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População do Rio sofre com falta de remédios

Foto: Marcelo Regua / Agência O Globo

A disposição que a podóloga Georgiana Barbosa sempre teve para exercer a sua profissão vem sendo limitada por fortes dores nas articulações, sobretudo, nos dedos das mãos. Aos 38 anos, ela sofre de artrite reumatoide, doença inflamatória crônica que faz o sistema imunológico atacar células saudáveis. E, assim como pelo menos 8,5 mil pessoas no Rio, segundo dados do sistema da Superintendência de Assistência Farmacêutica do governo estadual, ela enfrenta dificuldades no tratamento devido à carência de medicamentos classificados como especializados — geralmente caros e indicados em casos de males crônicos e raros.

Uma portaria do Ministério da Saúde determina que esses remédios sejam fornecidos gratuitamente pelos estados. Desde 2018, Georgiana tenta, em vão, receber o seu, o Rituximabe, que pode custar até R$ 8 mil.

— Em novembro, a Secretaria estadual de Saúde me autorizou a obtê-lo. Desde então, sempre que vou à Rio Farmes (farmácia de distribuição do estado, que fica no Centro do Rio) me pedem para voltar no mês seguinte — lamenta.

Dificuldades mesmo com decisão judicial

Diante das deficiências no estoque do governo, cada vez mais doentes apelam ao Tribunal de Justiça para conseguir remédios — e não só os especializados. De janeiro a julho deste ano, foram ajuizadas 2.731 ações com pedidos para que o poder público forneça medicamentos e insumos. Em todo o ano de 2018, foram 2.942 solicitações. Mas nem sempre uma decisão favorável tem sido uma garantia para quem precisa.

Sabendo dessa agonia, Gabriela Boueres, de 22 anos, acionou os tribunais antes mesmo de entrar com um pedido na Rio Farmes. Grávida de três meses e em tratamento por causa de uma trombose na perna esquerda, ela foi advertida de que a falta do remédio Clexane pode ter consequências à saúde dela e à de seu bebê. Dez doses do medicamento custam R$ 400, e Gabriela precisa tomá-las diariamente, até um mês após o parto.

— No Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Uerj, a médica orientou que eu fosse diretamente à Defensoria Pública antes de pedir o remédio na Rio Farmes. Devido à minha gravidez, esse é o remédio recomendado. Outros medicamentos poderiam atravessar a placenta e atingir meu bebê — disse Gabriela, que tem a gestação considerada de alto risco e, por isso, consegue fazer o pré-natal no Pedro Ernesto.

A equipe médica deu a Gabriela algumas doses do remédio indicado, mas elas só vão durar até quarta-feira.

A Secretaria estadual de Saúde admite que o quadro não é dos mais estáveis. Oficialmente, informa que faltam 25 medicamentos especializados em seu estoque. Entre eles, está o Ambrisentana, usado para combater a hipertensão arterial pulmonar. Cada caixa com 30 cápsulas custa cerca de R$ 2 mil. E é dele que a aposentada por invalidez Flavia Maldonado, de 37 anos, depende.

As doses diárias a ajudam a realizar tarefas cotidianas, como ir ao banheiro após acordar. Sem o medicamento, a ex-bancária sente fadigas intensas e falta de ar, o que pode levar à perda da consciência. Ela só não parou de tomá-lo porque conseguiu comprar uma caixa de Ambrisentana com a ajuda de amigos e parentes.

— Para onde vão nossos impostos? A gente faz nossa parte, mas o governo não faz a dele — desabafa Flávia.

Racionalização para sobreviver

A rotina de Lucas Poleto, de 25 anos, também não é fácil. Com 1,78 metros de altura e 47 quilos, ele sofre com a Síndrome de Crohn, doença que impede que seu organismo absorva nutrientes dos alimentos. Todos os meses, o pai dele, o motorista de aplicativo João Poleto, tenta conseguir para o filho uma lata de um suplemento alimentar especial, que custa cerca de R$ 300. Na última quarta-feira, o relógio marcava 9h quando João chegou à central de mandados judiciais do setor de saúde do governo estadual, no Centro do Rio. Munido da decisão judicial que, desde fevereiro, obriga o estado a fornecer o suplemento, ele saiu de mãos abanando.

— A falta do suplemento me deixa com a imunidade baixa. Já tive tuberculose e chicungunha. Não consigo mais fazer esporte, como jogar futebol com os amigos. Se eu corro por mais de cinco minutos, fico sem ar e me dá uma sensação de desmaio. Até no trabalho, sinto dores no ombro em movimentos simples — relata Lucas, morador do Jacaré e vendedor numa papelaria em Vaz Lobo, na Zona Norte.

Hoje, o jovem tenta racionalizar o pouco do suplemento que conseguiu por meio de doações. A dose recomendada pelos médicos é de dez colheres no café da manhã e outras dez no início da noite. Mas ele consome somente quatro colheres ao acordar.

Já Georgiana acionou a Defensoria Pública estadual para tentar obter o remédio que reduziria suas dores. Mas o cenário não é nada animador. No Rio, até remédios especializados fora da lista dos que estão em falta podem não ser fornecidos. O Rituximabe de 500 miligramas, de que a podóloga precisa, não consta na relação dos que não há em estoque. Apesar disso, ela vive sua via-crúcis para consegui-lo.

— Como alternativa, estou tomando um remédio à base de cortisona, que me deixa muito inchada. Olha só o meu pé — diz Georgiana, apontado para o tornozelo.

Alessandra Nascimento, subcoordenadora de Saúde e Tutela Coletiva da Defensoria Pública do Rio, explica que, embora a distribuição de remédios especializados seja uma atribuição dos governos estaduais, sua aquisição é compartilhada.

— Alguns medicamentos são comprados pelo governo federal, que custeia tratamentos mais complexos. Outros, pelos estados, responsáveis por medicamentos de custo intermediário — destaca a defensora.

No entanto, lembra ela, muitas vezes o poder público alega a falta de recursos para não cumprir decisões judiciais que determinam o fornecimento desses remédios.

— Além disso, justificam que é preciso fazer licitações para realizar as compras. Mas, com uma tutela antecipada, os governos têm que cumprir o que está escrito na decisão judicial. É mais barato do que ter bens sequestrados— afirma.

Segundo o Departamento de Medicamentos Judicializados da Secretaria estadual de Saúde, foram empenhados, ao longo de todo o ano de 2018, R$ 6,4 milhões para a aquisição de remédios por determinação da Justiça. A Defensoria Pública da União auxiliou em 150 dos casos. O órgão ressalta as consequências que as falhas no tratamento podem ter para quem fica à espera de um remédio especializado.

São medicamentos de extrema importância, por serem drogas de alto custo e frequentemente não encontradas no mercado convencional. Muitas vezes, são a única terapia indicada para doenças raras. O paciente que fica sem o tratamento tem agravada não só a sua saúde física, mas também a emocional — diz o defensor público da União Daniel Macedo.

Nova remessa da União chega mês que vem

Pelo menos 28 remédios especializados de uma lista de 200 — que devem ser comprados pelos governos federal e estadual — não têm sido fornecidos pela Rio Farmes. O Ministério da Saúde afirmou que tem orientado os estados a otimizar estoques e fazer remanejamentos internos, a fim de assegurar o abastecimento até o recebimento de novas entregas. E que apenas quatro dos medicamentos especializados em falta no Rio são adquiridos pela União: Latanoprosta, Rituximabe, Fingolimode e insulina de ação rápida.

De acordo com a União, os três últimos “estão regulares em todo o país” e, portanto, deveriam ser fornecidos normalmente pelo governo estadual. Já com relação à Latanoprosta, que trata glaucoma e hipertensão, alegou que a fornecedora não cumpriu critérios de identificação visual e rastreabilidade dos lotes, o que impossibilitou a sua distribuição. Em nota, informou que, “para atender à demanda do último trimestre do ano, estão previstas duas entregas, sendo de 76,6 mil unidades em setembro e de 101,5 mil em novembro para todo o país”.

Procurada, a Secretaria estadual de Saúde reconheceu a falta de 25 medicamentos especializados, mas não respondeu o que tem feito para tentar solucionar o problema, nem quanto investiu na aquisição de fármacos nos últimos anos.

De O Globo

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Cacique morto no Amapá: Diligência da Câmara contesta laudo da PF e pede mais investigações

Diligência da CDHM ao Amapá contesta laudo oficial e pede mais investigações sobre morte de líder indígena

Pedro Calvi, Comissão de Direitos Humanos e Minorias

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) fez na sexta-feira (16) e no sábado (17) uma diligência ao Amapá para apurar em qual situação aconteceu a morte do líder indígena Emyra Waiãpi.

Os parlamentares Camilo Capiberibe (PSB/AP) e Joênia Wapichana (Rede/RR), integrantes da CDHM, conduziram os trabalhos.

O cacique foi encontrado morto no dia 27 de junho. Nenhum indígena testemunhou a morte de Emyra.

Porém, segundo relatos de moradores da aldeia Yvytotô, garimpeiros estavam acampados no interior da reserva e teriam invadido a aldeia e ameaçado os indígenas, que fugiram para outras áreas da região.

Já a Polícia Federal apresentou laudo preliminar que indica que a morte do líder indígena foi por afogamento.

Na sexta, a diligência visitou a aldeia Aramirã, no Território indígena Waiãpi, no município de Pedra Branca do Amapari.

No mesmo local, estiveram reunidos com líderes de 93 comunidades Waiãpis e representantes da Defensoria Pública da União e Ministério Público Federal.

No sábado, houve uma reunião com a Polícia Federal do Amapá e um debate com lideranças e movimentos sociais no Museu Sacaca, em Macapá. No encontro, os parlamentares ouviram a versão dos indígenas sobre a morte do cacique Emyra e a suposta invasão de garimpeiros.

A posição contrária ao laudo apresentado pela polícia se baseia em um vídeo feito pelos indígenas logo após o corpo de Emyra ter sido encontrado.

O registro mostra cortes no rosto, cabeça e região genital do cacique. A comitiva da CDHM teve acesso ao vídeo que ainda não foi divulgado oficialmente.

“A CDHM questiona as conclusões da Polícia Federal e recomenda o aprofundamento das investigações, porque o que se tem até agora não é suficiente para chegar às verdadeiras causas”, afirma Capiberibe.

“Também constatamos que houve invasão, sim, das terras Waiãpi, o que deixa os indígenas em situação de vulnerabilidade. Queremos que as medidas de segurança na área sejam ampliadas. Precisamos avançar para acabar com todas as dúvidas sobre a morte do cacique”, conclui o parlamentar.

Para Joênia Wapichana, “ainda é preciso que seja esclarecido todo o caso para evitar qualquer tipo de dúvida sobre o trabalho investigativo, inclusive porque não foi feita uma perícia do local onde o corpo foi encontrado e o vídeo mostra que o corpo sofreu violência”, aponta a deputada.

Camilo Capiberibe e Joênia Wapichana também fazem parte da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Povos Indígenas.

Perícia e exumação

A perícia realizada por dois médicos legistas Polícia Técnico-Científica (Politec) do Amapá, no dia 2 de agosto, indica que não houve “lesões de origem traumática” e nem “sulcos evidenciáveis de enforcamento” no pescoço do indígena.

Ainda afirma que a lesão na cabeça da vítima foi considerada pelos médicos como superficial pois “não atingiu planos profundos, e que não houve fraturas”.

O corpo do indígena foi exumado com autorização da família e de outros líderes, respeitando as tradições. O trabalho foi acompanhado por servidores da Funai, agentes da Polícia Federal, Polícia Civil e Politec.

A Polícia Federal aguarda o resultado do laudo toxicológico complementar, que examina o que foi coletado dos órgãos internos de Emyra. As amostras estão sendo analisadas no Laboratório de Toxicologia Forense, com previsão de entrega em 30 dias.

A exumação foi acompanhada por servidores da Funai. Ao todo, 27 pessoas participaram do trabalho, entre agentes da PF, Polícia Civil e Politec.

Ministério Público

A Procuradoria do Ministério Público Federal (MPF) no Estado instaurou uma investigação criminal para apurar a morte do indígena.

Os procuradores pediram à PF informações a respeito das denúncias de invasão da terra indígena e sobre as providências já adotadas para evitar o possível agravamento do conflito.

Publicação de: Viomundo

Bolsonaro deve tirar Coaf de Moro nesta semana

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

A medida provisória que transfere o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça para o Banco Central já está na Secretaria Geral da Presidência. O documento foi assinado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, na sexta-feira. A MP deve ser publicada amanhã,  resultando na saída imediata do atual presidente do Coaf , Roberto Leonel de Oliveira Lima, indicado pelo ministro da Justiça,  Sergio Moro, e que se tornou alvo da insatisfação do presidente Jair Bolsonaro.

Também na manhã de hoje, Moro terá uma reunião com Bolsonaro para tentar baixar a fervura da crise desencadeada pelo presidente ao tentar impor um nome a Superintendência da Polícia Federal no Rio. Na sexta-feira, como revelou o GLOBO, o diretor da Polícia Federal, Maurício Valeixo, ameaçou deixar o cargo se Bolsonaro insistisse na indicação do delegado Alexandre Silva Saraiva para chefiar a PF no Rio. Outros diretores e superintendentes também avisaram que deixariam os cargos.

De O Globo

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Publicação de: Blog da Cidadania

Juristas realizam hoje em SP ato para denunciar condutas de Moro na Lava Jato e no Ministério da Justiça

Da Redação

A ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) realiza em São Paulo, nesta segunda-feira, 19/8, ato público  para denunciar a conduta de Sergio Moro na Lava Jato e agora, enquanto como ministro da Justiça, já que segue extrapolando limites éticos e do cargo que ocupa.

O evento será  às 18h30, no salão nobre da Faculdade de Direito da USP, no Largo Francisco.

Participarão juristas, políticos, movimentos sociais, estudantes, professores e sociedade civil em geral.

Entre os juristas que já confirmaram presença estão: desembargadora aposentada Kenarik Boujikian; Fábio Konder Comparato, professor da Faculdade de Direito da USP; Carol Proner, professora de Direito Internacional da UFRJ; advogado Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay); Ana Amélia Camargos, vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB; defensor público Renato De Vitto; Eneas Matos,professor de Direito da USP; promotor de Justiça Gustavo Costa; Fábio Gaspar, presidente do Sindicato dos Advogados de São Paulo.

Também estão confirmados os ex-presidenciáveis Fernando Haddad e Guilherme Boulos, assim como os presidentes do PT e  Psol, respectivamente Gleisi Hoffmann e Juliano Medeiros.

Dezenas de entidades e movimentos estarão representadas no ato, entre os quais:

— Frente Brasil Popular

— Frente Povo Sem Medo

— Centro Acadêmico XI de Agosto

— Defensoria Pública

— Transforma MP

— Federação Nacional de Estudantes de Direito

— Movimento Policiais Antifascimo

–Frente Interreligiosa Dom Paulo Evaristo Arns

— Central de Movimentos Populares

— Sindicato dos Advogados Públicos de SP

— Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação

— Movimento dos Trabalhadores Sem Terra

— Educafro

— Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual

— Fenajufe

— IBCCriM

—  Advogados e Advogadas pela Democracia, Justiça e Cidadania

— União Nacional do Estudantes

— Intersindical

–União de Mulheres de São Paulo

— Promotoras Legais Populares

— Rede Feminista de Juristas

— Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares

Publicação de: Viomundo

Estadão: Nem esquerda nem direita; muito pelo contrário

Por Esmael Morais

Publicado em 19/08/2019

O editorialista do Estadão fumou coisa estragada. Só pode. O jornalão paulistano faz uma ode ao muro, mas, ao que interessa, joga com a extrema direita neoliberal.

O Estadão é um dos mais fervorosos na campanha pela retirada de direitos dos trabalhadores, da desconstitucionalização do Estado Social, portanto, por uma agenda de direta. Está aí a reforma da previdência para confirmar a opção preferencial da publicação pelos bancos privados.

Hipocritamente, nesta segunda (19) o jornalão vem com o papo furado de ‘nem esquerda nem direita’.

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“Enquanto esquerdistas e direitistas se digladiam em sua guerra imaginária para salvar o Brasil uns dos outros, milhões de brasileiros vivem a dura realidade da falta de perspectiva e de respeito”, diz o editorial do Estadão.

O discurso do Estadão é ideológico e ideologia nada mais é do que a falsa representação da verdade.

O Estadão se arvora “imparcial” para emplacar sua ideologia de direita entre os desavisados.

Quer enganar quem, querido jornalão?

Publicação de: Blog do Esmael

Ex-ministro Bebianno prepara ‘livro-bomba’ sobre convívio com Bolsonaro

Por Esmael Morais

Publicado em 19/08/2019

O ex-ministro Gustavo Bebianno, demitido da Secretaria-Geral da Presidência da República em fevereiro deste ano, está preparando um “livro-bomba” sobre as memórias do convívio que teve com o presidente Jair Bolsonaro (PSL). A futura obra também vai revelar os bastidores da campanha presidencial do ex-capitão.

De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, o ex-ministro está rascunhando a obra, que deve conter relatos desde o período em que ele fez campanha para Bolsonaro e também sobre o curto tempo em que integrou o governo.

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Ressentido com a forma pela qual foi exonerado, Bebianno, que chegou a presidir o PSL, deixou a sigla em junho. Seu plano é apoiar João Dória (PSDB) nas próximas eleições presidenciais de 2022.

A saída do governo foi fortemente influenciada pelas desavenças com um dos filhos do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (PSL), que chegou a fazer críticas públicas a Gustavo Bebianno.

Publicação de: Blog do Esmael

Coluna | Elas por elas no futebol | Que venha o mata-mata


Brasileirão

A?fase eliminatória?da A1?promete grandes jogos, com as partidas de ida já nesta semana.  

Fernanda Haag |
Fernanda Haag é colunista de esporte do Brasil de Fato Paraná Arte: Vanda Moraes

A primeira fase do Brasileirão série A1 chegou ao?fim. Já conhecemos os classificados para as quartas de final, os rebaixados e o pessoal que ficou sem muitas?emoções,?no meio da tabela.?Lá embaixo,?Vitória-PE, Foz Cataratas, São Francisco e Sport?jogarão a série A2 no próximo ano, buscando retornar à elite do futebol nacional.?Já a?fase eliminatória?da A1?promete grandes jogos, com as partidas de ida já nesta semana.  

O Corinthians, com a marca histórica de 25 vitórias consecutivas, enfrenta o tradicional São José. Flamengo e Internacional repetem um clássico do futebol masculino. As sereias da Vila enfrentam a Ferroviária e ainda temos Kindermann e Audax. Enquanto?isso,?já temos os finalistas da série?A2:?o Cruzeiro despachou o Grêmio e o?São Paulo arrancou um empate do Palmeiras, em jogo com arbitragem polêmica —?como havia ganhado o primeiro prélio, garantiu a vaga na final. Apertem os cintos, que o mata-mata promete! 

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

Rejeição de Bolsonaro à ciência leva o Brasil à ignorância


Editorial

O governo não quer que sejam produzidas informações sobre as condições de vida da população

Redação |
Uma das marcas do governo de Bolsonaro é a rejeição à ciência. Sérgio Lima/Poder360

Uma das marcas do governo de Bolsonaro é a rejeição à ciência. A posição do governo sobre relações internacionais, meio-ambiente e direitos humanos estão assentadas em teses sem qualquer apego à racionalidade nem compromisso com pesquisas sérias.  

Dentre os episódios marcantes sobre isso, está a exoneração do diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) por divulgar dados acerca do aumento do desmatamento na Amazônia. Se a verdade não interessa ao governo, ele proíbe que a verdade seja dita.

Outro acontecimento recente foi o parecer da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) rejeitando auxílio acadêmico a evento que debaterá democracia e Constituição, sob o argumento de que se trata de “militância política”.

A retirada de algumas questões sobre fonte de renda, formação escolar e bens de consumo do Censo de 2020 é outro exemplo. O governo não quer que sejam produzidas informações sobre as condições de vida da população.

O ataque à produção de conhecimento entrega as universidades à iniciativa privada, colocando o país distante da soberania científica e tecnológica. É por tudo isso que as mobilizações em defesa educação e da ciência, como as do dia 13, são cruciais para o presente e para o futuro do Brasil. 

Publicação de: Brasil de Fato – Blog

Bolsonaro é incapaz de construir um discurso coerente, dizem especialistas franceses

Por Esmael Morais

Publicado em 18/08/2019

Federal deputy Jair Bolsonaro, a pre-candidate for Brazil's presidential election, attends a presidential debate in Brasilia

Federal deputy Jair Bolsonaro, a pre-candidate for Brazil's presidential election, attends a presidential debate in Brasilia

Ao analisar falas sobre temas “diversos” como como apologia à ditadura civil-militar, preconceitos de vários tipos, desprezo pelo meio ambiente e também sobre cocô, especialistas franceses afirmam que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) possui um discurso incoerente com seu cargo. Eles afirmam ainda que a normalização dessa linguagem “crua” do chefe de Estado pode levar a consequências negativas para a representatividade do país, tanto no cenário internacional quanto no nível das instituições democráticas brasileiras.

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À Radio France International (RFI), Liz Feré, professora de Análise do Discurso na Universidade Sorbonne Paris 8, afirmou que os discursos de Bolsonaro são manobras para se esquivar de discussões sérias, para as quais não possui preparo. “É uma forma discursiva comum nos países com líderes autoritários, como é também o caso do ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, ou do presidente americano Donald Trump, entre outros”, diz.

“Eu diria que ele é incapaz de construir um discurso coerente”, afirmou Liz Ferré, sobre Bolsonaro. “Você vê que ele não fala dentro de um discurso público esperado de um chefe de Estado. Ele fala fora desse contexto protocolar de uma coletiva com jornalistas ou outros dirigentes, como se estivesse no âmbito de discurso privado, tomando uma cerveja num domingo com amigos”, acrescenta.

Patrick Charaudeau, pesquisador francês e professor da Universidade Paris 13, compara Bolsonaro ao ex-candidato à presidência francesa Jean-Marie Le Pen, do partido de extrema direita Frente Nacional. Segundo Charaudeau, os dois compartilham a mesma linguagem do “carisma do poder e da brutalidade”. “É um paradoxo: quanto mais um líder político se mostra brutal, mais ele terá o favoritismo de uma parte da população que se encontra frustrada”, explica.

O discurso cru
Professora na Universidade Paris Nanterre e analista do discurso do Brasil contemporâneo, Ingrid Bueno Peruchi afirma que o problema com a linguagem “crua” de Jair Bolsonaro é que ele parece ignorar as regras das instituições. “A atividade dos políticos no Brasil, sobretudo na esfera federal, é submetida a um código de ética e de comportamento voltado à segurança dos valores deontológicos e morais compartilhados pela sociedade. A constituição federal de 1988 prevê, aliás, a perda do mandato de um deputado ou senador que não respeitar os princípios de dignidade ou integridade”, analisa.

Para ela, esse estilo de comunicação reforça uma imagem outsider de Bolsonaro, aproximando-o ainda mais de uma parcela da população que leva suas falas “na brincadeira”, apesar da truculência de seus pronunciamentos. Por outro lado, Birgitta Dresp, especialista do Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS na sigla em francês – maior órgão público de pesquisa científica da França e uma das mais importantes instituições de pesquisa do mundo), explica que essas táticas discursivas não são inovadoras e são investigadas há muitos anos.

Dentro desse padrão, as contradições entre vários assuntos, o uso de mentiras que podem ser provadas com fatos, a recusa em responder uma questão que acabou de ser feita ou respostas inadequadas, estão presentes. “É um processo de sedução e não de comunicação no sentido científico do termo. A sedução ocorre por meio de vários mecanismos: o chocante pode seduzir às vezes até mais do que o que é agradável. Tudo é uma questão de contexto no discurso político”, afirma Birgitta.

Liz Feré diz que preocupa o fato de que, ao invés de questionar e cobrar um posicionamento mais de acordo com as normas internacionais da retórica de um presidente, boa parte dos eleitores gostam dele justamente por sua atitude de provocação diante das instituições políticas clássicas. “Ele ganhou as eleições exatamente com esse discurso, por causa desse discurso. O mais grave é que foi se instalando, aos poucos, essa possibilidade de aceitar isso.”

Na avaliação do professor da Fundação Escola de Sociologia e Política Paulo Silvino, as falas “escatológicas” do presidente vão além do constrangimento e representam “desrespeito, despreparo e descompromisso” com o Brasil. À Rádio Brasil Atual, Silvino disse que esse tipo de discurso agressivo, que mantém o “tom de campanha”, serve para encobrir a falta de propostas de Bolsonaro para o país.

Por RBA

Publicação de: Blog do Esmael

Bolsonaro vai demitir esta semana ‘braço direito’ de Moro no Coaf

Por Esmael Morais

Publicado em 19/08/2019

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) vai demitir esta semana o presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Roberto Leonel, com a transferência do órgão para o Banco Central.

Leonel, indicado para o cargo pelo ministro Sérgio Moro, é pivô do escândalo da quebra de sigilos fiscais a pedido do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa Lava Jato. Antes de assumir o Coaf, ele era o chefe da inteligência da Receita Federal em Curitiba.

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Dentre as pessoas que tiveram ilegalmente o sigilo devassado pela Receita estão o caseiro Maradona, do sítio de Atibaia; dona Marisa Letícia, morta em março de 2018; oito ex-seguranças do ex-presidente Lula; a ex-mulher do ex-deputado Rocha Loures (MDB).

Por Medida Provisória, o Coaf passará a ser chamado de Unidade de Inteligência Estratégica e ficará sob o guarda-chuva do ministro da Economia Paulo Guedes.

Bolsonaro muda o Coaf motivado pela investigação de seu filho, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), no Caso Queiroz. O órgão vazou informações fiscais e bancárias do moço no início deste ano.

Publicação de: Blog do Esmael

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