Por Esmael Morais

Publicado em 13/07/2019

O procurador Deltan Dallgnol, coordenador da força tarefa lava jato, concedeu entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, publicada neste sábado (13) pela internet. Ele repete o discurso ensaiado do ex-juiz Sérgio Moro de que as mensagens publicadas pelo Intercept foram obtidas ilegalmente por um “hacker criminoso”.

Da mesma forma que Moro, Dallagnol não refuta ou desmente nenhuma mensagem específica. Ele só fala que pode ter havido edição e manipulação, inclusive do áudio.

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Quando questionado por que não entregou o telefone para perícia, ele afirmou que a invasão foi nas contas mantidas no Telegram, na internet, e não no aparelho. Ele diz que encerrou a conta no Telegram e trocou de aparelho, seguindo as orientações Polícia Federal.

Questionado se ele ou outros procuradores não podem apontar o que é verdade ou mentira nas mensagens, Dallagnol respondeu que não ninguém tem as mensagens para comparar.

O que seria bastante razoável se não se tratasse de uma cooperação ilegal entre acusação e juízes de primeira e segunda instância. As pessoas podem não se lembrar exatamente do que disseram; mas esse tipo de crime, convenhamos, seria difícil de esquecer.

Ou seja, Dallagnol repete a mesma versão ensaiada que Sérgio Moro vem usando. Não negam, não lembram e foi crime de uma hacker. Muito conveniente e muito difícil de se acreditar.

Questionado sobre as “pesadas críticas do ministro Gilmar Mendes”, Deltan não se conteve e disse que prefere “não comentar ataques e grosserias”.

A entrevista completa está no Portal do Estadão.

Publicação de: Blog do Esmael