenho esperanças de que eles sejam autoconfiantes o bastante para continuar a oferecer uma educação civil de qualidade”, diz Volkholz.

O Neutrale Schulen é administrado pelas seções regionais do AfD. A iniciativa está presente, entre outros estados, em Brandenburg, Baden-Württemberg e Berlim.

No momento, esses sites preservam a identidade dos denunciados. E, em alguns casos, o partido se oferece para mediar as reclamações com escolas e professores.

Os portais do Neutrale Schulen, em geral, argumentam que o projeto foi criado devido a reclamações de pais e alunos que se sentem discriminados por apoiarem o partido.

O AfD afirma que em algumas escolas de Berlim “professores estão espalhando uma visão política parcial do mundo”, da qual estudantes não podem discordar por medo de “exclusão social”. Em Hamburgo, o partido fala em “ataques desajeitados”.

Segundo o partido, o Neutrale Schulen não visa interromper o debate livre nas escolas, mas evitar que o AfD e seus apoiadores sejam atacados ou impedidos de expressar suas opiniões políticas.

Steffen Königer, membro do AfD no parlamento estadual de Brandemburgo, define a medida como “nossa última forma de autodefesa”. “Na Alemanha, é normal discutir em muitas escolas opiniões tendenciosas não apenas sobre nosso partido, mas sobre a ‘chamada mudança climática causada por humanos’. Os alunos que expressam sua opinião têm problemas por causa de pessoas politicamente corretas que os chamam de racistas ou nazistas.”

Segundo Kerker, os professores “têm que aceitar certos limites” de liberdade quando estão ensinando. Meidinger, entretanto, afirma que o AfD quer ser visto como “caçado, discriminado pelo Estado e servidores públicos, e como mártires”.

Desde 1976, os professores alemães seguem o chamado Beutelsbacher Konsens (Consenso de Beutelsbach) como diretriz para produção de aulas. O documento estabelece os princípios fundamentais para o ensino político-histórico nas escolas, a fim de coibir a doutrinação e abordar de maneira honesta temas controversos.

Segundo o Centro Nacional para Educação Política em Baden-Württemberg, o consenso tem três elementos:

1) a proibição de “sobrecarregar/oprimir” os alunos – não é permitido induzir os estudantes a emitir opiniões “desejáveis” e impedi-los de “formar um juízo independente”;

2) tratar assuntos controversos como tal – pontos de vista diferentes devem ser apresentados e discutidos. Os professores acabam, por vezes, sendo responsáveis por introduzir visões estranhas a alguns alunos;

3) considerar os interesses pessoais dos alunos – os estudantes devem ser capacitados à análise política e “avaliar como os seus interesses pessoais são afetados”.

O Beutelsbacher Konsens não proíbe os professores de exporem suas opiniões aos alunos desde que a identifiquem como tal. “Os professores devem fornecer informações sobre a agenda política dos diferentes partidos. Na discussão sobre o conteúdo, eles podem opinar. Além disso, existe a ordem para serem moderados. Eles devem expressar sua opinião de forma fundamentada e sem excessos”, explica Meidinger.

“Fui professora de educação cívica. É claro que dizíamos a nossa opinião sobre um assunto aos alunos. Eles têm o direito de saber, até para que possam julgar se o professor tenta dominá-los”, completa Volkholz.

O Centro Nacional para Educação Política destaca que os professores são “acima de tudo” obrigados a defender “a ordem básica democrática livre”. Ou seja, devem ser imparciais, mas não neutros em termos de valores. Por exemplo: se um político ataca minorias ou se partidos toleram antissemitas em seus quadros e possuem ligações claras com extremistas de direita, “é claro que isso deve ser examinado criticamente”.

No Brasil, por outro lado, o Escola Sem Partido pode vedar a manifestação da opinião política de professores em sala de aula, com apoiadores quase sempre se referindo a uma suposta doutrinação de esquerda e uso do marxismo.

O projeto ainda define como princípio para o ensino nas escolas o “respeito às crenças religiosas e às convicções morais, filosóficas e políticas dos alunos, de seus pais ou responsáveis, tendo os valores de ordem familiar precedência sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa”.

Os professores brasileiros já sentem a pressão de movimentos que visam monitorar o conteúdo programático das aulas. “[O Neutrale Schulen e o Escola Sem Partido] soam como algo que se ouve em Estados totalitários”, diz Mills.

Recentemente, Ana Caroline Campagnolo, deputada estadual eleita pelo PSL em Santa Catarina, incentivou em suas redes sociais que estudantes gravassem seus professores para denunciá-los em caso de “manifestações político-partidárias ou ideológicas”. Uma decisão judicial determinou que as mensagens fossem apagadas.

“Professores devem falar sobre política. É desejável que os jovens compreendam a política e se envolvam em discussões respeitosas. A política democrática é negociar soluções para problemas comuns em que há perspectivas diferentes. Os jovens precisam fazer isso desde cedo”, afirma Mills.

Da BBC Brasil

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Novo governo vai inventar função para vice-presidente eleito

A nova estrutura do Palácio do Planalto, que está sendo desenhada pela equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro, prevê que a pasta da Casa Civil passe a ter uma outra atribuição e deixe de coordenar os ministérios do governo. Esse trabalho passaria a ser feito pelo vice-presidente eleito da República, general Hamilton Mourão. A ideia é liberar o futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para a articulação política com o Congresso, já que a Secretaria de Governo – que desempenha esse papel atualmente – será extinta.

Na visão do núcleo mais próximo do presidente eleito, a articulação política e a abertura de um canal de ligação de Bolsonaro com os parlamentares vai demandar tempo e esforço em um cenário de votação de projetos considerados fundamentais pela nova gestão.

A estrutura do Planalto no governo Bolsonaro daria mais poderes ao general Mourão – que durante a campanha eleitoral deu declarações polêmicas e, por isso, chegou a ser desautorizado pelo então presidenciável do PSL – e pode acentuar as diferenças entre os grupos político e militar que cercam o presidente eleito.

Na avaliação de aliados, como o governo será comandado por um militar reformado do Exército, que pensa na hierarquia, a visão é de que todos os ministros têm o mesmo nível e não aceitariam cobrança de resultado de outro titular de “igual estatura”. Colocar Mourão à frente da coordenação da Esplanada seria uma forma de dar ao vice-presidente eleito ascendência sobre os demais titulares do primeiro escalão para cobrar resultados.

Se o novo desenho for aprovado, o Palácio do Planalto perde uma secretaria com status de ministério – a de Governo –, ficando com apenas três pastas: Casa Civil, com Lorenzoni; Gabinete de Segurança Institucional (GSI), com o general Augusto Heleno, e Secretaria-Geral da Presidência, que deverá ser ocupada pelo ex-presidente do PSL Gustavo Bebianno.

A Secretaria-Geral é uma espécie de “prefeitura do Planalto”, embora o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) – que tem como finalidade a celebração de contratos de parceria com a iniciativa privada e outras medidas de desestatização – esteja vinculado a ela.

Outro cargo importante no palácio é a chefia de gabinete do presidente da República, que ainda não tem nome definido. O titular deste posto será o responsável por controlar a agenda e quem tem ou não acesso a Bolsonaro. Bebianno chegou a desempenhar esse papel durante a campanha e inicialmente estava cotado para o cargo. Na última semana, no entanto, Lorenzoni anunciou Bebianno como “futuro ministro” da Secretaria-Geral da Presidência, o que até agora não foi confirmado por Bolsonaro.

No novo desenho, juntamente com a coordenação dos ministérios, devem ser deslocadas para a Vice-Presidência duas subchefias da Casa Civil – a de análise e acompanhamento de políticas governamentais e a de articulação e monitoramento. Está sendo estudado também a possibilidade de projetos vinculados ao PPI e as ações Programas de Aceleração do Crescimento (PAC) serem transferidas para a Vice-Presidência.

No caso do PPI, considerado pelo novo governo como uma área de excelência, há projetos prontos para serem privatizados a curto prazo que poderão render ao menos R$ 100 bilhões. Embora com recursos minguados para 2019, o PAC deverá ter disponível cerca de R$ 17 bilhões para as obras previstas.

A Casa Civil, por sua vez, manteria sob sua responsabilidade a secretaria executiva, a subchefia de assuntos jurídicos – por onde passam todos os atos do governo para serem aprovados –, a Imprensa Nacional, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial além de comitês, comissões e conselhos, como o Desenvolvimento Econômico e Social – o chamado Conselhão, que o novo governo quer reformular totalmente.

A Casa Civil tem 190 cargos comissionados, os chamados DAS, à sua disposição. O Palácio do Planalto conta hoje, ao todo, com cerca de 3.500 funcionários.

Do Estadão

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Publicação de: Blog da Cidadania

Ministra de Bolsonaro, a Menina Veneno, fez parceria com a JBS

A deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS), conhecida como Menina Veneno, indicada por Jair Bolsonaro (PSL) para o Ministério da Agricultura, ocupava o cargo de secretária do Agronegócio do Mato Grosso do Sul quando o grupo JBS recebeu incentivos fiscais naquele estado.

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A concessão de benefícios ocorreu na gestão André Puccinelli (MDB-MS) — preso em julho pela Operação Lama Asfáltica da Polícia Federal sob acusação de corrupção.

A empresa de Joesley Batista, em delação premiada, afirma que pagou durante 13 anos propinas entre 20% e 30% do valor total dos créditos tributários ao governador. O esquema teria rendido R$ 150 milhões para o grupo político de Puccinelli, segundo o Ministério Público Federal.

No período em questão, o dublê de secretária e fazendeira fez com que Tereza Cristina arrendasse uma área por R$ 918 mil anuais para a JBS. Também na campanha de 2014, Menina Veneno recebeu R$ 103 mil da empresa dos irmãos Batista a título de contribuição.

O apelido de Menina Veneno da futura ministra da Agricultura ‘pegou’ porque ela ainda recebeu doações de executivos diretamente ligados aos agrotóxicos na sua campanha de reeleição para o Legislativo. Além disso, na Câmara, Tereza Cristina batalhou pelo avanço do Projeto de Lei (PL) 6.299/2002, que flexibiliza as regras para fiscalização e aplicação dos agrotóxicos.

Publicação de: Blog do Esmael

Parada gay neste domingo em Curitiba diz não à violência e aos cortes sociais

A Parada da Diversidade LGBTI Curitiba – 2018, que ocorrerá neste domingo(18), terá como bandeiras principais a defesa dos direitos civis de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transsexuais e intersexuais e a luta contra os cortes de verbas nos programas sociais. A concentração da parada está marcada para às 13h na Praça da Mulher Nua (antiga 19 de dezembro).

“Domingo é dia de uma manifestação legítima em busca de visibilidade e apoio para a garantia de direitos da população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transsexuais e intersexuais que também fazem parte da sociedade brasileira. É tempo da Justiça reconhecer nossos direitos civis sem nenhum retrocesso”, diz a convocatória da manifestação organizada pela Appad – Associação da Paranaense Parada da Diversidade LGBTI.

Publicação de: Blog do Esmael

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