A Anistia Internacional pediu nesta sexta-feira (8) que o Estado Brasileiro garanta proteção ao porteiro do Condomínio Vivendas da Barra, que ligou o presidente Bolsonaro ao assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.

A nota assinada por Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional Brasil, diz que o Estado deve garantir a inclusão do porteiro no Programa de Proteção à Testemunha.

“Ele teve informações pessoais reveladas e está relacionado a um caso extremamente delicado, em que os acusados de executar Marielle Franco são também acusados de serem integrantes de grupos criminosos. Seu direito à vida precisa ser preservado”, disse Jurema.

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O pedido veio depois que a Revista Veja expôs o nome e endereço do porteiro. Segundo a entidade, a testemunha corre risco de morte.

Em seu depoimento, o porteiro afirmou que um dos acusados de matar Marielle e Anderson, Élcio Queiroz, informou que iria à casa 58, pertencente ao presidente Jair Bolsonaro, no dia 14 de março de 2018, dia dos assassinatos. Entretanto, Élcio foi à casa do outro acusado, Ronnie Lessa.

A Anistia também exige que o processo sobre o assassinato de Marielle seja preservado, incluindo provas e testemunhas, e transcorra de forma célere, mas alerta que falta transparência e independência nas investigações.

“Que todas as instituições e a sociedade brasileira estejam dedicadas e comprometidas com a garantia da independência das investigações. Estamos assistindo a uma inundação de informações, versões e declarações, misturadas com o silêncio de autoridades e instituições que devem transparência à sociedade neste caso. Uma investigação policial deve ter o cuidado de não expor detalhes que prejudiquem a descoberta dos fatos, mas esse sigilo não significa que as investigações são secretas”, acrescentou Jurema.

Com informações da Rede Brasil Atual e da Anistia Internacional

Publicação de: Blog do Esmael