Fatos comprovados (prova pré-constituída) e que foram reforçados, dentre outras coisas, por revelações do portal The Intercept e por outros veículos de imprensa. Indevida escolha da jurisdição mais favorável à condenação do Paciente. Procuradores da República aceitaram atuar coordenados por juiz-acusador (HC 164.493/PR) com o objetivo de promover a condenação do Paciente a qualquer custo. Trecho do pedido de 102 páginas (íntegra no pé do post)

Da Redação

A defesa do ex-presidente Lula deu entrada na madrugada de hoje, no Supremo Tribunal Federal, com um pedido de habeas corpus baseado nos vazamentos do Intercept Brasil.

Os vazamentos, que foram reproduzidos por publicações como a Veja, a Folha de S. Paulo, o Buzz Feed, a Band e o El Pais demontram, dentre outras coisas, que:

  1. O ex-juiz federal Sérgio Moro praticamente comandava a Força Tarefa da Lava Jato em Curitiba, em contato frequente com o procurador Deltan Dallagnol.
  2. Dallagnol e outros procuradores tramaram formas de impedir entrevista de Lula às vésperas da eleição presidencial de 2018, com o objetivo de prejudicar o candidato do PT, Fernando Haddad.
  3. O juiz Moro foi contra a delação premiada de Eduardo Cunha e a apreensão dos telefones do ex-presidente da Câmara dos Deputados quando ele foi preso.
  4. O juiz Moro é suspeito de ter atuado para evitar que casos de foro privilegiado fossem remetidos ao STF.
  5. O procurador Deltan tentou influir na escolha de ministro do STF, queria queimar a chefe da PGR, Raquel Dodge, com vazamentos na imprensa, buscou provas contra o ministro Gilmar Mendes na Suiça e usou movimentos de direita para pressionar o STF, com a estratégia de “nomear e pressionar” em redes sociais.
  6. O procurador Deltan faturou alto com palestras utilizando conhecimento obtido no cargo público e cogitou usar a própria esposa como laranja para esconder os ganhos.

A defesa de Lula quer a anulação de todos os processos contra o ex-presidente alegando que um dos principais objetivos do conluio entre Moro e Dallagnol foi prender o ex-presidente, com o objetivo de tirá-lo das eleições de 2018, viciando assim o processo — que levou Jair Bolsonaro ao Planalto e o ex-juiz Moro ao Ministério da Justiça.

Publicação de: Viomundo